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A tristeza, a frustração, a dor e o medo não afetam somente quem sofre de depressão. Saiba como entender e lidar com esses momentos difíceis vividos por uma pessoa querida.

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“A alegria acaba, o sorriso vai embora. Tudo se torna uma desgraça. É um tormento sem fim. Como se tivesse uma nuvem escura em cima de você e você não conseguisse escapar”, relata Samuel*, ao recordar o período de depressão pelo qual sua esposa passou.

O transtorno veio após um grave acidente de carro. Ela ficou hospitalizada e, após um longo período de convalescência, não pôde mais retornar ao trabalho devido aos ferimentos sofridos.

“Você acha que a pessoa está ficando louca. É muito difícil, especialmente no começo, quando você não sabe o que está acontecendo”, afirma Samuel à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Quando alguém recebe um diagnóstico de depressão, compreensivelmente todas as atenções se voltam para essa pessoa.

No entanto, os familiares e amigos que convivem e tomam conta dela também passam por momentos muito difíceis. Segundo psicólogos, também correm risco de desenvolver um quadro depressivo e precisam se cuidar.

Em meio a todos os problemas causados pela depressão, a vida continua. As contas de casa continuam chegando, é preciso cozinhar, trabalhar e tomar conta dos outros membros da família, especialmente quando há crianças.

Samuel conta que todas as manhãs precisava levar seus filhos, de 4 e 5 anos de idade, à escola antes de ir ao trabalho.

“Não havia opção, tinha que continuar trabalhando e tentando proporcionar aos nossos filhos um pouco de rotina e normalidade. Quando a gente voltava, ao final da tarde, eu descia do carro antes e dizia às crianças para esperarem até eu voltar para buscá-los”, relata.

“Eu abria a porta de casa e dava uma olhada para ver como estavam as coisas. Tinha medo de encontrar minha esposa enforcada. Então tinha que me assegurar de que meus filhos não iriam presenciar algo tão traumático.”

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Sentimentos intensos
Aqueles que passam por situação semelhante contam que é muito difícil administrar a intensidade dos sentimentos.

“Todos os dias a minha esposa dizia que queria morrer. Eu ficava aterrorizado. Você se sente cansado, frustrado, angustiado, triste. Não tem força, não vê como vai sair do buraco”, diz ele.

Rebeca*, mãe de um adolescente de 14 anos de idade, também passou por situação semelhante. Sua voz fica embargada ao descrever um dos piores momentos da crise que enfrentou.

“Mamãe, me deixe morrer, me deixe morrer”, dizia o menino em uma das três ocasiões em que tentou tirar sua própria vida.

“Você sente pavor, dor, medo. É uma situação extremamente estressante. Você vê o seu filho sofrendo e não sabe como agir, o que fazer. Sentia que o meu coração e a minha vida estavam sem um pedaço”, conta Rebeca.

TIPOS DE DEPRESSÃO

Moderadamente severa
O efeito no dia a dia não é tão agudo. A depressão desse tipo pode causar dificuldades de concentração no trabalho e afetar a motivação em fazer atividades que normalmente seriam prazerosas.

Grave
Afeta o dia a dia do indivíduo. Coisas básicas como comer, tomar banho e dormir se tornam difíceis. A internação em um hospital pode ser necessária.

Desordem bipolar
As pessoas que sofrem dessa condição apresentam variações extremas de humor. Elas podem se sentir eufóricas e indestrutíveis e, em seguida, serem acometidas por desespero, letargia e pensamentos suicidas.

Depressão pós-natal
Afeta algumas mães após o parto. Ansiedade, fadiga, falta de confiança e sentimento de incapacidade de cuidar do bebê são alguns dos sintomas apresentados por quem sofre desse tipo de depressão.

Fonte: Mental Health Foundation

Quem cuida de um indivíduo com depressão deve encontrar tempo para cuidar de si mesmo.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/tinha-medo-de-encontrar-minha-esposa-enforcada-como-e-viver-com-alguem-que-sofre-de-depressao.html

 

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Tem um provérbio chinês que diz: “Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode evitar que eles construam ninhos em seus cabelos”.

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Encontrei a citação em um dos textos disponíveis no site do Instituto Quatro Estações, que dá suporte psicológico para situações de perdas e lutos. Desde a morte de minha mãe, há quase quatro meses, tenho visitado virtualmente o espaço em busca de algum conforto para a alma.

A perda da minha amada tem sido a experiência mais assustadora e dolorida da minha vida. A vida segue seu rumo, só que infinitamente mais triste.

Ainda assim, sigo acreditando que haja vida no luto, haja esperança de transformação, de recomeço. E é o que estou buscando. Um dia de cada vez, só por hoje, como costuma dizer minha amiga Helena Lima.

Sei que o processo de luto implica a superação de várias etapas, entre elas a real aceitação da perda e da adaptação da vida sem a minha mãezinha. Sei também que cada experiência de luto é pessoal, única, e tem seu próprio tempo. E que um luto dessa magnitude acaba reeditando lutos anteriores.

Por isso, estou tentando olhar e cuidar com carinho dessa dor. Sem a minha pressa habitual de tentar me livrar o mais depressa possível do que me faz sofrer.

O luto nos lembra que é necessário ser paciente com nós mesmos. E com as pessoas que, na tentativa de ajudar, acabam por pressionar com frases do tipo “você tem que ser forte, superar; será um antidepressivo não ajudaria?”.

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Nessas leituras sobre o luto, aprendi um conceito novo de reconciliação. Segundo a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, a palavra dá um sentido mais apropriado sobre o processo vivido no luto.

Não significa passar pelo luto, mas sim crescer por meio dele, “aprender como lidar com essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu”.

Sei que o sentimento de perda nunca desaparecerá completamente, mas espero que, com o tempo, seja atenuado, doa menos.

No último domingo (30), visitei o túmulo de mamãe pela primeira vez desde a sua morte. Relutava em ver sua foto sorridente, feita dois meses antes de sua morte. Estávamos em Santos, comendo um peixinho, tomando uma cervejinha e fazendo planos para o seu aniversário de 80 anos, que não deu tempo de ser comemorado.

No cemitério, várias famílias preparavam seus jazigos para o Dia de Finados, nesta quarta (2). Se viva estivesse, certamente minha mãe estaria fazendo o mesmo, especialmente, distribuindo flores nos túmulos de parentes e amigos. Mamãe era assim: doce com os vivos e os mortos.

Entre lágrimas, eu e meu velho pai repetimos o ritual, distribuindo flores, lembrando dos nossos mortos. Na saída, um coleirinho (também conhecido como coleirinha), um pássaro que não via desde a infância pousou em um dos túmulos.

Andamos mais alguns metros e meu pai apontou: “olha ali um periquito”. Mais adiante, avistamos um canário e, em seguida, um sabiá. E de repente, o cemitério estava pleno de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/11/1828237-mamae-era-assim-doce-com-os-vivos-e-com-os-mortos.shtml

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Eles são instruídos, têm diploma e pertencem à geração Y. Mas precisam se conformar com dois, três ou mais estágios após a formatura, sem lucrar muito com isso.

Breanne Thomas, estagiária da Foursquare, em Nova York: diferentemente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo.

Breanne Thomas, estagiária da Foursquare, em Nova York: diferentemente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo.

Como outros jovens de vinte e poucos anos buscando uma posição segura na carreira, Andrew Lang, da Penn State, conseguiu estágio em uma empresa de produção em Beverly Hills, na Califórnia, aos 29 anos – como uma forma de entrar no mercado do cinema. Não havia salário, mas ele esperava que a exposição abrisse portas.

Quando ele percebeu que isso não ia acontecer ali, Lang foi trabalhar em uma segunda empresa de produção, novamente como estagiário não remunerado. Quando isso também não foi a lugar algum, ele procurou outro lugar, fazendo tudo o que lhe pediam – como entregar garrafas de vinho a 27 escritórios antes do Natal. Entretanto, aquela empresa também não podia arcar com sua contratação, nem que fosse meio período.

Um ano depois, Lang está em seu quarto estágio, agora para uma empresa que produz reality shows para a TV. Embora esse cargo seja ao menos remunerado (ele recebe US$ 10 por hora, com poucos benefícios), Lang não se sente mais próximo de um emprego real – e teme ser um estagiário para sempre.

“Ninguém contrata estagiários”, declarou Lang, que se vê como parte de uma “classe reutilizável de pessoas” que não conseguem se libertar do ciclo do estágio. “Isso é jeito de viver?”

Ela se candidatou a 300 empregos, sem sucesso

O teto de vidro do estagiário não é limitado a Hollywood. Tenneh Ogbemudia, de 23 anos, que sonha em ser uma executiva de gravadora, já teve quatro estágios em diversas empresas de mídia em Nova York, incluindo a revista “Source” e o Universal Music Group.

“Em um determinado mês, eu diria que me candidatei a pelo menos 300 empregos em tempo integral”, afirmou ela, ressaltando que essas tentativas foram em vão. “Por outro lado, posso me candidatar a um ou dois estágios e receber resposta dos dois”.

Chame-os de membros da subclasse permanente do estágio: membros instruídos da geração Y que estão presos no exterior da escada tradicional de carreiras e precisam se conformar com dois, três ou até mais estágios após obter um diploma, sem lucrar muito com isso.

Como um exército de formigas operárias, eles são uma subcultura com identidade distinta, reunindo-se em grupos inspirados no Occupy Wall Street e, ultimamente, criando seus próprios blogs, canais no YouTube, grupos de contatos e até mesmo uma revista que retrata a vida dentro da chamada Nação do Estágio.

É uma comunidade jovem, sem rumo, que ainda está tentando definir a si mesma.

“Estou apenas me perguntando qual seria o limite para esses estágios”, disse Lea, que recebeu um diploma da Parsons The New School for Design, há dois anos, e pretende trabalhar como diretora de arte de alguma revista. (Ela preferiu usar apenas o primeiro nome, para não comprometer a candidatura a um emprego).

Até agora, seu currículo está com apenas três estágios – organizar eventos para adolescentes no Walters Art Museum em Baltimore, compilar clippings de notícias para uma agência de relações públicas em Nova York e ser a garota do café em uma galeria de arte.

Já formado, Andrew Lang está no quarto estágio para evoluir na carreira de cinema.

Já formado, Andrew Lang está no quarto estágio para evoluir na carreira de cinema.

Mesmo sentindo-se presa ao que ela chama de “interminável vida de estagiária”, Lea satisfaz seus impulsos criativos editando uma coluna de gastronomia em um blog de estilo de vida, vendendo colares no site Etsy e comandando uma iniciativa de caridade para ensinar crianças sobre a arte responsável de rua. Ela não sabe se faria um quarto estágio ou acabaria aceitando um emprego fora de seu campo de escolha.

“Estou com 26 anos e sei que cada um tem seu próprio ritmo, mas não me sinto vivendo uma vida adulta ainda”.

Exército de formigas operárias e com diploma

Houve uma época (não muito tempo atrás) em que os estágios eram reservados a estudantes universitários, mas essa está passando, com estágios vagamente definidos – alguns pagando um pequeno valor, outros nada – substituindo o primeiro emprego para muitos jovens recém-formados.

Sem dúvida, a economia moribunda é um fator significativo por trás dessa mudança. Embora a paisagem do mercado tenha melhorado desde as profundezas da Grande Recessão, poucos a descreveriam como ensolarada.

Ninguém acompanha quantos graduados aceitam estágios, mas especialistas em trabalho e defensores do estagiário dizem que o número aumentou substancialmente nos últimos anos.

“O estágio pós-graduação explodiu”, afirmou Ross Perlin, autor do livro “Intern Nation: How to Earn Nothing and Learn Little in the Brave New Economy” (Uma nação de estagiários: como não ganhar nada e aprender pouco em uma nova e destemida economia, em tradução livre). “Algo que se tornou extremamente popular após o início da recessão”.

Contudo, a falta de empregos não é o único motivo para os recém-formados se sentirem presos a estágios. Os integrantes da geração Y, como se costuma dizer, querem mais do que apenas um salário; eles anseiam por carreiras significativas e gratificantes, talvez mesmo uma chance de mudar o mundo.

Isso pode explicar por que jovens como Breanne Thomas, de 24 anos, uma aspirante a empreendedora de Nova York, vem pulando de estágio em estágio. Diferente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo; ela quer seguir o caminho de Mark Zuckerberg, ou ao menos participar do próximo Facebook, do próximo Twitter.

“O sucesso nem sempre significa sucesso financeiro, mas fazer algo que você goste”, argumentou Thomas, que obteve dois diplomas pela University of Oregon em 2012. “Uma de minhas metas é algum dia ter minha própria empresa, ser parte de algo que fará a diferença. É por isso que optei por tecnologia”.

Alec Dudson, editor da Intern Magazine, que nasceu de sua experiência como estagiário.

Alec Dudson, editor da Intern Magazine, que nasceu de sua experiência como estagiário.

Porém, esse tipo de ambição tem seu preço. A concorrência por empregos pagos em tecnologia é intensa, então, Thomas teve de se contentar com estágios: três, até agora, incluindo em uma pequena iniciante de entrega de alimentos, um site de produtos de beleza e, atualmente, um conhecido aplicativo de rede social que ela pediu para não divulgar.

Embora a ideia de se escravizar em dois, três ou quatro semiempregos sem um caminho claro de crescimento possa parecer inimaginável a uma geração mais velha, os jovens na casa dos 20 anos parecem responder a seu destino de desemprego com um encolher de ombros coletivo. Para eles, os estágios são a nova norma.

Conforme aumentam em quantidade, os estagiários estão começando a se enxergar como parte de uma classe especial, embora com poucos privilégios e regalias. Eles compartilham seu próprio tipo de humor negro, seu próprio orgulho e sua própria visão de mundo – tingida com o otimismo de alguém que assume riscos.

Fonte: http://economia.ig.com.br/carreiras/2014-03-05/sem-emprego-recem-formados-fazem-estagios-para-tentar-subir-na-carreira.html

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Sensação de solidão acompanha perturbações do sono, hipertensão arterial, alteração do sistema imunológico e um aumento dos estados depressivos, diz estudo

Chicago – Praticar exercícios regularmente e evitar viver sozinho permite viver mais e melhor, garantem pesquisadores americanos.

“Sentir-se extremamente sozinho pode aumentar em 14% o risco de morte precoce em uma pessoa idosa. O impacto é tão nefasto quanto o fato de ser socialmente desfavorecido”, diz John Cacioppo, professor de Psicologia na Universidade de Chicago, citando uma análise de vários estudos científicos publicada em 2010.

Esses trabalhos, feitos com base em uma pesquisacom 20 mil pessoas, revelam que a sensação de solidão profunda está acompanhada de perturbações do sono, hipertensão arterial, alteração do sistema imunológico e um aumento dos estados depressivos.

A decisão de muitos aposentados americanos de se mudar para a Flórida (sudeste), onde o custo de vida é mais baixo, e viver “em um clima mais benigno, mas em um meio desconhecido, não é necessariamente uma boa ideia, se isto significa se afastar das pessoas às quais se está ligado afetivamente”, adverte o psicólogo, que apresentou neste domingo seus trabalhos durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, celebrada em Chicago (Illinois).

Com frequência, a solidão é acompanhada de vida sedentária, um fator que contribui para debilitar a saúde, acrescenta.

O exercício, mesmo que seja caminhar regularmente com algum ritmo, pode diminuir pela metade os riscos de doenças cardiovasculares e de desenvolver Mal de Alzheimer.

A atividade física também detém o envelhecimento normal do cérebro em pessoas idosas, explicou à AFP durante a conferência Kirk Erickson, professor de Psicologia da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia, leste).

Com a idade, o cérebro diminui e a atividade física permite melhorar o funcionamento geral e aumentar o volume do hipocampo em 2%, retardando, com isso, o envelhecimento, afirma Erickson, baseando-se principalmente em um estudo feito com 120 pessoas de 65 anos ou mais.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/evitar-a-solidao-e-se-exercitar-ajuda-a-viver-mais-e-melhor

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Em seis anos, proporção de pessoas que bebem toda semana subiu 20%.
Índice dos que dirigem após beber caiu 21% entre 2006 e 2012, diz Unifesp.

AA029657 Um estudo publicado nesta quarta-feira (10) em São Paulo mostra que o consumo frequente de álcool tem se tornado cada vez mais comum entre os brasileiros. Segundo a pesquisa, a proporção de pessoas que bebem ao menos uma vez por semana – os chamados “bebedores frequentes” – aumentou 20% ao longo dos seis anos.

“Houve um aumento do consumo entre os que bebem. Você tem mais de um milhão de pontos de venda [de bebida alcoólica], as pessoas são estimuladas a consumir”, disse Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos autores da pesquisa.

Os dados são do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad). Foram analisadas as respostas dadas por 4.607 pessoas de 149 municípios de todos os estados do país, na pesquisa de 2012. Com isso, foi possível fazer uma comparação com a primeira edição do Lenad, que avaliou dados de 3.007 voluntários, entrevistados em 2006.

Apesar do aumento na frequência de ingestão de álcool entre os que bebem, a quantidade de pessoas que dizem beber mudou pouco no período. O índice de abstinência, ou seja, de pessoas que não consomem álcool, subiu de 48%, em 2006, para 52%, em 2012, diferença que os pesquisadores da Unifesp consideraram insignificante.

Bebendo com mais frequência
Em 2006, 45% dos adultos entrevistados no Lenad diziam consumir bebidas alcoólicas uma vez por semana ou mais, o que configura um “bebedor frequente”. Em 2012, o número saltou para 54%, o que significa um aumento proporcional de 20% em seis anos, segundo o Lenad.

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O crescimento foi maior entre as mulheres: 29% das entrevistadas admitiam beber uma vez por semana ou mais, em 2006, contra 39% em 2012, uma elevação proporcional de 34,5%. Já entre os homens, o índice dos que admitiam beber uma vez ou mais por semana passou de 56% em 2006 para 64% em 2012, crescimento de 14,2% proporcionalmente, de acordo com o estudo.

Beber e dirigir
As políticas de Lei Seca no trânsito têm dado resultado, indicam os dados do Lenad. Em seis anos, houve uma queda proporcional de 21% entre os que admitem ingerir bebida alcoólica e dirigir – eram 27,5% dos entrevistados em 2006 e agora são 21,6%.

A queda foi mais acentuada entre os homens (19%, entre 2006 e 2012), mas eles seguem como maioria entre os que infringem a lei. Em 2012, 27,3% dos entrevistados afirmaram ter dirigido depois de beber, contra 7,1% das entrevistadas.

Região ‘campeã’
O Nordeste foi a região com redução mais acentuada na ingestão de bebida ao volante. Houve queda proporcional de 43% entre os que admitiam dirigir após beber. Em 2006, 39% dos entrevistados na região diziam infringir a Lei Seca, contra 22% dos indivíduos em 2012.

Já no Sudeste, segunda região com maior queda proporcional, a redução foi de 25% no mesmo intervalo de tempo. Em 2006, 24% dos entrevistados na região diziam dirigir após beber, contra 18% dos entrevistados em 2012.

Para Laranjeira, a única medida com fiscalização efetiva contra o consumo de álcool é a Lei Seca. “O mercado do álcool permanece intocado. Precisa mexer nas políticas [públicas]”, ponderou.

Beber muito e rápido
Um dos tipos mais preocupantes para o médico, o chamado “beber em binge” ou beber muitas doses rapidamente – que acontece nos “esquentas” para festas, por exemplo, de acordo com os pesquisadores – cresceu 31,1% proporcionalmente, em seis anos. Em 2006, 45% da população de bebedores admitiam ter este comportamento, índice que passou para 59% em 2012.

O aumento novamente foi maior entre as mulheres – 36% das que diziam ingerir álcool tinham esta  prática nociva de beber em 2006, contra 49% na última medição do Lenad, em 2012. Proporcionalmente, a elevação foi de 36%, segundo a Unifesp. “É o abuso que acontece em festas, por exemplo”, definiu Laranjeira.

108314627Álcool e violência
Segundo o Lenad, quase um terço (27%) dos homens com menos de 30 anos que bebem já se envolveram em brigas com agressão. O número é alto em comparação com os indivíduos na mesma faixa etária que não ingerem álcool – só 6% estiveram em brigas, em 2012.

A posse de arma de fogo e o ato de andar armado também sobem quando a análise inclui homens com menos de 30 anos que bebem, informa o estudo. Entre os indivíduos que não ingerem álcool, só 5% admitiram usar arma. Já entre os que têm menos de 30 anos e bebem, 10,3% andam armados.

De acordo com os pesquisadores, em 50% dos casos de violência doméstica (3,4 milhões de pessoas) registrados em 2012 houve ingestão de álcool por parte do agressor, o que sugere uma relação entre a agressão em casa e a bebida.

“Estamos despreparados para atender pessoas que querem parar de beber”, ressaltou Laranjeira, referindo-se às políticas públicas do Brasil. “A gente combate a violência doméstica, mas o álcool como origem destes casos, não.”

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/04/consumo-de-alcool-entre-brasileiros-se-torna-mais-frequente-diz-estudo.html

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bum005É uma síndrome muito percebida em profissões em que o contato interpessoal é fundamental para a execução do trabalho, pode ser considerada como uma das consequências do estresse profissional.

Profissões como médicos, professores, carcereiros, assistentes sociais, psicólogos, comerciantes, enfermeiros, telemarketing, bombeiros, etc. Sabe-se também que há uma extensão a todos os profissionais que interagem com pessoas e que cuidam ou solucionam problemas dos outros seguindo técnicas e métodos extremamente rígidos e exigentes, assim como, aqueles que têm seu trabalho submetido a constantes avaliações pela instituição.

Outros fatores também podem estar associados ao surgimento do Burnout, como a pouca autonomia no desempenho profissional, relacionamento difícil com líderes, colegas de trabalho ou clientes; quando também o profissional tem dificuldade em lidar com conflitos entre trabalho e vida familiar, assim como, sentir falta de qualificação e falta de cooperação da equipe com quem trabalha.

Isso tudo demonstra que esta síndrome está muito associada a transtornos de ansiedade e depressão, se tornando importante a partir do momento em que começa a afetar a vida da pessoa comprometendo seu desempenho e eficiência tanto na vida pessoal quanto profissional, e trazendo uma desarmonia nos relacionamentos interpessoais, sejam sociais ou familiares.

A característica principal da Síndrome de Burnout é o estado de tensão emocional constante e estresse crônico resultantes da condição de trabalho que desgastam a pessoa física, emocional e psicologicamente.

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O profissional percebe-se com uma sensação de esgotamento físico e emocional que influencia suas atitudes negativamente com comportamentos de insensibilidade e cinismo com as outras pessoas, começa então a faltar no trabalho, torna-se mais agressivo e se isola de tudo e todos, chegando a desenvolver comportamentos e pensamentos paranoides com amigos, colegas de trabalho, companheiro, etc. Manifesta então alternâncias de humor bruscas, irritabilidade, dificuldade de concentração, falhas de memória, muita ansiedade, depressão e baixa autoestima.

Fisicamente, os sintomas se manifestam com dores de cabeça, enxaquecas, cansaço, sudorese, taquicardia, pressão alta, dores musculares, dificuldades no sono, asma, alergias, gastrites, úlceras, etc.

O diagnóstico é feito através do histórico de vida da pessoa, sua satisfação profissional, sua realização pessoal no trabalho, assim como um levantamento histórico da pessoa.

O tratamento é baseado no uso de antidepressivos e psicoterapia, como auxiliar a tudo isso, atividades físicas e de relaxamento contribuem para a manutenção do relaxamento.

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sexo-relacionamento-desejo-amor-casal-cama-1364499522291_615x300Se a academia, o supermercado e reuniões de trabalho sempre têm um lugarzinho na agenda, por que não aproveitar e incluir o sexo na lista dos afazeres do dia? Segundo especialistas, a primeira causa da falta de apetite sexual é não pensar em sexo; não tê-lo como uma das prioridades da vida. “É preciso saber usar o sexo pelo sexo –e não para obter favores, manter um relacionamento que vai mal, impor poder ou se sentir amado”, afirma o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., diretor e psicoterapeuta do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade).

“O desejo tem de ser cultivado ao longo do dia”, segundo Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e coordenadora do Projeto Afrodite da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O cansaço cotidiano pelo excesso de compromissos deixa as pessoas fadigadas, sem energia e sem tempo para estímulos sexuais.
Quanto menos planejar e fazer sexo, menos espaço ele terá, porque mais as pessoas buscarão satisfazer outras necessidades e prazeres, como trabalhar, estudar, ganhar dinheiro, viajar, jogar, malhar, comer, conversar, ir a festas, beber com amigos. Só que o dia tem apenas 24 horas, e o sexo faz bem.
A dica, para quem ainda não perdeu seu apetite por completo, é cuidar da saúde (hormonal, principalmente), gostar de sexo (ou descobrir um jeito de gostar), buscar soluções quando há baixa autoestima, dificuldades no relacionamento e falta de prazer –conversando com o parceiro ou fazendo terapia.”Invista na intimidade, aprendendo a concentrar energias no prazer que o sexo pode dar”, diz a psicóloga e diretora de publicações da Sbrash (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), Ana Canosa.  “Quando estamos mais perto da natureza e temos mais tempo para relaxar, o corpo e a mente ficam menos tensos, o que é bom para o desejo”.

Inimigos da libido

O hipotiroidismo, o uso constante de substâncias como antidepressivos, inibidores de apetite ou mesmo o alcoolismo e o tabagismo afetam o apetite sexual. “Se a disfunção é hormonal, podemos prescrever testosterona para os homens; já no caso das mulheres, não há medicação aprovada por órgãos de regulação, nem no Brasil, nem nos EUA”, explica a especialista da Unifesp.
Ler contos e assistir a filmes eróticos, escutar música romântica, reservar um tempo para jantar são passatempos que instigam a criatividade e não permitem que a passagem dos anos, o desgaste do relacionamento, a perda da paixão e do encanto e a mesmice do sexo tomem conta da vida a dois.

Se um não quer, dois não fazem

Quando um dos membros do casal tem o desejo, mas o outro não, o melhor é buscar ajuda, se a intenção é salvar o relacionamento. Dependendo da origem do problema, pode ser tratado por um médico, terapeuta ou os dois.
O Projeto Afrodite, da Unifesp, apesar de estudar principalmente a sexualidade feminina, também ajuda os homens –com psicólogos, seções de fisioterapia e consultas médicas.
“Pedimos exames que nos dão uma visão global do paciente; investigamos sua vida desde a educação recebida, seus traumas, tabus, preconceitos, dosagens hormonais, doenças crônicas que possam interferir na sexualidade e causas sociais mais profundas, como pessoas que foram, um dia, vítimas de estupro”, enumera a ginecologista e sexóloga. As causas da falta de apetite sexual são muitas e variadas.
Para Oswaldo Rodrigues Jr., o melhor tratamento para quem já perdeu o apetite sexual é o autoconhecimento. “Em nossa cultura, ser homem ainda implica necessitar de mais sexo”. Essa cobrança é um bom exemplo de como motivos psicossociais interferem no desejo.
Assim, quem está sem fome de sexo e precisa se autoconhecer deve, antes, buscar saber que regras sociais ou valores culturais impõem padrões ao seu comportamento sexual, e em até que ponto tais regras castram seus desejos mais íntimos e verdadeiros. Isso apontará para as fantasias que podem ser vividas com mais frequência.

Questione-se e mude os hábitos

É preciso olhar para dentro de si mesmo e fazer muitas perguntas: como me relaciono com meu par? Como é o meu dia? Tenho tempo ou me dou um tempo para planejar o sexo? Que características individuais ou disfunções físicas, hábitos e vícios poderiam estar interferindo em meu apetite sexual? Há espaço para fantasias em meu dia a dia? Essas são questões essenciais.

A busca de uma alimentação mais equilibrada e atividade física também fazem diferença, além de reorganizar a agenda e deixar rolar: “Se foi bom, você pensará nisso no dia seguinte e sentirá vontade de repetir”, afirma Carolina Ambrogini.

Fontehttp://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/03/29/identifique-e-combata-as-principais-causas-da-falta-de-desejo-sexual.htm

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Os pequenos tiranos de hoje são resultado do encontro de duas gerações sem limites, diz Tania Zagury, mestre em educação e autora de “Limites Sem Trauma” (Record).

“Quem está criando filhos agora são os que já tiveram liberdade na infância e estão frente a uma situação que não vivenciaram: os filhos deles também querem fazer de tudo. A liberdade da criança acaba tirando a dos pais.”

Zagury fez um estudo com 160 famílias no início dos anos 1990, quando já identificava o surgimento da tirania infantil. “Os pais dos anos 1980 tinham sido criados de forma dominadora e queriam uma educação liberal.”

Entre os anos 1970 e 1980 a criança se tornou ator da história, segundo Mary Del Priore, organizadora do livro “História das Crianças no Brasil” (Contexto).

A tendência começou depois da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, surgiram leis de proteção à infância, jovens ganharam visibilidade no cinema e na publicidade e as famílias diminuíram.

“A mulher [que trabalha fora e começa a tomar pílula] passa a querer ter menos filhos para criá-los bem. E a criança ganha lugar como consumidora. Há uma transformação no papel dos pais”, afirma a historiadora.

CRISE DE AUTORIDADE

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O problema é que a balança foi toda para o outro lado: da rigidez à frouxidão, analisa o psicanalista Renato Mezan, professor da PUC-SP. “Por um lado, é um avanço social, há mais diálogo na família e mais decisões consensuais. Mas, por outro, os pais têm medo de exercer a autoridade legítima. É uma crise de autoridade generalizada.”

Há também uma inversão de papeis, segundo a pedagoga Adriana Friedmann, doutora em antropologia e coordenadora do Nepsid (Núcleo de Estudos e

Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento).

“Há uma ‘adultização’ precoce e, ao mesmo tempo, um prolongamento da infância”, diz. “Não dá para culpar só os pais. Todos são vítimas da tendência sociocultural. As crianças estão expostas a um grande número de estímulos e influências da mídia.”

Para a psicanalista Marcia Neder, os pais se sentem obrigados a mimar os filhos e há muitas exigências em torno de um ideal da mãe perfeita. “Fica difícil dizer ‘não’ em uma sociedade que trata a criança como um deus.”

A blogueira Loreta Berezutchi, 29, sente na pele as cobranças do que ela chama de “filhocentrismo”. Loreta é mãe de Catarina, 3, e Pedro, 5. O menino não dá muito trabalho, mas Catarina…

“Ela está sempre batendo o pé. Empaca quando não quer sair de casa e quer escolher a roupa que vai usar. Às vezes, quer blusa de frio no calor e é difícil fazê-la mudar de ideia”, conta.

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Além de comprar “as brigas que valem a pena” com a filha (como não deixá-la viver só de bolacha e iogurte), Loreta tenta não ser guiada pela concorrência que há entre mães blogueiras para ver quem é a “mais mãe”, ou seja, a que mais paparica sua prole (ela escreve no http://www.bagagemdemae.com.br).

“Na hora de apontar o dedo, todo mundo aponta. ‘Ah, meu filho só come comida saudável e o seu toma refrigerante’. Você se sente culpada por não ser o modelo de mãe que cozinha para o filho, dá água mineral etc.”, diz.

Ela admite que sua vida hoje gira em torno dos rebentos e acha que faz parte do pacote. “Eu estava preparada para isso quando decidi ser mãe. Mas faz falta ter uma vida social que não os inclua.”

Enquanto a criança ainda é um bebê, é normal que a vida da família seja pautada pelas necessidades dela, de acordo com Zagury. “Mas, a partir dos três, quatro anos não precisa ser assim. Os pais devem dar proteção aos filhos, não sua própria vida.”

MAMÃE EU QUERO
Encontrar o equilíbrio pode ser complicado quando a criança tem entre dois ou três anos, aponta Friedmann. “Elas estão na fase de se descobrirem como pessoas com identidade única. Nesse período, há uma necessidade da afirmação do eu, por isso experimentam um jogo de força com os adultos.”

É fundamental os pais terem clareza sobre quais regras vão impor aos filhos. Só assim conseguirão ser firmes.

“Os limites devem ser colocados na primeira infância, quando se constroem as bases da personalidade”, acrescenta Friedmann.

A psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra que regras dão segurança. “A opinião da criança não deve ser ignorada, mas ela não sabe escolher o que é melhor para ela. Ninguém nasce autônomo.”

No fundo, mesmo os mais rebeldes gostam de saber até onde podem ir, complementa a também psicopedagoga Betina Serson. Para quem tem um déspota mirim em casa, ela recomenda começar a disciplina estabelecendo uma rotina (veja mais orientações ao lado).

“A ideia de que colocar limites pode ser danoso à criança é ‘idiota'”, afirma Mezan. Segundo ele, a inexistência de regras gera ansiedade dos dois lados.

“Qualquer renúncia ao prazer imediato passa a ser vivida como uma frustração insuportável pela criança. Muitas vezes, porque seu desejo é logo satisfeito, ela acaba valorizando pouco o que tem”, afirma.

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1244252-por-que-e-tao-dificil-colocar-limites-no-seu-filho.shtml

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dv168066aA adolescência muitas vezes parece ser um grande teste para o amor próprio. O corpo cresce de forma desordenada e espinhas aparecem. Os meninos mudam de voz e ganham pelos no rosto. As meninas veem crescer os seios e conhecem a menstruação. Os hormônios se revoltam. Surge a atração por outros jovens e o medo da rejeição. É preciso encontrar um grupo e ser aceito por ele. E lidar com pais e professores que cobram a escolha da profissão que será exercida pelo resto da vida.

Todos passam por isso e é impossível pular essa fase da vida, mas nessa provação muitos jovens acabam com a autoestima seriamente abalada. É possível, no entanto, identificar o problema e ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança.

A baixa autoestima é um problema que pode surgir em qualquer momento da vida, mas é bastante comum na adolescência. “Esse é um momento de reorganização do indivíduo em relação a sua imagem corporal e a seu lugar no mundo. As mudanças físicas são muito rápidas e ele deixa de ser criança e tem de se adaptar a um novo papel na sociedade”, afirma a psicóloga Débora Dalbosco Dell’Aglio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Adolescência da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Nesse processo, a pessoa se torna mais vulnerável às críticas e aos fracassos”.

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Outro fator importante capaz de afetar a autoestima dos jovens é sua inserção na sociedade e a nova necessidade de fazer parte de grupos. “Como eles ficam mais expostos ao social, as rejeições e frustrações passam a ser vividas com mais frequência. E como os hormônios deixam as emoções à flor da pele, tudo é sentido com mais intensidade, as experiências boas e as ruins”, diz Natércia Tiba, psicóloga especializada em adolescentes e terapia familiar.

Isolamento

O adolescente que tem seu amor próprio abalado fica inseguro e volta-se mais para ele mesmo. Débora afirma que o problema vai afetar os relacionamentos com amigos e as relações afetivas, tão importantes nessa época de descobertas, e inibir a tomada de decisões e escolhas.

90301771Muitas atitudes, dentro e fora de casa, podem sinalizar um problema de autoestima. O adolescente pode se mostrar triste e não querer ir para a escola nem participar de festas e outros eventos sociais, muitas vezes dizendo estar se sentindo feio ou não ter as roupas certas. A recusa em tentar novos cursos ou atividades que envolvam um grupo também pode ser sinal de alerta.

Para a psicóloga Milena Lhano, especialista em terapia familiar e de adolescentes, o jovem pode reagir ao problema se isolando e tendo dificuldade em lidar com situações mais “adultas” por não se sentir capaz para tais desafios. “Agressividade, rebeldia ou alguma compulsão também podem ser sinais que demonstram que algo não vai bem”.

De acordo com Natércia, alguns podem começar a criar personagens, reforçar características estereotipadas. “Por achar que as pessoas não vão gostar dele, o adolescente pode vestir uma máscara”, fala Natércia. Segundo a psicóloga, também é importante conhecê-lo dentro do contexto social, observando de que grupo ele faz parte na escola e qual papel ele desempenha dentro desse círculo de amigos.

Críticas e elogios

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Enganam-se os pais que acreditam que ajudar um filho com esse problema é cobri-lo de elogios. Segundo os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, o mais importante nesse quadro é fazer o jovem entender que será amado por quem ele é, independentemente dos sucessos ou fracassos que tiver.

“A autoestima não é se achar o máximo o tempo todo, é a pessoa se amar tendo consciência de que tem pontos bons e ruins. É um reconhecimento de suas reais capacidades e dificuldades”, diz Natércia Tiba. Por isso, ela afirma que os pais nunca devem cobrar que os filhos tenham o melhor desempenho em tudo e que saibam valorizá-los pelo que eles são.

“A gente tem de criar os filhos para o mundo real”, declara Débora Dalbosco. “Ninguém vai ter o corpo perfeito, ser o mais inteligente e o mais popular ao mesmo tempo. Eventualmente, todo mundo vai se deparar com limitações e frustrações na vida e, se a pessoa cresce achando que vai ser o melhor em tudo e ter tudo o que quer, ela pode se deprimir”.

Saiba elogiar e saiba dar bronca

133978562Segundo Milena Lhano, os extremos entre críticas e elogios são sempre ruins e a resposta dos pais deve ser pontual e justa. “Corrija quando ele errar e elogie quando acertar, porque ninguém só acerta ou só erra o tempo todo”.

Dalbosco diz que, na hora de chamar a atenção ou dar bronca, que não sejam feitas generalizações. Nunca se deve dizer frases como “você é um preguiçoso” ou “você faz tudo errado”. “A crítica precisa ser específica, como ‘você não está arrumando seu quarto’ ou ‘isso aqui você não está fazendo direito, quer ajuda?'”, diz. E sempre coloque-se à disposição para ajudá-lo a melhorar naquela tarefa.

A psicóloga Maria Cristina Capobianco concorda. “É importante que os jovens recebam críticas construtivas, realistas, em doses que os fortaleçam e que não ataquem sua autoestima”, afirma. Para ela, é importante também reforçar os talentos, apoiando as iniciativas criativas e ajudando o jovem a encontrar seu lugar.  “Os pais devem ajudar o adolescente a perceber que o processo de crescimento é longo, é doído, vai ter altos e baixos, mas que o sofrimento traz aprendizagem, amadurecimento e conquistas”, diz.

Se a baixa autoestima não for cuidada na adolescência, a pessoa pode chegar à vida adulta apresentando um quadro de depressão e ter dificuldades para se relacionar e na vida profissional. “Ela vai continuar se cobrando que seja boa em tudo e terá muita dificuldade em aceitar rejeição e frustração”, declara Natércia Tiba. Na maioria dos casos, no entanto, o sentimento passa naturalmente sem trazer consequências ruins para a vida adulta.

Fonte; http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/12/31/autoestima-fica-mais-fragil-na-adolescencia-mas-pode-ser-fortalecida-dentro-de-casa.htm

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Pesquisa foi realizada com mais de 4 mil crianças nos Estados Unidos e ouviu mais de 200 pediatras.

Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que os meninos estão experimentando o início da puberdade até dois anos antes do que se pensava.

 O estudo, o maior já conduzido no país, analisou as características de 4 mil de crianças do sexo masculino.

A pesquisa descobriu que, em média, os meninos brancos e hispânicos estão atingindo a puberdade com 10,4 anos, enquanto os negros começam a adolescência aos 9,4 anos.

De acordo com pesquisadores da Academia Americana de Pediatria (AAP), responsáveis pelo estudo, os resultados indicam que a puberdade está ocorrendo, de maneira geral, de seis meses a dois anos antes do que havia sido documentado até agora – de 11,5 anos para meninos brancos e hispânicos, e 11 anos para os negros.

Essas mudanças têm sido observadas em estudos realizados com meninas, mas é a primeira vez que se pesquisou o início da adolescência masculina.

Como as meninas

Para realizar o estudo, os cientistas ouviram 212 pediatras em clínicas de todo o país. No total, a pesquisa coletou informações de 4,1 mil crianças entre 6 e 16 anos.

Os pesquisadores acompanharam os dados sobre a ocorrência dos primeiros sinais de puberdade masculina: o surgimento dos pelos pubianos e o aumento dos testículos.

O estudo, publicado na revista Pediatrics, não detalha, no entanto, quais as causas dessas mudanças. Mesmo assim, os especialistas avaliam que a descoberta pode ser importante para a adoção de novas estratégias de saúde pública.

“Até agora, nos dados mais recentes, faltavam as informações sobre o início da puberdade nos meninos americanos, desde o surgimento até o final do ciclo”, afirmou a médica Marcia Herman-Giddens, uma das autoras do estudo.

“Isso é de extrema importância não só para os pediatras como para especialistas de saúde pública e pais”, acrescentou. “Acompanhar as alterações no crescimento e desenvolvimento é uma parte importante da análise da saúde das crianças.”

Várias teorias tentam explicar o avanço no início da puberdade de meninos e meninas, desde os altos níveis de obesidade até produtos químicos presentes nos alimentos que podem interferir na produção dos hormônios.

Mas os pesquisadores observam que ainda é preciso realizar mais estudos para identificar melhor as causas do fenômeno e entender melhor por que as crianças estão amadurecendo sexualmente mais rápido.

“Se é verdade que as crianças estão começando a puberdade cada vez mais cedo, ainda não está claro se isso representa algo negativo ou tem implicações de longo prazo”, disse o médico William Adelman, membro da Comissão da Adolescência da AAP. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,meninos-estao-comecando-puberdade-mais-cedo-diz-estudo,950165,0.htm

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