You are currently browsing the category archive for the ‘Autoestima’ category.

Na ânsia de aplacar carências antigas, das quais em geral sequer sabemos claramente a origem, muitas vezes buscamos modelos que acreditamos ser capazes de nos proteger do sofrimento. O problema é que, não raro, essa busca nos afasta de quem realmente somos e costuma trazer ainda mais angústia

Há pouco, fazendo uma pesquisa rápida a respeito de dismorfia (medo da feiura), na tentativa de obter subsídios para a edição de um artigo sobre transtorno dismórfico corporal (TDC, na classificação psiquiátrica) para a próxima edição de Mente e Cérebro, deparei com um número surpreendente grande de pessoas que se empenham em se parecer com algum personagem da ficção. No Brasil, o mineiro de Araxá Celso Pereira Borges (mais conhecido nas mídias sociais por seu nome artístico, Celso Santebañes), de 20 anos, já fez quatro cirurgias plásticas para se tornar parecido com o boneco Ken, “namorado” da Barbie. Em Nova York, Justin Jedlica tem a mesma meta de Celso. Enquanto isso, a russa Lolita Richi e a ucraniana Valeria Lukyanov disputam o posto de mulher mais parecida com a própria Barbie. Já o estilista filipino Herbert Chavez passou por várias intervenções cirúrgicas para ficar parecido com Superman. Para atingir seu propósito, conseguiu até mesmo clarear o tom moreno de sua pele.

Mesmo sem a pretensão de sugerir diagnósticos para pessoas que não me pediram isso, parece impossível não associar esses comportamentos a uma espécie de variação do quadro de dismorfia, no qual a pessoa se torna patologicamente preocupada com uma característica física imaginada ou pouco perceptível de seu corpo, mas que ganha enorme destaque. A atenção excessiva voltada à própria aparência costuma ser associada ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), à ansiedade e à depressão e, nos casos mais graves, ao risco de suicídio. Surpreendentemente, o problema é bastante comum. Estima-se que, em variados graus, atinja aproximadamente duas em cada dez pessoas. Penso nas pessoas que se empenham tanto (fazendo grande investimento libidinal, empregando tempo e dinheiro) para se transformar em seus modelos de beleza e perfeição – na verdade, bonecos, personagens.

Talvez até exista alguma beleza nas expressões forjadas, simétricas e pasteurizadas. Mas lhes falta algo fundamental: vida. É como se seus rostos estivessem congelados, escondidos sob camadas de impossibilidade de ser quem realmente são. E não falo aqui da busca por se tornar uma pessoa melhor. Há situações em que o determinadas atitudes calcadas no perfeccionismo podem até ser bastante positivas. Eu confesso: anseio escrever textos cada vez mais claros e interessantes que os anteriores, ouvir com mais precisão o que se esconde nas palavras ditas pelas pessoas que atendo em meu consultório e, de forma geral, ser mais tolerante comigo e com os outros. O problema surge quando o anseio de se superar se transforma em obsessão e o que temos (ou podemos construir subjetivamente) não basta, torna-se preciso buscar referenciais externos – e, em certos casos, transformar-se neles.

Por trás dos extremos há um apelo social e cultural que tantas vezes nos convoca a sermos sempre belos, cultos, jovens e felizes. E de novo o problema não é ter qualquer uma dessas características, até porque elas comportam um gama de nuances. O problema é ter de estar sempre alegre, satisfeito, sempre ser competente, sempre fazer comentários inteligentes. Sempre cansa tanto…

Outro dia, jogava conversa fora com uma amiga, também psicanalista, quando ela chamou minha atenção para o padrão estético predominante nas novelas brasileiras do início dos anos 90, atualmente reprisada na TV a cabo. Os penteados, especialmente das mulheres, eram menos impecáveis e uniformes; os dentes, não tão alinhados nem incrivelmente brancos; e os rostos, mesmo maquiados, podiam, eventualmente, revelar pequenas imperfeições, sem que isso fosse tomado como um problema grave. O resultado é que alguns atores e atrizes que ainda trabalham nessas produções parecem, mesmo anos depois, mais jovens, bonitos e “adequados” que no passado – quando, aliás, se pareciam mais com “gente de verdade”.

Parece haver uma determinação tácita e inquestionável: está proibido parecer que envelhecemos, assim como acontece com os bonecos… A glorificação da juventude é um reflexo da cultura do narcisismo e do culto de si, que a todo o momento rende homenagens à “superestimação da figura imaginária de um sujeito desprovido de sentido histórico, atemporal, sem passado nem futuro; um sujeito limitado ao claustro de sua imagem no espelho: vaivém entre narcisismo primário e narcisismo secundário”, escreve Elisabeth Roudinesco ao abordar novas formas de sofrimento psíquico em A análise e o arquivo (Zahar, 2001). Em meio a esse fenômeno, a figura mitológica de Narciso, angustiado e seduzido pela própria imagem, substitui Édipo, o soberano que se questiona, ferido e ressentido. Enquanto uma das faces de Narciso revela-se como ícone de uma humanidade sem interdição, fascinada pelo poder ilimitado, a outra é aquela que não aceita a velhice, a finitude ou mesmo o sucesso alheio, pois precisa ter tudo para si – o que resulta na insatisfação.

Nos dois casos o desfecho é trágico: Édipo perfura os olhos após ter cometido incesto, Narciso se suicida ao tomar consciência de que é seu próprio objeto de amor. Os dois castigos autoimpostos, no entanto, são bem diferentes. Édipo, segundo Freud o herói emblemático de uma cultura dominada pela decadência do patriarcado, sacrifica-se para que seu reino se perpetue. Já Narciso põe fim à própria existência, negando-se ao outro. “Enquanto a formação psíquica se traduz socialmente pelo culto do narcisismo, a obsessão por si mesmo é sempre portadora de uma rejeição do outro transformada em ódio de si e, portanto, em ódio pela presença do outro em si”, afirma Roudinesco. Faz sentido.

Eu, aqui, fico pensando que também gostaria de ser um pouco parecida psiquicamente com pessoas mais centradas e generosas que passaram por este planeta. Sinceridade? Alguma similaridade com Francisco de Assis ou príncipe Sidarta (o Buda) não me cairiam nada mal…

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/pensar-psi/mais-bonitos-mais-jovens-mais-interessantes-e-de-preferencia-para-sempre/

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

121979171A Vigorexia é um distúrbio caracterizado pelo excesso de atividade física decorrente de uma autoimagem distorcida, caracterizando-o como um subtipo do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

Assim como a Anorexia Nervosa, a Vigorexia também se caracteriza por uma imagem distorcida do próprio corpo, ou seja, são transtornos semelhantes em suas características principais. O anoréxico, apesar de magro em demasia, continua se enxergando obeso enquanto que o vigoréxico, mesmo cheio de músculos, continua olhando no espelho e se vendo muito magro e franzino. Ambos, efeitos da baixa autoestima e da desvalorização de si mesmo.

Esta autoimagem distorcida, faz com que o portador de Vigorexia vá em busca do corpo perfeito, partindo então para uma busca pelo corpo ideal, aquele que é valorizado pela sociedade contemporânea, levando-o a prática desenfreada de atividades físicas.

Com isso, a rotina do portador deste distúrbio começa a se deteriorar e se voltar totalmente para essa busca, sua alimentação se torna restrita a proteínas, consumo de suplementos alimentares sem seguir a orientação de um especialista e partindo também para o uso de esteroides e anabolizantes, ficando então horas e mais horas na academia e sempre aumentando as cargas dos exercícios.

A Síndrome de Adônis como também pode ser chamada ou Overtraining representa a busca por um ideal físico inatingível não por condições físicas, mas, porque existe a autoimagem distorcida e com isso, a pessoa acaba desenvolvendo um quadro de depressão e também, transtornos de ansiedade.

154769278Podemos então observar os seguintes sintomas:

– Ritmo cardíaco acelerado mesmo em repouso;

– Maior susceptibilidade a infecções;

– Maior incidência de lesões;

– Fadiga persistente;

– Dores musculares persistentes;

– Queda no desempenho sexual;

– Maior irritabilidade;

– Depressão;

– Ansiedade;

– Desinteresse por atividades que não tenham ligação com a atividade física;

– Perda de apetite.

Como consequência dessa busca e do foco praticamente integral aos exercícios, a pessoa se afasta dos amigos, parentes e colegas de trabalho, ela passa a não se interessar por qualquer pessoa ou situação que possa interferir em seu objetivo, isolando-se socialmente.

O tratamento é feito através de psicoterapia para o reconhecimento real do corpo trabalhando a autoestima e a percepção real de si mesmo, identificando o comportamento distorcido e recuperando a autoconfiança; também precisa do acompanhamento médico e o tratamento medicamentoso para controle da depressão e ansiedade, como sintomas obsessivo-compulsivos; assim como de um nutricionista e um educador físico, pois os treinos não precisam ser abandonados, mas sim, acompanhados por especialistas da área.

Podemos também deixar claro alguns comportamentos observados em portadores da vigorexia que frequentemente demonstram sentimento de inferioridade e insatisfação com a aparência, mesmo sendo elogiado pela sua forma física, acarretando muita vergonha, fazendo com que esconda seu corpo com roupas muito largas e acaba se isolando socialmente, trocando qualquer oportunidade social por exercícios físicos.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/home/transtorno-dismorfico-corporal/vigorexia

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

 

O Transtorno Dismórfico Corporal ou também conhecida como Dismorfofobia é um transtorno psicológico caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito mínimo ou inexistente na aparência física.

98966727A síndrome é caracterizada por uma obsessão a beleza física perfeita que se converte em autênticas doenças emocionais, acompanhadas de muita ansiedade, depressão, fobias e atitudes obsessivas e compulsivas.

Sua causa é bastante discutível e os sintomas podem se confundir com uma  vaidade em excesso como o uso exagerado de cosméticos para disfarçar imperfeições, cuidados exagerados com o cabelo, dietas inconsequentes, em alguns casos desenvolvendo outros distúrbios como a bulimia, anorexia e vigorexia. Segundo relatos de pacientes, a insatisfação com o próprio corpo acaba gerando um profundo sentimento de vergonha ao ser observado por si mesmo ou por outras pessoas, pois, se julga muito feio ou deformado.

A baixa autoestima pode ser uma das causas, assim como uma infância deficiente de atenção e cuidados, a carência de aprovação podem também levar a uma autocrítica destrutiva, sentimentos de abandono e até mesmo causas orgânicas que são agravadas pela exibição em massa de ideais físicos padronizados pelo imaginário humano e pela mídia.

Atualmente, a forma mais frequente de dismorfofobia é a relação do indivíduo com o peso corporal, pessoas com peso adequado a sua altura e faixa etária consideram-se acima do peso, submetendo-se a regimes de fome, uso de medicamentos, vômitos forçados ou exercícios físicos em excesso. Porém, outras formas também são encontradas em forma de valorização excessiva de cicatrizes e marcas mínimas com a sensação de que está deformada e que a lesão é vista por todos e que atrapalha a sua vida evitando sair de casa ou abusando de correções. Porém, a maioria dos casos de TDC focaliza a face, geralmente creditam foco principal ao nariz, boca, olhos e cabelos. Em homens, há também a incidência de TDC relacionado ao tamanho do pênis.

Outro comportamento consequente ao distúrbio é a procura inconsequente por tratamentos estéticos como cirurgias plásticas e tratamentos de rejuvenescimento, assim como atitudes estranhas como evitar situações naturais para prevenir um suposto envelhecimento precoce ou fraturas que dificilmente acontecerão naquela situação.

160427388

Os portadores de TDC também sofrem consequências emocionais, com essa insatisfação e a baixa autoestima, acabam desenvolvendo outros transtornos como a depressão, transtornos de ansiedade, além de isolamento social o que é, na maioria das vezes, confundido com timidez.

Nesta patologia, a opinião do paciente a respeito de sua própria aparência é totalmente diferente da opinião geral do meio em que vive. O paciente não enxerga, não percebe que ele é absolutamente normal e insiste em sua ideação de inadequação física.

Embora muitas pessoas apresentem uma maior ou menor preocupação com sua aparência, o diagnóstico de Dismorfia é detectado quando há um sofrimento significativo e uma obsessão com alguma parte do corpo que o impeça de viver normalmente.

O tratamento é difícil por consequência desta característica de não aceitar ser portador deste diagnóstico e creditar suas dificuldades e ideações a vaidade, classificando o cuidado com o corpo como algo saudável e positivo. Porém, este distúrbio significa exatamente o contrário, pois é um sofrimento constante em busca de um ideal físico que não existe e nunca irá perceber como realmente é o seu corpo.

A psicoterapia é o tratamento certo e em muitos casos, um acompanhamento medicamentoso se faz necessário para o suporte das emoções e dos sentimentos depressivos que acompanham o quadro.

Resumindo, o TDC é um transtorno que se caracteriza por uma excessiva preocupação com um defeito físico real ou imaginário que, associado ao comportamento de verificar várias vezes o problema, acabam gerando uma grande ansiedade e angústia e fazem a pessoa evitar situações e atitudes em que se sentirá exposto, assim como a necessidade urgente de corrigir o “defeito”.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/home/transtorno-dismorfico-corporal

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

dv168066aA adolescência muitas vezes parece ser um grande teste para o amor próprio. O corpo cresce de forma desordenada e espinhas aparecem. Os meninos mudam de voz e ganham pelos no rosto. As meninas veem crescer os seios e conhecem a menstruação. Os hormônios se revoltam. Surge a atração por outros jovens e o medo da rejeição. É preciso encontrar um grupo e ser aceito por ele. E lidar com pais e professores que cobram a escolha da profissão que será exercida pelo resto da vida.

Todos passam por isso e é impossível pular essa fase da vida, mas nessa provação muitos jovens acabam com a autoestima seriamente abalada. É possível, no entanto, identificar o problema e ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança.

A baixa autoestima é um problema que pode surgir em qualquer momento da vida, mas é bastante comum na adolescência. “Esse é um momento de reorganização do indivíduo em relação a sua imagem corporal e a seu lugar no mundo. As mudanças físicas são muito rápidas e ele deixa de ser criança e tem de se adaptar a um novo papel na sociedade”, afirma a psicóloga Débora Dalbosco Dell’Aglio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Adolescência da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Nesse processo, a pessoa se torna mais vulnerável às críticas e aos fracassos”.

117146454

Outro fator importante capaz de afetar a autoestima dos jovens é sua inserção na sociedade e a nova necessidade de fazer parte de grupos. “Como eles ficam mais expostos ao social, as rejeições e frustrações passam a ser vividas com mais frequência. E como os hormônios deixam as emoções à flor da pele, tudo é sentido com mais intensidade, as experiências boas e as ruins”, diz Natércia Tiba, psicóloga especializada em adolescentes e terapia familiar.

Isolamento

O adolescente que tem seu amor próprio abalado fica inseguro e volta-se mais para ele mesmo. Débora afirma que o problema vai afetar os relacionamentos com amigos e as relações afetivas, tão importantes nessa época de descobertas, e inibir a tomada de decisões e escolhas.

90301771Muitas atitudes, dentro e fora de casa, podem sinalizar um problema de autoestima. O adolescente pode se mostrar triste e não querer ir para a escola nem participar de festas e outros eventos sociais, muitas vezes dizendo estar se sentindo feio ou não ter as roupas certas. A recusa em tentar novos cursos ou atividades que envolvam um grupo também pode ser sinal de alerta.

Para a psicóloga Milena Lhano, especialista em terapia familiar e de adolescentes, o jovem pode reagir ao problema se isolando e tendo dificuldade em lidar com situações mais “adultas” por não se sentir capaz para tais desafios. “Agressividade, rebeldia ou alguma compulsão também podem ser sinais que demonstram que algo não vai bem”.

De acordo com Natércia, alguns podem começar a criar personagens, reforçar características estereotipadas. “Por achar que as pessoas não vão gostar dele, o adolescente pode vestir uma máscara”, fala Natércia. Segundo a psicóloga, também é importante conhecê-lo dentro do contexto social, observando de que grupo ele faz parte na escola e qual papel ele desempenha dentro desse círculo de amigos.

Críticas e elogios

866382-002

Enganam-se os pais que acreditam que ajudar um filho com esse problema é cobri-lo de elogios. Segundo os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, o mais importante nesse quadro é fazer o jovem entender que será amado por quem ele é, independentemente dos sucessos ou fracassos que tiver.

“A autoestima não é se achar o máximo o tempo todo, é a pessoa se amar tendo consciência de que tem pontos bons e ruins. É um reconhecimento de suas reais capacidades e dificuldades”, diz Natércia Tiba. Por isso, ela afirma que os pais nunca devem cobrar que os filhos tenham o melhor desempenho em tudo e que saibam valorizá-los pelo que eles são.

“A gente tem de criar os filhos para o mundo real”, declara Débora Dalbosco. “Ninguém vai ter o corpo perfeito, ser o mais inteligente e o mais popular ao mesmo tempo. Eventualmente, todo mundo vai se deparar com limitações e frustrações na vida e, se a pessoa cresce achando que vai ser o melhor em tudo e ter tudo o que quer, ela pode se deprimir”.

Saiba elogiar e saiba dar bronca

133978562Segundo Milena Lhano, os extremos entre críticas e elogios são sempre ruins e a resposta dos pais deve ser pontual e justa. “Corrija quando ele errar e elogie quando acertar, porque ninguém só acerta ou só erra o tempo todo”.

Dalbosco diz que, na hora de chamar a atenção ou dar bronca, que não sejam feitas generalizações. Nunca se deve dizer frases como “você é um preguiçoso” ou “você faz tudo errado”. “A crítica precisa ser específica, como ‘você não está arrumando seu quarto’ ou ‘isso aqui você não está fazendo direito, quer ajuda?'”, diz. E sempre coloque-se à disposição para ajudá-lo a melhorar naquela tarefa.

A psicóloga Maria Cristina Capobianco concorda. “É importante que os jovens recebam críticas construtivas, realistas, em doses que os fortaleçam e que não ataquem sua autoestima”, afirma. Para ela, é importante também reforçar os talentos, apoiando as iniciativas criativas e ajudando o jovem a encontrar seu lugar.  “Os pais devem ajudar o adolescente a perceber que o processo de crescimento é longo, é doído, vai ter altos e baixos, mas que o sofrimento traz aprendizagem, amadurecimento e conquistas”, diz.

Se a baixa autoestima não for cuidada na adolescência, a pessoa pode chegar à vida adulta apresentando um quadro de depressão e ter dificuldades para se relacionar e na vida profissional. “Ela vai continuar se cobrando que seja boa em tudo e terá muita dificuldade em aceitar rejeição e frustração”, declara Natércia Tiba. Na maioria dos casos, no entanto, o sentimento passa naturalmente sem trazer consequências ruins para a vida adulta.

Fonte; http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/12/31/autoestima-fica-mais-fragil-na-adolescencia-mas-pode-ser-fortalecida-dentro-de-casa.htm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Pesquisa foi realizada com mais de 4 mil crianças nos Estados Unidos e ouviu mais de 200 pediatras.

Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que os meninos estão experimentando o início da puberdade até dois anos antes do que se pensava.

 O estudo, o maior já conduzido no país, analisou as características de 4 mil de crianças do sexo masculino.

A pesquisa descobriu que, em média, os meninos brancos e hispânicos estão atingindo a puberdade com 10,4 anos, enquanto os negros começam a adolescência aos 9,4 anos.

De acordo com pesquisadores da Academia Americana de Pediatria (AAP), responsáveis pelo estudo, os resultados indicam que a puberdade está ocorrendo, de maneira geral, de seis meses a dois anos antes do que havia sido documentado até agora – de 11,5 anos para meninos brancos e hispânicos, e 11 anos para os negros.

Essas mudanças têm sido observadas em estudos realizados com meninas, mas é a primeira vez que se pesquisou o início da adolescência masculina.

Como as meninas

Para realizar o estudo, os cientistas ouviram 212 pediatras em clínicas de todo o país. No total, a pesquisa coletou informações de 4,1 mil crianças entre 6 e 16 anos.

Os pesquisadores acompanharam os dados sobre a ocorrência dos primeiros sinais de puberdade masculina: o surgimento dos pelos pubianos e o aumento dos testículos.

O estudo, publicado na revista Pediatrics, não detalha, no entanto, quais as causas dessas mudanças. Mesmo assim, os especialistas avaliam que a descoberta pode ser importante para a adoção de novas estratégias de saúde pública.

“Até agora, nos dados mais recentes, faltavam as informações sobre o início da puberdade nos meninos americanos, desde o surgimento até o final do ciclo”, afirmou a médica Marcia Herman-Giddens, uma das autoras do estudo.

“Isso é de extrema importância não só para os pediatras como para especialistas de saúde pública e pais”, acrescentou. “Acompanhar as alterações no crescimento e desenvolvimento é uma parte importante da análise da saúde das crianças.”

Várias teorias tentam explicar o avanço no início da puberdade de meninos e meninas, desde os altos níveis de obesidade até produtos químicos presentes nos alimentos que podem interferir na produção dos hormônios.

Mas os pesquisadores observam que ainda é preciso realizar mais estudos para identificar melhor as causas do fenômeno e entender melhor por que as crianças estão amadurecendo sexualmente mais rápido.

“Se é verdade que as crianças estão começando a puberdade cada vez mais cedo, ainda não está claro se isso representa algo negativo ou tem implicações de longo prazo”, disse o médico William Adelman, membro da Comissão da Adolescência da AAP. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,meninos-estao-comecando-puberdade-mais-cedo-diz-estudo,950165,0.htm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Pacientes apresentam doenças como depressão, bipolaridade e transtorno obsessivo-compulsivo

Metade dos pacientes com dependência química tem doenças psíquicas associadas, aponta estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Foram analisados os perfis de 1,3 mil pacientes tratados nos últimos três anos na Unidade Estadual de Álcool e Drogas do Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Entre as mulheres, o percentual é ainda maior, 56% apresentaram doenças como depressão, bipolaridade e transtorno obsessivo-compulsivo. Entre os homens o índice foi 50,1%.

De acordo com Sérgio Tamai, coordenador da área de saúde mental da secretaria, a pesquisa confirma estudos internacionais sobre o mesmo tema e aponta para a necessidade de desenvolver uma assistência especializada para esses pacientes. “Não é um perfil de população desprezível. É necessário um ambiente mais protegido e profissionais que tenham especialização em droga dependência, mas também têm que estar familiarizados com o atendimento de pacientes com esses outros transtornos psiquiátricos”, disse.

O coordenador destacou a necessidade de um ambiente adequado, tendo em vista que pacientes depressivos com associação ao uso de drogas, por exemplo, são mais propensos ao suicídio. “Um indivíduo, internado em um hospital geral, pode tentar se matar saltando pela janela, e não faz parte da rotina desses hospitais ter esse tipo de preocupação. É preciso ter pessoal especializado”, declarou.

Tamai destacou ainda a importância de cuidados específicos com pacientes esquizofrênicos. “Os estudos mostram que metade desses pacientes tem uma droga dependência associada. Nesse caso, a droga em si modifica o padrão da doença. O indivíduo esquizofrênico que não é violento pode se tornar [violento] a partir do uso de cocaína, por exemplo. É um dado que precisa ser levado em consideração também”, explicou.

As especificidades no tratamento de dependentes químicos com associação a doenças psíquicas ocorrem também no tempo de internação dos pacientes, informou o coordenador. “Essa população tem um tratamento um pouco mais complicado. Mais do que triplica o tempo necessário de internação”. Segundo Tamai, o indivíduo que tem droga dependência isoladamente demora de uma semana a dez dias internado. Os pacientes com doença psíquica associada ficam internados de cinco a seis semanas.

A relação entre a dependência química e as doenças psíquicas ocorre quando a pessoa consome entorpecentes ou álcool em excesso e desenvolve, posteriormente, transtornos mentais. “O indivíduo que tem um transtorno mental está mais vulnerável a uma droga dependência”, declarou. Ele usou, como exemplo, o caso de um indivíduo com transtorno de ansiedade que consome bebida alcoólica para relaxar. O uso, no entanto, piora o quadro de ansiedade e cria um círculo vicioso, fazendo com que seja ingerida uma quantidade cada vez maior. “É a gênese do quadro de dependência”, destacou.

Segundo ele, o contrário também ocorre, quando o uso de entorpecentes leva à doenças psíquicas. O coordenador cita estudos internacionais que relacionam o uso de maconha à esquizofrenia, por exemplo. “Usuários que utilizam pelo menos uma vez por semana, dobram a chance de ter a doença nos cinco anos subsequentes”, disse. Ele destacou que esse risco é ainda maior se a pessoa tem histórico familiar de esquizofrenia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,metade-dos-dependentes-quimicos-tem-doencas-psiquicas-associadas,920224,0.htm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

São Paulo – O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, inicia na próxima segunda-feira, 22, um trabalho com contadores de histórias para adultos com câncer em tratamento. O programa tem como objetivo tornar mais amena a permanência dos que vão à instituição para passar por procedimentos rotineiros, reduzindo a ansiedade e os receios de quem está em um ambiente hospitalar.

No último mês, período em que o hospital realizou projeto piloto da ação, 200 pacientes participaram da atividade. No caso dos pacientes internados, as histórias selecionadas possuem temáticas diferentes e são escolhidas conforme as necessidades de cada pessoa. Este processo de triagem é feito pela área de psicologia, que utiliza o serviço como ferramenta para abordagem de assuntos com os quais os pacientes se sentem pouco à vontade.

Os profissionais que desenvolvem as atividades passam por uma capacitação específica. As sessões se iniciam ao som de um tambor, que soa um tom semelhante às batidas do coração. Em seguida, a narrativa escolhida é contada ao paciente e ao acompanhante. Depois da intervenção, o que se nota é uma abertura maior das pessoas para expor conflitos internos.

Nas salas de espera da radioterapia e nos ambulatórios, o processo é similar. As histórias são contadas para um grupo de cerca de 10 pessoas. Os atendimentos são realizados diariamente e duram 40 minutos.

Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2011/08/19/contadores-de-historia-auxiliam-tratamento-de-adultos-com-cancer-em-sp.jhtm

 Foto: http://ciadoscontadores.blogspot.com/

 Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Pesquisa realizada nos EUA traça o perfil da dificuldade enfrentada pelos adolescentes que sofrem de acne. Segundo os resultados, a sociedade tem a tendência de encarar o jovem com espinhas como tímidos e com menos chances de se sair bem em encontros.

O estudo foi feito realizado pela Ipsos, em parceria com a Sociedade Americana de Acne & Rosácea e o patrocínio da fabricante de produtos dermatológicos Galderma. Foram ouvidos 1.200 pessoas, entre 12 e 22 anos, pertencentes às classes ABCD, das principais cidades dos EUA.

Os participantes foram convidados a dar suas percepções a respeito de um grupo de adolescentes, com base exclusivamente nas fotos de seus rostos, com pele saudável ou modificada digitalmente para simular a acne.

“Para os adolescentes, a imagem que as pessoas têm de seu exterior exerce enorme impacto em como eles se sentem sobre si mesmos”, afirma a psiquiatra Eva Ritvo, da Universidade de Miami, que coordenou a pesquisa.

Para se ter uma ideia, 64% dos adolescentes com acne já se sentiram constrangidos. Entre eles, 95% afirmaram que o motivo do constrangimento foi causado pela maneira com que as pessoas os observaram.

Também segundo o levantamento, os adultos americanos acreditam que mais de metade (56%) dos adolescentes com acne estão suscetíveis a ser vítimas de constrangimento, em comparação com 29% dos que não têm acne.

O levantamento indica uma percepção negativa para os adolescentes com acne em relação aos que não têm. É comum que a sociedade os considere tímidos (39% contra 37%), nerds (31% contra 17%), solitários (23% contra 13%) e com poucas chances de se tornarem líderes (29% contra 49%).

Já os adolescentes que não têm o problema são vistos de maneira mais receptiva. Eles têm maior probabilidade de serem percebidos como autoconfiantes (42% contra 25% dos jovens sem espinhas), felizes (50% contra 35%), divertidos (40% contra 28%), e inteligentes (44% contra 38%).

A vida amorosa do jovem com o problema também é afetada, de acordo com os resultados. Para 64% dos adultos, os adolescentes com acne têm menos probabilidade de irem a um encontro no final de semana. Entre os próprios jovens, apenas 36% acham que o adolescente com acne possui chances de ter um encontro no final de semana.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/04/22/jovem-que-sofre-de-acne-e-visto-como-timido-e-solitario-segundo-pesquisa.jhtm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/