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Tem um provérbio chinês que diz: “Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode evitar que eles construam ninhos em seus cabelos”.

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Encontrei a citação em um dos textos disponíveis no site do Instituto Quatro Estações, que dá suporte psicológico para situações de perdas e lutos. Desde a morte de minha mãe, há quase quatro meses, tenho visitado virtualmente o espaço em busca de algum conforto para a alma.

A perda da minha amada tem sido a experiência mais assustadora e dolorida da minha vida. A vida segue seu rumo, só que infinitamente mais triste.

Ainda assim, sigo acreditando que haja vida no luto, haja esperança de transformação, de recomeço. E é o que estou buscando. Um dia de cada vez, só por hoje, como costuma dizer minha amiga Helena Lima.

Sei que o processo de luto implica a superação de várias etapas, entre elas a real aceitação da perda e da adaptação da vida sem a minha mãezinha. Sei também que cada experiência de luto é pessoal, única, e tem seu próprio tempo. E que um luto dessa magnitude acaba reeditando lutos anteriores.

Por isso, estou tentando olhar e cuidar com carinho dessa dor. Sem a minha pressa habitual de tentar me livrar o mais depressa possível do que me faz sofrer.

O luto nos lembra que é necessário ser paciente com nós mesmos. E com as pessoas que, na tentativa de ajudar, acabam por pressionar com frases do tipo “você tem que ser forte, superar; será um antidepressivo não ajudaria?”.

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Nessas leituras sobre o luto, aprendi um conceito novo de reconciliação. Segundo a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, a palavra dá um sentido mais apropriado sobre o processo vivido no luto.

Não significa passar pelo luto, mas sim crescer por meio dele, “aprender como lidar com essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu”.

Sei que o sentimento de perda nunca desaparecerá completamente, mas espero que, com o tempo, seja atenuado, doa menos.

No último domingo (30), visitei o túmulo de mamãe pela primeira vez desde a sua morte. Relutava em ver sua foto sorridente, feita dois meses antes de sua morte. Estávamos em Santos, comendo um peixinho, tomando uma cervejinha e fazendo planos para o seu aniversário de 80 anos, que não deu tempo de ser comemorado.

No cemitério, várias famílias preparavam seus jazigos para o Dia de Finados, nesta quarta (2). Se viva estivesse, certamente minha mãe estaria fazendo o mesmo, especialmente, distribuindo flores nos túmulos de parentes e amigos. Mamãe era assim: doce com os vivos e os mortos.

Entre lágrimas, eu e meu velho pai repetimos o ritual, distribuindo flores, lembrando dos nossos mortos. Na saída, um coleirinho (também conhecido como coleirinha), um pássaro que não via desde a infância pousou em um dos túmulos.

Andamos mais alguns metros e meu pai apontou: “olha ali um periquito”. Mais adiante, avistamos um canário e, em seguida, um sabiá. E de repente, o cemitério estava pleno de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/11/1828237-mamae-era-assim-doce-com-os-vivos-e-com-os-mortos.shtml

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entrevistaEm 2012, 83% dos candidatos não receberam nenhum feedback.
Para 54%, retorno demonstra respeito a quem participou da entrevista.

Você se prepara, envia o currículo e tem a oportunidade de participar do processo seletivo da empresa. Mas, depois, não recebe nenhum e-mail ou telefonema com o resultado. Isso pode ser mais comum do que se imagina. Pesquisa realizada pelo site de empregos Curriculum mostra que 91% dos candidatos não recebem nenhuma resposta sobre a sua participação em uma entrevista de emprego.

Dentre os 9% que tiveram um feedback do selecionador, 31% relataram que o tempo médio para recebê-lo foi de até uma semana. Nesse grupo, mais de 70% responderam que não receberam explicações quando não foram aprovados no processo.

Questionados sobre o quão importante é ter uma resposta sobre uma seleção, 88% dos entrevistados disseram ser muito importante, 11% acharam importante e menos de 1% avaliaram como pouco importante.

A pesquisa levantou também os principais motivos que levam um profissional a desejar uma resposta sobre um processo seletivo. Para 54% dos entrevistados, o gesto demonstra respeito a quem participou da entrevista; 15% disseram que é ideal para não persistir no erro nas próximas vezes; outros 15% afirmaram que é para saber se têm chances numa futura oportunidade; 14% disseram que é para poder seguir em outras entrevistas de emprego; apenas 2% afirmaram que é para dar uma resposta a outro selecionador.

Segundo a Curriculum, mais de 9 mil profissionais participaram da pesquisa.

Resultados crescentes
Em 2012, a Curriculum realizou uma pesquisa com o mesmo tema. Os resultados mostraram que 83% dos candidatos não receberam nenhuma resposta dos selecionadores sobre o término do processo. Em comparação com 2014, houve um aumento de 8%.

Entre os profissionais que obtiveram um feedback naquela época (17%), a maioria disse que o tempo médio para retorno era de até uma semana, que se equipara ao resultado atual. No entanto, mais da metade (51%) disse que nunca recebeu nenhuma explicação sobre os motivos da não aprovação, um número relativamente menor que os 73% da recente pesquisa.

“Os resultados atuais se intensificaram e há um desequilíbrio entre a expectativa dos candidatos e a realidade do RH”, observa Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum.

Em geral, a pesquisa de 2012 já havia demonstrado a grande insatisfação dos candidatos pela falta de retorno do selecionador, uma vez que 98% deles afirmaram que gostariam de ter algum feedback para não persistir no erro nas próximas vezes, além de que compreendem que o gesto demonstraria consideração e respeito, os mesmos sentimentos verificados no levantamento atual.

Fonte: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2014/05/pesquisa-aponta-que-91-nao-tem-retorno-em-processos-seletivos.html

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Sensação de solidão acompanha perturbações do sono, hipertensão arterial, alteração do sistema imunológico e um aumento dos estados depressivos, diz estudo

Chicago – Praticar exercícios regularmente e evitar viver sozinho permite viver mais e melhor, garantem pesquisadores americanos.

“Sentir-se extremamente sozinho pode aumentar em 14% o risco de morte precoce em uma pessoa idosa. O impacto é tão nefasto quanto o fato de ser socialmente desfavorecido”, diz John Cacioppo, professor de Psicologia na Universidade de Chicago, citando uma análise de vários estudos científicos publicada em 2010.

Esses trabalhos, feitos com base em uma pesquisacom 20 mil pessoas, revelam que a sensação de solidão profunda está acompanhada de perturbações do sono, hipertensão arterial, alteração do sistema imunológico e um aumento dos estados depressivos.

A decisão de muitos aposentados americanos de se mudar para a Flórida (sudeste), onde o custo de vida é mais baixo, e viver “em um clima mais benigno, mas em um meio desconhecido, não é necessariamente uma boa ideia, se isto significa se afastar das pessoas às quais se está ligado afetivamente”, adverte o psicólogo, que apresentou neste domingo seus trabalhos durante conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, celebrada em Chicago (Illinois).

Com frequência, a solidão é acompanhada de vida sedentária, um fator que contribui para debilitar a saúde, acrescenta.

O exercício, mesmo que seja caminhar regularmente com algum ritmo, pode diminuir pela metade os riscos de doenças cardiovasculares e de desenvolver Mal de Alzheimer.

A atividade física também detém o envelhecimento normal do cérebro em pessoas idosas, explicou à AFP durante a conferência Kirk Erickson, professor de Psicologia da Universidade de Pittsburgh (Pensilvânia, leste).

Com a idade, o cérebro diminui e a atividade física permite melhorar o funcionamento geral e aumentar o volume do hipocampo em 2%, retardando, com isso, o envelhecimento, afirma Erickson, baseando-se principalmente em um estudo feito com 120 pessoas de 65 anos ou mais.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/evitar-a-solidao-e-se-exercitar-ajuda-a-viver-mais-e-melhor

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Ex-aluno de física e de filosofia da USP, Jorge Cândido de Assis carrega no corpo das marcas da esquizofrenia. Aos 21, durante uma crise, ele se jogou contra um trem do metrô e perdeu uma perna.

Hoje, aos 49 anos, cinco crises psicóticas, ele dá aulas sobre estigma em um curso de psiquiatria e acaba de lançar um livro no qual descreve a experiência de enlouquecer. “Entre a Razão e a Ilusão” (Artmed Editora) foi escrito em parceria com o psiquiatra Rodrigo Bressan e com a terapeuta Cecilia Cruz Villares, da Unifesp.

“Tive uma infância tranquila, jogando bola na rua. Aos 14 anos, entrei na escola técnica e já sabia trabalhar com eletricidade. Adorava física.

Em 1982, prestei vestibular para física na USP e não passei. Em 1983, fiz cursinho, prestei de novo e não passei.

Consegui uma bolsa no cursinho, passei perto e não entrei de novo. Foi um ano depressivo para mim. Eram os primeiros sinais da esquizofrenia, mas eu não sabia.

Eu me isolei, tinha delírios. O desfecho foi trágico. Numa manhã de domingo, entrei na estação do metrô Liberdade. Escutei uma voz: “Por que você não se mata?”. Me joguei na frente do trem.

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Acordei três dias depois no hospital sem a minha perna direita. Tinha 21 anos.

Foi bem sofrido, mas coloquei toda minha energia e determinação na reabilitação. Quatro meses depois, já estava com a prótese.

Sozinho, voltei a estudar para o vestibular e passei em física e fisioterapia na Universidade Federal de São Carlos. Meu sonho era desenvolver uma prótese melhor e mais barata do que as versões que existiam naquela época.

Um dia, em 1987, cheguei em casa e ela havia sido arrombada. Tive que ir até a delegacia dar queixa e reconhecer os objetos furtados.
Isso desencadeou a segunda crise psicótica. Tinha delírios de grandeza, alucinação, mania de perseguição.

Fui internado em Itapira durante um mês. Saí de lá com diagnóstico de esquizofrenia, medicado mas sem encaminhamento. Um dos remédios causava enrijecimento da musculatura e eu não conseguia escrever. Então parei de tomar a medicação e comecei a fazer tratamento em centro espírita.

Voltei a estudar em São Carlos. Depois da crise, perdi muitos amigos por puro estigma. Comecei a trabalhar, paralelamente aos estudos, mas ficou pesado demais. Preferi desistir do curso.

Em 1993, prestei vestibular na USP e passei. Foi mágico, a realização de um sonho. Continuei trabalhando, mas cheguei num ponto de saturação e desisti do curso.

Minha vida foi perdendo o sentido, vivia por viver. Me sentia vazio de emoções.

Nesse período, fazia parte de um grupo de pesquisa na USP. Mas, por uma série de divergências, o grupo se desfez. Ao mesmo tempo, meu namoro acabou. Esses dois fatores desencadearam minha terceira crise.

Foi uma crise também com delírios, alucinações, isolamento. Fiquei um mês internado. Foi aí que comecei a me tratar de esquizofrenia de fato. Além das medicações, fazia psicoterapia, terapia ocupacional e prestei vestibular para filosofia na USP. Passei. Sentia-me tão bem que disse: “Superei a esquizofrenia. Vou parar com os remédios”.

Minha mãe morreu em 2002 e, em seguida, tive a minha quarta crise, que também foi controlada com remédios. É como começar do zero.

Entre 2003 e 2007, participei de um grupo de pacientes com esquizofrenia em que discutíamos a doença, as vivências, as formas de comunicação. Em 2005, o [psiquiatra] Rodrigo Bressan me convidou para participar das aulas dele contando a minha experiência pessoal, sobre o estigma. Em 2007, surgiu o projeto do livro sobre direitos de pacientes com esquizofrenia.

Foi um processo de criação intenso durante 18 meses. Em 2008, o Rodrigo me convidou para deixar de ser paciente e entrar para a equipe dele. Foi uma grande oportunidade.

No início do ano passado, fui palestrar em Londres sobre o nosso trabalho. Quando estava voltando, fizemos uma escala em Madri.

Sentia muita dor na perna e pedi uma cadeira de rodas. Esperei e nada.

Tirei a perna mecânica, coloquei na bolsa e fui pulando até a sala de embarque. Todo esse estresse me levou à quinta crise. Ela foi rapidamente controlada, mas é um processo difícil retomar a rotina anterior, ressignificar as coisas para que a vida faça sentido.

Depois das crises, tenho que renascer das cinzas. Muitas pessoas desistem. Precisa de uma grande dose de esforço para reconstruir a vida.

A medicação ajuda, mas não é garantia. Consigo lidar com as demandas da vida, mas nunca sei se o que sinto é ou não da doença.

Não ouço mais vozes, mas tenho autorreferência. Penso que tudo ao meu redor tem a ver comigo. Se ouço um barulhinho lá fora, acho que pode ter câmera escondida.

Se as pessoas estão conversando no corredor, acho que estão falando sobre mim.

O delírio é inquestionável, você acredita nele. Mas tenho clareza do que é autorreferência, deixo para lá.

Tenho que saber os meus limites. O referencial para a gente é o mundo exterior, a relação das pessoas.

Muitas vezes, o início das crises não é percebido. Por isso é importante dividir com o médico, com a família.

O estigma também é muito prejudicial. Ser apontado como o louco ou ser desacreditado só piora. A esquizofrenia é uma doença crônica, que afeta as emoções, os relacionamentos, as vontades.

Tenho sorte de ter uma família unida, que me apoia. Isso dá sentido à minha vida.

Olho para trás e confesso que me sinto frustrado por ter começado duas vezes física, em duas das melhores universidades, e não ter concluído.

Mas fico feliz com o trabalho de poder ajudar outras pessoas com a minha história. As pessoas sofrem no Brasil pela falta de locais para a troca de informações.

Minha meta agora é construir uma rede de associações de apoio a pacientes com esquizofrenia.

Eu não sou só a doença, e a doença não me define.

Tenho que lidar com a esquizofrenia, mas ela não é a parte mais fundamental da minha vida.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/06/1295600-esquizofrenico-registra-em-livro-a-experiencia-de-enlouquecer.shtml

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Acumulação compulsiva de objetos ou episódios de descontrole comportamental em adolescentes são exemplos de sintomas de novos transtornos mentais.

10134251Diversas atitudes e sentimentos até agora considerados normais passarão a ser classificados como doença mental pela nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM-5, na sigla em inglês), conhecido como a “Bíblia da psiquiatria”, que será lançada neste fim de semana pela Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, ou APA, na sigla em inglês).

Usados por médicos do mundo todo, inclusive do Brasil, o DSM traz uma lista de sintomas relacionado a cada doença e estabelece quantos são necessários para que um paciente seja diagnosticado com determinado transtorno mental.

Segundo críticos, a nova edição reduz o número de sintomas para o diagnóstico de alguns transtornos, além de ampliar o número de doenças, o que aumentaria os diagnósticos e, consequentemente, o uso de medicamentos e o mercado para a indústria farmacêutica.

Enquanto algumas alterações no manual – que está em sua quinta edição, a primeira desde 1994 – têm sido recebidas de maneira positiva, ou pelo menos indiferente, muitas vêm provocando críticas e discussões exaltadas.

Uma das mudanças mais polêmicas está relacionada ao diagnóstico de depressão. Na edição anterior do DSM, pacientes que estavam em luto eram excluídos do diagnóstico, mesmo que apresentassem os sintomas, a não ser que o comportamento persistisse por mais de dois meses. Agora, após duas semanas, mesmo em luto, o paciente poderá receber diagnóstico de depressão.

Outra alteração controversa diz respeito aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

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O número de sintomas permanece o mesmo. São 18, divididos em dois grupos – falta de atenção e hiperatividade/impulsividade -, e é preciso apresentar pelo menos seis sintomas em um dos grupos para receber o diagnóstico. No entanto, a idade para o surgimento dos sintomas, que era de até sete anos, passou a ser de até 12.

No caso da Síndrome de Asperger, a crítica é pelo fato de a doença ter sido transformada em um subtipo de autismo, incluída em uma nova categoria chamada de Transtorno do Espectro Autista.

Ao longo de sua trajetória, o DSM já foi alvo de muitas polêmicas. Até a década de 1970, por exemplo, o manual classificava a homossexualidade como doença.

Veja abaixo algumas das novas doenças classificadas pelo DSM-5:

Compulsão alimentar
O Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, no qual a pessoa devora quantidades excessivas de comida descontroladamente e em um período delimitado, de até duas horas, passará a ser considerado uma doença mental. Pessoas que registrarem esse tipo de comportamento pelo menos uma vez por semana durante três meses poderão ser diagnosticadas com a doença.

A compulsão alimentar já aparecia no apêndice da edição anterior do DSM, o que indicava a necessidade de pesquisas adicionais antes de definir o problema como uma doença. Segundo a Associação Americana de Psiquiatria, após extensas pesquisas, os resultados sustentam “a validade e a utilidade clínica” de definir o transtorno como uma nova doença.

twm020Distúrbio de Hoarding
A acumulação compulsiva – e a incapacidade de se desfazer – de objetos, inclusive lixo, conhecida como “hoarding” em inglês, era até agora considerada um sintoma do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

A nova edição do DSM define esse tipo de comportamento como uma doença separada, caracterizada pela “dificuldade persistente de se desfazer ou se separar de suas posses, independentemente de seu valor real”.

Provocar escoriação da pele
Esse transtorno, chamado de “skin-picking” em inglês, consiste em cutucar a pele constantemente, o que resulta em ferimentos. A nova doença foi incluída no capítulo sobre transtornos obsessivos-compulsivos e doenças relacionadas.

Transtorno Disfórico Pré-Menstrual
Considerado uma forma mais grave de TPM (Tensão Pré-Menstrual), o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual figurava no apêndice da edição anterior do DSM, indicando a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. No DSM-5, é classificado como uma doença mental, com base em “sólidas evidências científicas”, segundo a Associação Americana de Psiquiatria.

Os sintomas da doença incluem tensão, alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, raiva, tristeza, letargia, mudanças no apetite e insônia, entre outros, manifestados nas duas últimas semanas do ciclo menstrual, durante a maioria dos ciclos menstruais do último ano.

Transtorno disruptivo de desregulação do humor
Crianças ou adolescentes de até 18 anos de idade que apresentam ‘irritabilidade persistente e episódios frequentes de extremo descontrole comportamental’ em um período de pelo menos três vezes por semana, ao longo de um ano, poderão ser diagnosticadas com esta nova doença.

A Associação Americana de Psiquiatria diz que decidiu incluir o novo diagnóstico no DSM-5 em resposta aos temores sobre a possibilidade de um excesso de diagnósticos e tratamento de transtorno bipolar em crianças – é cada vez maior o número de crianças diagnosticadas com transtorno bipolar nos EUA.

A criação desse novo diagnóstico alternativo teria o objetivo de evitar esse número crescente de crianças sendo medicadas para transtorno bipolar, às vezes com base em um diagnóstico errado. No entanto, a decisão vem cercada de muita polêmica.

“Meu temor é que crianças normais com ataques de birra sejam diagnosticadas equivocadamente e recebam medicação inapropriada”, diz o psiquiatra Allen Frances, que comandou a força-tarefa responsável pela quarta edição do DSM.

Professor emérito da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Frances é um dos maiores críticos do DSM-5. “O DSM-5 corre o risco de tornar uma situação que já é ruim muito pior”, escreveu Frances em seu blog no portal de notícias “The Huffington Post”.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/05/conheca-algumas-das-novas-doencas-da-biblia-da-psiquiatria.html

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A declaração recente de uma celebridade do esporte, uma peça em cartaz e novas pesquisas científicas trazem de volta à cena o lado mais pop do TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo.

O famoso da vez a assumir publicamente que tem o transtorno é o ginasta Diego Hypólito, 26. No mundo das artes, peças como “Toc Toc”, em cartaz em São Paulo, e personagens como Sheldon Cooper, da série “Big Band Theory”, fazem que o nome e os sintomas da doença estejam na boca do povo.

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A popularidade é impulsionada porque quase todas as pessoas se acham um pouco portadoras do transtorno. E quem não tem uma tia, um amigo ou um parceiro com alguma maniazinha excessiva de limpeza ou de arrumação?

“Pensamentos indesejados e rituais todo mundo tem. A pessoa pode até achar estranho, mas para por aí. A questão é como eles interferem no cotidiano e quanto sofrimento trazem”, diz a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc (Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo), do Instituto de Psiquiatria da USP.

Diego Hypólito conta que tinha os sintomas desde o início da adolescência, mas só aos 18 anos se deu conta de que os rituais o atrapalhavam.

“Às vezes as pessoas nem notavam, mas desde a hora em que eu acordava era um monte de coisa que eu tinha de fazer. Começou a me incomodar”, diz o atleta.
Ao perceber isso, Hypólito foi tratar o problema em terapia. Mas a maioria das pessoas demora mais para procurar ajuda.

“Há um caso de paciente que demorou mais de 40 anos para procurar tratamento. E é comum as pessoas passarem dez anos sofrendo sem procurar ajuda”, afirma a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, do Centro de Assistência, Ensino e Pesquisa do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Unifesp.

E isso mesmo com toda a exposição dos sintomas da doenças no cinema e na TV.

“O transtorno pode ter caído nas graças da indústria de entretenimento, ficou mais fácil as pessoas aceitarem. Aí vira pop, fica até chique dizer ‘eu tenho TOC’. Isso pode ajudar a diminuir o preconceito, mas não dá para banalizar, achar que não é sério”, diz Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Visto nas telas e nos palcos, dá até para rir do problema –os próprios pacientes consideram muitos de seus hábitos ridículos ou bizarros–, mas na vida real não é tão engraçado assim.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Unesp mostrou que 33% das pessoas com TOC já pensaram em suicídio e 11% já tinham tentado se matar de fato.

“As pessoas não levam a sério porque não imaginam o grau de incapacitação e a dor que a doença pode causar”, diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1266817-transtorno-obsessivo-compulsivo-e-pop-mas-faz-da-vida-um-inferno.shtml

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13049284Rachel Hope, 41, tem 1,75 m de altura e gosta de ioga, dança e artes marciais. Corretora imobiliária e jornalista “free-lancer” em Los Angeles, ela procura um homem que more perto dela, seja saudável, tenha boa forma física e seja “bem resolvido financeiramente”, em suas palavras.

Parker Williams, 42, é fundador da empresa de leilões de caridade QTheory e parece ser um bom candidato. Com 1,90 m, Williams é ex-modelo, gosta de animais, pratica esportes e é tranquilo, carinhoso e organizado.

Nenhum dos dois está interessado num relacionamento romântico. Mas ambos querem um filho. Por isso, estão discutindo seriamente a possibilidade de ter e criar um filho juntos. Não vem ao caso o fato de Parker Williams ser gay, nem que os dois só se conheceram em outubro passado, quando se encontraram no site Modamily.com, voltado para pessoas que procuram outras com quem possam ser pais ou mães.

Williams e Hope fazem parte de um novo tipo de pessoas que procuram pares on-line -pessoas que estão à procura não do amor, mas de um parceiro com quem construir uma família. Nos últimos anos, surgiram várias redes sociais dedicadas a ajudá-las, como a PollenTree.com, a Coparents.com, a Co-ParentMatch.com e a MyAlternativeFamily.com, além da Modamily.

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“Enquanto algumas pessoas optam pela chamada ‘produção independente’, outras analisam as pressões de horário, os problemas financeiros e a falta de um parceiro emocional e decidem que criar um filho sozinho é trabalhoso demais e não faria bem nem para elas nem para a criança”, contou Darren Spedale, fundador do site de parcerias Family by Design. “Se você pode compartilhar o apoio e os altos e baixos com outra pessoa, essa é uma opção muito mais interessante para a criação dos filhos.”

Os sites propõem algo que pode parecer uma alternativa interessante à barriga de aluguel, à adoção ou à simples doação de esperma. Dawn Pieke, 43, é gerente de vendas em Omaha, no Estado de Nebraska. Sua filha, Indigo, nasceu em outubro. Ela conheceu o pai de Indigo, Fabian Blue, em junho de 2011 numa página do Facebook da Co-parents.net. Pieke tinha medo de ter um filho sozinha, pois, explicou, “eu mesma cresci sem meu pai”. Ela queria alguém com quem pudesse dividir as dificuldades da criação de um filho.

Fabian Blue contou que antes tinha pensado em adotar. “Mas achei que ninguém deixaria um gay solteiro adotar uma criança”, explicou. Pieke e Blue se conheceram pessoalmente no Dia de Ação de Graças de 2011. Em seguida, leram os registros médicos um do outro e submeteram-se a exames de fertilidade. Blue mudou para um quarto na casa de Pieke. “Quatro semanas mais tarde, ele me entregou uma amostra de sêmen, a gente se abraçou, e eu fui para o meu quarto e me inseminei”, conta Pieke.

Os dois não chegaram a redigir um acordo legal e concordam que isso foi pouco sensato. “Há tantas coisas em que eu não pensei. Por exemplo, até onde vai minha responsabilidade financeira? O que acontece se eu perder o meu emprego? E se ele perder o dele?”

As leis relativas às parcerias parentais variam de Estado para Estado americano. Em 2008, um tribunal do Novo México decidiu contra um doador de esperma que tinha concordado em pagar certo valor a título de pensão alimentícia do filho, mas se negou a continuar quando o valor subiu.

No ano passado, um tribunal da Califórnia decidiu em favor de um doador de esperma texano processado para que pagasse pensão alimentícia.

Mesmo um documento legal nem sempre tem força de lei. “Os tribunais irão se pautar pelo que melhor atender aos interesses da criança”, explicou o advogado Bill Singer, de Belle Mead, em Nova Jersey.

157673159Colin Weil e a mãe de sua filha de dois anos, Stella, redigiram um contrato antes de a mãe engravidar. Weil, que tem 46 anos e é gay, conheceu a mãe de Stella, que pediu que seu nome não fosse divulgado, em outubro de 2009 por meio de um amigo mútuo. Hoje Stella passa uma noite por semana com Weil, e o plano deles é que o número de noites aumente.

“Quando você pensa no conceito de aldeia e de como a aldeia fez parte da criação dos filhos em tantas sociedades, por tantos milhares de anos, isso faz todo sentido”, comentou Weil. “A ideia de que duas pessoas -o que dirá uma- crie um filho sem o apoio da aldeia não faz sentido.”

Mas Elizabeth Marquadt, diretora do Centro Matrimonial e Familiar do Instituto de Valores Americanos, um grupo não partidário em Nova York, discorda. “É uma ideia péssima, propositalmente obrigando uma criança a ser criada em dois mundos diferentes, com pais que nem sequer tentaram formar uma união amorosa entre eles.”

Outros acham que as parcerias parentais poupam o filho da dor de um futuro divórcio. “Do meu ponto de vista como pesquisadora, não acho que um relacionamento romântico seja necessário para que haja um bom relacionamento coparental”, opinou a professora Sarah J. Schoppe-Sullivan, da universidade Ohio State.

Essas parcerias também encorajam as pessoas a refletir e discutir uma filosofia de criação dos filhos com antecedência, algo que muitos casais tradicionais não fazem. Rachel Hope, que já tem dois filhos (de 22 anos e quatro anos) de relacionamentos coparentais anteriores, disse que encontrou apenas “homens cultos e desejáveis” quando buscou seu terceiro parceiro. “O importante é saber se poderemos nos relacionar, refletir com cuidado e tomar uma decisão lógica e racional para meus filhos futuros que ainda não nasceram.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1232497-solteiros-que-querem-ter-filhos-biologicos-criam-um-novo-tipo-de-familia.shtml

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Cercada de mitos, a psicopatia nem sempre está associada à violência e, ao contrário do que se imagina, pode ser tratada.

dighannibalO termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada.

Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.

Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos.

Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.

No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa.

Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos.

Não é de surpreender, portanto, que haja um grande número de psicopatas nas prisões. Estudos indicam que cerca de 25% dos prisioneiros americanos se enquadram nos critérios diagnósticos para psicopatia. No entanto, as pesquisas sugerem também que uma quantidade considerável dessas pessoas está livre.

Alguns pesquisadores acreditam que muitos sejam bem-sucedidos profissionalmente e ocupem posições de destaque na política, nos negócios ou nas artes.

Especialistas garantem que a maioria dos psicopatas é homem, mas os motivos para esta desproporção entre os sexos são desconhecidos.

A freqüência na população é aparentemente a mesma no Ocidente e no Oriente, inclusive em culturas menos expostas às mídias modernas.

Em um estudo de 1976 a antropóloga americana Jane M. Murphy, na época na Universidade Harvard, analisou um grupo indígena, conhecido como inuíte, que vive no norte do Canadá, próximo ao estreito de Bering. Falantes do yupik, eles usam o termo kunlangeta para descrever “um homem que mente de forma contumaz, trapaceia e rouba coisas e (…) se aproveita sexualmente de muitas mulheres; alguém que não se presta a reprimendas e é sempre trazido aos anciãos para ser punido”. Quando Murphy perguntou a um inuit o que o grupo normalmente faria com um kunlangeta, ele respondeu: “Alguém o empurraria para a morte quando ninguém estivesse olhando”.

O instrumento mais usado entre os especialistas para diagnosticar a psicopatia é o teste Psychopathy checklist-revised (PCL-R), desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert D. Hare, da Universidade da Colúmbia Britânica. O método inclui uma entrevista padronizada com os pacientes e o levantamento do seu histórico pessoal, inclusive dos antecedentes criminais.

O PCL-R revela três grandes grupos de características que geralmente aparecem sobrepostas, mas podem ser analisadas separadamente: deficiências de caráter (como sentimento de superioridade e megalomania), ausência de culpa ou empatia e comportamentos impulsivos ou criminosos (incluindo promiscuidade sexual e prática de furtos).

Três mitosdv1954033

Apesar das pesquisas realizadas nas últimas décadas, três grandes equívocos sobre o conceito de psicopatia persistem entre os leigos.

O primeiro é a crença de que todos os psicopatas são violentos.

Estudos coordenados por diversos pesquisadores, entre eles o psicólogo americano Randall T. Salekin, da Universidade do Alabama, indicam que, de fato, é comum que essas pessoas recorram à violência física e sexual.

Além disso, alguns serial killers já acompanhados manifestavam muitos traços psicopáticos, como a capacidade de encantar o interlocutor desprevenido e a total ausência de culpa e empatia. No entanto, a maioria dos psicopatas não é violenta e grande parte das pessoas violentas não é psicopata.

Dias depois do incidente da Universidade Virginia Tech, em 16 de abril de 2007, em que o estudante Seung-Hui Cho cometeu vários assassinatos e depois se suicidou, muitos jornalistas descreveram o assassino como “psicopata”. O rapaz, porém, exibia poucos traços de psicopatia. Quem o conheceu descreveu o jovem como extremamente tímido e retraído.

Infelizmente, a quarta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-IV-TR) reforça ainda mais a confusão entre psicopatia e violência. Nele o transtorno de personalidade anti-social (TPAS), caracterizado por longo histórico de comportamento criminoso e muitas vezes agressivo, é considerado sinônimo de psicopatia. Porém, comprovadamente há poucas coincidências entre as duas condições.

O segundo mito diz que todos os psicopatas sofrem de psicose. Ao contrário dos casos de pessoas com transtornos psicóticos, em que é freqüente a perda de contato com a realidade, os psicopatas são quase sempre muito racionais.

Eles sabem muito bem que suas ações imprudentes ou ilegais são condenáveis pela sociedade, mas desconsideram tal fato com uma indiferença assustadora.

Além disso, os psicóticos raramente são psicopatas.O terceiro equívoco em relação ao conceito de psicopatia está na suposição de que é um problema sem tratamento.

No seriado Família Soprano, dra. Melfi, a psiquiatra que acompanha o mafioso Tony Soprano, encerra o tratamento psicoterápico porque um colega a convence de que o paciente era um psicopata clássico e, portanto, intratável.

Diversos comportamentos de Tony, entretanto, como a lealdade à família e o apego emocional a um grupo de patos que ocuparam a sua piscina, tornam a decisão da terapeuta injustificável.

Embora os psicopatas raramente se sintam motivados para buscar tratamento, uma pesquisa feita pela psicóloga Jennifer Skeem, da Universidade da Califórnia em Irvine, sugere que essas pessoas podem se beneficiar da psicoterapia como qualquer outra.

Mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, a terapia pode ajudar a pessoa a respeitar regras sociais e prevenir atos criminosos.

Fonte:

http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata_.html

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Perfeição só existe em filmes e em contos de fadas. Quanto tempo ainda levaremos para compreender isso?

Os relacionamentos são um espaço de crescimento, existem para trazer à tona, em cada um dos parceiros, aquilo que precisa ser transformado, melhorado, curado. Assim, pressupõe-se que um relacionamento precise ser necessariamente imperfeito para cumprir sua função.

Uma relação perfeita, sem atritos, sem discordâncias, de nada serviria no sentido de proporcionar um espaço evolutivo onde cada um dos parceiros acabará por se transformar em alguém melhor.

Parece óbvio, mas não é o que se observa no dia a dia. Olho ao redor e vejo nos casais o desejo imaturo de encontrar no relacionamento um espaço feito unicamente de leveza, prazer e divertimento. É verdade que no começo costuma ser assim. Mas na medida em que a relação se aprofunda, começam a vir à tona aspectos mais profundos, muitas vezes sombrios, de cada um dos parceiros.

Não é difícil amar nossa luz, nossa alegria, nossas partes mais belas. Difícil mesmo é amar uma pessoa por inteiro. Luz e sombra. Qualidades e defeitos. Amar o SER, de verdade, a carne nua e crua, que é o material de que somos feitos, todos nós. Não há um único ser humano perfeito circulando por aí. Somos todos falhos, com áreas a serem transformadas, com desafios que os relacionamentos trazem à tona. O momento do surgimento da sombra é quando a maior parte dos relacionamentos entra em uma espiral autodestrutiva.

A boa qualidade de um relacionamento é diretamente proporcional à capacidade de seus integrantes de aceitarem, acolherem e lidarem com os aspectos sombrios que, cedo ou tarde, aparecerão. É aí que podemos ver se o tão alardeado amor existia de verdade.

Não é fácil lidar com a sombra. “Nossa sombra é feita de pensamentos, emoções e impulsos que julgamos excessivamente dolorosos, constrangedores ou desagradáveis de aceitar. Portanto, em vez de lidar com eles, nós os reprimimos — e os lacramos em alguma parte de nossa psique (mente), para que não seja preciso sentir o peso e a vergonha que carregamos por conta deles.”fonte: o livro O Efeito da Sombra, Deepak Chopra.

No entanto, não há como estabelecer um relacionamento profundo e duradouro sem que esse espaço onde moram as sombras seja tocado. Inevitavelmente, cedo ou tarde, as sombras surgirão, como fantasmas, a assombrar o relacionamento. Nesse momento há que se fazer uma escolha. Ou os parceiros se unem na tarefa de exorcizar a sombra, ou se permitem ser afastados por ela. Uma relação profunda e verdadeira precisará, necessariamente, passar pelo enfrentamento dessa etapa.

Assim, afirmo que o verdadeiro amor não é para todos. Há que se ter coragem e força para enfrentar a nossa própria escuridão. Há que se ter olhos capazes de atravessar a escuridão alheia em busca da luz que mora dentro desse ser humano, divino e imperfeito, com o qual nos relacionamos. Há que se ser capaz de atravessar as ilusões e, aceitando a realidade, só assim nos tornaremos capazes de encontrar o verdadeiro amor.

“Somente quando temos coragem para enfrentar as coisas exatamente como elas são, sem qualquer autoengano ou ilusão, é que uma luz surgirá dos acontecimentos, pela qual o caminho do sucesso poderá ser reconhecido.”
I Ching

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/perfeicao_no_relacionamento_amoroso.htm

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Recrutadores sabem que há tímidos em seleções e, muitas vezes, é por eles que as empresas procuram.

A timidez é uma característica que acompanha a pessoa durante a vida. Ser envergonhado é uma estratégia de proteção gerada, muitas vezes, por insegurança e certos níveis atrapalham a conquista de novas experiências. O tímido sofre quando se sente exposto ou pressionado a tomar decisões. Em muitos momentos, essa característica é encarada como um defeito por quem a possui. A coach Fernanda Barcellos conta que os tímidos têm consciência dessa condição e admitem que se privam de certas experiências por vergonha. “A principal questão dessas pessoas é lidar com a frustração que sentem quando perdem uma oportunidade.”

Uma das situações mais preocupantes para o tímido é a hora de conseguir um emprego. O objetivo dos processos seletivos é conhecer os candidatos e suas habilidades. Como passar por isso sem se expor? Não há muitas alternativas. As temidas dinâmicas são encaradas como uma tortura medieval, mas falar muito e tomar a liderança nem sempre garante a qualificação. “Os profissionais que realizam a seleção estão preparados para observar todos os perfis durante as atividades, inclusive os tímidos. Eles não costumam ter muita iniciativa de liderança, mas são observadores e executam tarefas com primor”, afirma Fernanda.

Para ficar calmo, prepare-se
O que é encarado como um defeito pode ser um trunfo. “O tímido precisa se preparar, ensaiar. Por isso, há muitos tímidos que se tornam grandes atores e ninguém acredita que são envergonhados. Se tudo estiver ensaiado, não há o que temer”, diz a coach.

Não é possível prever o que será perguntado em uma entrevista, mas o candidato pode e deve se preparar. A psicóloga e coordenadora de carreiras do IBMEC, Jaqueline Silveira, explica que o tímido deve estudar seu currículo, a vaga e a empresa. “Se ele conhecer bem suas competências, souber que é adequado para a vaga e tiver informações sobre a contratante, o recrutador perceberá que ele se preparou e a timidez ficará em segundo plano. Não precisa falar muito, mas bem”, diz.

Algumas empresas criam novas alternativas para auxiliar no processo de seleção, como solicitar que o candidato produza um vídeo de apresentação ou fazer a análise dos perfis dos concorrentes nas redes sociais (clique aqui e saiba como usá-las a seu favor). À primeira vista é um método invasivo, mas as especialistas concordam que estes sistemas podem beneficiar o tímido. “Ele poderá fazer o vídeo, assistir, fazer novamente e quantas vezes forem necessárias, até que se sinta satisfeito”, diz Jaqueline. A coach Fernanda concorda:  “É uma forma de ensaio. O medo de lidar com o imprevisto e a pressão diminuem a cada tentativa, até que ele fique completamente relaxado.”

Um futuro nada tímido
A coach Fernanda Barcellos afirma que embora os tímidos sofram durante os processos seletivos, eles podem se destacar muito em um emprego. “A timidez é um mecanismo de defesa, por isso, eles sempre se protegem, de modo que são muito atentos e responsáveis”, conta. Uma das características do tímido é perder oportunidades quando precisam tomar uma decisão rápida. Inseguros, eles preferem se planejar e pensar em todas as hipóteses antes de uma decisão. Se na entrevista este ritmo pode ser prejudicial, em um ambiente corporativo onde tudo deve ser planejado e preciso, a característica se torna uma grande vantagem.

“Dependendo do tipo de trabalho que o tímido desempenha, ele pode ficar anos em um lugar e ninguém perceber essa característica. Isso porque, uma vez que ele está confortável no ambiente, consegue desempenhar as atividades normalmente”, explica a coach. A psicóloga e coordenadora de carreiras do IBMEC, Jaqueline Silveira, afirma que o tímido se dá muito bem com planos de carreira e em avaliações a longo prazo. “Um profissional envergonhado não gosta de ser exposto e, por isso, quando tem as próximas etapas bem definidas, se sai bem.”

Sofrer durante o processo de seleção pode valer a pena, principalmente se a empresa oferecer um plano de carreira bem estruturado. “O tímido costuma ficar fora de fofocas, não dá muita atenção para intrigas de grupinhos e com isso preserva sua imagem”, diz Jaqueline. A coach Fernanda completa que “na hora de receber uma promoção, os envergonhados podem sair na frente da concorrência porque costumam ter um histórico impecável.”

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/03/09/temida-dinamica-de-grupo-pode-ser-trunfo-dos-timidos-na-batalha-por-um-emprego.htm

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