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A depressão é um transtorno afetivo e isso, todos já devem ter percebido ou até mesmo deduzido. E não importa se é leve, moderada ou grave, em todos os níveis de gravidade, ela é proporcionalmente incapacitante.

A duração dos sintomas, na maioria dos casos, indica o quão ela influenciará em nossos relacionamentos, isso porque, com o passar do tempo a depressão vai agregando outras questões que aumentam ainda mais o desgaste da convivência familiar, social e consigo mesmo.

Assim, podemos dizer que as áreas em que mais existem dificuldades de adaptação são relacionadas ao papel sexual, assim como o interesse na busca por emprego, seguido do isolamento social.

 Depressão e relacionamentos

O que vemos então na vivência da nossa profissão é que existe uma probabilidade maior de um casamento não dar certo quando um dos dois apresenta a depressão em comparação com os casais que não apresentam a depressão.

Depressão e família

A primeira reação de uma família que descobre a depressão em um de seus membros é a de ajudar a pessoa a reagir, a não se deixar levar pelos “sentimentos pessimistas”, o que é uma postura muito positiva, porém, ineficaz, pois, acredita que tais emoções são dependentes da vontade da pessoa.

A reação seguinte é a depreciação da pessoa portadora de depressão, pois, em todas as famílias, existem as crenças populares, o senso comum que aponta o portador da depressão como alguém acomodado, com falta de vontade, alguém que não quer se esforçar, dizem que é uma pessoa fraca, etc.

Quando estas crenças populares se instalam, é porque a família se sente impotente diante da situação, frustrada e decepcionada com as sucessivas tentativas e a falta de resultado na melhora, no ânimo e no humor do portador da depressão.

Com tudo isso, muitas emoções e sentimentos vão surgindo dentro da família, a frustração, decepção, impotência e além destas já citadas, podemos falar da preocupação excessiva, raiva, sensação de exaustão, entre outros que associados ao impacto financeiro e social da família, acabam deixando o portador da depressão como o bandido da situação.

Depressão e casamento

A queda da libido é um dos principais fatores que comprometem o relacionamento íntimo de um casal, isso porque, quem é portador deste distúrbio afetivo perde a capacidade de sentir prazer em qualquer atividade, inclusive no sexo. Esta característica vai se agravando conforme evolução da depressão, o resultado disso, é que a pessoa tem muita dificuldade para dar início a qualquer tipo de atividade, dar continuidade ou finalizar, e assim é com a vida sexual, é muito difícil para o portador de depressão dar início a relação sexual, e quando o faz, está bastante prejudicada chegando até a dificuldade de atingir o orgasmo.

Com esses efeitos, a consequência disso é o desenvolvimento da baixa autoestima, porque existe sempre uma auto cobrança, principalmente porque o outro também vai cobrá-lo de alguma forma porque a pessoa se sente rejeitada, deixada de lado, sente que não é mais amada, chegando a ponto em alguns casos, de acreditar em uma possível traição.

Claro que preciso também deixar claro que com o tratamento da depressão, a medicação também terá uma função de corte da libido, porém, com o desenvolvimento da pessoa e a consequente melhora da depressão, a medicação será proporcionalmente diminuída pelo médico, o que organicamente possibilitará o retorno à vida sexual saudável e igual à vida anterior a depressão.

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sexo-relacionamento-desejo-amor-casal-cama-1364499522291_615x300Se a academia, o supermercado e reuniões de trabalho sempre têm um lugarzinho na agenda, por que não aproveitar e incluir o sexo na lista dos afazeres do dia? Segundo especialistas, a primeira causa da falta de apetite sexual é não pensar em sexo; não tê-lo como uma das prioridades da vida. “É preciso saber usar o sexo pelo sexo –e não para obter favores, manter um relacionamento que vai mal, impor poder ou se sentir amado”, afirma o psicólogo Oswaldo Rodrigues Jr., diretor e psicoterapeuta do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade).

“O desejo tem de ser cultivado ao longo do dia”, segundo Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e coordenadora do Projeto Afrodite da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O cansaço cotidiano pelo excesso de compromissos deixa as pessoas fadigadas, sem energia e sem tempo para estímulos sexuais.
Quanto menos planejar e fazer sexo, menos espaço ele terá, porque mais as pessoas buscarão satisfazer outras necessidades e prazeres, como trabalhar, estudar, ganhar dinheiro, viajar, jogar, malhar, comer, conversar, ir a festas, beber com amigos. Só que o dia tem apenas 24 horas, e o sexo faz bem.
A dica, para quem ainda não perdeu seu apetite por completo, é cuidar da saúde (hormonal, principalmente), gostar de sexo (ou descobrir um jeito de gostar), buscar soluções quando há baixa autoestima, dificuldades no relacionamento e falta de prazer –conversando com o parceiro ou fazendo terapia.”Invista na intimidade, aprendendo a concentrar energias no prazer que o sexo pode dar”, diz a psicóloga e diretora de publicações da Sbrash (Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana), Ana Canosa.  “Quando estamos mais perto da natureza e temos mais tempo para relaxar, o corpo e a mente ficam menos tensos, o que é bom para o desejo”.

Inimigos da libido

O hipotiroidismo, o uso constante de substâncias como antidepressivos, inibidores de apetite ou mesmo o alcoolismo e o tabagismo afetam o apetite sexual. “Se a disfunção é hormonal, podemos prescrever testosterona para os homens; já no caso das mulheres, não há medicação aprovada por órgãos de regulação, nem no Brasil, nem nos EUA”, explica a especialista da Unifesp.
Ler contos e assistir a filmes eróticos, escutar música romântica, reservar um tempo para jantar são passatempos que instigam a criatividade e não permitem que a passagem dos anos, o desgaste do relacionamento, a perda da paixão e do encanto e a mesmice do sexo tomem conta da vida a dois.

Se um não quer, dois não fazem

Quando um dos membros do casal tem o desejo, mas o outro não, o melhor é buscar ajuda, se a intenção é salvar o relacionamento. Dependendo da origem do problema, pode ser tratado por um médico, terapeuta ou os dois.
O Projeto Afrodite, da Unifesp, apesar de estudar principalmente a sexualidade feminina, também ajuda os homens –com psicólogos, seções de fisioterapia e consultas médicas.
“Pedimos exames que nos dão uma visão global do paciente; investigamos sua vida desde a educação recebida, seus traumas, tabus, preconceitos, dosagens hormonais, doenças crônicas que possam interferir na sexualidade e causas sociais mais profundas, como pessoas que foram, um dia, vítimas de estupro”, enumera a ginecologista e sexóloga. As causas da falta de apetite sexual são muitas e variadas.
Para Oswaldo Rodrigues Jr., o melhor tratamento para quem já perdeu o apetite sexual é o autoconhecimento. “Em nossa cultura, ser homem ainda implica necessitar de mais sexo”. Essa cobrança é um bom exemplo de como motivos psicossociais interferem no desejo.
Assim, quem está sem fome de sexo e precisa se autoconhecer deve, antes, buscar saber que regras sociais ou valores culturais impõem padrões ao seu comportamento sexual, e em até que ponto tais regras castram seus desejos mais íntimos e verdadeiros. Isso apontará para as fantasias que podem ser vividas com mais frequência.

Questione-se e mude os hábitos

É preciso olhar para dentro de si mesmo e fazer muitas perguntas: como me relaciono com meu par? Como é o meu dia? Tenho tempo ou me dou um tempo para planejar o sexo? Que características individuais ou disfunções físicas, hábitos e vícios poderiam estar interferindo em meu apetite sexual? Há espaço para fantasias em meu dia a dia? Essas são questões essenciais.

A busca de uma alimentação mais equilibrada e atividade física também fazem diferença, além de reorganizar a agenda e deixar rolar: “Se foi bom, você pensará nisso no dia seguinte e sentirá vontade de repetir”, afirma Carolina Ambrogini.

Fontehttp://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2013/03/29/identifique-e-combata-as-principais-causas-da-falta-de-desejo-sexual.htm

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Perfeição só existe em filmes e em contos de fadas. Quanto tempo ainda levaremos para compreender isso?

Os relacionamentos são um espaço de crescimento, existem para trazer à tona, em cada um dos parceiros, aquilo que precisa ser transformado, melhorado, curado. Assim, pressupõe-se que um relacionamento precise ser necessariamente imperfeito para cumprir sua função.

Uma relação perfeita, sem atritos, sem discordâncias, de nada serviria no sentido de proporcionar um espaço evolutivo onde cada um dos parceiros acabará por se transformar em alguém melhor.

Parece óbvio, mas não é o que se observa no dia a dia. Olho ao redor e vejo nos casais o desejo imaturo de encontrar no relacionamento um espaço feito unicamente de leveza, prazer e divertimento. É verdade que no começo costuma ser assim. Mas na medida em que a relação se aprofunda, começam a vir à tona aspectos mais profundos, muitas vezes sombrios, de cada um dos parceiros.

Não é difícil amar nossa luz, nossa alegria, nossas partes mais belas. Difícil mesmo é amar uma pessoa por inteiro. Luz e sombra. Qualidades e defeitos. Amar o SER, de verdade, a carne nua e crua, que é o material de que somos feitos, todos nós. Não há um único ser humano perfeito circulando por aí. Somos todos falhos, com áreas a serem transformadas, com desafios que os relacionamentos trazem à tona. O momento do surgimento da sombra é quando a maior parte dos relacionamentos entra em uma espiral autodestrutiva.

A boa qualidade de um relacionamento é diretamente proporcional à capacidade de seus integrantes de aceitarem, acolherem e lidarem com os aspectos sombrios que, cedo ou tarde, aparecerão. É aí que podemos ver se o tão alardeado amor existia de verdade.

Não é fácil lidar com a sombra. “Nossa sombra é feita de pensamentos, emoções e impulsos que julgamos excessivamente dolorosos, constrangedores ou desagradáveis de aceitar. Portanto, em vez de lidar com eles, nós os reprimimos — e os lacramos em alguma parte de nossa psique (mente), para que não seja preciso sentir o peso e a vergonha que carregamos por conta deles.”fonte: o livro O Efeito da Sombra, Deepak Chopra.

No entanto, não há como estabelecer um relacionamento profundo e duradouro sem que esse espaço onde moram as sombras seja tocado. Inevitavelmente, cedo ou tarde, as sombras surgirão, como fantasmas, a assombrar o relacionamento. Nesse momento há que se fazer uma escolha. Ou os parceiros se unem na tarefa de exorcizar a sombra, ou se permitem ser afastados por ela. Uma relação profunda e verdadeira precisará, necessariamente, passar pelo enfrentamento dessa etapa.

Assim, afirmo que o verdadeiro amor não é para todos. Há que se ter coragem e força para enfrentar a nossa própria escuridão. Há que se ter olhos capazes de atravessar a escuridão alheia em busca da luz que mora dentro desse ser humano, divino e imperfeito, com o qual nos relacionamos. Há que se ser capaz de atravessar as ilusões e, aceitando a realidade, só assim nos tornaremos capazes de encontrar o verdadeiro amor.

“Somente quando temos coragem para enfrentar as coisas exatamente como elas são, sem qualquer autoengano ou ilusão, é que uma luz surgirá dos acontecimentos, pela qual o caminho do sucesso poderá ser reconhecido.”
I Ching

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/perfeicao_no_relacionamento_amoroso.htm

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Todos nós temos uma ideia sobre o parceiro com o qual gostaríamos de dividir nossas vidas, aquele ou aquela que poderia nos fazer felizes. Mas há pessoas que perseguem um modelo idealizado para estabelecer compromisso afetivo em vez de prestar atenção nas possibilidades oferecidas. Tanta exigência pode ser apenas uma desculpa para não expor certos medos.

“Sempre desconfio quando alguém me diz que é muito exigente na escolha de um parceiro amoroso e que, por isso, tem dificuldade de se ligar a alguém. Por trás desse discurso pode haver o medo de se envolver afetivamente, de se comprometer socialmente assumindo uma relação e ainda o de não ser bom o suficiente para o outro. Ou seja, nesse caso melhor nem tentar, pois sabe que não vai conseguir”, diz o psicólogo Ailton Amélio, autor do livro “Relacionamento Amoroso” (Publiflolha).

Para Ana Canosa, psicóloga e terapeuta sexual, a superficialidade e valorização excessiva da imagem na sociedade atual também ajudam para que as pessoas não percam muito tempo tentando conhecer melhor os possíveis pretendentes. “Por conta da intolerância e impaciência, pode-se descartar uma pessoa apenas por estar um pouco acima do peso ou não se encontrar em seu melhor momento profissional. Muitos acabam considerando apenas os aspectos mais superficiais e ligados à imagem”, diz Ana Canosa, que acrescenta: “As pessoas estão mais autônomas, independentes. Em níveis saudáveis, essas posturas significam mais segurança e autoestima. Em excesso, podem fazer com que as pessoas pensem que são autossuficientes e se bastam.”

A ideia de que não há tempo a perder é outro aspecto que tem influenciado as pessoas quando se trata de avaliar a possibilidade de um relacionamento amoroso ir adiante, de acordo com a psicóloga Olga Tessari, autora do livro “Dirija Sua Vida Sem Medo”. “Dá trabalho lidar e se adaptar àquelas características que são consideradas defeitos no outro. Fica mais fácil encerrar logo um relacionamento ou nem mesmo começar e já partir para outra possibilidade”, afirma Olga.

Acrescente-se a isso, ainda, as redes sociais que dão a seus membros a ideia de que estão conectados a um grande grupo de pessoas interessantes e muitas vezes disponíveis. Para Ana Canosa, “é a falsa ilusão de que se tem muita gente ao redor e, por isso, sempre vai haver alguém que pode ser mais legal. Isso também contribui para esse momento de superficialidade que estamos vivendo.”

É importante questionar-se sobre o parceiro real
Não é um problema termos um ideal de pessoa com quem gostaríamos de nos relacionar romanticamente. Aliás, há uma hierarquia de requisitos que todos temos, mesmo que inconscientemente. “Levamos em conta mais de cem atributos para escolher um amor. Entre eles estão idade, nível de escolaridade, beleza, honestidade, saúde. Alguns são essenciais e outros secundários, mas todo mundo tem essa lista”, revela o psicólogo Ailton Amélio. Mas existe um critério de perfeição, outro que é o real e o mínimo. “Na maioria das vezes, percebo que as pessoas acabam sendo realistas”, diz Ailton.

Na busca por um parceiro, é importante que primeiro as pessoas se questionem sobre o que realmente querem de uma relação. “Ao procurar alguém para estabelecer compromisso, há coisas que perdem a importância, como as questões meramente estéticas. Mas claro que precisa ter química”, diz Ana Canosa, para quem é necessário examinar nossos pontos desfavoráveis. “Só tenho direito de fazer críticas se perceber que, como todo mundo, tenho minhas dificuldades também. Se não sei quem sou, também não sei de que preciso e nem tenho condições de olhar para o outro de maneira inteira e honesta”, afirma ela.

Os especialistas são unânimes em dizer que não existe o par perfeito. “A pessoa ideal não é a que não tem defeitos, mas aquela cujo defeito não incomoda tanto o outro e vice-versa. É alguém com quem eu possa ter um relacionamento legal, que é parecido comigo em muitas características e por quem eu sinto uma atração romântica e sexual -senão isso vira amizade”, explica Ailton.

Para os que têm sido muito exigentes com possíveis candidatos, é interessante agir com mais calma e benevolência na hora de avaliar alguém. “Precisamos ser mais tolerantes quando conhecemos as pessoas e menos egocêntricos. Ninguém é obrigado a ficar com alguém por necessidade, mas, sim, porque é legal compartilhar a vida com alguém especial de alguma forma“, diz Ana.

Para Olga Tessari, precisamos aprender a questionar se somos capazes de lidar com os defeitos do outro sem sofrimento e administrar suas supostas imperfeições, aceitando a pessoa como ela é. Para quem ficar em dúvida sobre estabelecer ou não um compromisso, Ana dá uma dica: “ouça a intuição, aquela voz interior que diz sim, não, cuidado e vai. Ela é uma espécie de memória meio enevoada das histórias que você já viveu anteriormente e pode ajudar muito nessas escolhas.”

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/04/05/busca-incansavel-pelo-par-perfeito-esconde-inseguranca-e-medo-de-se-envolver.htm

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Flagrante, não há. Marcas roxas tampouco estão lá para provar a agressão.

“Psicológica” é o adjetivo usado para tentar definir uma forma de violência silenciosa –por mais que o silêncio seja feito de palavras, acusações, cobranças. Ou gestos, olhares, sarcasmo, piadas.

A complexidade da violência psicológica não impede que esse crime tenha uma definição legal. Está no artigo 7 da Lei Maria da Penha, que descreve muito bem constrangimentos, ridicularização e perseguição, entre outras ações causadoras de danos emocionais.

“É difícil explicar aos outros onde está a sua dor”, diz o psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes.

É difícil perceber quando, no relacionamento, o jogo do amor vira o da dominação. O pano de fundo é a vontade de anular o outro, torná-lo refém dos próprios desejos.

“Quando um tem um limiar para tolerar frustração muito baixo e o outro, muito alto, a violência se perpetua”, diz a psicóloga Margareth dos Reis, do Ambulatório de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC.

A comerciante Mônica, 49, trabalha atendendo clientes do marido, mas sem salário.

Ele já escondeu a chave do carro da mulher, para ela não sair sem avisar. Um dia, quando Mônica fazia ginástica, xingou-a na frente de todos.

Mas ela não sabe o que vai fazer. “Temos 30 anos de casados, penso que tenho uma família. Por minhas filhas, já devia ter me separado.”

Para complicar, o jogo é de mão dupla: quem sofre a violência se nutre dela e a transforma no cimento da relação.

Parece um jeito de culpar a vítima e desculpar o agressor. Mas não é novidade, para quem estuda a coisa.

“É a dinâmica sadomasoquista, um pacto inconsciente: um provoca, outro agride, o que deve dar algum prazer”, diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, do Laboratório de Estudos da Família do Instituto de Psicologia da USP.

Além de manifestar um aspecto da sexualidade, a violência psicológica é uma forma de comunicação. “Associamos essa forma de agressão a todas as ações que causam dano ao outro pela linguagem”, diz a psicóloga Adelma Pimentel, autora de “Violência Psicológica nas Relações Conjugais” (Summus, 152 págs, R$ 36,90).

A perversidade do jogo é que, no relacionamento íntimo, um sabe os pontos fracos do outro, aqueles que ninguém quer tornar público.

O marido de Mônica repete que ela é uma mãe relapsa. “Para me agredir. Mas é difícil perceber a violência psicológica. Você aceita, alguém manda em você.”

“Você constrange a pessoa usando os demônios dela. E ela faz o que você quer, por gostar de você”, diz Forbes.

Foi assim no primeiro casamento da inspetora de alunos Lúcia, 48. “Eu tinha 19 anos e me casei com o homem pelo qual estava apaixonada. Ele me desvalorizava porque eu era pobre, negra, e eu achava que ele tinha razão.”

Destruir a autoestima do outro é a estratégia e a consequência da agressão oculta.

Lúcia achava que o ex-marido era lindo. “Ele dizia que eu tinha que agradecer por transar com ele. E eu nem sabia o que era orgasmo!”

O morde-e-assopra sustentava o jogo do ex. “Se eu chorava, ele me abraçava e dizia: ‘Gosto de você como você é’.”

“Os efeitos na pessoa agredida vão dos distúrbios alimentares à depressão, chegando à tentativa de suicídio”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, da Federação Brasileira de Psicodrama.

A vítima dessa forma de violência quase nunca quer mostrar a cara, porque denunciar a agressão é também expor as próprias fraquezas, Afinal, ela se submeteu, aceitou um arranjo ruim com medo de romper e ficar sem aquele amor.


HOMEM TAMBÉM É VÍTIMA, MAS NÃO ASSUME

A Lei Maria da Penha, que no seu artigo 7 define o crime da violência psicológica, só vale para as vítimas mulheres. Os homens ficam num limbo legal, e não porque estejam menos sujeitos às agressões das parceiras. Com o aumento de mulheres ganhando mais que os maridos e sendo “chefes” da casa, o jogo pesado da dominação emocional tem afetado cada vez mais os homens.

Mas é mais difícil para o homem assumir que sofre violência psicológica. “Não é de nossa cultura ele se queixar. Se for reclamar em uma delegacia, terá sua imagem mais uma vez danificada”, diz a psicóloga e advogada Lidia Gallindo, da Vara de Família do Fórum da Penha, SP.

Levantamento do Ministério da Saúde feito em 2008 e 2009 mostra que 20,8% das notificações de violência doméstica sofridas por homens são do tipo psicológico. O mesmo levantamento mostra que a agressão psicológica sofrida por mulheres é motivo de 49,5% das notificações, quase se igualando ao índice da violência física, 52%.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1048016-causar-dano-emocional-ao-parceiro-e-crime-vitimas-demoram-a-reagir.shtml

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“Idealizar o parceiro é inevitável, mas isso não deve prejudicar a interação entre ambos. Mas sim servir como um canal de comunicação para se tentar aproximar do que os dois desejam”

Mas até que ponto essa idealização pode ser positiva?

Em qualquer começo de relacionamento as pessoas acabam por se envolver de forma a criar expectativas e desejos sobre como o outro possa ser. Ou seja, cria-se uma expectativa em que a idealização do outro sem defeitos ou problemas é sempre comum.

Esse processo está diretamente relacionado ao mundo de elaboração pessoal. Traduzindo: as fantasias e anseios que cada um estabelece em relação àquilo que se espera da pessoa amada, ou seja, “como desejo que essa pessoa seja no cotidiano, no relacionamento, nas demonstrações de afeto, carinho, paixão… enfim, o perfil que se cria na expectativa de que a outra pessoa preencha ou atenda a todas as necessidades e idealizações.

Movidos pela paixão, impulsos e desejo, a pessoa amada é vista como perfeita e maravilhosa sem que os defeitos ou diferenças sejam percebidos e considerados. Durante um período inicial isso é comum e até importante para um maior envolvimento e aprofundamento dos laços, porém não se pode ou não é ideal que se perpetue no relacionamento, pois senão pode-se criar um abismo entre o que se deseja e idealiza, e o que efetivamente se vive.

Acontecem problemas ou conflitos quando a mulher acaba ignorando sinais ou características importantes manifestadas pelo parceiro e passa por cima deles em favor de manter a figura idealizada e que pode não ser nada do que o namorado ou mesmo marido efetivamente seja.

Se acontecer da idealização ficar mais forte do que a realidade, corre-se o risco de viver um relacionamento ilusório e irreal, e que certamente não durará. Em algum momento a mulher perceberá ou não terá suas expectativas ou desejos preenchidos, provocando grande decepção e frustração.

Por outro lado manter a idealização pode ser também de extrema importância para que os dois possam estabelecer ou manter um canal de comunicação destinado às mudanças, que são fundamentais em qualquer relacionamento. Pode-se não atingir plenamente a condição idealizada ou perfil tão sonhado, mas chegar muito próximo traz muita motivação e satisfação para o casal.

Pensar em um bom relacionamento envolve disposição e motivação para mudanças, sempre, e, sem dúvida, a idealização é uma elaboração pessoal importante para um primeiro passo. Quando se compartilha essas idealizações no relacionamento, cria-se a abertura para a inovação e a surpresa e por consequência ambos nutrem-se de desejo e motivação.

A idealização é sempre importante num processo de desejo, operacionalização e prazer, mas não podemos ficar fixados apenas em nossas fantasias, mas sim viabilizá-las considerando todo o contexto de realidade e possibilidades. Nesse sentido sempre se enriquece o repertório em tudo que possa ser vivido no relacionamento, inclusive estimulando a criatividade para a interação na vida a dois.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/idealizar_parceiro.htm

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Não há receita pronta para um relacionamento dar certo, mas alguns ingredientes podem ajudar. É disso que trata “Amar de Olhos Abertos” (ed. Sextante, R$ 24,90, 208 págs.), do psicólogo Jorge Bucay, um dos escritores argentinos mais incensados dos últimos tempos.

Bucay esteve no Brasil para lançar o livro (o primeiro em português), escrito com a colega Silvia Salinas –e a Folha aproveitou para “discutir as relações” com ele.

Ilustração Danilo Zamboni “Um dos motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, querer voltar aos tempos da paixão”, diz Bucay

Folha – O que significa amar de olhos abertos?

Jorge Bucay – Gosto de uma definição que diz que o amor é a simples alegria pela existência do outro. Não é possessão, nem felicidade necessariamente. E por isso “com os olhos abertos”. O amor cego não aceita o outro verdadeiramente como ele é.

Por que tanta gente prefere a intensidade da paixão, mesmo sabendo que é efêmera, a construir algo mais sólido?

É maravilhoso estar apaixonado e muitos preferem a intensidade superficial à profundidade eterna. Mas me pergunto como as pessoas pensam em ficar somente nisso.

Qual o sentido de estar apaixonado perdidamente o tempo todo?

Penso que é uma questão de maturidade. Também tem a ver com a nossa sociedade, que adora emoções intensas. Procuramos correr mais rápido, chegar antes, desfrutar intensamente. A paixão é como uma droga: no seu momento fugaz faz pensar que você é feliz e não precisa de mais nada. Um olhar, uma palavra te levam aos melhores lugares.

Como construir uma relação mais profunda?

Seria bom estar preparado para saber que a paixão acaba. Amadurecer significa também desfrutar das coisas que o amor dá, como compartilhar o silêncio e não um beijo, saber que a pessoa está ali, ainda que não esteja ao meu lado. É preciso abrir os olhos, e isso é uma decisão. Ver o par na sua essência.

Mas primeiro é preciso estar bem consigo mesmo. Não se deve procurar o sentido da própria vida no companheiro ou nos filhos.

Você deve responder a três perguntas básicas nesta ordem: quem sou, aonde vou e com quem. É preciso que eu me conheça antes de te conhecer e que decida meu caminho antes de compartilhá-lo. Senão, é o outro quem vai dizer quem eu sou. E isso é uma carga muito grande.

O livro diz que as relações duram o que têm que durar, sejam semanas, seja uma vida.

Duram enquanto permitem que ambos cresçam. Significa conhecer-se, gostar de si mesmo, conhecer seus recursos e desenvolvê-los. Ao lado da pessoa amada, está a melhor oportunidade para isso. E essa é uma condição para construir um relacionamento. Um casal que não cresce, envelhece. E um casal que envelhece, morre.

O que leva ao fracasso?

Um dos grandes motivos de fracasso é não trocar intensidade por profundidade, viver querendo voltar aos tempos da paixão. Outro ponto de conflito é que as pessoas não conseguem deixar o papel que desempenhavam antes de casar, querem continuar sendo o “filhinho da mamãe”, ou o “caçulinha da casa”. Outro problema é a intolerância, a incapacidade de aceitar as diferenças, as pessoas discutem pelo dinheiro, pela criação dos filhos e, por fim, morrem sufocadas pela rotina.

E como enfrentar esses problemas ou desafios?

É preciso amor, atração e confiança. Comparo esses pilares a uma mesa de três pés. O tampo da mesa seria um projeto comum firme. Se faltar qualquer um desses elementos, a mesa cai. E sobre tudo isso deve-se montar outras coisas, como a capacidade de trabalhar juntos, de rir das mesmas coisas, de ser sexualmente compatíveis, sentir o outro como um apoio nos momentos difíceis. Às vezes a terapia ajuda, às vezes é um bom passaporte para a separação.

Como saber quando a relação chegou ao fim?

Se sinto que estou sempre no mesmo lugar, que me entedio, que não tenho vontade de estar com o outro, se sempre que saímos precisamos sair com outros casais pois não ficamos bem sozinhos, quando piadas como “o idiota do meu marido” ou a “bruxa da minha mulher” se tornam frequentes, algo não está funcionado.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/803036-relacoes-nao-duram-porque-maioria-nao-enxerga-o-outro-como-ele-e-diz-psicologo.shtml

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codependencia_familia

Pesquisa premiada amplia conceito de codependência.

Uma pessoa muito responsável, afetuosa, que resolve todos os problemas do outro e evita conflitos. Por trás desses adjetivos pode estar um transtorno conhecido como codependência, que teve seu conceito ampliado pela psicóloga mexicana Gloria Noriega Gayol.

Ela apresentou seu estudo – que lhe rendeu o prêmio Eric Berne, em 2008, concedido pela International Transactional Analysis Association – durante o Congresso Brasileiro de Análise Transacional (Conbrat), no Rio.

Sua pesquisa com 830 mulheres em um centro de saúde no México revelou que a codependência – que antes estava ligada a pessoas que conviviam com alcoólicos e dependentes de drogas – também se apresenta quando há situações de estresse familiar ou social, como abandono, violência doméstica e perdas na infância, seja por morte ou separação dos pais ou de outro membro da família.

“A pessoa codependente é muito responsável, trabalhadora, que tem empatia, que gosta de ajudar os outros e resolve os problemas dos outros. Contudo, seu problema é que não vê seus próprios problemas, não atende suas próprias necessidades. Vive a vida atendendo as necessidades dos demais, mas não vê suas próprias necessidades”, explica Gloria.

“Então muitas vezes acaba fatigada, cansada, assoberbada, doente. Porque faz demais, enquanto a pessoa dependente faz de menos. A pessoa codependente pode ser muito carinhosa, muito afetuosa, mas não recebe o afeto que merece”.

A psicóloga, que é diretora do Instituto Mexicano de Análise Transacional, explica que são pessoas que não dependem de substâncias e sim de outras pessoas dependentes, absorvendo seus problemas. Esse distúrbio é mais comum nas relações de casal e afeta 25% das mulheres. Para se ter uma ideia, durante um de seus cursos no Rio, 50% das mulheres presentes se identificaram com o transtorno ao responder um teste que Gloria aplica para conhecer experiências que podem indicar sintomas de codependencia.

Segundo a psicóloga Danielle Tavares, que presidiu o congresso realizado em Botafogo, Zona Sul do Rio, o problema é mais comum no público feminino porque esse comportamento nas mulheres é valorizado em nossa sociedade.

“Os codependentes normalmente são pessoas doces, responsáveis, que se importam com o outro. Querem amenizar situações, manejar os conflitos, e isso é um tipo de coisa que acontece primordialmente com as mulheres. Por quê? Porque esse tipo de comportamento, dentro da nossa cultura, é valorizado. Então a mulher tem uma maior predisposição em assumir um comportamento codependente”, explica Danielle.

Em geral são pessoas que tiveram que apressar seu crescimento e dar conta de tarefas que não eram próprias da sua idade. Com isso, começam a ter responsabilidades muito cedo e se acostumam a resolver problemas, fazendo muitas coisas ao mesmo tempo.

“Dependentes são aqueles que não fazem a sua parte na relação. Os codependentes fazem a sua parte mais a parte do outro”, conta Danielle.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1176151-5606,00-PSICOLOGA+MEXICANA+APRESENTA+NO+RIO+DISTURBIO+QUE+AFETA+DAS+MULHERES.html

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ciume

O ciúme, uma mistura de várias emoções, é um sentimento universal, ou seja, muito comum na convivência com outras pessoas. É um afeto natural do ser humano, assim como a raiva, a felicidade, a inveja, a compaixão, entre outros.

O ciúme surge frente a um rival real ou imaginário, quando se sente ameaçado por outro alguém. É a reação que tenta eliminar os riscos de perda do amado “objeto”. Nesta situação, a diferença entre imaginação, fantasia, crença e certeza se torna muito vaga e difícil.

A patologia se torna existente a partir do momento em que o ciúme não se baseia mais em fatos reais e específicos e sim em preocupações infundadas.

O ciúme para alguns, não tem ligação direta com a infidelidade, muito mais importante é o medo da perda do outro, do afeto e também do espaço ocupado na vida deste, exatamente por isso que existe o ciúme de objetos com valor afetivo muito forte, no entanto, neste texto trataremos sobre o ciúme do ser humano para com outro ser humano.

Quando alguém é corrompido pelo ciúme, suas dúvidas são supervalorizadas, surgindo então a necessidade em averiguar suas idéias. Geralmente, o ciumento, ouve telefonemas, analisa as ligações feitas e recebidas através do celular e também o recebimento e envio de mensagens de texto, verifica se a pessoa está ou não no lugar e com quem disse que estaria, começa a abrir correspondência ou emails, examina bolsas, roupas, carteiras, recibos, tenta controlar os horários do companheiro (a), chegando, em muitos momentos, a sentir vergonha de suas atitudes, sentimento este, não suficiente para controlar seus impulsos. Em muitos casos, existe até a contratação de detetives para uma perseguição pessoal.

Diante de uma situação de ciúme natural, existe uma ligação entre auto-estima baixa, acarretando a insegurança e como resultado, o ciúme. Já o portador do Ciúme Patológico vive também com uma auto-estima rebaixada, mas, apresenta um modo distorcido de viver o amor, e como resultado, experimenta emoções como a raiva, a ansiedade, tristeza, vergonha, sensação de humilhação, insegurança, culpa, aumento do desejo sexual e em alguns casos, desejo de vingança.

Os portadores do Ciúme Patológico apresentam potencial para atitudes violentas, são extremamente sensíveis, vulneráveis e desconfiados, apresentam uma auto-estima muito baixa e comportamentos impulsivos.

Em alguns pacientes, pode-se verificar uma forte relação do Ciúme Patológico com quadros depressivos, ansiedade exacerbada e crises de obsessão; por isso muitas vezes é confundido ou é caracterizado por outros quadros clínicos como Transtorno Obsessivo Compulsivo ou Transtornos Delirantes.

O ciúme patológico é tratado através, muitas vezes, de antidepressivos que aliviam a necessidade de verificação das dúvidas e angústias, diminuindo então a sensação de desconforto e culpa, e, em conjunto com a psicoterapia que auxiliará no desenvolvimento da auto-estima e a quebra das estruturas imaginárias do pensamento doentio.

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 ma5

Desde o nascimento, os seres humanos sentem a necessidade do contato com o meio e conseqüentemente com outras pessoas, pois, dependem dos cuidados proporcionados pelo outro (mãe, pai, avós). E é durante esse período que nós, seres humanos, começamos a desenvolver um elemento fundamental para nossa sobrevivência, o vínculo afetivo.

Quando entramos em contato com outras pessoas, várias funções são ativadas: o ver, o escutar, o falar, o toque, o olfato, o gosto, o movimentar-se, assim como nossos sentimentos naquele exato momento, ou seja, utilizamos toda a nossa capacidade e sentidos para canalizar nossas energias e criar bons contatos com o meio. Quando se obtém sucesso, conquistamos autoconfiança e cada vez melhor será nosso contato com as pessoas e o ambiente, caso contrário, podemos ser influenciados por sentimentos como a confusão, impotência, desapontamento, decepções, frustrações, entre muitos outros.

É muito comum ouvir pessoas se queixando das dificuldades de seus relacionamentos, sejam amorosos ou de amizade, muitos não se sentem aceitos ou compreendidos, simplesmente amarguram decepções e frustrações.

Embora mais fácil, responsabilizar o outro como sendo o responsável pelo mau êxito do relacionamento não ajuda na melhora a relação, nem na busca por vínculo afetivo em geral. Muito mais produtivo é desenvolver uma boa percepção e conhecimento de si mesmo e assim conseguir observar como estamos nesse ou naquele relacionamento.

No momento em que estabelecemos um bom contato, precisamos reconhecer nossos desejos, nossas necessidades e sentimentos, mesmo que estes não sejam semelhantes aos da outra pessoa. Desta forma, vamos lidar melhor com o medo da separação, da decepção, o medo de ser rejeitado, assim como, compreender e respeitar as diferenças de cada um.

Em qualquer relação humana, sobretudo na vida a dois, inicialmente se evidencia o poder do envolvimento e a atração das partes que se conheceram, pois, escolhemos os nossos pares pelo comportamento aparente. Com o passar do tempo e a instalação da rotina, podemos conhecer melhor a pessoa com quem nos envolvemos, percebemos as verdades e não somente as atitudes aparentes. É nesse período então que começam a surgir as dificuldades para lidar com as diferenças e os “defeitos” um do outro.

Num relacionamento amoroso ou de amizade, vários fatores podem dificultar e interferir negativamente na manutenção dessa relação, dificuldades financeiras, diferenças de educação e cultura, formação profissional, estilo e objetivos de vida, problemas sexuais, infidelidade, traição, beleza estética, fases de vida, entre muitos outros, assim como diferenças de credo e fé e também qualidades da personalidade como a timidez ou a extroversão.

 Contudo, alguns desses fatores considerados na maioria das vezes como influenciadores negativos de um relacionamento, muitas vezes podem contribuir como complemento para muitos relacionamentos, sendo então favoráveis para a manutenção da amizade ou do casal, ou seja, não existe regra alguma para determinar uma relação saudável ou não saudável, porém, a vontade de se cuidar utilizando-se do autoconhecimento e da auto-percepção estimula a compreensão do outro e, conseqüentemente, o interesse pelo bom desenvolvimento da relação.

Muitos obstáculos nas relações humanas estão ligados a esta precariedade de vínculo. O casal não consegue perceber este tipo de deficiência em seu relacionamento. Focaliza os problemas em outras questões, ou ainda, prefere não tocar no assunto. Há casos em que se ignora a possibilidade de buscar a psicoterapia. E, existem situações em que a resistência impera. Fato comum é dizer que não se precisa de tratamento algum, pois que as dificuldades são de outra ordem. Todavia, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil. 

É necessário aprender a administrar as dificuldades existentes em qualquer tipo de relacionamento, proporcionando maior qualidade de vida nas relações e isto se dá de dentro para fora. Leva tempo, mas, deve-se considerar que os resultados, conforme o desejo e a vontade utilizados no processo em conjunto com as atitudes individuais trarão maior liberdade e tranqüilidade para se viver a individualidade e as relações com o outro.

Dialogar e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Realizar esta tarefa não é simples e requer coragem e vontade para mudar. Aceitar os problemas e lutar para transformar o prejudicial em saudável. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.

 Psicoclínicas – Ricardo T. Miyazaki

 

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