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Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU.

A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

Apesar dos avanços, o preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids ainda são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico.

E para contribuir nesta batalha contra o preconceito, o estigma e a discriminação, neste 1° de dezembro de 2014, será lançado o livro: O SEGUNDO ARMÁRIO: diário de um jovem Soropositivo.

Neste livro, o autor conta sua luta e sua história; e junto a ele, poderemos vivenciar as descobertas e vivências da vida com HIV e assim contribuirmos ainda mais na batalha contra o preconceito.

O autor abriu mão de seus direitos autorais, assim como, a editora não terá objetivos de lucro, então o livro estará disponível gratuitamente.

Para os interessados em adquirir o ebook, o livro estará disponível no link abaixo a partir do dia 01 de Dezembro de 2014.

http://www.indexebooks.com/armario.html

E a fan page do livro no facebook:

http://www.facebook.com/osegundoarmario

E não poderia deixar de agradecer ao jovem Gabriel de Souza Abreu por dividir sua experiência de vida conosco e por contribuir de forma tão intensa no combate ao preconceito.

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Posição governamental aponta para uma mudança de caminho, afastando-se da experiência bem-sucedida e do conhecimento técnico

Os vetos do Planalto e do Ministério da Saúde a campanhas de aids e material educativo escolar ressuscitam uma polêmica superada há décadas: a de que é possível controlar a epidemia sem quebrar tabus e enfrentar preconceitos. A experiência mundial mostra que, quando as ações não tiveram por base os direitos humanos, a evidência científica, a garantia do acesso universal à saúde e a priorização de grupos sociais mais atingidos, a epidemia cresceu, mais pessoas morreram e os custos com a saúde aumentaram.

É um engano achar que a epidemia de aids é causada somente por um vírus e bastam informações para que todos adotem medidas de prevenção. A epidemia é bem mais complexa. Já na década de 1980, a Organização Mundial de Saúde alertava que o preconceito, a discriminação e as desigualdades sociais eram as principais causas do alastramento da doença no mundo. São eles que impedem mulheres de negociar o uso de preservativo, os homossexuais de exercer sua sexualidade de forma segura e as prostitutas de enfrentar as situações de violência que as expõem com maior intensidade ao HIV.

Foi com base nesse entendimento, na capacidade de estabelecer diálogos francos com a sociedade e na adoção incondicionada do princípio constitucional da laicidade que a política de aids avançou nesses 30 anos. E não foram poucas as conquistas. Há mais de 20 anos, as primeiras campanhas sobre o preservativo foram assistidas pelas famílias brasileiras no horário nobre, as primeiras seringas foram distribuídas aos usuários de drogas e as primeiras aulas sobre sexualidade e aids foram ministradas em escolas. E por que não se lembrar da ousadia de enfrentar o lobby da indústria e adotar a licença compulsória de medicamentos antirretrovirais?

Agora, a posição governamental aponta para uma perigosa mudança de caminho, afastando-se da experiência bem-sucedida e do conhecimento técnico. Abre-se assim a possibilidade real de um agravamento da epidemia no País. A censura à campanha para homossexuais no carnaval de 2012 deixou de abordar o segmento mais atingido pela doença no País, com taxas de infecção 11 vezes superiores à da população geral. A proibição do uso de material educativo escolar endossado pela Unesco e Unaids, no início deste ano, poderá contribuir para criar uma geração inábil para lidar com a prevenção da aids. E a recente censura à campanha dirigida a prostitutas deixa no limbo um grupo que representa entre 10% e 15% das mulheres infectadas pelo HIV no País. Mais do que isso, essa censura sinaliza para a sociedade a intolerância com o exercício da prostituição, aumentando a marginalização e as situações de violência contra esse segmento. As consequências serão negativas para toda a sociedade, incluindo os clientes e companheiras e mulheres dos clientes.

Isso ocorre em um momento em que a aids dá sinais de que volta a crescer no País, uma situação que contrasta com o cenário internacional. As Nações Unidas, em seu último relatório, chamaram a atenção para o fato de que tecnologias altamente efetivas e disponíveis podem levar ao fim da epidemia ainda nesta década.

Diante disso, o Ministério da Saúde deverá decidir de que lado estará. Um programa de aids influenciado por um lobby conservador e interesses políticos terá pouca chance de sucesso e representará uma ruptura com as experiências bem-sucedidas e com a sociedade brasileira.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,aids-entre-a-ousadia-e-o-retrocesso-,1041526,0.htm

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Estudo feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com 201 soropositivos que interromperam a terapia mostrou que 53% falharam na adesão por estarem deprimidos

SÃO PAULO – A depressão é o principal motivo que leva pacientes com HIV a abandonar o tratamento. Um estudo feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com 201 soropositivos que interromperam a terapia mostrou que 53% falharam na adesão por estarem deprimidos. A falta de tempo para comparecer às consultas e o medo de perder o emprego também apareceram como fatores importantes: 38% alegaram esses motivos para cessar o acompanhamento médico.

O levantamento envolveu pacientes que abandonaram as consultas por pelo menos seis meses sem justificativas. Com base nas conclusões do estudo, o Emílio Ribas criou um grupo de adesão semanal. Batizado de Tá Difícil de Engolir? – em referência à quantidade de pílulas que alguns dos pacientes têm de tomar diariamente -, o projeto funciona como uma terapia em grupo, na qual cada um relata suas próprias dificuldades em relação ao tratamento.

O grupo é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais e psicólogos. “O objetivo é que o paciente fale sobre sua situação para, desta maneira, um estimular o outro. À medida que surge alguma dúvida, a gente interfere para explicar”, diz o assistente social Claudemir Leite de Almeida.

Ele observa que é bastante comum que o paciente com doença crônica, como o HIV, em determinado momento, interrompa a terapia. O grupo de adesão, segundo ele, é apenas uma das estratégias para estimular o paciente, que também deve receber recomendações nas consultas de rotina e nos grupos de acolhimento.

Além da depressão e da falta de tempo para comparecer às consultas, outros motivos que também contribuem de forma importante para a falta de adesão são os efeitos colaterais do tratamento, o estigma da doença e a falta de autoestima.

Nas palavras de um paciente que compareceu ao grupo anteontem – e preferiu não ser identificado -, “tomar o remédio não é só um ato físico, mas principalmente um ato interno: para tomar o remédio, a pessoa tem de querer o melhor para si, tem de se gostar e estar disposta a lutar”. A falta de amor próprio, alavancada pelo peso do estigma da doença, foi o que o levou a interromper a medicação durante um período de sua vida (mais informações nesta página).

O aspecto simbólico vinculado às pílulas também está associado à dificuldade de aderir ao tratamento. Almeida observa que o remédio é a parte concreta que lembra o paciente de que ele tem um problema de saúde. “Os medicamentos têm essa carga psicológica. Fazem a pessoa entrar em contato com a doença todo dia.”

Suscetibilidade O médico Augusto Penalva, coordenador do Serviço de Neuropsiquiatria do Instituto Emílio Ribas, explica que os pacientes com HIV estão mais suscetíveis aos transtornos neuropsiquiátricos, que incluem depressão, ansiedade e problemas cognitivos. Essa suscetibilidade ocorre por duas razões: tanto pelos aspectos psicossociais associados à doença quanto pelos fatores orgânicos.

A própria doença viral ataca o sistema nervoso central, levando à ocorrência de algumas dessas enfermidades. São os chamados transtornos neurocognitivos associados ao HIV (Hand, na sigla em inglês).

A reação do organismo à interrupção do medicamento é muito variável, conforme Penalva. Ele observa que isso pode variar de acordo com a forma como se deu o tratamento inicial: soropositivos que começam a se tratar precocemente, quando interrompem a medicação, tendem a demorar mais tempo para sentir os efeitos negativos. Já os que começaram a se tratar quando a doença já estava avançada tendem a reagir à interrupção com uma rápida queda de imunidade.

Para Penalva, o levantamento mostra que o tratamento da aids é mais complexo que apenas colocar a medicação à disposição. “É preciso abordar o paciente de maneira mais profunda”, diz o coordenador.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,depressao-e-principal-motivo-para-paciente-com-hiv-deixar-tratamento-,951589,0.htm

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Baseado no trabalho que desempenha no ambulatório do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da Secretaria de Estado da Saúde, o médico infectologista Jean Gorinchteyn lança nesta quinta-feira, 21, o livro “Sexo e aids depois dos 50”. Parte da renda será destinada ao próprio hospital.

ReproduçãoParte da renda será destinada ao Instituto Emílio Ribas

A obra, que conta com prefácio do infectologista e diretor do instituto, o médico David Uip, e com comentários de atores como Paulo Goulart, Nicete Bruno e Lima Duarte, além da apresentadora Adriane Galisteu, aborda o drama da revelação do diagnóstico entre pacientes, muito deles casados e com filhos e netos, situação que compõe um quadro de impacto psicológico e social, motivador de rompimento de elos familiares, sociais e profissionais.

 A publicação também aborda formas de contaminação, situações cotidianas que podem representar ameaças de contágio e exemplos de superação de pacientes, que fazem do arrependimento pela falta da prevenção uma marca de suas batalhas contra a doença.

 “Discutir sexualidade por si só é um tabu e fazê-lo entre pessoas acima de 50 anos se torna uma missão árida, principalmente porque misturar sexo e aids é ir além do debate do sexo e debater hábitos, desejos e fantasias diferentes do que foi estabelecido como moral, ético e aceito pela sociedade”, afirma o autor.

 Segundo o infectologista, essa faixa etária, pertencente à era pré-aids, foi vítima da desinformação, enfrentando dificuldade no manuseio e na aceitação do preservativo em suas relações. Como resultado, há a indignação de muitos pacientes, que imaginavam que a aids era uma doença exclusiva dos jovens, e a vulnerabilidade de muitas mulheres que não se protegeram por serem vítimas dos próprios cônjuges.

 “Quando o avô ou o pai de família é moralista e exigente e se vê na condição de contaminado, há a eclosão de todos os preconceitos possíveis, evidenciando o quanto a doença social trazida pelo HIV é mais avassaladora que as próprias doenças oportunistas advindas desse quadro”, ressalta Gorinchteyn.

 Serviço:

Livro: “Sexo e Aids depois dos 50” (124 páginas)

Autor: Jean Gorinchteyn

Editora: Ícone Editora

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,livro-discute-dilema-de-pessoas-que-descobrem-aids-apos-os-50-anos,627974,0.htm

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65% dos pacientes em tratamento consideram saúde boa ou ótima. No entanto, 47% dizem sentir grau intenso de preocupação ou ansiedade.

Os pacientes com Aids em tratamento no Brasil sofrem mais com problemas psicológicos ou sociais do que com a ação do vírus no organismo, mostra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta terça-feira (1º), pelo Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde.

A pesquisa “Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre pacientes em terapia antiretroviral no Brasil”, financiada pelo governo federal, foi realizada em 2008 com 1.260 pessoas que recebem tratamento antiretroviral para Aids – em todo o país, 200 mil fazem o tratamento, de acordo com o Ministério da Saúde.

Os dados mostram que 65% dos pacientes com Aids em tratamento consideram sua saúde como boa ou ótima. No entanto, 33% dos pesquisados afirmaram ter tristeza ou depressão em grau intenso ou muito intenso. 47% disseram sentir preocupação ou ansiedade em grau intenso ou muito intenso.

O índice de pessoas com Aids que se sentem bem de saúde é superior ao registrado pela população em geral – cerca de 55% consideram a saúde boa ou ótima. Os dados da população em geral são da Pesquisa Mundial de Saúde, feita pela Organização Mundial de Saúde em 2003.

As pessoas com Aids também se consideram com melhores condições de saúde do que os pacientes com outras doenças crônicas ou de longa duração: 27% classificam a própria saúde como boa ou ótima.

Considerando os problemas psicológicos, quem tem Aids sofre mais do que a população em geral: somente 15% dos entrevistados declararam sentir tristeza ou depressão em grau intenso ou muito intenso. No aspecto preocupação e ansiedade, o percentual da população em geral também foi menor: 23% disseram sentir em grau intenso ou muito intenso.

Aqueles que iniciaram o tratamento após 2007, indica a pesquisa, têm uma pior avaliação de seu estado de saúde. Para os pesquisadores, isso pode ocorrer porque “esses pacientes ainda não recuperaram seu sistema imunológico devido ao pouco tempo de tratamento” e ainda podem sofrer com os efeitos colaterais do início do tratamento.

Análise

Para a coordenação da pesquisa, os dados mostram que as pessoas com Aids no país têm dificuldade para superar os traumas causados pelo diagnóstico da doença.

“Os sentimentos de tristeza e depressão podem ser explicados pela falta de apoio social, pelo sentimento de discriminação, pelo sentimento de solidão, entre outros, que diferenciam as pessoas com Aids da população geral”, diz a análise.

A coordenação da pesquisa também avalia que muitos dos pacientes em tratamento consideram seu estado de saúde bom porque comparam com a situação em que estavam no momento do diagnóstico.

“Quando fazemos a pergunta, eles acabam por comparar a situação atual ao momento do diagnóstico, o que faz com que boa parte dos pacientes respondam que atualmente sua saúde é excelente ou boa”, explica a pesquisa.

Principais dificuldades

A pesquisa mostra ainda que 36,5% dos entrevistados disseram que após o diagnóstico tiveram uma piora das condições financeiras. Outros 33,7% apontam como principais perdas a piora na aparência física.

A entrada no mercado de trabalho também é prejudicada, mostra a pesquisa. Dos pacientes homens em tratamento, por exemplo, 55% não trabalham contra 21% da população masculina em geral – levando em consideração os dados de 2006 – os disponíveis na época da realização da pesquisa da Fiocruz, segundo o governo – do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando homens e mulheres, o percentual dos que não trabalham sobe para 58%. 20% dos entrevistados disseram ainda que perderam o emprego após o diagnóstico do HIV.

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1397909-5603,00-PESSOAS+COM+AIDS+TEM+MAIS+PROBLEMAS+PSICOLOGICOS+DO+QUE+FISICOS+DIZ+PESQUIS.html

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