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É quase impossível evitar que as pressões do cotidiano causem problemas de saúde, muitas vezes graves; a boa notícia é que podemos diminuir esses efeitos negativos criando “brechas de prazer” na rotina, em vez de esperar por alguns dias de férias uma ou duas vezes por ano

Fim do ano. É nesse período que muita gente constata o inevitável: as energias estão se esgotando. O que parecia apenas sinal de cansaço, principalmente para aqueles que passaram vários meses sem folgas mais longas, não raro se transforma em lapsos de memória e irritação. Nos casos graves de exaustão aparecem sintomas como enxaqueca, dor nas costas e no estômago (e às vezes até úlcera), queda acentuada de cabelos e síndrome do intestino irritável. Por trás do desconforto físico está aquela conhecida palavrinha: estresse. Muitos torcem o nariz quando algum médico, psicólogo ou outro profissional da saúde cogita esse diagnóstico, mas há um fato que não se pode negar: associado a muitos problemas que atacam os órgãos ou regiões específicas do corpo está o esgotamento.

Não é segredo que a natureza dotou nossos antepassados pré-históricos com uma ferramenta para ajudá-los a enfrentar ameaças: um sistema rápido de ativação capaz de aguçar a atenção, acelerar as batidas do coração, dilatar os vasos sanguíneos e preparar os músculos para lutar ou fugir de um predador que invadia a caverna. Porém, nós, os humanos modernos, estamos constantemente sujeitos ao estresse decorrente do estilo de vida contemporâneo: excesso de trabalho, barulho, pressão social, doenças físicas e desafios intelectuais. Como resultado, muitos órgãos de nosso corpo são atingidos por uma descarga implacável de sinais de alarme que podem danificá-los e nos fazer adoecer.

Apesar das mudanças no estilo de vida, nosso sistema cerebral ainda excita rapidamente o coração, os pulmões e outros órgãos, preparando-nos para enfrentar o perigo ou fugir dele. Afinal, hoje não são as feras que nos incomodam, mas o trânsito caótico, a sobrecarga de tarefas, os chefes intransigentes, os colegas medíocres dos quais dependemos, o risco de sermos assaltados e tantas outras ameaças. E quando enfrentamos estressores da vida moderna, o sistema pode bombar¬dear o corpo com sinais de alarme, capazes de comprometer nossa saúde.

O sistema de resposta do organismo produz feedback positivo para fortalecer a própria ação do estresse quando necessário, mas, se situações de tensão ocorrem constantemente (não raro várias vezes por dia), há um acúmulo que pode tornar-se perigosamente intenso. Apropriada ou não, a reação depende, em grande parte, das células que encobrem a glândula pituitária. O CRH envia sinais para essas células por meio de moléculas receptoras tipo 1 na membrana celular. Há alguns anos, os pesquisadores do Instituto Salk e do Instituto Max Planck de Psiquiatria em Munique criaram camundongos nos quais receptores tipo 1 estavam ausentes. Mesmo quando expostos várias vezes a situações estressantes, os níveis sanguíneos de certos hormônios do estresse desses animais nunca se elevaram acima do normal. Eles sentiam-se obviamente menos estressados. É possível que drogas capazes de suprimir os efeitos do CRH nesses receptores possam, também, reduzir os níveis de estresse em pessoas perturbadas.

PARA GANHAR FÔLEGO

Conhecimentos mais recentes acerca do funcionamento do cérebro oferecem fortes indícios de como a tensão pode nos fazer adoecer e como neutralizar seus efeitos. Seja para um roedor, seja para uma pessoa, qualquer ativação do sistema de estresse é um evento extraordinário – e no momento em que a emergência termina, o sistema deve ser rapidamente desligado, de modo que os órgãos afetados possam se recuperar. Contudo, quando circunstâncias externas estimulam o sistema de estresse repetidamente, ele nunca deixa de reagir, e os órgãos nunca conseguem relaxar. Tal tensão crônica torna muitos tecidos vulneráveis a danos.

Mas nem toda reação é igual. Certo nível básico, chamado estresse positivo, é até desejável, porque nos mantém física e mentalmente prontos para agir bem. Porém, quando estamos em risco? Não há resposta consensual a essa pergunta. Não sabemos quanto barulho no ambiente de trabalho ou quantos relacionamentos rompidos nosso sistema de estresse pode suportar. Entretanto, um conjunto de pesquisas em desenvolvimento mostra que o estresse crônico compromete nossos órgãos e corpo. Embora já não enfrentemos o animal faminto na caverna, podemos ter de nos defrontar com dilemas igualmente terríveis, envolvendo diversos estressores mais insidiosos que estão sempre nos agredindo.

Então, o que fazer para diminuir a carga que pode nos prejudicar de forma tão grave? Cada vez mais psicólogos e médicos alertam para uma providência aparentemente simples, mas que pode fazer grande diferença para o bem-estar físico e mental: criar “brechas de prazer” na rotina, em vez de apenas aguardar, ansiosamente, pelas férias anuais. Ao praticar com frequência atividades prazerosas, de preferência que envolvam movimento ou relaxamento do corpo – como caminhadas, esporte, dança, meditação ou massagem –, criamos válvulas de escape para a tensão, ajudando o sistema cerebral a “descansar”. E assim ganhamos fôlego para aguardar as merecidas férias.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/cansaco_que_faz_adoecer.html

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Uma das grandes questões da satisfação com a vida e a felicidade é a de que se compreendermos melhor os mecanismos que facilitam essas emoções, seremos capazes de produzir esse estado de forma intencional. E para isso, precisamos aceitar que os pequenos detalhes muitas vezes têm um papel extremamente importante nessa busca pela felicidade.

Estes pequenos detalhes são na maioria das vezes desconsiderados ou subestimados tanto na vida privada quanto na profissional. Podem ser desde os comportamentos sociais como um sorriso, palavras de gentileza, um elogio, uma lembrança em alguma data especial, porém, o que acontece na maioria das vezes é que as pessoas indicam quando há algum problema ou algum conflito, porém, dificilmente apontam algo positivo ou bom no dia a dia.

A felicidade construída pode ser dividida em duas possibilidades, o bem-estar presente ou atual (imediato) e o bem-estar de longo prazo (habitual), este último traz consigo as várias áreas da vida.

Um bom ambiente profissional ou familiar e até mesmo de amizade, não existe somente porque se programa um evento anual entre todos os envolvidos em cada área da vida, mas sim com base em vários pequenos momentos em que se vive a felicidade atual. A primeira forma é uma experiência intensa de grande alegria, ela engloba todos os prazeres sensuais, sensoriais e vivências, ou seja, é uma entrega a uma atividade prazerosa. Pode ser desde um relaxar em uma praia, sentar em uma varanda na hora do pôr-do-sol, relaxar em frente a TV depois de um exaustivo dia de trabalho, estar com quem se ama, etc, todos estes são exemplos possíveis de prazeres do bem-estar presente, todos eles desencadeiam o afeto positivo. E é através deste que muitas pessoas ao descobrir que conseguem se motivar à realização de tarefas desagradáveis antecipando a sensação que preencherá seu momento após o término da atividade através do pensamento.

Outra forma de gerar felicidade atual é a redução dos afetos negativos, ou seja, quando a pessoa evita ao máximo tudo o que não a faz feliz. Uma técnica muito utilizada para isso é intitulada de brainstorming que é uma “chuva de idéias”, esta técnica geralmente é benéfica quando se testou várias idéias e não houve sucesso, então porque não descrever a situação em detalhes e aproveitar as idéias de várias pessoas e grupos diferentes para encontrar uma solução interessante. Depois, num segundo momento é feita a escolha da idéia que mais lhe é interessante e que possam reduzir o afeto negativo.

Sabemos que transformar um afeto negativo em algo positivo é muito difícil, porém, só de olhar a situação e o momento de forma diferente já é algo muito importante.

Já a felicidade de longo prazo se manifesta de acordo com a satisfação com a vida de acordo com os mais variados aspectos que nela se encontram, pode ser sobre um relacionamento afetivo, familiar, social, a segurança financeira, vida profissional, os momentos de lazer, etc, dependendo do que é importante para cada um.

No entanto, o sucesso em algum desses aspectos não é garantia da felicidade, existe também a insatisfação ou a simples infelicidade apesar das boas condições que possui na vida, nesses casos, o desconforto provavelmente tem causas mais profundas e só um processo psicoterapêutico pode ajudar na compreensão do momento e dos sentimentos.

Há também o inverso, a eterna satisfação, a felicidade mesmo em condições adversas, o que nos faz refletir sobre o quanto cada um pode realmente contribuir para elevar seu próprio nível de felicidade a longo prazo, estar presente em cada momento e fazer dele o que realmente é, único, aproveitar cada oportunidade para se alegrar e desenvolver hábitos de pequenos prazeres como tomar café observando o nascer do sol, ouvir músicas durante a prática de atividade física, desejar bom dia aos colegas antes de se iniciar qualquer etapa do trabalho.

O que importa nessa busca pela felicidade e pela qualidade de vida é o número de pequenas coisas que trazem a tona a sensação de felicidade, de nada adianta um final de semana maravilhoso com quem se ama, em um lugar paradisíaco se a semana que está por vir lhe causa ansiedade e angústia.

O mais curioso, que pelas experiências pessoais e também em consultório, começo a observar que, pessoas com uma clara visão do mundo, tem uma tendência maior a depressão, avaliando seu desempenho e chances de maneira mais real. Enquanto os otimistas tem uma percepção imaginária da vida e acabam sempre com um sorriso no rosto, o que nos faz pensar que é bom manter um pouco da inocência e ilusão da infância, o que não pode acontecer é basear a felicidade apenas na imaginação.

Como podemos então detectar o que nos proporciona felicidade e como identificar os afetos negativos? A resposta são os marcadores somáticos, são sensações físicas, sentimentos ou uma mistura dos dois que podem ser percebidas na experiência emocional. É uma memória cerebral que classifica todos os eventos significativos estruturando uma forma de pensar ou sentir, e com isso, vivências desagradáveis produzem marcadores somáticos negativos e sinalizam os momentos e situações que devem ser evitados, enquanto que as experiências que provocam prazer geram sinais positivos.

A memória das vivências emocionais é o que nos torna um indivíduo o que sentimos como nossa essência, mesmo que elas se transformem ao longo do tempo.

Os marcadores somáticos só podem ser utilizados de maneira proposital quando possuímos uma auto percepção muito forte, possibilitando o registro de tais informações, podendo então estimular ativamente o seu sentimento de bem-estar, independente das circunstâncias externas.

A autonomia é o segredo para a satisfação a longo prazo, é alguém que consegue escolher e arcar com as consequências de cada efeito, é condicionar sua própria felicidade independente de tendências, opinião de outras pessoas, modismos, grupos, etc.

Esta capacidade de saber o que é importante para si mesmo depende muito da atenção que dedicamos aos marcadores somáticos, ajudando então na tomada de decisão e também no encontro de motivação para a busca pelos objetivos de vida.

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Para psicólogos britânicos, ‘valor da comunidade’ é importante para a recuperação das vítimas.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que a ação imediata das autoridades é essencial para evitar que as pessoas afetadas pelas enchentes e deslizamentos na Região Serrana do Rio sofram de transtorno de estresse pós-traumático.

A condição pode se manifestar em pessoas expostas a eventos traumáticos, como desastres naturais ou episódios provocados pelo homem, como guerras, ataques violentos ou sequestros.

Na opinião do psicólogo Chris Brewin, que trabalhou com vítimas do furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans em 2005, a prioridade dos governos federal e estadual uma semana após a tragédia deve ser “reconhecer a dor das pessoas e tentar reconstruir a comunidade o mais rapidamente possível”.

“No Katrina, o governo demorou demais para entrar com ajuda. As pessoas se sentiram abandonadas”, avalia Brewin, membro da Divisão de Psicologia e Ciências Linguísticas da University College of London (UCL).

Irwin Redlener, diretor do National Center for Disaster Preparedness (Centro Nacional de Preparação para Desastres) da Columbia University, em Nova York, que também trabalhou com vítimas do Katrina, afirma que os governos têm a responsabilidade de oferecer apoio psicológico às vítimas.

“Em desastres naturais como o que está acontecendo no Brasil é certo que as pessoas vão necessitar de apoio psicológico, se não ao longo dos próximos anos, pelo menos nos próximos meses”, afirma.

“O governo deveria oferecer apoio psicológico. Todas as famílias afetadas devem ter pelo menos uma avaliação preliminar por uma equipe de psicólogos”, diz.

Ele afirma ainda que, como as pessoas comuns são geralmente as primeiras a responder a desastres, é importante que sejam mais bem orientadas para saber o que fazer nessas situações.

O centro que ele comanda na Columbia University foi criado após os ataques de 11 de setembro, com o objetivo de melhorar a capacidade do país de preparação, resposta e recuperação de desastres.

Reações
O psicólogo Michael Reddy, da British Psychological Society, explica que vários tipos de reações emocionais podem ser esperados das vítimas nestes dias que se seguem ao desastre na serra fluminense.

Segundo ele, muitos podem estar revivendo a situação o tempo todo, “sentindo medo e pavor novamente”. Outros podem estar evitando a todo custo pensar ou falar sobre o que passaram, e há ainda os que podem estar “sobressaltados, levando sustos facilmente e tendo pesadelos”.

Ele ressalta, no entanto, que essas reações são normais e, num primeiro momento, não devem ser identificadas como transtorno de estresse pós-traumático.

“O diagnóstico só pode ser feito após um mês de sintomas ininterruptos. Antes disso não podem ser chamados de transtorno”, esclarece Reddy.

Ele explica que as pessoas com mais chances de desenvolver a condição são as que tiveram suas vidas ameaçadas e viram parentes morrer. Em seguida, vêm os que não correram risco de morte, mas perderam familiares e conhecidos. Em último, estão as pessoas que não sofreram perdas diretamente, mas estão “horrorizadas” com o episódio.

Personalidade
Para Irwin Redlener, a reação ao desastre depende da personalidade de cada pessoa.

“Alguns são mais resistentes e não terão efeitos no longo prazo. Outros vão carregar o impacto psicológico por um longo período, vão sofrer de transtorno de estresse pós-traumático. Os que participaram da resposta inicial têm uma possibilidade muito grande de sofrer traumas de longo prazo”, afirma Redlener.

Segundo o especialista americano, a primeira resposta das pessoas em casos com os das enchentes no Rio é tentar garantir a sobrevivência, e elas apenas reagem aos acontecimentos, sem tempo de processar as informações.

“Quando o perigo inicial passou, a pessoa já ajudou quem podia, ela para, respira e começa a ver a extensão do que aconteceu. É um período de confusão e desorientação. Um período de choque, quando percebem que tanta coisa mudou”, diz.

Redlener afirma que isso ocorre não apenas com familiares de vítimas e testemunhas, mas também com profissionais que trabalham nas equipes de resgate. Ele lembra que muitos bombeiros que atuaram no resgate e ajuda às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, sofreram de transtorno de estresse pós-traumático por longos períodos. “Todos estão sujeitos, inclusive profissionais que atuam no resgate e no auxílio às vítimas”, diz.

Comunidade
De acordo com os especialistas ouvidos pela BBC Brasil, cerca de 60% das vítimas de desastres se recuperam do trauma sozinhos, sem precisar de apoio psicológico. Para os 40% que desenvolvem o transtorno, a ação da comunidade, com o apoio do governo, é extremamente importante.

“Em desastres de larga escala como esse, terapias de grupo organizadas pela comunidade funcionam bem porque incentivam as pessoas a se abrir, dividir experiências. Verbalizando os sentimentos lidamos mais facilmente com eles”, explica Michael Reddy.

Reddy conta ter coordenado um grupo de especialistas que ajudou vítimas do terremoto que matou 18 mil pessoas na Turquia, em 1999, e que se surpreendeu como o “valor da comunidade” foi imprescindível para a recuperação de milhares de pessoas que perderam tudo.

“Pelo que conheço do Brasil, imagino que seja uma situação semelhante, em que as famílias e os amigos são muito unidos.”

James Thompson, psicólogo do University College London, concorda. E, na sua avaliação, uma forma de superar traumas causados por desastres pode passar pela arte.

“Uma das técnicas é retratar o evento em forma de desenhos , peças teatrais ou pinturas, porque são meios aceitáveis de lidar com a dor”, sugere Thompson.

No caso do Brasil, segue ele, “isso pode passar pela música, dança, ou até uma novela”.

“O brasileiro tem a seu favor o entusiasmo, o espírito festeiro e a alegria. Em uma tragédia como essa, isso pode fazer a diferença e ajudar a comunidade a se reerguer”, diz.

Ainda segundo os especialistas, cerca de 15% dos pacientes não conseguem superar o transtorno de estresse pós-traumático, apresentando sintomas como ansiedade e depressão até três anos após o evento. Nesses casos, terapias individuais são o tratamento mais recomendado.

“O passo mais importante agora é garantir abrigo, comida, água e o mínimo de conforto possível. Em seguida, dar início à reconstrução das casas, mandar as crianças para a escola, voltar ao trabalho. Isso pode influenciar muito na maneira como essas pessoas vão lidar com as perdas de pessoas queridas e bens materiais”, detalha Chris Brewin.

Ainda segundo Brewin, a experiência com o Katrina ensinou que em situações como essa o governo deve evitar enviar as pessoas para longe da área do desastre para não quebrar o “laço social” que une a comunidade afetada.

“Muitas pessoas foram forçadas e se mudar para outros Estados do sul dos Estados Unidos e nunca se recuperaram emocionalmente, porque queriam ter refeito suas vidas onde moravam antes”, afirma.

Abandono
De acordo com Irwin Redlener, a sensação de abandono é agravada pelo fato de as pessoas esperarem que a ajuda oficial esteja a postos em uma situação desse tipo, o que nem sempre é possível.

“Geralmente há uma grande decepção. As pessoas estão acostumadas com o dia-a-dia, quando chamam o serviço de emergência e ele chega. Mas quanto maior a extensão do desastre, mais desorganizada será a resposta do governo”, diz. “Acabam tendo de tomar por conta própria medidas como procurar por comida, por abrigo, porque a ajuda oficial não está lá. Sentem-se isoladas, abandonadas e assustadas.”

Segundo Redlener, que também é pediatra e especialista em saúde pública, as crianças geralmente sofrem mais o impacto psicológico de um evento como as enchentes no Rio.

“As crianças são particularmente vulneráveis. Podem ficar muito quietas, não falar sobre o assunto. É preciso garantir que sejam protegidas”, diz.

Ele afirma que vários meses após a passagem do furacão Katrina, estudos mostravam que as crianças ainda sofriam um forte impacto da tragédia.

Tanto para crianças como para adultos, o tratamento deve incluir aconselhamento psicológico de longo prazo, diz o especialista.

Além dos ataques de 11 de setembro e do furacão Katrina, Redlener já acompanhou os esforços de resposta a desastres como o terremoto na Guatemala, que deixou 23 mil mortos em 1976, a fome de 1984 e 1985 na Etiópia, que matou 1 milhão de pessoas, e as enchentes no Paquistão no ano passado.

“Alguns desastres geram efeitos mais prolongados que outros. Alguns destroem casas. Outros destroem casas e toda uma comunidade”, diz. Redlener diz que também há uma diferença entre desastres sobre os quais há algum tipo de aviso prévio, como furacões, nos quais as pessoas podem se preparar, e aqueles que vêm sem aviso, como enchentes e terremotos.

“Mas em comum todos têm a falta de preparo das pessoas para reagir a um desastre. E dos governos também.”

Fonte:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/01/governo-deve-agir-para-evitar-estresse-pos-traumatico-em-vitimas-dizem-especialistas.html

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As dores da alma deixaram há muito tempo de ser tratadas como frescura e, hoje, incomodam tanto as pessoas quanto qualquer sintoma físico. Inúmeras pesquisas que comprovam a influência das emoções na saúde também ajudaram a popularizar a figura do terapeuta. Resultado: o perfil de quem busca ajuda psicológica mudou e a psicoterapia parece ter virado moda.

No dia-a-dia, é comum ouvir um colega de trabalho ou algum familiar – que não demonstra qualquer sinal de carências, dilemas ou traumas emocionais -dizer que está atrasado para a terapia. Aliás, a “mania” dessa geração que se acostumou a culpar o estresse por todos os fracassos invadiu até a área do entretenimento.

Isso mesmo. O canal de TV paga HBO, por exemplo, aposta na série Em Terapia, que apresenta um formato de programa inusitado: a cada dia da semana, o público “invade” o consultório do psicanalista Paul Weston, interpretado pelo ator Gabriel Byrne, e assistem de camarote às sessões, descobrindo as angústias e dúvidas de cada paciente.

A série mostra que qualquer pessoa poderia estar naquele divã. Segunda-feira é a vez da anestesista Laura, que acaba se apaixonando por Paul; os 30 minutos da terça são destinados ao piloto Alex e os da quarta à ginasta Sophie; na quinta, o especialista recebe o casal Jake e Amy. Mas, o momento mais esperado é a sexta-feira quando Paul – isso mesmo, o próprio psicanalista – se submete aos conselhos da terapeuta Gina.

Com tanta gente interessada em se descobrir e resolver seus fantasmas, talvez só reste uma grande dúvida existencial nos consultórios: será que todo mundo precisa de ajuda psicológica? Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, a terapia é válida para todos que pretendem se conhecer melhor. “E, claro, todas as pessoas buscam a terapia impulsionadas por alguma dificuldade, seja ela emocional, profissional ou de outra natureza”, afirma.

Mas, afinal de contas, o que é terapia?

O termo correto é psicoterapia e trata-se de um tratamento para doenças mentais ou psíquicas, sem o uso de medicamento, e para ajudar o paciente a resolver ou lidar melhor com seus conflitos emocionais. Esses dilemas, inclusive,podem vir a se manifestar fisicamente sob a forma de dores – são as chamadas doenças psicossomáticas.

O psiquiatra entra em cena quando há uma doença psíquica em que a medicação vai poder ajudar, como em casos de depressão, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo. “Mas é fundamental que o paciente faça psicoterapia também, porque o resultado é melhor”, diz a psiquiatra Maíra Della Monica Machado, da Faculdade de Medicina do ABC.

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3156108-EI1520,00-Quem+precisa+de+terapia.html

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Em pesquisa, 63% das crianças reclamam da desaprovação familiar.
Excesso de tarefas é apontado por 56%; bullying aparece em 3º, com 41%.

Ainda muito longe do vestibular ou de iniciar a carreira profissional, cada vez mais crianças têm de lidar com o estresse, há pouco tempo considerado “doença de adulto”. Uma pesquisa da ISMA, associação internacional para prevenção e tratamento de estresse, apontou suas três principais causas entre crianças de 7 a 12 anos de idade.

A surpresa é que o bullying, a prática de violência, humilhação e intimidação física ou psicológica entre crianças, não é a primeira causa. As críticas e desaprovações dos próprios pais – citadas por 63% das crianças consultadas – incomodam mais que bullying.

Em segundo, o excesso de tarefas na rotina é apontado por 56%. O bullying aparece em terceiro, com 41% das crianças reclamando do peer pressure (pressão dos colegas). “O bullying não é generalizado”, explica Ana Maria Rossi, psicóloga e diretora da unidade brasileira da ISMA. A pesquisa foi feita com 220 crianças do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

Um dos motivos apontados pela especialista é o ambiente de brigas na família, que torna as crianças pouco comunicativas. Com o tempo, além da falta de expressão, chegam as dores de cabeça, de barriga e pouco ânimo para sair.

“Os pais começam a ficar preocupados, mas ao levar os filhos aos pediatras, muitas vezes nenhuma causa clínica para o mal-estar é revelada”, afirma Ana Maria. “Após encaminhar a psicólogos, há casos que chegam a necessitar de medicação, para depressão ou para ansiedade.”

Mecanismos de defesa
Uma das maneiras mais comuns de a criança mostrar que apresenta um problema de estresse é o que os psicólogos chamam de benefício secundário. Ao ser hostilizada no ambiente escolar por conta das roupas que veste ou de sua aparência, a criança passa a se queixar de dores, por vezes inexistentes. A reclamação faz com que elas possam escapar, por alguns dias, da escola.

“Alegar a dor faz com que elas evitem o lugar que as deixa tristes, conseguindo o que querem”, explica a psicóloga. “A criança é muito intuitiva, sabe como usar sua sensibilidade para manipular o adulto.”

Um dos usos do benefício secundário é o de fugir do acúmulo de atividades, muitas delas impostas pelos pais. “É importante ver o que a criança gosta. Se ela não é esportiva, para que colocá-la, ao mesmo tempo, em aula de natação, basquete e futebol?”, afirma Ana Maria. “Isso sobrecarrega os pequenos, muitas vezes eles odeiam a atividade, só não revelam isso verbalmente.”

O que fazer
Para Ana Paula Rossi, o mais importante para os pais é saber escutar os filhos. “Devem monitorar as notas dos filhos, estar por perto, deixar de inventar atividades para a criança simplesmente por medo de conviver com ela”, diz a especialista. “Quanto às mentiras, o melhor é tentar entender o porquê de o garoto usar o mecanismo de defesa, em vez de censurá-lo por isso.”

A psicóloga também afirma que os pais não devem ter medo de educar os filhos, cedendo às táticas de crianças muito mimadas para obter o que querem. “Para evitar um escândalo, muitas vezes os pais desviam da função de orientar, e isso é um desserviço à criança.”

“Nos Estados Unidos, essa é uma questão complicada, já vi muitos pais sendo censurados pelas pessoas ao tentarem passar autoridade às crianças em público”, diz Ana Maria. “De vez em quando, é muito mais fácil para o pai simplesmente dizer sim ao mimo.”

O outro extremo também não é o mais indicado. “O pai não deve ser irredutível quanto ao que o filho deve ou não fazer, a escolha precisa ser da criança”, diz Ana Maria.

Fontes: http://g1.globo.com/especiais/dia-das-criancas/noticia/2010/10/critica-dos-pais-e-pior-que-bullying-como-causa-de-estresse-infantil.html

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