Quem enfrenta o suicídio de um parente ou amigo vai “sobreviver em luto”. O impacto da perda é reconhecidamente tão grande que profissionais encarregados de prestar apoio psicológico chamam essas vítimas de “sobreviventes enlutados”. E para se manter de pé e superar o sentimento de culpa, cada um deles busca seu próprio caminho e alguns apostam no apoio mútuo, como no caso de Roberto Maia, de 55 anos.

Quando soube que sua filha Jéssica Heloísa decidiu tirar a própria vida aos 14 anos, Maia ficou sem reação. “Não ri, não chorei, não falei. Fiquei catatônico e minha mulher [segunda esposa de Maia] foi quem pegou o telefone. Parecia que eu tinha saído do meu corpo”, relembra ele sobre sua reação ao fato, ocorrido há 10 anos.

Maia passou anos tentando lidar com a dor, até que encontrou no voluntariado uma forma de aliviar o que sentia. “Todo mundo busca a felicidade, mas ninguém ensina a gente sobre a morte”, conta.

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Maia concluiu na terça (24) o curso de voluntariado do Centro de Valorização à Vida (CVV), no Recife (PE), uma entidade que oferece apoio gratuito de prevenção ao suicídio via telefone, e-mail, chats ou pessoalmente.

“Decidi ser voluntário para ouvir outras pessoas que estariam dispostas a cometer suicídio.” – Roberto Maia

“A gente faz meses de treinamento para que possa acolher a outra pessoa. Há muita gente com depressão e solidão, apesar de estar todo mundo conectado. Nosso trabalho é de acolhimento e escuta”, diz.

“A gente precisa tirar uma lição daquilo [o suicídio] e tentar, no que a gente pode, prevenir para que outras pessoas não passem por isso.”

Blog sobre prevenção

A vontade de ajudar outras pessoas após perder a filha de 19 anos também motivou Terezinha do Carmo Guedes Máximo, de 45 anos, a criar um grupo de apoio em São Bernardo do Campo (SP) para enlutados do suicídio. Além do grupo, Terezinha mantém um blog com informações sobre prevenção e sobre a posvenção, termo usado para se referir aos cuidados com as pessoas próximas que vivenciam o luto após um suicídio.

“As pessoas julgam. Dizem que a mãe não cuidou, não deu amor, não percebeu. (…) A Marina deu sinais, mas eu não sabia que aquilo era sinal, só fui saber depois, porque não tinha a informação” – Terezinha do Carmo

Onilton Pires Moreira, de 45 anos, ainda tenta encontrar as respostas para superar a morte do filho Higor, de 15 anos, que aconteceu em fevereiro deste ano, em Goiânia (GO).

“Ainda não aceitei o afastamento do meu filho e existe uma ferida muito grande”, afirma ele.

“Foi a situação mais inesperada da vida. A pior das missões que um ser humano tem na Terra é a perda de um filho. O Higor, para mim, era minha vida.”

Sensação de culpa

Falar sobre a morte do filho Matheus e trocar experiências com outros pais é o que também dá forças à professora aposentada Rosangela de Fátima Leite Marcondes, de 53 anos, para conviver com o luto. Moradora de Guararema (SP), atualmente ela participa de um grupo de apoio entre pais. Ainda hoje se lembra dos muitos momentos em que se sentia culpada pela morte do filho de 16 anos.

Após a morte de Matheus, toda a família passou por tratamento psicológico e psiquiátrico. “Tomo remédio para conseguir fazer as coisas do dia a dia”, diz Rosangela.

“É um trauma muito difícil de superar. No começo eu me culpava, me perguntava ‘por que não insisti mais em conversar com ele?’ ou ‘Por que não fiquei mais com ele enquanto ele estava triste? Mas depois a gente percebe que, no fim das contas, essa é uma decisão muito pessoal. Então a minha forma de conviver com isso é ser amparada por outras mães que perderam seus filhos e ampará-las também”.

Sinais não são claros

Maia, Terezinha, Rosângela e Moreira contam que buscaram sinais que pudessem tê-los alertado sobre o estado dos filhos, mas nem sempre eles são claros.

Higor, por exemplo, começou a se afastar do convívio familiar e a passar mais tempo online, conta Moreira, que, em respeito à privacidade do jovem, permitiu o isolamento. Ele diz que sempre quis dar a melhor educação para o filho, como acesso a tecnologia e jogos em rede.

Segundo o pai, o jovem – descrito como sorridente, alegre e carismático – nunca deu sinais de que havia algum problema. A polícia investiga se grupos de incentivo ao suicídio no WhatsApp influenciaram a decisão de Higor.

Para a família de Matheus, pensamentos suicidas nunca foram compartilhados com a família, mas o jovem pediu para ir a um psicólogo depois de um rompimento de namoro. Depois, porém, acabou desistindo da ajuda.

“Eu marquei a primeira vez, mas ele teve um dia ótimo com os amigos de infância em casa e decidimos prorrogar a consulta. Na semana seguinte fomos ao psicólogo, mas ele não quis se consultar, na outra ele se matou. Foi tudo muito rápido, eu não tive tempo de entender o que estava se passando e quão profundo era aquilo tudo para ele”, conta a mãe de Matheus, Rosângela de Fátima.

Acompanhamento de perto

No caso de Marina, a jovem apresentou mudanças de humor desde os 16 anos. A princípio, a irritabilidade foi associada pela mãe à Tensão Pré-Menstrual. Outros sinais, como a insatisfação com o próprio corpo, foram atribuídos à adolescência.

“A gente fica com a impressão de que depressão é ficar deitado na cama. Ela fazia tudo o que sempre fazia, mas mudou o humor. Ficou agressiva, chata, e a gente achava que era coisa da adolescência. Tudo isso contribuiu para o final”, disse Terezinha.

Quando a jovem passou a ter crises, foi levada a psiquiatras. Mas quando começou a se cortar, os pais a levavam ao Pronto-socorro. Em um desses dias, ela foi atendida por uma desmatologista que prescreveu um remédio manipulado, misturando relaxante muscular e um antidepressivo. “Dois dias depois ela foi internada no hospital psiquiátrico, o médico suspender o medicamento” na mesma hora, conta a mãe.

O último psiquiatra que atendeu a adolescente afirmou que suspeitava que ela tinha a Síndrome de Borderline, um transtorno de personalidade com mudanças súbitas de humor. Mas não houve tempo de chegar a um diagnóstico definitivo.

Enquanto isso, ela fazia acompanhamento com dois psicólogos, tomava antidepressivos controlados, que a mãe administrava e deixava fora do acesso da filha. Após as sessões de terapia, ela chegava em casa melhor, comia melhor, dormia melhor. E também dava sinais de que pensava no próprio futuro. Estava estudando francês por conta própria, falava sobre planos para o carnaval que se aproximava e, dias antes de se matar, participou de um processo seletivo para um estágio.

Para a mãe, a filha sofria de depressão, mas dava indícios de que estava em um processo ascendente: a melhora parecia “questão de tempo”. Por isso ela se surpreendeu ao descobrir que a filha tinha usado a única hora em que conseguiu ficar a sós para levar acabo o plano de tirar a própria vida.

“Se hoje tivesse a chance de voltar no tempo, cuidar da Marina de novo, o que mudaria? Eu prestaria mais atenção. Acharia que o que aconteceu com ela não era da idade. (…) Eu não quero que uma mãe passe pelo que eu estou passando, é nesse intuito que eu falo. Como uma forma de cura.”

Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/sobreviventes-enlutados-familiares-de-pessoas-que-tiraram-a-propria-vida-contam-como-lidam-com-a-dor.ghtml

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874016890Com alguma relutância, eu consigo ser sociável. Às vezes, fico secretamente aliviada quando planos para eventos sociais são cancelados. Fico nervosa depois de algumas horas socializando. Uma vez, eu até fui em um retiro silencioso de meditação por dez dias de graça – não pela meditação, mas pelo silêncio.

Então, eu me identifico com a escritora Anneli Rufus, que escreveu o seguinte na obra Festa de Um: O Manifesto dos Solitários: “Quando pais punem seus filhos em programas de TV os mandando ir para o quarto, eu ficava confusa. Eu amava meu quarto. Ficar trancada lá era um presente. Para mim, uma punição era ser obrigada a jogar com meu primo Louis”.

Características antissociais como essas geralmente estão longe de serem consideradas ideais. Muitas pesquisas mostram os problemas do isolamento social, considerado um problema sério de saúde pública em países com populações que estão envelhecendo rapidamente.

No Reino Unido, o Colégio Real de Médicos Gerais diz que a solidão apresenta um risco de morte prematura do mesmo nível que a diabetes. Conexões sociais fortes são importantes para o funcionamento cognitivo, função motora e um sistema imune funcionando bem.

Isso é especialmente evidente em casos de isolamento social extremo. Exemplos de pessoas presas em cativeiro, crianças isoladas em orfanatos abusivos e presos mantidos em solitárias, todos mostram como a solidão prolongada pode levar a alucinações e outras formas de instabilidade mental.

Mas esses são casos severos e involuntários. Para nós que apenas preferimos ter bastante tempo a sós, pesquisas recentes sugerem boas notícias: há benefícios em ser recluso, tanto para nossas vidas profissionais quanto para nosso bem-estar.

184313912Espaço criativo

Um benefício chave é mais criatividade. Gregory Feist, especialista em psicologia da criatividade na Universidade Estatal da Califórnia em San Jose, definiu a criatividade como pensar ou agir com dois elementos-chave: originalidade e utilidade.

Ele descobriu que traços de personalidade comumente associados com criatividade são abertura (receptividade a novos pensamentos e experiências), auto eficácia (confiança) e autonomia (independência) – tudo inclui uma “falta de preocupação com normas sociais” e “uma preferência por ficar a sós”.

Aliás, a pesquisa de Feist com artistas e cientistas mostra que uma das principais características das pessoas criativas é seu interesse menor na socialização.

Um motivo para isso é que essas pessoas tendem a passar muito tempo sozinhas trabalhando em suas criações. Além disso, diz Feist, muitos artistas estão tentando entender seu mundo interno e muitas das experiências internas pessoais que eles tentam expressar e significar através da sua arte”. A solidão permite a reflexão e a observação necessárias para esse processo criativo.

Uma recente defesa dessas ideias partiu da psicóloga da Universidade de Buffalo Julie Bowker, que pesquisa distanciamento social. O afastamento social geralmente é dividido em três categorias: timidez causada por medo ou ansiedade, fuga devido a um desgosto pela socialização e insociabilidade devido a uma preferência pela solidão.

Um estudo publicado por Bowker e seus colegas foi o primeiro a mostrar que um tipo de distanciamento social poderia ter um efeito positivo – eles descobriram que a criatividade estava ligada especificamente à insociabilidade. Eles também descobriram que a insociabilidade não tinha relação com agressão (e sim timidez e fuga).

Isso é importante porque, enquanto pesquisas anteriores sugeriram que insociabilidade poderia não causar danos, Bowker e seus colegas mostraram que pode ser até benéfico. Pessoas antissociais tendem a ter “apenas o suficiente de interação”, diz Bowker. “Elas preferem ficar sozinhas, mas também não se importam em ficar com os outros.”

Há uma variação de gênero e cultura, é claro. Por exemplo, algumas pesquisas sugerem que crianças antissociais na China têm mais problemas interpessoais e acadêmicos que crianças antissociais no Ocidente. Bowker diz que essas diferenças estão diminuindo conforme o mundo se torna mais globalizado. Ainda assim, parece que a solidão é importante para mais coisas além da criatividade.

Foco interno

750415311Acredita-se que líderes precisam ser gregários. Mas isso depende, entre outros fatores, das personalidades de seus empresários. Um estudo de 2011 mostrou que em restaurantes de uma rede de pizzarias na qual os funcionários eram mais passivos, chefes extrovertidos eram associados a lucros mais altos. Mas os que tinham funcionários mais proativos, líderes introvertidos eram mais eficientes.

Uma razão para isso é que pessoas introvertidas têm uma tendência menor de se sentir ameaçadas por personalidades fortes e sugestões. Elas também têm uma tendência maior a ouvir.

Desde os tempos mais antigos, as pessoas sabem que há uma ligação entre isolamento e foco mental. Afinal de contas, culturas com tradições de ermitões religiosos acreditam que a solidão é importante para alcançar a iluminação.

Pesquisas recentes nos deram um entendimento melhor da razão para isso. Um benefício da insociabilidade é que o estado do cérebro de descanso das atividades mentais, o que caminha de mãos dadas com a quietude de ficar só. Quando outra pessoa está junto, seu cérebro não consegue não prestar atenção. Isso pode ser uma distração positiva. Mas ainda assim é uma distração.

170409541Sonhar acordado na ausência dessas distrações ativa a conexão predefinida do cérebro. Entre outras funções, essa conexão ajuda a consolidar a memória e entender as emoções dos outros. Dar um terreno livre a uma mente perambulante não apensar ajuda no foco a longo prazo, mas também fortalece seu senso próprio e também o dos outros. Paradoxalmente, períodos de solidão podem ajudar na hora de voltar a socializar. E a ausência ocasional de foco pode ajudar na concentração a longo prazo.

Outra estudiosa que defende os benefícios de uma solidão reflexiva e produtiva é Susan Cain, escritora de Quieto: O Poder dos Introvertidos em um Mundo Que não Consegue Parar de Falar e fundadora da Revolução Quieta, uma empresa que promove locais de trabalho quietos e apropriados para os introvertidos.

“Hoje em dia, tendemos a acreditar que a criatividade parte de um processo decididamente comunitário, mas ela depende de muita atenção mantida e um profundo foco”, diz ela.

“Além disso, humanos são seres sociais tão porosos que, quando nos cercamos de outras pessoas, automaticamente aderimos a suas opiniões e gostos estéticos. Para realmente seguir nossos caminhos ou visões, devemos estar dispostos a nos sequestrar, ao menos durante um certo período de tempo”.

Saúde ermitã

686873083Ainda assim, a linha ente a solidão útil e um isolamento perigoso pode ser tênue. “Quase tudo pode ser adaptável e mal adaptável, dependendo de quão extremo chega”, diz Feist.

Uma doença tem a ver com uma disfunção. Se alguém para de se importar com os outros e corta totalmente o contato, isso pode levar a uma negligência patológica de relações sociais. Mas a insociabilidade criativa está muito distante disso.

Aliás, diz Feist, “há um perigo real com pessoas que nunca está sozinhas”. É difícil ser introspectivo, autoconsciente e completamente relaxado a não ser que você tenha uma solidão ocasional. Além disso, os introvertidos tendem a ter menos amizades com laços mais fortes – o que pode estar ligado a uma felicidade maior.

Assim como muitas outras coisas, qualidade é mais importante que quantidade. Nutrir algumas relações sem sentir que você precisa popular sua vida com vozes falantes pode ser melhor para você no fim das contas.

Portanto, se a sua personalidade tende para o lado da insociabilidade, você não deveria sentir que precisa mudar. É claro que isso inclui desafios. Mas, contanto que você tenha contatos sociais regulares, esteja escolhendo a solidão em vez de ser forçado a ela, tenha ao menos alguns bons amigos e se sua solidão for boa para seu bem-estar e sua produtividade, não há por que se preocupar em fazer uma personalidade em forma de quadrado caber em um buraco arredondado.

Então sinta-se livre para limpar sua agenda social. Está psicologicamente aprovado.

Fonte: https://vivabem.uol.com.br/noticias/bbc/2018/03/19/os-beneficios-para-a-saude-de-ser-antissocial.htm

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É a solidão que gera doenças ou as doenças que nos fazem sentir mais isolados? Não está claro o que vem primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas estudos já comprovaram que solidão e saúde física estão ligados.

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Todos nos sentimos sós em algum momento das nossas vidas. Para muitos, é um sentimento passageiro e eventual, mas para alguns essa solidão se torna crônica.

Vários estudos têm vinculado essa solidão crônica e o isolamento social a uma maior incidência de doenças e a um risco maior de morte prematura. Os cientistas no entanto desconhecem qual o mecanismo exato por trás desta relação, que não é necessariamente de causa e efeito.

É a solidão que gera as doenças ou são as doenças que nos tornam mais isolados?

De qualquer forma, as pesquisas deixam claro que a solidão e o isolamento social estão ligados a doenças mentais e físicas.

Conheça cinco aspectos da nossa saúde física que a solidão pode prejudicar, de acordo com estudos científicos:

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  1. Maiores riscos de doenças cardiovasculares

A solidão está associada a um aumento de quase um terço do risco de sofrer doenças cardiovasculares, como problemas de coração e derrames cerebrais. Nicole Valtorta, da Universidade Newcastle, no Reino Unido, estudou o fenômeno e disse à BBC que três mecanismos podem explicar essa correlação.

Um deles é psicológico: as pessoas que se sentem só com mais frequência têm mais chance de desenvolver depressão, ansiedade e se sentir mais infelizes.

O outro é biológico: quem se sente só com frequência e apresenta os sintomas psicológicos acima acaba dormindo pior.

O terceiro mecanismo é comportamental: as pessoas que se sentem isoladas podem acabar adotando comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar e comer demais ou se exercitar menos.

Esses três fatores, que muitas vezes aparecem combinados, podem aumentar a chance de a pessoa desenvolver doenças cardiovasculares.

Two friends embracing during backyard party on summer evening

  1. Menor habilidade para combater doenças comuns

Um estudo das universidades da Califórnia e de Chicago, publicado em 2015 na revista especializada PNAS, investigou o efeito celular da solidão em humanos e macacos, e concluiu que o sentimento de isolamento pode reduzir a eficiência do sistema imunológico.

Os pesquisadores perceberam que pessoas identificadas como socialmente isoladas tinham um aumento de 12% na atividade dos genes chamados CTRA, que estão associados à resposta imunológica.

Eles identificaram que essa hiperatividade se manifestava em níveis maiores de glóbulos brancos, que participam da resposta inflamatória, e em níveis menores de produção de proteínas imunológicas antivirais.

A hipótese por trás desse fenômeno é que os humanos evoluíram para viver em grupo. Quando são isolados durante um período prolongado, podem se sentir inconscientemente ameaçados, e permanecer em um estado constante de alerta. Esse estado de atenção aumenta a inflamação do corpo e reduz a nossa capacidade de combater infecções.

  1. Pressão sanguínea mais elevada

Outro estudo da Universidade de Chicago concluiu que as pessoas que sofrem de solidão tem maior probabilidade de ter pressão sanguínea mais alta no futuro.

A hipertensão está associada a um maior risco de derrame, ataque do coração, problemas de rim e demência. O estudo foi publicado em 2010 na revista Psychology and Aging.

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  1. Risco maior de morte prematura

O isolamento social e a solidão estão associados a um aumento de 30% no risco de morte prematura, segundo um estudo da Universidade Brigham Young, dos Estados Unidos, publicado em 2015 na revista da Association for Psychological Science.

A investigação analisou 70 estudos diferentes com a participação de 3,4 milhões de pessoas. Eles concluíram que, ao contrário do que poderia parecer, “os adultos de meia-idade têm um risco maior de mortalidade quando sofrem de solidão crônica ou vivem sozinhos do que adultos idosos com as mesmas características”.

Os autores acreditam que os estudos acerca dos efeitos da solidão sobre a saúde estão na mesma fase de investigação de pesquisas sobre o impacto da obesidade há décadas atrás. Portanto, é uma área nova de pesquisa. E a expectativa é de que o sentimento de isolamento entre a população aumente no futuro.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/quatro-maneiras-como-a-solidao-pode-afetar-sua-saude-fisica.ghtml

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Kores do Brasil

Quando tinha onze anos, o cineasta Leonardo Hwan voltava da escola com um amigo em São Paulo, quando um homem de cerca de trinta anos se aproximou, deu um susto nos garotos e gritou que eles deveriam “voltar para o país deles”.

“Nunca esqueci. Fiquei muito assustado”, diz Leonardo, de 27 anos, que é brasileiro e descendente de taiwaneses. Hoje ele conta essa história para explicar porque fazer piada do “pastel de flango” ou gritar “abre o olho, japonês” para descendentes de asiáticos é ofensivo. E ele tem que explicar diversas vezes.

“É racista, é xenófobo. Não é ‘apenas uma piada’. Você está fazendo o mesmo que o cara: está dizendo que a pessoa não pertence, que ela é estrangeira, que não é bem-vinda”, diz Leonardo.

Ele critica uma postagem do prefeito de São Paulo, João Doria, que escreveu a legenda “acelela” em vez de “acelera” (seu slogan) em uma foto durante uma visita à China, na semana passada.

“Quando você diz ‘acelela’, está tirando sarro não dos chineses de lá, mas dos imigrantes daqui, para quem a questão da língua e da adaptação é uma dificuldade real, e para descendentes que lutam há anos para serem aceitos”, afirma Leonardo.

Após a publicação da reportagem, o prefeito João Doria enviou uma nota dizendo que “admira e respeita os chineses e não teve a intenção de ofendê-los com a legenda publicada em suas redes sociais.”

“De uns tempos para cá as pessoas estão menos propensas a aguentarem certas ofensas, piadas e estereótipos. Não toleramos mais”, diz Rodrygo Tanaka, que é descendente de japoneses.

Rodrygo e Leonardo fazem parte de uma geração de filhos e netos de imigrantes de países do leste asiático que estão criando grupos para discutir identidade e discriminação.

Kiko, Beatriz e LeonardoLeonardo criou com esse objetivo o canal do YouTube Yo Ban Boo, com a atriz Beatriz Diaféria e o empresário Kiko Morente.

A estudante de ciências sociais Gabriela Shimabukuro criou a página Perigo Amarelo há quase dois anos. Ela diz que a aceitação no acidente sempre foi um processo de negociação.

“Muitas vezes, o custo social de reagir à discriminação acaba sendo muito alto. Enquanto você acata que é só uma piada e finge que tá tudo bem, você faz parte da branquitude. Mas dentro de um espaço que é bem definido – se sair dele, você incomoda”, afirma ela, que é descendente de imigrantes de Okinawa (província do Japão que possui uma cultura própria).

Luta coletiva

Para Rodrygo, que criou o Asiáticos pela Diversidade em 2015, a discussão sobre identidade asiática aumentou em paralelo com o fortalecimento de outras lutas de minorias.

Sua página fala sobre como é ser descendente de asiáticos dentro da comunidade LGBT.

Já a plataforma Lótus, criada um ano depois, faz uma intersecção entre militância asiática e feminismo.

O feminismo de mulheres asiáticas lida com problemas específicos, como a fetichização: a imposição de estereótipos que hiperssexualizam a mulher em torno da ideia de que ela é exótica e submissa. Assim, o racismo se soma ao machismo na agressão à mulheres não-brancas.

“os impactos dessas violências vão desde a perda da identidade, perda de auto estima, falta de noção sobre seu próprio valor, e demais traumas provindos de abusos físicos, mentais e emocionais”, afirma Caroline Rica Lee, da Lótus.

“A fetichização é resultado de um processo histórico. Estupros e dominação das mulheres sempre foram armas de guerra e dominação. Durante as guerras do Vietnã e da Coreia, os americanos ocuparam esses países e amplificaram a proliferação dessa ideia”, diz Gabriela, do Perigo Amarelo.

Segundo o educador e mestrando em história Fábio Ando Filho, um dos criadores do blog Outra Coluna, que existe há quase dois anos, nesse processo de dominação, enquanto a mulher era fetichizada, o homem asiático sofria um processo de emasculação.

RodrygoEle é retratado como fraco e assexuado e portanto deve ser dominado pela virilidade do homem branco. “Isso gera desde a perda da auto estima até atitudes excessivamente agressivas e machistas para compensar – e aí quem sofre são as mulheres”, diz Fábio.

Representatividade

Sabrina Kim, do canal Kores do Brasil, diz que o que a motivou a criar vídeos sobre o assunto foi ver que os filhos pequenos – de sete e cinco anos – estavam passando pelos mesmos problemas que ela tinha quando criança. “Discriminação contra coreano é sempre tratada como piada. Mas para quem passa por isso é um sofrimento real. Eu tinha vergonha de ser diferente, vergonha da língua. Ouvi coisas horríveis quando criança”, afirma.

A escritora e ilustradora Janaina Tokitaka, que também é mãe, diz que a maneira como os asiáticos são representados na ficção é hoje um dos principais causadores de ideias estereotipadas.

“São sempre papéis secundários e rasos, que reforçam a ideia da gueixa”, reclama ela, que já perdeu a conta de quantas vezes ouviu que “falava muito para uma japonesa”.

Janaína fala sobre outras abordagens incômodas. “Eu estava fazendo uma pesquisa na Japan House quando um homem apontou pra mim e disse para o filho: ‘Tá vendo, é assim que eles são. Eles estão sempre estudando. Esse é um palitinho, é assim que eles comem’. Aí ele sacou uma câmera e começou a tirar fotos. Me senti um bicho no zoológico.”

Para quem trabalha na área cultural, não é só uma questão de representatividade, mas de oportunidades de empregos.

“O papel ‘normal’, ‘neutro’ vai sempre para um branco, e quando tem um que é para asiáticos… eles colocam um branco também”, diz Beatriz, do Yo Ban Boo, relembrando casos como o da novela Sol Nascente. A globo colocou o ator Luis Melo no papel de um japonês e a atriz Giovanna Antonelli como protagonista em um núcleo nipônico.

Na época, o autor Walter Negrão disse que não encontrou “um ator japonês com estofo e a experiência necessária para fazer um protagonista” nem uma atriz “com status de estrela”. A Globo disse que a novela “não era sobre o Japão”.

A questão de representatividade é muito discutida pelo coletivo Oriente-Se, que é mais antigo e tem mais de 200 atores de ascendência asiática.

Beatriz teve que mudar de sobrenome para conseguir ser chamada para os testes de elenco. “Eu usava Koyama e nunca era chamada. Nas poucas vezes que apareciam papéis asiáticos era aquela coisa superestereotipada”, diz ela. A situação melhorou quando ela passou a usar o sobrenome do outro lado da família, Diaféria.

Minoria modelo?

“de certa forma [esse aumento da discussão] é o resultado do envolvimento de descendentes de asiáticos em políticas de esquerda. Por muito tempo, muita pessoas abraçaram o discurso de direita conservadora e acabaram acatando a ideia de minoria modelo”, afirma Rodrygo.

“Minoria modelo”, explica Leonardo Hwan, se refere ao estereótipo de que os descendentes de japoneses são dóceis, estudiosos, trabalham muito e por isso conseguiram posições de destaque na sociedade, grande presença nas universidades etc.

É uma coisa pseudoelogiosa que coloca as pessoas em caixinhas e reforça a opressão de outras minorias, principalmente dos negros. Porque quando você diz que japoneses estão bem porque são trabalhadores, você está implicando que outros grupos não trabalharam e ignorando todo um contexto de perseguição aos negros”, diz Leonardo.

Fabio Ando“o estifma social sofrido por indivíduos asiáticos no Brasil não tange âmbitos da violência racial e opressão policial que mata pessoas negras diariamente, ou o genocídio contemporâneo em curso contra povos indígenas brasileiros”, diz Caroline Rica Lee, do coletivo Lótus.

Solidariedade

Segundo Fábio e Gabriela, os descendentes de asiáticos também têm um papel no racismo antinegro, que precisa ser discutido e combatido. “Muitas vezes reproduzimos a antinegritude, permitimos que mercantilizem nossas culturas e permanecemos calados porque isso nos concede privilégios”, afirma Gabriela, do Perigo Amarelo.

“Não dá para  falar de raça no Brasil sem falar de solidariedade antirracista”, diz Fábio. Ele e Gabriela trabalham para que a discussão vá além da questão sobre representatividade e sobre ser aceito como brasileiro.

“Alguns leitores no blog falam: ‘Ah, então vamos votar em asiáticos para ter mais representação’. Mas não é isso. Não adianta nada votar em asiáticos se eles tiverem uma plataforma neoliberal, uma plataforma que não promova a igualdade”, diz Fábio.

“A gente não pode se contentar em brigar para ser visto como brasileiro e não como estrangeiro. Como você pode falar de brasilidade em um país construído com a ocupação de terras indígenas? A gente vai se contentar em exigir os mesmos privilégios dos brancos ou vamos pensar em construir uma sociedade que seja mais igualitária e justa para todos?”, questiona Gabriela.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40816773

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Diálogo abriu debate sobre a importância de gestores garantirem um ambiente sudável (não só do ponto de vista físico) no trabalho.

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A programadora Madalyn Parker compartilhou em uma rede social um diálogo entre ela e o CEO da empresa em que trabalha. O que Madalyn dificilmente imaginava é que aquela conversa viralizaria — e abriria um importante debate na rede social.

 

Tudo começou quando a profissional, que sofre de depressão crônica e ansiedade, mandou um e-mail para sua equipe dizendo que precisaria se ausentar por dois dias. “Oi, pessoal. Eu vou tirar hoje e amanhã para me concentrar na minha saúde mental. Espero voltar na semana que vem renovada e 100%. Obrigada!”, dizia a mensagem.

Madalyn trabalha em uma empresa de tecnologia chamada Olark, que cria chats para sites. Copiado na mensagem, o CEO da companhia, Ben Congleton, respondeu a funcionária: “Oi, Madalyn. Eu só queria pessoalmente agradecer a você por enviar mensagens como essas a sua equipe”.

Ele continou: “Toda vez que você faz isso, eu me lembro da importância de usar o afastamento médico também para a saúde mental — acredito que essa não seja a prática padrão em todas as empresas. Você é um exemplo para todos nós, e nos ajuda a superar um estigma”.

Madalyn compartilhou a conversa no Twitter e a posição do CEO foi bem recebida na internet. Até agora, a mensagem foi curtida mais de 35 mil vezes e retuitada mais de 10 mil.

Na semana passada, Congleton escreveu uma postagem no Medium discutindo a reação que o tuíte desencadeou. O texto é intitulado: “É 2017 e a saúde mental ainda é um problema no local de trabalho”.

“É 2017. Eu não consigo acreditar que ainda é controverso falar sobre saúde mental no local de trabalho quando um em cada seis americanos toma remédio para saúde mental”, escreveu. “É 2017. Estamos em uma economia baseada no conhecimento. Nossos trabalhos exigem que executemos tudo com o máximo de desempenho mental. Quando um atleta está ferido, senta-se no banco e se recupera. Vamos nos livrar da ideia de que com o cérebro é diferente.”

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/07/funcionaria-diz-que-vai-se-ausentar-para-cuidar-de-saude-mental-e-resposta-do-chefe-viraliza.html

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A tristeza, a frustração, a dor e o medo não afetam somente quem sofre de depressão. Saiba como entender e lidar com esses momentos difíceis vividos por uma pessoa querida.

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“A alegria acaba, o sorriso vai embora. Tudo se torna uma desgraça. É um tormento sem fim. Como se tivesse uma nuvem escura em cima de você e você não conseguisse escapar”, relata Samuel*, ao recordar o período de depressão pelo qual sua esposa passou.

O transtorno veio após um grave acidente de carro. Ela ficou hospitalizada e, após um longo período de convalescência, não pôde mais retornar ao trabalho devido aos ferimentos sofridos.

“Você acha que a pessoa está ficando louca. É muito difícil, especialmente no começo, quando você não sabe o que está acontecendo”, afirma Samuel à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Quando alguém recebe um diagnóstico de depressão, compreensivelmente todas as atenções se voltam para essa pessoa.

No entanto, os familiares e amigos que convivem e tomam conta dela também passam por momentos muito difíceis. Segundo psicólogos, também correm risco de desenvolver um quadro depressivo e precisam se cuidar.

Em meio a todos os problemas causados pela depressão, a vida continua. As contas de casa continuam chegando, é preciso cozinhar, trabalhar e tomar conta dos outros membros da família, especialmente quando há crianças.

Samuel conta que todas as manhãs precisava levar seus filhos, de 4 e 5 anos de idade, à escola antes de ir ao trabalho.

“Não havia opção, tinha que continuar trabalhando e tentando proporcionar aos nossos filhos um pouco de rotina e normalidade. Quando a gente voltava, ao final da tarde, eu descia do carro antes e dizia às crianças para esperarem até eu voltar para buscá-los”, relata.

“Eu abria a porta de casa e dava uma olhada para ver como estavam as coisas. Tinha medo de encontrar minha esposa enforcada. Então tinha que me assegurar de que meus filhos não iriam presenciar algo tão traumático.”

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Sentimentos intensos
Aqueles que passam por situação semelhante contam que é muito difícil administrar a intensidade dos sentimentos.

“Todos os dias a minha esposa dizia que queria morrer. Eu ficava aterrorizado. Você se sente cansado, frustrado, angustiado, triste. Não tem força, não vê como vai sair do buraco”, diz ele.

Rebeca*, mãe de um adolescente de 14 anos de idade, também passou por situação semelhante. Sua voz fica embargada ao descrever um dos piores momentos da crise que enfrentou.

“Mamãe, me deixe morrer, me deixe morrer”, dizia o menino em uma das três ocasiões em que tentou tirar sua própria vida.

“Você sente pavor, dor, medo. É uma situação extremamente estressante. Você vê o seu filho sofrendo e não sabe como agir, o que fazer. Sentia que o meu coração e a minha vida estavam sem um pedaço”, conta Rebeca.

TIPOS DE DEPRESSÃO

Moderadamente severa
O efeito no dia a dia não é tão agudo. A depressão desse tipo pode causar dificuldades de concentração no trabalho e afetar a motivação em fazer atividades que normalmente seriam prazerosas.

Grave
Afeta o dia a dia do indivíduo. Coisas básicas como comer, tomar banho e dormir se tornam difíceis. A internação em um hospital pode ser necessária.

Desordem bipolar
As pessoas que sofrem dessa condição apresentam variações extremas de humor. Elas podem se sentir eufóricas e indestrutíveis e, em seguida, serem acometidas por desespero, letargia e pensamentos suicidas.

Depressão pós-natal
Afeta algumas mães após o parto. Ansiedade, fadiga, falta de confiança e sentimento de incapacidade de cuidar do bebê são alguns dos sintomas apresentados por quem sofre desse tipo de depressão.

Fonte: Mental Health Foundation

Quem cuida de um indivíduo com depressão deve encontrar tempo para cuidar de si mesmo.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/tinha-medo-de-encontrar-minha-esposa-enforcada-como-e-viver-com-alguem-que-sofre-de-depressao.html

 

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507827681Mais de 13 mil crianças e jovens entre um e 19 anos foram atendidos.
Maioria das vítimas teve acesso aos medicamentos com própria família.

As hospitalizações por overdose de analgésicos opioides mais que dobrou entre as crianças e adolescentes americanos entre 1997 e 2012, de acordo com um novo estudo publicado na segunda-feira (31).

Tentativas de suicídio e ingestão acidental foram responsáveis por uma parte crescente dessas intoxicações, disseram os autores do artigo publicado na revista médica JAMA Pediatrics.

Eles identificaram mais de 13 mil casos de crianças e adolescentes de entre um e 19 anos hospitalizados por overdose de opioides prescritos por médicos, das quais 176 morreram.

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Entre as crianças de um a quatro anos, as internações aumentaram 205%, e entre os adolescentes de 15 a 19 anos, 161%.

As crianças pequenas foram hospitalizadas principalmente por ingestão acidental de analgésicos, enquanto as tentativas de suicídio ou os ferimentos autoinfligidos representaram a maioria dos casos de overdoses entre os adolescentes com mais de 15 anos de idade, disse a coautora Julie Gaither, epidemiologista na Escola de Medicina da Universidade de Yale.

As overdoses entre outros adolescentes resultaram provavelmente de tentativas de sentir efeitos semelhantes aos de drogas.

Os autores atribuem a explosão do número de overdoses de analgésicos entre as crianças aos seus pais ou a outros adultos em suas famílias que forneceram acesso aos medicamentos.

Em geral, as intoxicações atribuídas a medicamentos prescritos se tornaram a principal causa “de morte resultante de lesão” nos Estados Unidos, afirmam os pesquisadores.

Isso se deve, principalmente, ao grande aumento da presença de analgésicos poderosos em lares americanos.

O uso de drogas disparou nos últimos anos nos Estados Unidos, o que levou as autoridades a soarem os alarmes sobre o aumento acentuado de casos de overdose e dependência.

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Em 2012, os médicos americanos prescreveram 259 milhões de receitas de analgésicos opioides.

O estudo também revelou que 73,5% das crianças e adolescentes que tiveram overdose de opioides eram brancos, e que quase metade deles tinha seguro médico privado.

A proporção de jovens de famílias que têm a cobertura do Medicaid – seguro de saúde federal para americanos de baixa renda – hospitalizados por overdose de opioides aumentou de 24% em 1997 para 44% em 2012, diz o estudo.

 

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/hospitalizacoes-por-overdose-de-opioides-dobra-entre-jovens-nos-eua.html

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Jung é filho de Freud e tem a missão de continuar o trabalho do pai: colocar um sorriso no rosto dos que passam pelos velórios do Memorial Metrópole Ecumênica de Santos – um prédio de 14 andares que lhe dá o título do mais alto cemitério do mundo.

Freud morreu em outubro, aos 11 anos, e ganhou esse nome por causa da barbicha de sua raça, schnauzer. Além do cemitério, Jung e seu irmão Teddy, também frequentam hospitais – adulto e infantil, casas de repouso, eventos para crianças autistas e com paralisia cerebral, creches, escolas e casas de reabilitação.

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Freud foi o pioneiro da Dr.Auau, que coloca em prática, há 11 anos, a chamada zooterapia – “uma terapia focada em como usar animais para uma interação positiva com os homens”, comenta sua fundadora Victoria Girardelli, jornalista.

Victoria teve essa ideia a partir de um momento pessoal – o acolhimento de Freud durante o processo de cura de um câncer. A presença do animal foi tão importante que a fez pensar em como compartilhar essa experiência. “Ele foi fundamental, me fez companhia, me deu forças, e eu pensei: não quero que ele seja só meu”. Passou a levar Freud para uma república de idosos e a hospitais infantis. Victoria diz que a presença do cachorrinho nesse tipo de ambiente é positivo porque motiva a criança a sair do leito, a andar pelo corredor, a pegar o animal no colo, o que ajuda no intestino, contribuindo para a alta.

Há cerca de um ano, Freud passou a frequentar o Memorial Metrópole Ecumênica de Santos e, segundo sua dona, foi o primeiro cão do mundo a fazer esse tipo de trabalho no ambiente de luto. Com um colete azul de bolsos para levar mensagens de conforto, Freud (e agora Jung) passou a visitar velórios e agradar aqueles com quem interage. “Nesse momento de afago e carinho, você já consegue mexer com os hormônios ocitocina e endorfina, que trazem prazer”, comenta Victoria.

Ela diz que a aceitação é 100% e não há reclamações. O serviço é gratuito e normalmente o cachorro fica na parte externa do velório. Mas se for requisitado, entra na sala. Às vezes, o parente leva o cachorro para ‘apresentá-lo’ ao morto. “Tem gente que pega no colo, leva para o falecido, conversa, tira um cartão e lê em voz alta. E dizem ‘nossa, era isso que eu precisava ouvir agora’. ”

Alguns exemplos de frases levadas aos velórios:

“Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós” – Chico Xavier.

“O sofrimento é o intervalo entre duas felicidades” – Vinicius de Moraes.

“Há coisas que nunca poderão se explicar com palavras” – Saramago.

“A vida não passa de uma oportunidade de encontro. Só depois da morte se dá a junção. Os corpos tem apenas o abraço, as almas, o enlace” – Victor Hugo.

Para Victoria, a morte é única certeza que a gente tem, mas é uma dor sem medidas e muito pessoal – “cada um passa de uma forma, cada um tem a sua leitura, o seu tempo”. Por isso, esse tipo de carinho num momento de fragilidade é sutil e bastante positivo. “Encontrei minha missão e não largo o osso”, comenta.

Fonte: http://mortesemtabu.blogfolha.uol.com.br/2016/11/01/cemiterio-tem-cachorrinho-que-auxilia-em-velorios/

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Tem um provérbio chinês que diz: “Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode evitar que eles construam ninhos em seus cabelos”.

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Encontrei a citação em um dos textos disponíveis no site do Instituto Quatro Estações, que dá suporte psicológico para situações de perdas e lutos. Desde a morte de minha mãe, há quase quatro meses, tenho visitado virtualmente o espaço em busca de algum conforto para a alma.

A perda da minha amada tem sido a experiência mais assustadora e dolorida da minha vida. A vida segue seu rumo, só que infinitamente mais triste.

Ainda assim, sigo acreditando que haja vida no luto, haja esperança de transformação, de recomeço. E é o que estou buscando. Um dia de cada vez, só por hoje, como costuma dizer minha amiga Helena Lima.

Sei que o processo de luto implica a superação de várias etapas, entre elas a real aceitação da perda e da adaptação da vida sem a minha mãezinha. Sei também que cada experiência de luto é pessoal, única, e tem seu próprio tempo. E que um luto dessa magnitude acaba reeditando lutos anteriores.

Por isso, estou tentando olhar e cuidar com carinho dessa dor. Sem a minha pressa habitual de tentar me livrar o mais depressa possível do que me faz sofrer.

O luto nos lembra que é necessário ser paciente com nós mesmos. E com as pessoas que, na tentativa de ajudar, acabam por pressionar com frases do tipo “você tem que ser forte, superar; será um antidepressivo não ajudaria?”.

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Nessas leituras sobre o luto, aprendi um conceito novo de reconciliação. Segundo a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, a palavra dá um sentido mais apropriado sobre o processo vivido no luto.

Não significa passar pelo luto, mas sim crescer por meio dele, “aprender como lidar com essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu”.

Sei que o sentimento de perda nunca desaparecerá completamente, mas espero que, com o tempo, seja atenuado, doa menos.

No último domingo (30), visitei o túmulo de mamãe pela primeira vez desde a sua morte. Relutava em ver sua foto sorridente, feita dois meses antes de sua morte. Estávamos em Santos, comendo um peixinho, tomando uma cervejinha e fazendo planos para o seu aniversário de 80 anos, que não deu tempo de ser comemorado.

No cemitério, várias famílias preparavam seus jazigos para o Dia de Finados, nesta quarta (2). Se viva estivesse, certamente minha mãe estaria fazendo o mesmo, especialmente, distribuindo flores nos túmulos de parentes e amigos. Mamãe era assim: doce com os vivos e os mortos.

Entre lágrimas, eu e meu velho pai repetimos o ritual, distribuindo flores, lembrando dos nossos mortos. Na saída, um coleirinho (também conhecido como coleirinha), um pássaro que não via desde a infância pousou em um dos túmulos.

Andamos mais alguns metros e meu pai apontou: “olha ali um periquito”. Mais adiante, avistamos um canário e, em seguida, um sabiá. E de repente, o cemitério estava pleno de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/11/1828237-mamae-era-assim-doce-com-os-vivos-e-com-os-mortos.shtml

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Conheça a “doença disfarçada de virtude” que pode ter consequências desastrosas para a saúde

Tudo começa com o desejo de nos sentirmos bem, comendo apenas alimentos puros, “limpos”.

 Até aí, tudo bem.

Isso nos leva a dizer adeus a certos grupos de alimentos, como grãos, açúcares e produtos animais.

493208769No final, a dieta se reduz a uma quantidade tão restrita de alimentos que acabamos ficando desnutridos.

Esse transtorno tem um nome: Ortorexia Nervosa.

O termo foi criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, aliando a palavra para “correto” ─ do grego orthos ─ com “apetite” ─ orexis ─ (de onde vem, aliás, a palavra anorexia, ou, sem apetite, transtorno que, muitas vezes, é mascarado pela ortorexia).

Embora o objetivo do anoréxico seja perder peso, e o do ortoréxico, ficar saudável, ambos os transtornos restringem a alimentação do indivíduo, colocando sua vida em risco.

No entanto, enquanto a anorexia é reconhecida como um mal, a ortorexia tem a desvantagem de ser uma doença “disfarçada de virtude”.

 Tendência crescente

Uma dieta baseada em alimentos frescos, não industrializados, está longe de ser ruim. O problema é quando isso se torna uma obsessão.

Citando exemplos de dietas que considera preocupantes, Bratman faz alusão a pessoas que têm medo de consumir laticínios, ou aquelas que só consomem alimentos crus (por temer que o processo de cozimento dos legumes e verduras “destrua seu campo etéreo”).

“No final, o ortoréxico acaba passando grande parte da sua vida planejando, comprando, preparando e comendo seus pratos”, explica Bratman em seu livro Health Food Junkies (em tradução livre, “Viciados em Comida Saudável”).

Quando escreveu a obra, no final da década de 90, Bratman se referia a hábitos alimentares de pequenos grupos de pessoas.

Quase duas décadas depois, a obsessão com a comida saudável está por toda parte, inclusive no mundo digital. Para confirmar esse fato, basta fazer uma busca por #CleanEating no Instagram ou no Twitter.

498072037Experiência pessoal

Bratman não só deu nome ao transtorno como também foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com ele. O médico admitiu ue se deixou seduzir de tal forma pela “alimentação virtuosa” que se negava a comer legumes mais de 15 minutos após seu cozimento.

Mais recentemente, em seu site na internet, ele declarou: “No meu livro de 1997 e em tudo o que tenho escrito até agora, venho dizendo que enquanto os anoréxicos desejam ser fracos, os ortoréxicos desejam ser puros”.

“No entanto, a realidade me obriga a reconhecer que a distinção já não é tão clara. Me parece que uma alta porcentagem de ortoréxicos hoje em dia se foca em perder peso.”

“Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréxicas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica em escolher apenas alimentos com baixo teor calórico”.

Sem fundamento

“Esses pratos inspirados pelo Instagram, com umas folhas de espinafre, uns grãos de quinoa ─ que estão muito na moda, algumas sementes de romã ─ que são lindas ─ são muito bonitos, mas não têm nutrientes suficientes”, disse à BBC Miguel Toribio-Mateas, nutricionista e especialista em neurociência clínica.

“Você termina com uma comida que te dá 200 calorias, o que não é nada em termos energéticos, e sem proteínas. Está tudo bem se você tem vontade (de comer assim um dia ou outro) mas se você se recusa a comer o resto da comida normal porque acha que ela é suja ou algo que você não pode jamais colocar na sua vida porque vai te fazer mal, há um problema”, acrescenta o especialista.

E se o termo “comida normal” deixa você confuso, o nutricionista faz alusão, por exemplo, a um prato de “peixe com batatas”.

Hoje em dia, há tamanha avalanche de conselhos sobre nutrição e saúde na internet e na mídia que fica difícil ignorá-los e lidar com eles.

“O açúcar, nesse momento, é o demônio. Porque se você o consome com muita frequência, no mínimo ganha um pouco de peso. E se (faz isso) descontroladamente, pode desenvolver diabetes (do tipo) 2. Mas de vez em quando, ter a flexibilidade mental para poder decidir, ‘hoje vou comer um chocolate’, é importante. E isso é impossível para os anoréxicos”, disse Toribio-Mateas.

Além do problema de ser aceita socialmente, a ortorexia também é tida como doença “do primeiro mundo”, ou “das classes privilegiadas” ─ o que não está de todo errado, disse o nutricionista.

“Se você tem de contar o dinheiro antes de ir às compras, não vai pagar o que cobram pelos alimentos que estão na moda e são tidos como ‘limpos'”.

E acrescentou: “Não é que a romã não seja deliciosa. Mas se você pretende viver dela e de outros poucos produtos sobre os quais você leu que possuem alto teor de antioxidantes e nada mais, essa não é uma decisão racional”.

170636789Bem informadas

Toribio-Mateas disse que a maioria dos seus pacientes é mulher. Segundo ele, elas vêm procurar conselhos para uma dieta “perfeita”. Ou são arrastadas à clínica pelos familiares ─ já que elas próprias estão convencidas de que não há nada de errado.

“É difícil tratá-las, até porque são muito bem informadas”, explicou. “Tenho uma paciente que só come legumes fervidos ou grelhados. Rejeita a carne por causa dos hormônios, rejeita os ovos porque acha que têm gordura demais, só consome uma quantidade mínima de óleo de coco ─ porque está convencida de que ele ajuda a queimar gordura.”

“Há mitos que são mais fáceis de derrubar, mas como dizer a alguém que não coma tantos legumes?”, perguntou.

“Tenho de convencê-la a introduzir (em sua dieta) outros alimentos que, segundo exames clínicos, estão faltando no seu organismo.”

Finalmente, a ortorexia não implica apenas em uma redução nas opções alimentares do paciente.

“Os ortoréxicos não podem ir a um restaurante ou bar porque não sabem o que está sendo servido. E não podem ir comer na casa de amigos, a não ser que eles também sejam ortoréxicos”, concluiu Toribio-Mateas.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/ortorexia-nervosa-o-transtorno-que-mostra-que-ate-o-saudavel-em-excesso-e-ruim.html

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