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A medicina psicossomática deixou de ser um ramo de segunda classe. A influência dos sentimentos sobre a saúde física nunca foi tão pesquisada e o controle das perturbações psíquicas entrou para os receituários clínicos.

É quase certo que, ao demonstrar um desconforto físico, você já tenha ouvido que está “somatizando”. Mas o que é exatamente somatização? Trata-se de um processo pelo qual, distúrbios de origem psíquica, emocional, traduzem-se em mal-estar, com ou sem causa orgânica definida. Os dez problemas mais relatados pelos somatizadores são dor no peito, fadiga, tontura, dor de cabeça, inchaço, dor nas costas, falta de ar, insônia, dor abdominal e torpor. Não faz tanto tempo assim, a esmagadora maioria dos médicos ocidentais relegava tais pacientes ao limbo de um ramo até então pouco prestigiado da psiquiatria e psicologia – o da medicina psicossomática. Mas esse quadro começa a mudar.

Muitos clínicos estão dando mais atenção aos quadros de somatização. Pode-se dizer que a medicina ocidental está revendo o dogma de que sintomas só são passíveis de tratamento se originados em problemas físicos descritos cientificamente. Nesse caminho, segue a trilha da antiga medicina oriental, segundo a qual um sintoma, mesmo sem causa orgânica suficientemente identificada, é, em si, um desequilíbrio a ser curado.

Atualmente, os médicos fazem uma distinção entre transtorno somatoforme e somatização. O primeiro caracteriza-se por queixas físicas recorrentes, mas sem causas detectáveis por exames clínicos ou de origem. É o caso por exemplo, de um paciente que reclama de dores de estômago, mas, submetido a uma endoscopia, não apresenta nenhuma lesão nesse órgão. Para que a doença seja diagnosticada como um transtorno somatoforme, é preciso que a pessoa exiba um ou mais sintomas por um período mínimo de seis meses. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 20% da população do planeta manifesta quadros da doença. “Os sintomas são reais. O sofrimento desses pacientes não é menor do que o daqueles que apresentam problemas com causas orgânicas bem definidas”, disse a VEJA a psiquiatra americana Lesley Allen, especialista no assunto.

A palavra somatização, por sua vez, hoje é usada especificamente para as doenças identificáveis por meio de exames, desencadeadas por sobrecarga emocional. Certas doenças têm um componente fortemente somático. É o caso de asma, úlceras, fibromialgia, gastrite, alergias e herpes, principalmente. As situações que mais deflagram respostas somáticas são as de stress decorrente de um luto ou de uma separação conjugal. Para não falar da onipresente depressão, é claro. “Na verdade, não existe um só sentimento que não tenha uma repercussão física. O que varia é a intensidade da emoção e a vulnerabilidade do corpo”, afirma o psiquiatra Geraldo Ballone, de Campinas.

Não se pode incorrer no simplismo de afirmar, como fazem alguns psicólogos, que toda e qualquer doença tem origem nos sentimentos. “Mas é provável que, por determinação genética, haja pessoas mais propensas a ficar doentes por causa de emoções excessivas”, diz o psiquiatra Mario Alfredo De Marco, da Universidade Federal de São Paulo. A mesma situação pode ser mais desgastante para uma pessoa e menos para outra, não apenas pelo perfil psicológico de cada uma, mas por efeito de uma tendência genética para reações hormonais mais ou menos fortes. Fatores culturais também são relevantes. Um levantamento aponta que os brasileiros estão entre os campeões de somatização. “Comportamentos histriônicos ou contidos demais podem resultar no aparecimento de afecções”, diz o psiquiatra Bombana.

Estudos mostram que um bom suporte afetivo e determinados tipos de terapia psicológica são capazes de melhorar a resposta imunológica até mesmo em pacientes de câncer. Uma das linhas de pesquisa mais avançadas nessa área é a da professora americana Lesley Allen. Ela defende a terapia cognitivo- comportamental, associada a técnicas de relaxamento, exercícios moderados e uso de antidepressivos, para diminuir a severidade dos sintomas entre os somatizadores. Os antidepressivos, aliás, têm fornecido resultados surpreendentes. Pacientes tratados com esses remédios apresentaram uma redução considerável nas idas ao médico, especialmente aqueles que sofriam da síndrome da fadiga crônica, distúrbio recorrente entre os somatizadores.

Outra linha de pesquisa também começa a esboçar-se. No início de novembro passado, a equipe do pesquisador Hitoshi Sakano, da Universidade de Tóquio, criou em laboratório ratos que não têm medo de gatos. Por meio de alterações genéticas, os cientistas conseguiram remover determinadas células do sistema olfativo dos roedores, responsáveis por detectar a presença de ameaças. Ao terem esse grupo de células desligado, as cobaias aproximaram-se de um gato sem manifestar pavor.

Não se trata, é claro, de demonizar o lado sentimental. De sugerir que todos sejamos robôs gélidos. Tanto os sentimentos bons quanto os ruins foram – e são – fundamentais para a preservação da espécie, como demonstrou o naturalista inglês Charles Darwin, o primeiro a estudar de forma abrangente a influência das emoções instintivas no processo evolutivo. Se elas nos trouxeram até aqui, compreendê-las pode nos levar ainda mais longe do ponto de vista da saúde física. Na falta da pílula mágica que tudo amenize ou controle (e com a qual sonhava até mesmo Sigmund Freud, o pai da psicanálise), cabe a todos nós tentar evitar que sejamos possuídos por sentimentos que reduzem em sofrimento físico. Expressá-los sem medo é uma boa medida. Dito assim, parece simples. Não é. Até mesmo os pacientes mais articulados encontram dificuldades ao traduzir seus sentimentos em palavras.

Fonte: http://veja.abril.com.br/051207/p_160.shtml

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Qual é a diferença entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista?

Resumidamente: o psiquiatra é um médico, o psicólogo tem formação superior em psicologia e o psicanalista é um profissional que segue a escola de análise mental criada pelo médico austríaco Sigmund Freud. De semelhante, pode-se dizer que todos eles se dedicam a estudar a cabeça das pessoas. A partir de sessões de conversas com seus pacientes, o psicanalista se propõe a analisar suas mentes e ajudá-los a resolver seus problemas. Tanto o psicólogo quanto o psiquiatra podem escolher a psicanálise como suporte teórico para seu trabalho.

Por definição, a psicologia é o estudo científico do pensamento, percepção, emoção, aprendizagem e comportamento dos seres humanos. Isso quer dizer que o psicólogo analisa a forma com que as pessoas registram o mundo à sua volta. “Ele pode usar a psicoterapia como seu instrumento de trabalho, mas ela é só uma das muitas formas de intervenção psicológica”, afima Ana Mercês Bahia Bock, presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo. Já a psiquiatria é uma especialização médica que busca tratar doenças mentais. O psiquiatra está apto a prescrever medicações e determinar internações.

Fonte: http://super.abril.com.br/super2/superarquivo/2004/conteudo_124294.shtml

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A psicoterapia é um espaço favorável ao crescimento pessoal, privilegiando a criação da intimidade consigo mesmo, de estabelecer diálogos construtivos, abrir novos canais de comunicação, de reavaliar comportamentos transformando padrões de funcionamento, re-estabelecendo o processo formativo e criativo de cada um oferecendo a oportunidade de aperfeiçoar suas relações inter pessoais. É um espaço no qual o cliente poderá falar sobre si e para si do que lhe é mais significativo, em um local protegido pelo sigilo e isento de preconceitos, onde ele vai ser respeitado.

Todo e qualquer ser humano é passível de sentir-se infeliz, de não estar satisfeito com a própria vida. Homens e mulheres, pais e mães, profissionais de todos os tipos, crianças, pessoas de todas as idades, solteiros, casados podem experienciar angústias e sofrimentos. A psicoterapia então pode ser considerada como uma área fundamental da saúde pela visão integrada do homem, considerando as dimensões orgânicas, psíquicas e sociais da existência humana, seus problemas e modo de viver.

A Psicoterapia pode cumprir também a função de educação para a vida que se torna evidente quando as pessoas têm dificuldades para lidar com algumas situações da vida, indicando que não é necessário estar “doente” para buscar uma análise. Muitas pessoas o fazem para um maior auto conhecimento ou para encontrar uma nova direção e novos objetivos para a vida, assim como para trabalhar o desenvolvimento de talentos, qualidades e habilidades. No entanto uma pessoa pode buscar a análise também por conta de um mal estar e sintomas como depressão, stress, ansiedade, fobias ou dificuldade de adaptação às mudanças da vida (como divórcio, a perda de um emprego, a morte de um ente querido, envelhecimento, uma doença ou mudança de cidade, dificuldades de relacionamento).
Desenvolvendo então a capacidade de auto gerenciamento do cliente, permitindo-lhe tomar para si o rumo da própria vida.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/porque-fazer-terapia-/a-psicoterapia

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