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preciso-dizer-que-te-amo-1531328210552_v2_450x450Não vou negar que me senti constrangida quando liguei para Ariel Nobre, autor do projeto “Preciso Dizer que Te Amo”, uma campanha de sensibilização contra o suicídio de homens trans. Quem fez a primeira pergunta foi ele: “Você é LGBT?”. Não, eu disse, já me sentindo mal por, sendo hétero, escrever uma matéria sobre a solidão de quem não está nos padrões de gênero e orientação sexual de uma sociedade heteronormativa. Ariel diz que seu papel é justamente esse: constranger, deixar claro que ele existe, mas que o mundo quer apaga-lo, dizer que o que ele representa é pecado, que não tem espaço no mercado para ele.

Ele tem razão. O mundo dita suas próprias regras, rouba seu lugar de fala e diz onde ele deve ou não deve trabalhar. O preconceito vai além das ruas e entra em casa e no ambiente de trabalho. “Nossas histórias são sempre contadas sob um viés triste, porque a sociedade impõe  que nossas vidas sejam assim. Todo mundo que é LGBT passa por isso e se dá conta de que não deveria existir, segundo a sociedade. Essa sensação é muito solitária”, diz Ariel. Daí vem o ato de constranger e de dizer a verdade no pouco espaço que tem. “Eu combato minha solidão com o ativismo.”

Vivendo em um país que mais mata LGBTs no mundo, não é difícil entender Ariel. Segundo um levantamento do GGB (Grupo Gay da Bahia), em 2017, foram 445 mortes de pessoas LGBTs. Um crescimento de 30% em relação a 2016. De acordo com Pedro Gastalho de Bicalho, psicólogo do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a “LGBTfobia” produz o sentimento de solidão devido à condição de orientação sexual e identidade de gênero de cada um.

“Além de ser entendida como uma escolha problemática, ainda há aqueles que acreditam que se trata de uma doença, a ponto de a própria justiça brasileira entrar com processos judiciais contra a resolução do Conselho Federal de Psicologia”, diz Bicalho, referente à autorização que o juiz da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, Waldemar Claudio de Carvalho, deu a psicólogos, para que eles possam oferecer terapias de reversão sexual – popularmente conhecidas como “cura gay” – a pacientes que não aceitem a própria orientação sexual e que procurem os consultórios “voluntariamente”. Bicalho diz que isso faz com que as pessoas se sintam culpadas pela orientação e se agastem de suas relações sociais, em especial com a família.

“Experimentar um preconceito reflete em culpabilização, o que faz com que as pessoas se afastem dos seus vínculos sociais”

Pedro Gastalho de Bicalho, psicólogo da UFRJ

Alessandra Diehl, psiquiatra, educadora sexual e vice-presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas), explica o isolamento por medo do ódio: “Numa sociedade como a nossa, a mais LGBTfóbica do mundo, onde 21% das pessoas dizem que tem ódio, antipatia de conviver com gays, e 40% dos assassinatos transfóbicos do mundo ocorrem aqui, é óbvio que a comunidade LGBT tende a se excluir, a se isolar.

Solidão e depressão

A probabilidade de um jovem homossexual se suicidar é cinco vezes maior do que a de um heterossexual, segundo uma investigação realizada pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Mas não pense que a elevada taxa de doenças mentais no grupo LGBT tem relação com a sexualidade. De acordo com o estudo, na verdade, o problema é a falta de apoio da família e dos amigos.

“As pessoas não são solitárias por conta da orientação, e sim devido a maneira como são historicamente tratadas pela sociedade. Até mesmo para se proteger da violência, elas se afastam e viram guetos”, explica Bicalho.

Começa com uma “simples” exclusão, levada ao isolamento e à solidão. Apesar de parecer inofensiva, a solidão e o isolamento social têm potenciais efeitos danosos à saúde. Afastar-se dos ciclos sociais pode elevar o nível dos hormônios do estresse e inflamações, os quais, por sua vez, podem aumentar o risco de doença cardíaca, artrite, diabetes do tipo dois, demência e até de tentativas de suicídio.

Além da saída do armário

Ao contrário do que muitos pensam, o processo de isolamento não existe apenas durante a “saída do armário”. A solidão acomete o grupo LGBT antes, durante e depois da pessoa assumir quem realmente é. “Não é um portal que você passa e está tudo bem. É uma guerra interior constante. Desde que me assumi homem trans, minha vida virou uma sabatina, as pessoas têm dúvidas e me questionam constantemente”, diz Ariel.

Segundo Boris Dittrich, advogado e ativista social, criador da lei que permite o casamento homoafetivo – implementada na Holanda, em 1994, e reproduzida por mais de 20 países – , o processo de descobrir que sua orientação sexual ou sua identidade de gênero podem ser diferentes das pessoas que criaram você – pais, avós, irmãos, irmãs – é muito solitário. Mesmo quando você decide não falar.

“Você tem que descobrir se é seguro sair do armário, e algumas vezes a situação não é boa ou clara. Então, é melhor ficar escondido. Mas, nesse caso, você precisa fingir ser outra pessoa e esse é um sentimento muito solitário, que tem várias negativas em termos de saúde, já que você pode desenvolver todo tipo de doença mental, como a depressão”, diz o advogado holandês.

“É difícil estar nos espaços sociais, lidar com gente que erra seu gênero, ninguém quer te contratar… Você fica muito sensível e se isola. Não somos vistos como pessoas bonitas, é sempre uma vergonha”

Ariel Nobre, autor do “Eu Preciso Dizer que Te Amo”

Para quem resolve se assumir, a luta é constante, com a sociedade e com si mesmo. “Com trans é mais complicado ainda, porque você sai do armário duas vezes. E, quando você faz isso, as pessoas sempre tentam te empurrar de volta”, diz Ariel.

Yago Neres, também identificado como homem trans, conta que demorou anos para entender que ele não era um “erro”. Desde os 12 anos ele já sofria na escola por causa do racismo. Era comum ficar sozinho no intervalo entre as aulas ou nas atividades em grupo. Aos 13, quando assumiu que era lésbica –na época se identificava como mulher –, sentiu que seu círculo de amizade havia sumido. “Minhas amigas evitavam falar comigo e os meninos faziam chacota com a minha cara ou até mesmo me agrediam.”

Por causa dessa rejeição, Yago se afastou dos poucos colegas que ainda falavam com ele. “Foi uma época muito difícil, pois a única coisa que me consolava era os animes e os poucos filmes LGBTs que encontrava no YouTube. Comecei a sentir a solidão aumentar o meu desejo de morte, pois onde quer que eu fosse sentia um bazio e a rejeição. Os olhares jogavam um peso em minhas costas, andava sempre de cabeça baixa”, diz.

Devido ao sentimento de exclusão, ele começou a se mutilar. “Cortava os pulsos com tesouras ou cortava a orelha com alicates para sentir a dor e me esquecer do vazio que havia em mim. Foram quatro anos nessa agonia, nesse cansaço mental. Mesmo que eu encontrasse pessoas novas, logo me afastava delas por medo de sofrer com o preconceito e ouvir as palavras de desprezo”.

O problema piorou quando ele contou a todos que não se identificava com o gênero feminino. Dessa vez, a rejeição veio da família. Yago sentia que a cada passo que dava para tentar descobrir quem era, ficava mais distante dos familiares. “Foram dias solitários”, lembra ele. “Não saia mais do quarto, não saia mais na rua, não sentia vontade nenhuma de ver pessoas.”

Mas em 2016 Yago conheceu os ativistas Ariel Nobre e Gustavo Bonfiglioli em uma palestra, e pode perceber que existiam pessoas como ele. “Percebi ali que eu não era o ‘erro’. Aos poucos, fui conhecendo pessoas LGBTs e participando de debates, assim pude compreender e aprender a me amar, a olhar para dentro do meu ‘eu’ e usar todos os insultos que ouvi e vivi como combustível para ter forças e bater de frente com pessoas homofóbicas e transfóbicas.”

Hoje, Yago acredita que a força para combater a solidão que sofreu foi justamente falar sobre ela, compartilhando com os outros o que sente e, o mais importante, saber ouvir o outro também.

Ser gay na terceira idade

A solidão na velhice já é uma questão por si só. A partir da década de 2050, a população brasileira acima dos 60 anos será o dobro do contingente de crianças e adolescentes com menos de 14 anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No entanto, apesar de o país estar envelhecendo, os idosos estão cada vez mais solitários. Segundo um levantamento de 2017 da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a solidão é o maior temor dos brasileiros na terceira idade.

Mas o processo de solidão e envelhecimento LGBT é diferente. Primeiro porque a população de travestis e transexuais não envelhece, já que é assassinada antes. “Essa população é assassinada antes mesmo de se sentir sozinha”, diz Bicalho. Segundo porque o isolamento LGBT, além de ser um debate ao longo da vida, se fortalece ainda mais na terceira idade.

“Já conversei com LGBTs com 75 anos ou mais algumas vezes e descobri que, quando o parceiro morre, eles voltam para o armário na hora de procurar um cuidador, porque muitas vezes os enfermeiros são preconceituosos e não aceitam. Então, eles retornam à fase de solidão”, explica Boris Dittrich.

Geralmente, para se proteger, o LGBT cria redes sociais subjetivas diferentes da família, de acordo com Alessandra Diehl. Quando essas pessoas vão falecendo, o preconceito estará na casa de repouso também. “Os idosos se sentem tolhidos nesses lugares e têm que voltar para o armário. A trajetória começa cedo com exclusão, sofrimento, abuso verbal, sexual, hostilidade e se repete décadas mais tarde.”

Preciso dizer que te amo

Quando Ariel Nobre se viu na situação de isolamento, ele tentou se matar e resolver escrever suas últimas palavras: “Preciso dizer que te amo”. Os dizeres o fizeram repensar e, desde de setembro de 2015, ele decidiu escrever por onde passa, em objetos e corpos, para sensibilizar as pessoas a respeito do suicídio de homens trans.

“A cura para a solidão tem que ser como a dor, igual a vacina, que vem da cobra que te picou. E também uma certa resiliência, entender que vou ter que explicar o que é homem trans até eu morrer. É uma face cruel, mas preciso aprender a viver melhor com essa realidade. Quem me ensinou isso foi a cultura LGBT, que me ensina toda hora a me apropriar daquilo com que querem me matar”, diz ele.

De acordo com Dittrich, com todos esse números no Brasil, é norma se sentir inseguro, é um risco estar na rua e mostrar quem você realmente é. O fato de que o ambiente não é acolhedor leva ao isolamento. “Nós torcemos para que haja políticas que cuidem dessa questão e que digam que estão aqui para proteger minorias e que suportem essas pessoas.”

“A sociedade civil é organizada. Afinal, temos a maior parada gay do mundo. Mas no Brasil há um discurso de ódio em nome do conservadorismo, do fundamentalismo. Isso impede o diálogo e nos faz uma sociedade assassina”

Alessandra Diehl, psiquiatra da Abead

Em São Paulo existem vários centros de apoio, mas não no Brasil todo. “Em Rondônia não tem rede de assistência, por exemplo, que dirá uma pessoa que acolha ou entenda. Não temos que ter serviços dedicados somente a LGBTs, mas serviços capazes de inclui-los”, diz Diehl. E não adianta haver os centros sem cuidar da causa: a LGBTfobia. Para isso, todos os especialistas consultados para esta matéria concordam: educação sexual nas escolas é a chave.

Segundo a psiquiatra, para quem luta, empoderamento é o principal, lembrar que você pode falar e que pode ser livre, porque é um cidadão. “Eu me aproprio desse lugar marginal que eu estou e volto para o centro para lembrar as pessoas que estão no poder, eu volto com a margem comigo, lembrando que eu quem deveria ter poder de fala. Meu ativismo me tira da solidão, me rebela contra essa estrutura”, diz Ariel.

Fonte: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/18/preconceito-isolamento-e-depressao-solidao-lgbt-precisa-ser-discutida.htm

 

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É a solidão que gera doenças ou as doenças que nos fazem sentir mais isolados? Não está claro o que vem primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas estudos já comprovaram que solidão e saúde física estão ligados.

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Todos nos sentimos sós em algum momento das nossas vidas. Para muitos, é um sentimento passageiro e eventual, mas para alguns essa solidão se torna crônica.

Vários estudos têm vinculado essa solidão crônica e o isolamento social a uma maior incidência de doenças e a um risco maior de morte prematura. Os cientistas no entanto desconhecem qual o mecanismo exato por trás desta relação, que não é necessariamente de causa e efeito.

É a solidão que gera as doenças ou são as doenças que nos tornam mais isolados?

De qualquer forma, as pesquisas deixam claro que a solidão e o isolamento social estão ligados a doenças mentais e físicas.

Conheça cinco aspectos da nossa saúde física que a solidão pode prejudicar, de acordo com estudos científicos:

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  1. Maiores riscos de doenças cardiovasculares

A solidão está associada a um aumento de quase um terço do risco de sofrer doenças cardiovasculares, como problemas de coração e derrames cerebrais. Nicole Valtorta, da Universidade Newcastle, no Reino Unido, estudou o fenômeno e disse à BBC que três mecanismos podem explicar essa correlação.

Um deles é psicológico: as pessoas que se sentem só com mais frequência têm mais chance de desenvolver depressão, ansiedade e se sentir mais infelizes.

O outro é biológico: quem se sente só com frequência e apresenta os sintomas psicológicos acima acaba dormindo pior.

O terceiro mecanismo é comportamental: as pessoas que se sentem isoladas podem acabar adotando comportamentos prejudiciais à saúde, como fumar e comer demais ou se exercitar menos.

Esses três fatores, que muitas vezes aparecem combinados, podem aumentar a chance de a pessoa desenvolver doenças cardiovasculares.

Two friends embracing during backyard party on summer evening

  1. Menor habilidade para combater doenças comuns

Um estudo das universidades da Califórnia e de Chicago, publicado em 2015 na revista especializada PNAS, investigou o efeito celular da solidão em humanos e macacos, e concluiu que o sentimento de isolamento pode reduzir a eficiência do sistema imunológico.

Os pesquisadores perceberam que pessoas identificadas como socialmente isoladas tinham um aumento de 12% na atividade dos genes chamados CTRA, que estão associados à resposta imunológica.

Eles identificaram que essa hiperatividade se manifestava em níveis maiores de glóbulos brancos, que participam da resposta inflamatória, e em níveis menores de produção de proteínas imunológicas antivirais.

A hipótese por trás desse fenômeno é que os humanos evoluíram para viver em grupo. Quando são isolados durante um período prolongado, podem se sentir inconscientemente ameaçados, e permanecer em um estado constante de alerta. Esse estado de atenção aumenta a inflamação do corpo e reduz a nossa capacidade de combater infecções.

  1. Pressão sanguínea mais elevada

Outro estudo da Universidade de Chicago concluiu que as pessoas que sofrem de solidão tem maior probabilidade de ter pressão sanguínea mais alta no futuro.

A hipertensão está associada a um maior risco de derrame, ataque do coração, problemas de rim e demência. O estudo foi publicado em 2010 na revista Psychology and Aging.

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  1. Risco maior de morte prematura

O isolamento social e a solidão estão associados a um aumento de 30% no risco de morte prematura, segundo um estudo da Universidade Brigham Young, dos Estados Unidos, publicado em 2015 na revista da Association for Psychological Science.

A investigação analisou 70 estudos diferentes com a participação de 3,4 milhões de pessoas. Eles concluíram que, ao contrário do que poderia parecer, “os adultos de meia-idade têm um risco maior de mortalidade quando sofrem de solidão crônica ou vivem sozinhos do que adultos idosos com as mesmas características”.

Os autores acreditam que os estudos acerca dos efeitos da solidão sobre a saúde estão na mesma fase de investigação de pesquisas sobre o impacto da obesidade há décadas atrás. Portanto, é uma área nova de pesquisa. E a expectativa é de que o sentimento de isolamento entre a população aumente no futuro.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/noticia/quatro-maneiras-como-a-solidao-pode-afetar-sua-saude-fisica.ghtml

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A depressão é um transtorno afetivo e isso, todos já devem ter percebido ou até mesmo deduzido. E não importa se é leve, moderada ou grave, em todos os níveis de gravidade, ela é proporcionalmente incapacitante.

A duração dos sintomas, na maioria dos casos, indica o quão ela influenciará em nossos relacionamentos, isso porque, com o passar do tempo a depressão vai agregando outras questões que aumentam ainda mais o desgaste da convivência familiar, social e consigo mesmo.

Assim, podemos dizer que as áreas em que mais existem dificuldades de adaptação são relacionadas ao papel sexual, assim como o interesse na busca por emprego, seguido do isolamento social.

 Depressão e relacionamentos

O que vemos então na vivência da nossa profissão é que existe uma probabilidade maior de um casamento não dar certo quando um dos dois apresenta a depressão em comparação com os casais que não apresentam a depressão.

Depressão e família

A primeira reação de uma família que descobre a depressão em um de seus membros é a de ajudar a pessoa a reagir, a não se deixar levar pelos “sentimentos pessimistas”, o que é uma postura muito positiva, porém, ineficaz, pois, acredita que tais emoções são dependentes da vontade da pessoa.

A reação seguinte é a depreciação da pessoa portadora de depressão, pois, em todas as famílias, existem as crenças populares, o senso comum que aponta o portador da depressão como alguém acomodado, com falta de vontade, alguém que não quer se esforçar, dizem que é uma pessoa fraca, etc.

Quando estas crenças populares se instalam, é porque a família se sente impotente diante da situação, frustrada e decepcionada com as sucessivas tentativas e a falta de resultado na melhora, no ânimo e no humor do portador da depressão.

Com tudo isso, muitas emoções e sentimentos vão surgindo dentro da família, a frustração, decepção, impotência e além destas já citadas, podemos falar da preocupação excessiva, raiva, sensação de exaustão, entre outros que associados ao impacto financeiro e social da família, acabam deixando o portador da depressão como o bandido da situação.

Depressão e casamento

A queda da libido é um dos principais fatores que comprometem o relacionamento íntimo de um casal, isso porque, quem é portador deste distúrbio afetivo perde a capacidade de sentir prazer em qualquer atividade, inclusive no sexo. Esta característica vai se agravando conforme evolução da depressão, o resultado disso, é que a pessoa tem muita dificuldade para dar início a qualquer tipo de atividade, dar continuidade ou finalizar, e assim é com a vida sexual, é muito difícil para o portador de depressão dar início a relação sexual, e quando o faz, está bastante prejudicada chegando até a dificuldade de atingir o orgasmo.

Com esses efeitos, a consequência disso é o desenvolvimento da baixa autoestima, porque existe sempre uma auto cobrança, principalmente porque o outro também vai cobrá-lo de alguma forma porque a pessoa se sente rejeitada, deixada de lado, sente que não é mais amada, chegando a ponto em alguns casos, de acreditar em uma possível traição.

Claro que preciso também deixar claro que com o tratamento da depressão, a medicação também terá uma função de corte da libido, porém, com o desenvolvimento da pessoa e a consequente melhora da depressão, a medicação será proporcionalmente diminuída pelo médico, o que organicamente possibilitará o retorno à vida sexual saudável e igual à vida anterior a depressão.

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Igor e Vitória são crianças saudáveis, e portadoras do vírus HIV.

capaturmadamonicaGratuita, publicação será distribuída em brinquedotecas e hospitais.

A Turma da Mônica ganhará dois personagens especiais. Saudáveis, Igor e Vitória levam uma vida normal, e são portadores do vírus HIV.

A publicação pretende abordar as formas de infecção da doença, o que é o vírus da Aids, como conviver com crianças soropositivas, e o impacto social causado pela patologia.

“Uma criança portadora do HIV/Aids, por exemplo, não tem culpa de ter contraído o vírus e é vista com receio pelos próprios coleguinhas e seus pais. Por essa razão, precisamos já promover sua inclusão junto aos seus colegas na escola. Serão adultos melhores”, afirma o cartunista Maurício de Sousa.

A tiragem inicial, de 30 mil cópias, será distribuída gratuitamente em brinquedotecas, nas pediatrias dos hospitais da rede Amil, postos de gasolina da rede Petrobras e em hospitais públicos da Secretaria da Saúde do Distrito Federal. Em 2013, a publicação deve ser lançada em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife.

Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/09/turma-da-monica-ganha-dois-personagens-soropositivos.html

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Desde o nascimento, os seres humanos sentem a necessidade do contato com o meio e conseqüentemente com outras pessoas, pois, dependem dos cuidados proporcionados pelo outro (mãe, pai, avós). E é durante esse período que nós, seres humanos, começamos a desenvolver um elemento fundamental para nossa sobrevivência, o vínculo afetivo.

Quando entramos em contato com outras pessoas, várias funções são ativadas: o ver, o escutar, o falar, o toque, o olfato, o gosto, o movimentar-se, assim como nossos sentimentos naquele exato momento, ou seja, utilizamos toda a nossa capacidade e sentidos para canalizar nossas energias e criar bons contatos com o meio. Quando se obtém sucesso, conquistamos autoconfiança e cada vez melhor será nosso contato com as pessoas e o ambiente, caso contrário, podemos ser influenciados por sentimentos como a confusão, impotência, desapontamento, decepções, frustrações, entre muitos outros.

É muito comum ouvir pessoas se queixando das dificuldades de seus relacionamentos, sejam amorosos ou de amizade, muitos não se sentem aceitos ou compreendidos, simplesmente amarguram decepções e frustrações.

Embora mais fácil, responsabilizar o outro como sendo o responsável pelo mau êxito do relacionamento não ajuda na melhora a relação, nem na busca por vínculo afetivo em geral. Muito mais produtivo é desenvolver uma boa percepção e conhecimento de si mesmo e assim conseguir observar como estamos nesse ou naquele relacionamento.

No momento em que estabelecemos um bom contato, precisamos reconhecer nossos desejos, nossas necessidades e sentimentos, mesmo que estes não sejam semelhantes aos da outra pessoa. Desta forma, vamos lidar melhor com o medo da separação, da decepção, o medo de ser rejeitado, assim como, compreender e respeitar as diferenças de cada um.

Em qualquer relação humana, sobretudo na vida a dois, inicialmente se evidencia o poder do envolvimento e a atração das partes que se conheceram, pois, escolhemos os nossos pares pelo comportamento aparente. Com o passar do tempo e a instalação da rotina, podemos conhecer melhor a pessoa com quem nos envolvemos, percebemos as verdades e não somente as atitudes aparentes. É nesse período então que começam a surgir as dificuldades para lidar com as diferenças e os “defeitos” um do outro.

Num relacionamento amoroso ou de amizade, vários fatores podem dificultar e interferir negativamente na manutenção dessa relação, dificuldades financeiras, diferenças de educação e cultura, formação profissional, estilo e objetivos de vida, problemas sexuais, infidelidade, traição, beleza estética, fases de vida, entre muitos outros, assim como diferenças de credo e fé e também qualidades da personalidade como a timidez ou a extroversão.

 Contudo, alguns desses fatores considerados na maioria das vezes como influenciadores negativos de um relacionamento, muitas vezes podem contribuir como complemento para muitos relacionamentos, sendo então favoráveis para a manutenção da amizade ou do casal, ou seja, não existe regra alguma para determinar uma relação saudável ou não saudável, porém, a vontade de se cuidar utilizando-se do autoconhecimento e da auto-percepção estimula a compreensão do outro e, conseqüentemente, o interesse pelo bom desenvolvimento da relação.

Muitos obstáculos nas relações humanas estão ligados a esta precariedade de vínculo. O casal não consegue perceber este tipo de deficiência em seu relacionamento. Focaliza os problemas em outras questões, ou ainda, prefere não tocar no assunto. Há casos em que se ignora a possibilidade de buscar a psicoterapia. E, existem situações em que a resistência impera. Fato comum é dizer que não se precisa de tratamento algum, pois que as dificuldades são de outra ordem. Todavia, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil. 

É necessário aprender a administrar as dificuldades existentes em qualquer tipo de relacionamento, proporcionando maior qualidade de vida nas relações e isto se dá de dentro para fora. Leva tempo, mas, deve-se considerar que os resultados, conforme o desejo e a vontade utilizados no processo em conjunto com as atitudes individuais trarão maior liberdade e tranqüilidade para se viver a individualidade e as relações com o outro.

Dialogar e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Realizar esta tarefa não é simples e requer coragem e vontade para mudar. Aceitar os problemas e lutar para transformar o prejudicial em saudável. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.

 Psicoclínicas – Ricardo T. Miyazaki

 

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