Conheça a “doença disfarçada de virtude” que pode ter consequências desastrosas para a saúde

Tudo começa com o desejo de nos sentirmos bem, comendo apenas alimentos puros, “limpos”.

 Até aí, tudo bem.

Isso nos leva a dizer adeus a certos grupos de alimentos, como grãos, açúcares e produtos animais.

493208769No final, a dieta se reduz a uma quantidade tão restrita de alimentos que acabamos ficando desnutridos.

Esse transtorno tem um nome: Ortorexia Nervosa.

O termo foi criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, aliando a palavra para “correto” ─ do grego orthos ─ com “apetite” ─ orexis ─ (de onde vem, aliás, a palavra anorexia, ou, sem apetite, transtorno que, muitas vezes, é mascarado pela ortorexia).

Embora o objetivo do anoréxico seja perder peso, e o do ortoréxico, ficar saudável, ambos os transtornos restringem a alimentação do indivíduo, colocando sua vida em risco.

No entanto, enquanto a anorexia é reconhecida como um mal, a ortorexia tem a desvantagem de ser uma doença “disfarçada de virtude”.

 Tendência crescente

Uma dieta baseada em alimentos frescos, não industrializados, está longe de ser ruim. O problema é quando isso se torna uma obsessão.

Citando exemplos de dietas que considera preocupantes, Bratman faz alusão a pessoas que têm medo de consumir laticínios, ou aquelas que só consomem alimentos crus (por temer que o processo de cozimento dos legumes e verduras “destrua seu campo etéreo”).

“No final, o ortoréxico acaba passando grande parte da sua vida planejando, comprando, preparando e comendo seus pratos”, explica Bratman em seu livro Health Food Junkies (em tradução livre, “Viciados em Comida Saudável”).

Quando escreveu a obra, no final da década de 90, Bratman se referia a hábitos alimentares de pequenos grupos de pessoas.

Quase duas décadas depois, a obsessão com a comida saudável está por toda parte, inclusive no mundo digital. Para confirmar esse fato, basta fazer uma busca por #CleanEating no Instagram ou no Twitter.

498072037Experiência pessoal

Bratman não só deu nome ao transtorno como também foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com ele. O médico admitiu ue se deixou seduzir de tal forma pela “alimentação virtuosa” que se negava a comer legumes mais de 15 minutos após seu cozimento.

Mais recentemente, em seu site na internet, ele declarou: “No meu livro de 1997 e em tudo o que tenho escrito até agora, venho dizendo que enquanto os anoréxicos desejam ser fracos, os ortoréxicos desejam ser puros”.

“No entanto, a realidade me obriga a reconhecer que a distinção já não é tão clara. Me parece que uma alta porcentagem de ortoréxicos hoje em dia se foca em perder peso.”

“Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréxicas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica em escolher apenas alimentos com baixo teor calórico”.

Sem fundamento

“Esses pratos inspirados pelo Instagram, com umas folhas de espinafre, uns grãos de quinoa ─ que estão muito na moda, algumas sementes de romã ─ que são lindas ─ são muito bonitos, mas não têm nutrientes suficientes”, disse à BBC Miguel Toribio-Mateas, nutricionista e especialista em neurociência clínica.

“Você termina com uma comida que te dá 200 calorias, o que não é nada em termos energéticos, e sem proteínas. Está tudo bem se você tem vontade (de comer assim um dia ou outro) mas se você se recusa a comer o resto da comida normal porque acha que ela é suja ou algo que você não pode jamais colocar na sua vida porque vai te fazer mal, há um problema”, acrescenta o especialista.

E se o termo “comida normal” deixa você confuso, o nutricionista faz alusão, por exemplo, a um prato de “peixe com batatas”.

Hoje em dia, há tamanha avalanche de conselhos sobre nutrição e saúde na internet e na mídia que fica difícil ignorá-los e lidar com eles.

“O açúcar, nesse momento, é o demônio. Porque se você o consome com muita frequência, no mínimo ganha um pouco de peso. E se (faz isso) descontroladamente, pode desenvolver diabetes (do tipo) 2. Mas de vez em quando, ter a flexibilidade mental para poder decidir, ‘hoje vou comer um chocolate’, é importante. E isso é impossível para os anoréxicos”, disse Toribio-Mateas.

Além do problema de ser aceita socialmente, a ortorexia também é tida como doença “do primeiro mundo”, ou “das classes privilegiadas” ─ o que não está de todo errado, disse o nutricionista.

“Se você tem de contar o dinheiro antes de ir às compras, não vai pagar o que cobram pelos alimentos que estão na moda e são tidos como ‘limpos'”.

E acrescentou: “Não é que a romã não seja deliciosa. Mas se você pretende viver dela e de outros poucos produtos sobre os quais você leu que possuem alto teor de antioxidantes e nada mais, essa não é uma decisão racional”.

170636789Bem informadas

Toribio-Mateas disse que a maioria dos seus pacientes é mulher. Segundo ele, elas vêm procurar conselhos para uma dieta “perfeita”. Ou são arrastadas à clínica pelos familiares ─ já que elas próprias estão convencidas de que não há nada de errado.

“É difícil tratá-las, até porque são muito bem informadas”, explicou. “Tenho uma paciente que só come legumes fervidos ou grelhados. Rejeita a carne por causa dos hormônios, rejeita os ovos porque acha que têm gordura demais, só consome uma quantidade mínima de óleo de coco ─ porque está convencida de que ele ajuda a queimar gordura.”

“Há mitos que são mais fáceis de derrubar, mas como dizer a alguém que não coma tantos legumes?”, perguntou.

“Tenho de convencê-la a introduzir (em sua dieta) outros alimentos que, segundo exames clínicos, estão faltando no seu organismo.”

Finalmente, a ortorexia não implica apenas em uma redução nas opções alimentares do paciente.

“Os ortoréxicos não podem ir a um restaurante ou bar porque não sabem o que está sendo servido. E não podem ir comer na casa de amigos, a não ser que eles também sejam ortoréxicos”, concluiu Toribio-Mateas.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/ortorexia-nervosa-o-transtorno-que-mostra-que-ate-o-saudavel-em-excesso-e-ruim.html

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A geração Y, nascida entre os anos de 1980 e 1990, quer trabalhar em empresas que compartilhem de seus valores e crenças, de acordo com uma pesquisa realizada neste ano pela consultoria Deloitte.

Para acomodar essas demandas, a área de Recursos Humanos, antes conhecida pelo trabalho burocrático de supervisionar contratações e a folha de pagamento, tenta se adaptar para manter os melhores funcionários.

“O antigo ‘departamento pessoal’ era um cartório”, diz João Baptista Brandão, professor de liderança e gestão de pessoas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). “A nova geração é questionadora, e isso passou a ser aceito. Hoje, o RH desenha o ambiente da empresa”, afirma.

Para manter o jovem interessado, vale desde criar métricas de performance que permitam uma ascensão rápida até montar um bar.

É o caso da Diageo, multinacional do setor de bebidas, que recebe os funcionários para apresentar os resultados e oferece drinks do portfólio da casa. “Porém, o bar está inserido num ambiente de trabalho e só opera em ocasiões especiais”, afirma o diretor de RH João Senise.

Na norte-americana Stamples, que vende materiais de escritório e papelaria, em vez de café são servidos doces nos encontros com o diretor de RH, Alexandre Fleury.

Para Theunis Marinho, presidente da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), o funcionário não se motiva mais só com o salário. “Uma empresa se torna desejada por ter políticas que indicam ser possível realizar alguns sonhos ali.”

FEEDBACK E RESULTADO

A empresa de tecnologia Just Digital optou por abolir o RH, e a formação de lideranças é conduzida por suas próprias áreas. “Os líderes vão nascendo de forma orgânica. Eles se organizam e sempre há um que se destaca”, diz o CEO Rafael Cichini.

Para o colaborador Daniel Santos, há vantagens nesse modelo. “Isso estimula uma maior autonomia do funcionário. Para mim foi muito positivo”, diz.

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Já a Whirpool, que fabrica equipamentos domésticos, dá feedbacks frequentes. “A gente estimula que o gestor converse sobre isso, principalmente com a geração Y, que exige uma resposta mais assertiva e específica”, diz a diretora sênior de Recursos Humanos Andrea Clemente. As promoções não são baseadas em tempo de casa.

Mesmo quem sai de algumas empresas pode continuar no radar, como no Grupo Votorantim, que mantém contato com ex-trainees. Foi assim que André Carloni, hoje gerente da área de gestão imobiliária. “Fiquei muito honrado por ser cotado pela empresa após dois anos longe”.

Para Brandão, da FGV, as estratégias são positivas, mas é preciso realmente ouvir pedidos dos funcionários. “Não ter tempo para falar com a equipe é um tiro no pé.”

O QUE VEM POR AÍ

Nos próximos anos, as áreas de Recursos Humanos serão desafiadas sobretudo pela inovação tecnológica, segundo o especialista em capital humano Luiz Barosa, da consultoria Deloitte.

Realidade virtual, internet das coisas, inteligência artificial e até robótica devem ganhar terreno dentro das empresas. “Vamos ver essas ferramentas ocupando espaços das pessoas”, afirma.

Para a diretora de RH da Whirpool, Andrea Clemente, a exigência por diversidade no mercado deve crescer mais, sobretudo em questões de gênero. “É preciso preparar os líderes para entender como essa representatividade pode contribuir com a empresa”, diz.

É a estratégia da Natura, que quer metade do corpo de diretores e vice-presidentes mulheres até 2020. A cifra hoje é de 32%, segundo a diretora de RH Fatima Rossetto.

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Fonte: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2016/06/1780614-chegada-da-geracao-y-ao-mercado-forca-renovacao-na-gestao-de-pessoas.shtml

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85471355A cena é corriqueira: uma adolescente se olha no espelho, não gosta do que vê e entra em crise – não quer sair de casa, não quer ver ninguém, tem muita vergonha de si mesma. Para Solange C., publicitária de 29 anos, essa “crise” já dura cerca de 15 anos e só foi diagnosticada mais tarde como uma doença com nome e sobrenome: dismorfia corporal ou transtorno dismórfico corporal, entre outros nomes. E o que parecia excesso de vaidade levou Solange a uma depressão profunda e a uma existência que se dividia entre o ódio e a submissão ao espelho. “Sempre fui muito insegura com relação a minha aparência. E, na adolescência, as coisas pioraram, tinha crises fortes de choro e não queria sair de casa. Meus pais achavam que era coisa de menina, besteira. Fui a muitos psicólogos todos esses anos, e só aos 26 me deram o diagnóstico correto: dismorfia corporal”, ela conta.

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Constantemente confundida com uma preocupação superficial, relativamente comum em tempos de formas perfeitas em revistas e programas de TV, o maior perigo da dismorfia está no diagnóstico difícil. Afinal, não faltam por aí mulheres e homens querendo ser mais magros ou fortes, insatisfeitos com a aparência e lançando mão de todos os tipos de ginásticas, remédios, tratamentos estéticos e dermatológicos e até intervenções cirúrgicas em busca de uma beleza irreal. Mas a questão envolvendo a doença é mais profunda: “A dismorfofobia não está relacionada à vaidade, é mais uma questão de aceitação. O paciente enxerga um defeito muito maior do que ele realmente é e a vida dele fica restrita àquela característica”, explica o médico psiquiatra Celso Alves dos Santos Filho. O que torna o acesso ao tratamento mais complicado é a dificuldade que o doente tem em encontrar apoio e a vergonha que sente por sofrer tanto com sua forma física.

E o que, de fato, leva à dismorfia corporal? Além dos já mais do que discutidos exigentes padrões de beleza, da pressão dos amigos, da sociedade e até dos pais, existe um fator obrigatório para o desenvolvimento da doença: predisposição genética. “A doença deforma a autoimagem corporal da mesma forma que outros transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Pode ser associada a uma fragilidade do ego, mas a predisposição genética é necessária”, explica Patrícia Spada, psicóloga e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.

159666990A diferença essencial entre os transtornos alimentares e a dismorfia é que os primeiros são relacionados com as questões alimentares, o peso – o doente nunca se enxerga magro o suficiente; já a segunda é voltada à insatisfação com a imagem corporal concentrada – a pessoa “implica” com uma característica específica ou geral, o doente não gosta de várias coisas em si mesmo.

E, afinal, o que o dismórfico vê quando se olha no espelho? Segundo a psicóloga, uma alucinação. “Ele pode até ter um nariz proeminente ou estar levemente acima do peso, mas potencializa aquilo a um nível exagerado. O paciente imagina que as pessoas vão olhar para o defeito e aquilo vai virar o foco principal”, ela diz.

É importante ressaltar que a dismorfia não é uma doença exclusiva dos adolescentes, ela atinge todas as faixas etárias e pode ser desencadeada sob diversas circunstâncias, inclusive logo cedo, na infância e dentro de casa. “Um ambiente familiar que não reconhece a identidade da pessoa, a falta de apoio ao doente dentro de casa, a dificuldade em conseguir resolver seus conflitos são situações que agravam o problema. A educação da criança é fundamental para definir se ela terá ou não potencial para desenvolver a dismorfia”, diz Patrícia.

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Vaidade ou transtorno?

Por não ser uma doença de identificação simples, os portadores do transtorno dismórfico sofrem por muitos anos com um problema que acabam acreditando ser normal na vida das pessoas “feias” e se tornam inseguros, depressivos e sempre insatisfeitos. “Muitas pessoas podem portar a doença sem saber. Elas não percebem que é um transtorno emocional, acreditam que se corrigirem aquele defeito vão resolver sua vida”, explica o psiquiatra Celso Alves.

E, nesse meio-tempo, o quadro tende a piorar: geralmente evolui para depressão e o doente recorre a variados métodos para corrigir o que o incomoda. Solange, que tomava banho no escuro por vergonha do corpo, colocou silicone nos seios. Além disso, clareou os dentes duas vezes, que, alvos constantes de sua insatisfação, também passaram por uma série de mudanças. “Achava os meus dentes muito tortos. Usei aparelho fixo dos 11 aos 15 anos, mas ainda os via desalinhados. Nenhum dentista quis arrancar um dente bom para colocá-los no lugar. Eu nem sorria nas fotos. Resolvi, então, lixá-los com lixa de unha. Por fim, fui a um dentista que lixou os meus caninos e fez aplicações de resina”, ela conta.

Levando em conta que a vaidade é inerente à natureza do homem, há muitos questionamentos sobre qual é o limite que separa a simples preocupação com a aparência da dismorfia corporal. Segundo a psicóloga Patrícia Spada, a resposta é: quando essa preocupação passa dos limites. “O alerta está no dia a dia: o transtorno existe quando prejudica a vida da pessoa, ela passa a viver em função daquilo. 165075968A pessoa é tão preocupada com a aparência que não consegue desempenhar tarefas simples do cotidiano. Esse é o diferencial do diagnóstico”, ela explica. Isso significa que, além do especialista, quem ajuda a reportar a identificação da doença é o próprio paciente e as pessoas próximas a ele. Cirurgiões plásticos e dermatologistas, dois dos especialistas mais procurados pelos dismórficos, também podem encaminhar o paciente a um psiquiatra se acharem que o caso pede. Fora os sintomas e sinais mais subjetivos, não há, até o momento, transformações físicas que indiquem o transtorno. “É bem provável que exista uma alteração cerebral, mas ainda não foi identificada”, diz Celso Alves.

Recuperação lenta

O tratamento exige, sobretudo, paciência. Normalmente é psiquiátrico, com antidepressivos, psicoterapia e acompanhamento familiar. O efeito dos remédios para a dismorfia é secundário: melhora os quadros de depressão e ansiedade e, por consequência, diminui o sofrimento do paciente e aumenta a autopercepção. Para os casos menos graves, o doente pode se beneficiar bastante da psicoterapia. Se em alguns meses não apresentar melhora, os remédios são introduzidos no tratamento. Mas vale lembrar: a recuperação é lenta e contínua.

Solange hoje diz que em uma escala de 0 a 10, ela está no 7,5: “Comecei há dois anos com o tratamento psiquiátrico e resolvi mudar a minha vida. Saí de Florianópolis, minha cidade natal, que hoje não consigo deixar de associar ao meu fracasso pessoal, e fui morar no Rio de Janeiro. Melhorei bastante, considerando que tive fases em que nem banho tomava, mas ainda não gosto de muita coisa em mim mesma. Todo dia eu preciso rever minha postura, qual é o grau de importância da aparência para as pessoas, como eu avalio a beleza. É uma autoanálise diária”.10187397

Alerta dismorfia!

Além da preocupação exagerada com a aparência, existem outros sintomas que sinalizam a doença.

São eles:

• Insatisfação permanente com tudo e consigo mesmo
(sempre acha que faz tudo errado, que a vida é chata)
• Mau humor constante
• Irrita-se facilmente
• Dificuldade em desempenhar tarefas
• Dificuldade em se relacionar
• Timidez em excesso
• Tristeza e depressão

Fonte: http://www.onehealthmag.com.br/index.php/inimigos-do-espelho/

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A primeira palavra que vem à mente quando se está diante de Pradeep Bala é “grande”. O indiano de 25 anos tem braços enormes, ombros largos e um grande peitoral. Mas ele não está feliz com seu tamanho.

Sua obsessão em conseguir o corpo “perfeito” é, na verdade, um distúrbio de ansiedade pouco conhecido: a vigorexia. Formalmente conhecido como “dismorfia muscular”, também é descrito às vezes como uma anorexia ao contrário.

Ele se caracteriza por uma incompatibilidade entre o corpo de uma pessoa e a imagem que ela tem de si mesma. Mesmo sendo grande e musculosa, ela se vê “pequena”.

Para Pradeep, que mora em Londres, no Reino Unido, tudo começou quando ele passou a se comparar aos homens musculosos que ilustram páginas de revistas. “Pensava que, se eles conseguiam ficar assim, eu podia também”, diz.

Com 1,70m de altura, ele tem um físico que se encaixaria perfeitamente numa revista de fisiculturismo, mas que considera insuficiente.

“Definitivamente, sou pequeno. E costumo ser duro comigo. Digo para mim: ‘Qual é o seu problema? Olhe para você. Vire homem'”, afirma.

“Esse diálogo interno faz com que pouco a pouco eu fique mais ansioso e depressivo.”

Distúrbio desconhecido

A vigorexia pode afetar homens e mulheres, mas costuma ser mais prevalente entre eles.

Estima-se que um de cada dez homens que frequentam academias no Reino Unido sofra deste problema, que pode levar à depressão, uso de anabolizantes e até mesmo ao suicídio.

No entanto, muitos casos não vêm a público, segundo Rob Willson, presidente do conselho da Fundação de Distúrbio de Dismorfia Corporal.

Ele diz que esta condição vem se tornando mais frequente, mas que muitas pessoas deixam de ser diagnosticadas, porque o distúrbio ainda é desconhecido.

“Temos milhares e milhares de pessoas assim, que se preocupam excessivamente com sua aparência e têm baixa autoestima”, afirma Willson.

“Esta ansiedade e preocupação em demasia podem deixar alguém deprimido a ponto de levar ao suicídio.”

Fora de controle

No caso de Pradeep, começar a malhar e seguir uma dieta rígida fez ele sentir-se ótimo a princípio, mas logo isso saiu do seu controle. Por mais musculoso que ficasse, ele nunca estava satisfeito.

Ele diz ter chegado à conclusão de que tinha vigorexia no fim da adolescência. Mas não foi algo simples.

“No início, não me importei. Não queria acreditar que a vigorexia existia e que tinha esse problema”, conta Pradeep.

“Foi somente anos depois, ao ver alguns documentários, que eu assumi que tinha algo errado.”

A vigorexia gerou vários outros problemas em sua vida. “Perdi amigos, porque me isolava, não falava com ninguém, não atendia ligações nem respondia emails. Só acordava, trabalhava, malhava e dormia”, diz.

“Sentia a necessidade de bloquear qualquer vida social até estar satisfeito o suficiente com meu corpo para ter a autoestima necessária para falar com as pessoas.”

Desequilíbrio

Mas o que causa a vigorexia?

Sua origem não está clara, mas especialistas acreditam que pode ser uma condição genética ou fruto de um desequilíbrio químico no cérebro.

Experiências de vida também podem ser um fator. A vigorexia pode ser mais comum em pessoas que sofreram abusos ou foram alvo de gozação de colegas durante a infância.

A mãe de Oli Loyne, Sarah, acredita que ele tornou-se vigoréxico por sua insegurança com sua baixa estatura, de 1,57m.

“Ele queria compensar isso tendo o corpo mais largo possível”, afirma ela.

Loyne começou a malhar excessivamente e a tomar anabolizantes quando tinha 18 anos. Aos 19, teve dois ataques cardíacos e um derrame. Ele morreu após o terceiro infarto, um ano depois.

“Não conseguia mostrar a ele o que estava fazendo com seu corpo. Ele dizia ‘Preciso atingir o corpo que vejo na minha mente. Preciso ficar grande'”, diz Sarah.

‘Perdi minha casa, a namorada e o emprego’

O uso de anabolizantes pode ser um sintoma da vigorexia. Estas drogas podem aumentar o crescimento muscular, mas geram muitos efeitos colaterais, como queda de cabelo, atrofia dos testículos e problemas cardíacos e de fígado.

Willson diz ainda que, hoje, homens são cada vez mais condicionados a pensar que precisam ter determinada aparência para sentirem-se bem-sucedidos, poderosos e atraentes.

“Há uma pressão para que sejam musculosos, tenham um físico em formato de ‘V’ e tenham um abdômen definido.”

Adam Trice, de 31 anos, era um fisiculturista amador obcecado em ficar cada vez maior. Essa busca pelo corpo “perfeito” fez também com que estivesse sempre na academia.

“Comecei com 76 kg e com a meta de chegar aos 95 kg. Quando cheguei aos 95 kg, quis chegar aos 105 kg. Depois, aos 120 kg. Você sempre quer algo mais. Seu objetivo vai aumentando”, diz ele.

Ele acabou perdendo seu emprego, sua namorada e sua casa. Ficou tão deprimido que tentou se matar.

“Estava infeliz. Não tinha paz. Não estava lidando com meu problema e cheguei a um ponto horrível”, diz Trice, que foi parar no hospital e obrigado a obter ajuda profissional.

“Fiz muita terapia e descobri muitas coisas sobre mim mesmo. Aprendi a gostar de como sou”, afirma.

Batalha mental

Pradeep, que abre esta reportagem, também diz que a vigorexia se transformou numa constante batalha mental.

Ele diz que, nos piores dias, sua autocrítica excessiva o faz pensar que tudo está errado em seu corpo.

“Houve diversas vezes que olhei no espelho e fiquei enojado comigo mesmo”, conta.

E diz que, apesar de ter um físico que deixaria alguns com inveja, ele não se sente orgulhoso de seu corpo.

“Quando estou na academia, uso um casaco com capuz. Não quero atenção nem simpatia. Não quero que ninguém me elogie. Quero apenas malhar”, afirma.

“Isso me faz ser muito modesto. É simplesmente a forma como me sinto.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2015/09/22/vigorexia-o-disturbio-das-academias-que-leva-ao-desejo-de-ter-corpo-cada-vez-maior.htm

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“O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória”

128390110Moro na bolha liberal de Park Slope, no Brooklyn, onde nenhum yuppie (expressão inglesa que significa Jovem Profissional Urbano) jamais admitiria querer que seus filhos fossem alguma coisa em particular, que não pessoas felizes. Mas frequentemente, costumamos definir a felicidade como uma variante das nossas próprias vidas, ou pelo menos das vidas das nossas expectativas. Se frequentamos a universidade, queremos que os nossos filhos estudem na universidade. Se gostamos de esportes, queremos que os nossos filhos gostem de esportes. Se votarmos no Partido Democrata, evidentemente, queremos que nossos filhos votem nos democratas.

Eu sou gay. E quero que meus filhos sejam gays, também.

Muitos dos meus amigos heterossexuais, até os mais liberais, acham esta lógica distorcida. Para eles, admitir que prefeririam que seus filhos fossem héteros, o que só admitiram a contragosto, é uma coisa. Mas querer que minha filha fosse lésbica? Seria o mesmo que dizer que gostaria que ela fosse intolerante à lactose.

“Você não quer que ela seja feliz?” perguntou um amigo. Talvez ele quisesse dizer apenas que é mais fácil ser hétero numa cultura homofóbica. Mas esta é uma atitude de submissão a esta cultura, e até mesmo a reforça. Uma interpretação menos feliz seria que ele considera os héteros seres superiores. Quando eu era adolescente, meu pai me aconselhou a não casar com um preto. “Só procuro proteger você”, disse. Mas era impossível saber se ele pretendia me isolar da discriminação ou implicitamente racionalizar sua discriminação. A ideia de que ninguém escolhe ser gay é muito difundida – até mesmo no movimento pelos direitos dos gays.

No início dos anos 90, em parte como reação ao conceito perigoso de que os gays poderiam ser mudados, os ativistas insistiam na ideia da sexualidade como um estado fixo, inato. Os cientistas até tentaram provar que existe um “gênero gay”. Estes conceitos sobre orientação sexual ajudaram a justificar as proteções legais. A ideia de que pessoas “nascem gays” tornou-se não apenas o tema de uma música de Lady Gaga, mas a justificativa racional dos direitos gays.

“no meu caso, eu não optaria por ser gay”, me disse uma amiga certa vez. Triste admissão, porque ela era.

Antigamente, “gay” significava “feliz”. Mas, com o tempo, os sinônimos acabaram se distinguindo. Gay tornou-se uma situação pessoal infeliz, até mesmo deplorável. Quando o ativista da liberação dos gays, Franklin Kameny, lançou uma simples iniciativa em 1968 proclamando que “gay is good”, foi porque, na época não era. Até 1973, a Associação de Psicologia dos Estados Unidos considerou a homossexualidade uma forma de doença mental. E embora, desde então, a cultura gay tenha se desenvolvido desde então, nossas aspirações não a acompanharam. Hoje é mais aceitável ser gay nos EUA, mas isto não é o mesmo que desejável. Na minha casa, é.

Aqui, talvez você espere que eu diga que, se minha filha fosse gay, ela teria indubitavelmente de enfrentar dificuldades e problemas que não encontraria se fosse hétero. Talvez. E talvez, se eu não fosse uma mãe lésbica branca de classe média alta morando numa cidade liberal, tivesse este tipo de preocupações. Mas independentemente disso, eu gostaria que minha filha fosse ela mesma. Se eu morasse, digamos, na Carolina do Norte, com um filho adotivo no Marrocos, gostaria de pensar que o encorajaria a ser muçulmano, se esta fosse a sua escolha eu faria isto, mesmo que sua vida provavelmente fosse mais fácil se ela não fosse. Também é mais fácil ter sucesso como dentista do que artista. Mas se minha filha quiser ser artista, eu a encorajarei totalmente – e procuraria eliminar todas as barreiras em seu caminho, em vez de cria-las eu mesma.485212911

Além disso, nunca, em momento algum, eu lamentei ser gay, nem deixei de considerar isto um bem, um dom. meus pais me apoiaram absurdamente desde o começo, e contei com uma comunidade sensacional de amigos e mentores que me fizeram sentir incondicionalmente aceita. Na época em que minha filha chegar à maturidade, ela terá mais do que uma rede de apoio, inclusive duas mães, para gritar isto bem alto.

Entretanto, mais do que isto, ser gay abriu meus olhos para o mundo ao meu redor. Aprender que nem todo gay conseguia aceitar isto tão bem quanto eu, me ajudou a perceber que muitas pessoas em geral não tiveram uma experiência positiva como a minha. Eu não seria um ser humano politicamente engajado, e muito menos ativista, escritora e personalidade da TV, se não fosse gay.

Se minha filha for gay, não me preocuparei com a possibilidade de ela ter uma vida difícil. Mas me preocupo com as pessoas que prognosticam que ela terá uma vida difícil – contribuindo para perpetuar a discriminação, que, do contrário, poderia desaparecer mais rapidamente. Quero que minha filha saiba que ser gay é tão desejável quanto ser hétero. O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória. Na minha casa, evidentemente, não é. Até compramos livros com figuras que mostram famílias gays, inclusive as que não são muito boas, e também temos um grande número de livros sobre papeis de gênero não tradicionais – com a princesa que gosta de lutar contra os dragões e o menino que gosta de usar vestidos.

Quando minha filha brinca de casinha com seus ursinhos coala de pelúcia, como mamãe e papai, nós a lembramos delicadamente de que poderia haver também um papai e um papai. Às vezes, ela muda seu discurso, outras vezes não. Ela é que escolhe.

Ultimamente só me preocupo com a possibilidade de ela fazer sua escolha e que seja qual for a escolha, ela a faça com entusiasmo e a comemore.

O tempo dirá, mas até o momento, não parece eu minha filha de 6 anos seja gay. Na realidade, ela adora meninos. Me parece um pouco cedo, mas, tento dar-lhe todo o apoio. Recentemente, ela brigou com um menino no ônibus da escola. Ela estava agindo como qualquer criança precoce, socialmente desajeitada faria, ou seja, nada sutil. Conversei com uma amiga que tem uma filha mais velha. “ela quer dar a este menino um cartão e presentes”, falei. “o outro menino é tão tímido que dá até pena. O que faço?”

Minha amiga me respondeu com muita boa vontade e concluiu com um soco no meu estômago: “Aposto que você não se preocuparia se ela brigasse com uma menina”.

Estava certa. Eu sou uma mãe gay que procura defender o gay. Mas vou apoiar minha filha, qualquer seja a sua escolha.

Tradução de Anna Capovilla.

Fonte:http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/comportamento,eu-sou-gay-e-quero-que-meus-filhos-sejam-gays-tambem,1654172

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Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU.

A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

Apesar dos avanços, o preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids ainda são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico.

E para contribuir nesta batalha contra o preconceito, o estigma e a discriminação, neste 1° de dezembro de 2014, será lançado o livro: O SEGUNDO ARMÁRIO: diário de um jovem Soropositivo.

Neste livro, o autor conta sua luta e sua história; e junto a ele, poderemos vivenciar as descobertas e vivências da vida com HIV e assim contribuirmos ainda mais na batalha contra o preconceito.

O autor abriu mão de seus direitos autorais, assim como, a editora não terá objetivos de lucro, então o livro estará disponível gratuitamente.

Para os interessados em adquirir o ebook, o livro estará disponível no link abaixo a partir do dia 01 de Dezembro de 2014.

http://www.indexebooks.com/armario.html

E a fan page do livro no facebook:

http://www.facebook.com/osegundoarmario

E não poderia deixar de agradecer ao jovem Gabriel de Souza Abreu por dividir sua experiência de vida conosco e por contribuir de forma tão intensa no combate ao preconceito.

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Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos, mais de 11,8 mil em 2012; taxa, no entanto, é inferior à média mundial.

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GENEBRA – o suicídio se tornou uma epidemia de proporções globais, mata mais de 800 mil pessoas por ano e 75% dos casos são registrados em países emergentes e pobres, não nas capitais escandinavas, como a cultura popular insiste. Nesta quinta-feira, 4, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publica, pela primeira vez em mais de 50 anos de história, um levantamento global sobre o fenômeno que tira a vida de uma pessoa a cada 40 segundos.

O estigma faz só um pequeno número de países coletar dados sobre o fenômeno. Dos 194 países da OMS, apenas 60 mantêm informações sobre o assunto.

Diante dessa realidade, a Organização Mundial de Saúde vai lancar-se em campanha para ajudar governos a desenhar programas de prevenção e reduzir a taxa em 10% até 2020. Hoje apenas 28 países pelo mundo têm estratégias nacionais de prevenção. “Para cada suicídio cometido, muitos outros tentam a cada ano”, alerta a OMS.

Brasil –  Em termos absolutos, o Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos de suicídio, mais de 11,8 mil em 2012. Mas, em proporção ao tamanho da população, a taxa é inferior à média mundial. O que preocupa os especialistas é que esse comportamento tem atingido número cada vez maior de pessoas. Em apenas dez anos, o número de suicídios aumentou no País em mais de 10%.

A liderança em termos de números absolutos é da Índia, com 258 mil casos por ano. A China vem em segundo lugar, com 120 mil. Na terceira posição estão os americanos, com 43 mil suicídios por ano, seguidos por Rússia, Japão, Coréia, Paquistão e Brasil.

Na liderança em termos proporcionais está a Guiana, com 44 casos para cada 100 mil pessoas. A Coreia do Norte vem em segundo lugar, com 38,5 casos. Siri Lanka, Coreia do Sul e Lituânia dividem a terceira colocação, com 28 casos para cada 100 mil pessoas. Locais associados com esse comportamento, como Suécia, Finlândia e Suíça registram taxas de 11,14 e 9 casos para cada cem mil pessoas.

O Brasil está distante desse grupo. Mas o País passou de uma taxa de 5,3 casos por 100 mil pessoas em 2000 para 5,8 em 2012.

 

Fonte: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,uma-pessoa-se-suicida-no-mundo-a-cada-40-segundos-aponta-oms,1554426

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Entre as inverdades sobre o tema, está a ideia de que conversar sobre suicídio pode encorajar novos casos; veja lista

O suicídio mata mais de 800 mil pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Três em cada quatro casos são registrados em países emergentes e pobres, não nas capitais escandinavas, como a cultura popular insiste. O fenômeno tira a vida de uma pessoa a cada 40 segundos.

Para esclarecer o tema, uma campanha da OMS listou os mitos e verdades sobre o suicídio. De acordo com o texto, ideia de que apenas pessoas com distúrbios mentais podem cometer suicídio estão entre as inverdades sobre o assunto.

MITO: Pessoas que falam sobre suicídio não têm intenção de se suicidarem.

Fato: Pessoas que conversam sobre suicídio podem estar procurando ajuda ou suporte. Um número significativo de pessoas cogitando suicídio passam por ansiedade, depressão e falta de esperança e podem pensar que não existe outra opção.

MITO: A maioria dos suicídios acontecem repentinamente e sem aviso.

Fato: A maioria dos suicídios foram precedidos por avisos ou sinais, sejam verbais ou comportamentais. Há alguns casos em que suicídios acontecem sem qualquer aviso. Mas é importante entender o que são os sinais e procurar por eles.

MITO: Alguém com propensão ao suicídio está determinado a morrer.

Fato: Ao contrário, pessoas com propensão ao suicídio agem de forma ambivalente sobre continuar vivendo ou morrer. Alguém pode agir impulsivamente ao ingerir pesticidas, por exemplo, e morrer alguns dias depois, apesar de desejarem continuar vivendo. Acesso a suporte emocional no momento certo pode prevenir suicídios.

MITO: Alguém que deseja se matar, continuará desejando se matar em todos os momentos.

Fato:  Os maiores riscos de suicídio são a curto-prazo e em situações específicas. Pensamentos suicidas não são permanentes e um indivíduo que teve pensamentos suicidas anteriormente pode seguir vivendo por um longo tempo.

MITO: Somente pessoas com distúrbios mentais podem cometer suicídios.

Fato: Comportamento suicida indica profunda infelicidade, mas não necessariamente distúrbio mental. Muitas pessoas vivendo com problemas mentais não são afetadas por comportamento suicidas, e nem todas as pessoas que tiram a própria vida têm distúrbios mentais.

MITO: Conversar sobre suicídio é uma má ideia e pode ser interpretada como encorajadora.

Fato: Por causa do estigma sobre suicídio, a maioria das pessoas que estão cogitando tirar a própria vid,a não sabem com quem falar. Ao invés de encorajar, conversar abertamente pode dar outras opções ou o tempo para que a decisão seja repensada, e assim prevenir o suicídio.

 

Fonte: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,campanha-da-oms-apresenta-verdades-e-mitos-sobre-o-suicidio,1554401

 

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Na ânsia de aplacar carências antigas, das quais em geral sequer sabemos claramente a origem, muitas vezes buscamos modelos que acreditamos ser capazes de nos proteger do sofrimento. O problema é que, não raro, essa busca nos afasta de quem realmente somos e costuma trazer ainda mais angústia

Há pouco, fazendo uma pesquisa rápida a respeito de dismorfia (medo da feiura), na tentativa de obter subsídios para a edição de um artigo sobre transtorno dismórfico corporal (TDC, na classificação psiquiátrica) para a próxima edição de Mente e Cérebro, deparei com um número surpreendente grande de pessoas que se empenham em se parecer com algum personagem da ficção. No Brasil, o mineiro de Araxá Celso Pereira Borges (mais conhecido nas mídias sociais por seu nome artístico, Celso Santebañes), de 20 anos, já fez quatro cirurgias plásticas para se tornar parecido com o boneco Ken, “namorado” da Barbie. Em Nova York, Justin Jedlica tem a mesma meta de Celso. Enquanto isso, a russa Lolita Richi e a ucraniana Valeria Lukyanov disputam o posto de mulher mais parecida com a própria Barbie. Já o estilista filipino Herbert Chavez passou por várias intervenções cirúrgicas para ficar parecido com Superman. Para atingir seu propósito, conseguiu até mesmo clarear o tom moreno de sua pele.

Mesmo sem a pretensão de sugerir diagnósticos para pessoas que não me pediram isso, parece impossível não associar esses comportamentos a uma espécie de variação do quadro de dismorfia, no qual a pessoa se torna patologicamente preocupada com uma característica física imaginada ou pouco perceptível de seu corpo, mas que ganha enorme destaque. A atenção excessiva voltada à própria aparência costuma ser associada ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), à ansiedade e à depressão e, nos casos mais graves, ao risco de suicídio. Surpreendentemente, o problema é bastante comum. Estima-se que, em variados graus, atinja aproximadamente duas em cada dez pessoas. Penso nas pessoas que se empenham tanto (fazendo grande investimento libidinal, empregando tempo e dinheiro) para se transformar em seus modelos de beleza e perfeição – na verdade, bonecos, personagens.

Talvez até exista alguma beleza nas expressões forjadas, simétricas e pasteurizadas. Mas lhes falta algo fundamental: vida. É como se seus rostos estivessem congelados, escondidos sob camadas de impossibilidade de ser quem realmente são. E não falo aqui da busca por se tornar uma pessoa melhor. Há situações em que o determinadas atitudes calcadas no perfeccionismo podem até ser bastante positivas. Eu confesso: anseio escrever textos cada vez mais claros e interessantes que os anteriores, ouvir com mais precisão o que se esconde nas palavras ditas pelas pessoas que atendo em meu consultório e, de forma geral, ser mais tolerante comigo e com os outros. O problema surge quando o anseio de se superar se transforma em obsessão e o que temos (ou podemos construir subjetivamente) não basta, torna-se preciso buscar referenciais externos – e, em certos casos, transformar-se neles.

Por trás dos extremos há um apelo social e cultural que tantas vezes nos convoca a sermos sempre belos, cultos, jovens e felizes. E de novo o problema não é ter qualquer uma dessas características, até porque elas comportam um gama de nuances. O problema é ter de estar sempre alegre, satisfeito, sempre ser competente, sempre fazer comentários inteligentes. Sempre cansa tanto…

Outro dia, jogava conversa fora com uma amiga, também psicanalista, quando ela chamou minha atenção para o padrão estético predominante nas novelas brasileiras do início dos anos 90, atualmente reprisada na TV a cabo. Os penteados, especialmente das mulheres, eram menos impecáveis e uniformes; os dentes, não tão alinhados nem incrivelmente brancos; e os rostos, mesmo maquiados, podiam, eventualmente, revelar pequenas imperfeições, sem que isso fosse tomado como um problema grave. O resultado é que alguns atores e atrizes que ainda trabalham nessas produções parecem, mesmo anos depois, mais jovens, bonitos e “adequados” que no passado – quando, aliás, se pareciam mais com “gente de verdade”.

Parece haver uma determinação tácita e inquestionável: está proibido parecer que envelhecemos, assim como acontece com os bonecos… A glorificação da juventude é um reflexo da cultura do narcisismo e do culto de si, que a todo o momento rende homenagens à “superestimação da figura imaginária de um sujeito desprovido de sentido histórico, atemporal, sem passado nem futuro; um sujeito limitado ao claustro de sua imagem no espelho: vaivém entre narcisismo primário e narcisismo secundário”, escreve Elisabeth Roudinesco ao abordar novas formas de sofrimento psíquico em A análise e o arquivo (Zahar, 2001). Em meio a esse fenômeno, a figura mitológica de Narciso, angustiado e seduzido pela própria imagem, substitui Édipo, o soberano que se questiona, ferido e ressentido. Enquanto uma das faces de Narciso revela-se como ícone de uma humanidade sem interdição, fascinada pelo poder ilimitado, a outra é aquela que não aceita a velhice, a finitude ou mesmo o sucesso alheio, pois precisa ter tudo para si – o que resulta na insatisfação.

Nos dois casos o desfecho é trágico: Édipo perfura os olhos após ter cometido incesto, Narciso se suicida ao tomar consciência de que é seu próprio objeto de amor. Os dois castigos autoimpostos, no entanto, são bem diferentes. Édipo, segundo Freud o herói emblemático de uma cultura dominada pela decadência do patriarcado, sacrifica-se para que seu reino se perpetue. Já Narciso põe fim à própria existência, negando-se ao outro. “Enquanto a formação psíquica se traduz socialmente pelo culto do narcisismo, a obsessão por si mesmo é sempre portadora de uma rejeição do outro transformada em ódio de si e, portanto, em ódio pela presença do outro em si”, afirma Roudinesco. Faz sentido.

Eu, aqui, fico pensando que também gostaria de ser um pouco parecida psiquicamente com pessoas mais centradas e generosas que passaram por este planeta. Sinceridade? Alguma similaridade com Francisco de Assis ou príncipe Sidarta (o Buda) não me cairiam nada mal…

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/pensar-psi/mais-bonitos-mais-jovens-mais-interessantes-e-de-preferencia-para-sempre/

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492643909Evitar o primeiro gole é a base do AA (Alcoólicos Anônimos), irmandade que desde 1935 é referência para o tratamento do alcoolismo.

Mas, para o psiquiatra Lance Dodes, diretor da unidade de abuso de substâncias do Hospital McLean, centro ligado à Escola de Medicina de Harvard, o método dos 12 passos do AA está cheio de falhas – e a abstinência sem concessões é uma delas.

O médico acaba de lançar nos EUA o livro “The Sober Truth: Debuking the Bad Science Behind 12-Step Programs and the Rehab Industry” (algo como “A Verdade Sóbria: Desconstruindo a má ciência por trás do programa de 12 passos da indústria de reabilitação”; editura Beacon Press, US$ 14,55).

Nele, o psiquiatra diz que a reaída integra a recuperação e deve ser vista sem julgamentos. “O foco deveria ser a compreensão das emoções que levam ao primeiro gole”, afirmou à Folha. “No AA, se há a recaída, é o paciente que não seguiu o método”, diz. “A irmandade nunca falha”.

Dodes critica o tratamento do alcoolismo como uma doença. Para ele, a condição deve ser tratada como um sintoma de compulsão.

“Não faz sentido falar para um compulsivo por comida parar de comer. Sei que não precisamos de álcool para sobreviver, mas o que quero mostrar é que perseguir a abstinência a qualquer custo é oferecer uma má terapia.”

Dodes ataca ainda a falta de evidência científica do AA e o foco estrito no alcoolismo – sem considerar outras condições psiquiátricas.

O psiquiatra Dartiu Xavier, da Unifesp, concorda que a recaída faz parte do processo. “O desafio está em diminuir a frequência”, afirma.

As críticas dos especialistas são rebatidas pelo AA. Seus membros se dizem guiados pela lógica espiritual, não a científica. “Se conseguirmos irar uma pessoa do alcoolismo, já cumprimos nosso papel”, explica Olney Fontes, clínico geral e diretor do AA no Brasil. “Sabemos por inúmeras experiências que o primeiro gole é o gatilho para a volta do vício.”

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O AA está em 150 países. No Brasil, são 5.000 unidades. Muitas clínicas usam os 12 passos omo complemento à terapia.

O consenso é que não há uma terapia única para tratar o alcoolismo. Nos anos 1990, o projeto Match, que recebeu US$ 27 milhões do governo americano, comprarou o AA, a terapia cognitivo comportamental e a terapia motivacional. O estudo não encontrou diferença de eficácia entre as técnicas.

Hoje, a tendência é individualizar a terapia usando os recursos disponíveis, incluindo remédios e até a tentativa, por um certo período, do uso moderado daquilo que é consumido compulsivamente.

“Se o caminho for o AA ou o uso controlado do álcool porque o paciente quer tentar, vamos trabalhar com essas ferramentas”, diz Analice Gigliotti, chefe do setor de Dependência Química da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e diretora do Espaço Cliff.

Mas não são todos os especialistas que acreditam em concessões. “Temos que usar todos os recursos, mas há estágios que não permitem o uso controlado, é muito arriscado”, diz Marcelo Parazzi, da clínica Grupo Viva.

“Trabalho com esses pacientes há décadas e nunca vi um deles conseguir fazer o uso controlado do álcool”, diz Arthur Guerra, psiquiatra da USP e do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2014/08/1502467-livro-critica-metodo-do-aa-e-questiona-abstinencia-no-tratamento-do-alcoolismo.shtml?fb_action_ids=10204399997857999&fb_action_types=og.recommends

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