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Uma pesquisa que mapeou a frequência de doenças mentais na Grande São Paulo mostra que os transtornos de ansiedade, como estresse pós-traumático, fobias e síndrome de pânico, lideram e estão presentes em 20% da população.

Depois vêm os transtornos de humor, como depressão (11%), de controle de impulsos (4,3%) e por consumo de drogas (3,6%).

Os dados são do projeto São Paulo Megacity, um estudo realizado pelo IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas de São Paulo com 5.037 residentes dos 39 municípios da região.

A amostra é representativa das cidades, e as entrevistas foram feitas pessoalmente entre 2005 e 2007.

Dados preliminares já haviam sido apresentados em 2009, mas agora a pesquisa completa, que faz parte de um grande estudo mundial, foi publicada na revista científica “PLoS ONE”.

Segundo a psiquiatra Laura Helena Andrade, coordenadora do estudo, a pesquisa procura entender o contexto relacionado a essa prevalência maior.

A violência urbana ajuda a explicar a forte presença dos transtornos mentais na população –54% dos entrevistados relataram ter vivido uma experiência ligada a crimes, como ser vítima ou testemunha de assaltos e sequestros.

Pessoas que vivem em áreas mais pobres e periféricas da cidade também tiveram maior risco de desenvolver os transtornos.

“Cada fator inerente à vida na metrópole, como transporte, violência e acesso a serviços de saúde, tem uma parcela de participação nesse resultado”, afirma Paulo Rossi Menezes, professor associado da USP e epidemiologista psiquiátrico que não participou do estudo.

GRAVIDADE

A pesquisa mostrou que 10% da população em São Paulo tem doenças psiquiátricas graves. Esse índice está acima da média de outros 14 países, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos EUA, a prevalência é de 5,7%.

Só um terço dos brasileiros com transtornos graves recebeu tratamento nos 12 meses anteriores às entrevistas.

“Os transtornos mentais são frequentes, mas pouco reconhecidos e tratados. A sociedade sabe pouco a respeito e há um estigma ligado às doenças”, diz Menezes.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1053547-ansiedade-e-transtorno-mais-comum-na-grande-sao-paulo.shtml

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Se você acredita que a agenda do seu filho precisa ser recheada de atividades extracurriculares, cuidado. Na ânsia de oferecer o melhor, você pode estar exagerando na dose, afinal, criança precisa de tempo livre. “Brincar é tão importante para a criança quanto alimentar-se, dormir, ir à escola. As crianças adquirem experiência brincando e elaboram vários sentimentos. Brincando, as crianças dominam os impulsos e dão escoamento à angústia. Brincar favorece a espontaneidade, que a acompanhará por toda a vida”, afirma a psicóloga Cynthia Boscovich.

Para a psicopedagoga Silvia Amaral de Mello Pinto, conselheira e membro titular da Associação Brasileira de Psicopedagogia, na hora de escolher uma atividade extracurricular para a criança, os pais devem se preocupar com com a qualidade, não com a quantidade. “Avalie o bem-estar e o benefício que determinado curso pode oferecer. E observe se o seu filho aguenta tal responsabilidade”, diz Silvia.

Outra dica importante é manter o diálogo com a criança. “Qualquer escolha tem de ser negociada. Hoje, cada vez mais cedo, elas conseguem se expressar. E se perceber que seu filho não está aproveitando, melhor adiar para outra oportunidade”, diz o psicólogo Fernando Elias José, mestre em Cognição Humana na PUC-RS.

De acordo com a psicopedagoga Maria Irene Maluf, o pediatra também deve ser consultado. “O médico pode orientar se a atividade é adequada à idade da criança”, diz. Ela comenta que uma atividade complementar vai preparar o indivíduo para viver em sociedade, além de contribuir para o desenvolvimento físico e intelectual. “Mas é importante não preencher a agenda da criança com tantas regras. Ela precisa ter tempo para fazer a lição de casa, para brincar e até para não fazer nada”, avalia Maria Irene.

Participe mais
Com a correria diária, falta tempo aos pais para brincar mais com seus filhos. No entanto, isso é muito importante, pois transmite segurança às crianças. “A intermediação do adulto é indispensável. Não adianta diminuir as atividades extracurriculares e deixar a criança em frente à TV, computador ou videogame por horas”, diz Maria Irene. Conte histórias, mostre desenhos, assistam a um filme, brinquem… “Os pais que conseguem reservar um tempo para os filhos têm mais facilidade em descobrir seus talentos e encaminhá-los para atividades que o agradem.”

Também não vale colocar seu filho em atividades que você gostaria de ter feito na infância. “Isso é perigoso, pois a criança pode não ter talento para tal aula e sentir-se segregada”, afirma Silvia. Isso também pode ocorrer quando a criança não tem espírito competidor, por exemplo, e os pais o colocam em uma atividade esportiva coletiva. “Cuidado. Não exponha seu filho. Se ele não se adapta a um esporte coletivo, procure estimular sua habilidade individual”.  E nada de exigir apenas os melhores resultados e fazer comparações entre crianças.

Não existe regra para escolher a atividade das crianças, pois cada ser é único. Portanto, na hora de decidir, observe-o e dialogue bastante, além de consultar seu pediatra e seu educador: dois profissionais que poderão te ajudar a fazer a melhor escolha.

Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2012/02/23/brincar-na-infancia-e-mais-importante-do-que-atividades-extras-dizem-especialistas.htm

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Seja qual for o seu problema, é sempre bom encontrar alguém que o ajude a descobrir outra perspectiva da situação. Muitas pessoas, quando têm de enfrentar grandes problemas, tendem a se isolar.

Acham que concentrar-se unicamente na questão é a melhor maneira de solucioná-la e dispensam outros pontos de vista e ideias que poderiam ajudá-las a superar as dificuldades.

Outros procuram a ajuda de pessoas queridas, mas que não entendem do assunto em profundidade. Ter amigos por perto é sempre bom, e você deve procurá-los! Mas, quase sempre, a assistência de um profissional especializado é fundamental para encontrar rapidamente a solução. Portanto, escolha pessoas confiáveis e competentes para lhe dar suporte num momento de crise!

Seu cunhado pode gostar muito de você, mas ser um ignorante em direito. Em determinadas crises, somente um bom advogado tem condições de ajudá-lo; em outras, como as dificuldades de ordem organizacional, ouvir um consultor de empresas é fundamental.

Às vezes você está exausto e frágil demais para conversar com os credores. Deixe que seu advogado cuide disso para você. Ele conhece seus direitos, não está emocionalmente envolvido e com certeza conseguirá um acordo melhor.

Boas decisões se baseiam em bom senso e em boas informações. Já que manter o bom senso em época de crise é complicado, pelo menos melhore a qualidade de suas informações.

E entenda: ficar revivendo o passado é o primeiro passo para a depressão! O caminho é construir um novo projeto de vida, no qual o mundo não se limite às paredes da casa. Talvez o tamanho do mundo possa assustar inicialmente, mas mais adiante a pessoa sentirá muito orgulho de ter tido coragem de abrir as portas para que coisas novas acontecessem em sua vida. E, principalmente, poderá conversar com as pessoas que ama utilizando esse novo conhecimento, sem se sentir inadequado.

Se você se identifica com o exemplo daquele amigo com medo exagerado de que algo ruim aconteça, é importante que analise os motivos desse medo. Como ele nasceu? Será que veio da culpa injustificada de ter ficado rico, enquanto seus amigos de infância ou irmãos não o conseguiram? Veio da sensação de que você não é digno do que conquistou? Será que esse medo não está ligado a crenças negativas sobre dinheiro, como as de que “pessoas ricas são infelizes” ou “dinheiro traz problemas”?

A explicação dos medos pode ter muitas origens. O importante é que a pessoa saiba perceber quando essa sensação está fora de controle e se volte para si mesma, à procura das respostas para esse descompasso entre real e imaginário.

Lembre-se de que se você deixar de fazer algo pressionado pelo medo a tendência será de que ele o domine e o deixe prostrado diante dos acontecimentos da vida. Não há nada de errado em sentir medo! Essa é uma reação que qualquer animal tem, uma espécie de instinto de proteção, mas em proporções anormais o medo enfraquece o ser humano.

Se você sentir medo de algo, compartilhe-o com as pessoas envolvidas naquela situação. Essa atitude é muito melhor do que dar uma desculpa esfarrapada. As mentiras farão com que essas pessoas percam a admiração que sentem por você ao perceber que não é capaz de assumir suas fraquezas.

Não se esqueça de que esse medo é imaginário e só continuará existindo enquanto você o alimentar! Embora existam outros componentes, em síntese, é isso. O medo é como uma sombra, um inimigo cruel e persistente que nos acompanha mesmo na claridade.

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/robertoshinyashiki_problema_pessoal.htm

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De acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hamshire (UNH), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do “Journal of Adolescence”, pais altamente controladores, autoritários e explosivos são mais propensos a criarem filhos delinquentes.

Segundo o estudo, realizado desde 2007 com estudantes de ensino fundamental e médio, há uma diferença no tipo de autoridade que os pais impõem dentro de casa, classificados como: exigentes, autoritários e permissivos. Em nota sobre a pesquisa, Rick Trinkner, doutorando da UNH e um dos responsáveis pelo estudo, diz que o estilo de educação dos pais pode

interferir na visão e no comportamento de seus filhos. “Os adolescentes que percebiam os pais como autoridades legítimas são menos propensos a terem comportamentos delinquentes”, disse.

Notou-se que pais classificados como exigentes são controladores, mas, também, calorosos e receptivos às necessidades de seus filhos. Eles conversam abertamente, explicando às crianças os limites e regras estabelecidas. De acordo com o estudo, pais com essas características criam crianças auto-suficientes, contentes e com autocontrole.

Os pais permissivos, porém, acabam não estabelecendo limites, mas ainda são receptivos às necessidades de seus filhos. Por não haver regras estabelecidas, as crianças não sentem que seus pais estão realmente presentes, muito menos

 possuem alguma autoridade real. Isso não os faz terem mais ou menos chances de serem delinquentes futuramente, mas os filhos sentem falta de uma relação paternal que os guiem.

Já os pais autoritários são pouco receptivos. As regras são estabelecidas sem

 explicações ou chance de argumentação. Nesse caso, espera-se que as regras sejam obedecidas sem contestação. O resultado é a criação de filhos menos auto-suficientes, descontentes e sem noção de autocontrole.

Segundo a pesquisa, os resultados mostram que criação de legitimidade dos pais é uma técnica para que os adultos tenham controle sobre seus filhos. Além disso, pais exigentes possuem mais chances de serem obedecidos do que os autoritários ou permissivos –nesse caso ocorre o efeito contrário: os filhos tendem a minar a autoridade paterna sendo mais rebeldes.”Quando as crianças consideram seus pais autoridades legítimas, eles confiam e sentem que têm a obrigação de fazer o que eles mandam. Esse é um atributo importante para qualquer figura de autoridade, já que o pai não precisa usar um sistema de recompensa e castigo para controlar o comportamento dos filhos, sendo mais provável que a criança siga as regras quando os pais não estejam presentes fisicamente”, diz o pesquisador Rick Trinkner.

Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2012/02/22/pais-autoritarios-sao-mais-propensos-a-criarem-filhos-delinquentes-diz-pesquisa.htm

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Inventar uma história sobre como os bebês são feitos para o filho ou dizer que se lembrou do aniversário de casamento, mas não teve tempo de comprar presentes tudo bem. Mentiras, até certo ponto, são recursos usados para ajustar situações e evitar dores, disse o psiquiatra mestre e doutorando do departamento de psiquiatria da Unifesp, Adriano Resende Lima. No entanto, contar histórias falsas de forma sistematizada é uma doença, conhecida como mitomania.

Viver em um ciclo de mentiras e fazer delas um modo de viver é um problema. “A pessoa cria situações falsas, vivencia a mentira, cria uma realidade paralela e acredita nela”, explicou Lima. Os sintomas podem se assemelhar aos da esquizofrenia, mas enquanto na mitomania a pessoa se sente confortável e realizada com a realidade paralela, na esquizofrenia ela sofre de paranoia. “Os funcionamentos são muito distintos, a esquizofrenia está ligada ou neurodesenvolvimento e tem vários estados de delírio, a mitomania é mais ligada ao funcionamento psíquico”, disse ele.

O caso retratado no filme brasileiro VIPs foi inspirado na história de Marcelo Nascimento da Rocha que se passou por filho do dono da Gol, durante o carnaval de Recife em 2001. Rocha teve cerca de 16 identidades diferentes e, segundo o psiquiatra, exemplifica bem do que se trata a doença: mentir compulsivamente e usufruir das histórias.

O problema também não pode ser confundido com ações de estelionatários e corruptos que sabem que estão fazendo algo errado, mas cometem estes erros para se beneficiar dos golpes. O mitômano tem uma espécie de delírio, segundo Lima. “Ele cria uma fantasia e acredita que ela seja real”, explicou, “até que confronta com está criação e tem um momento de serenidade, é um transtorno dissociativo”, acrescentou.

No começo é uma “mentirinha”
O que a professora do Instituto de Psicologia da USP, Leila Tardivo, explica é que para toda mentira existe uma razão. “Mesmo quando o filho mente sobre a nota que tirou na escola. Ele mente por medo de punição, falta confiança na relação entre os pais e ele”, disse ela. O mitômano, segundo ela, tem dificuldade em aceitar a própria realidade. “Ele tem baixa autoestima, não se aceita”, disse.

Não existe apenas uma causa da mitomania, é um conjunto de fatores que provocam o problema. “As causas são multifatoriais: histórico de vida, relacionamentos, primeiras impressões dos pais, padrão de relação parental, genética, experiências”, enumerou o psiquiatra Adriano Resende Lima. Segundo o psiquiatra, são múltiplas as causas da doença. Um trauma, por exemplo, pode provocar o problema: “a pessoa cria uma realidade falsa para se defender da experiência traumática”, explicou.

Grande parte dos adolescentes passa pelo período de “pescador”, quando conta que “os peixes são maiores do que na verdade são”. De acordo com Lima, a mitomania pode despertar na fase da puberdade, adolescência ou até em adultos. No entanto, é mais comum o surgimento entre jovens. Mesmo assim, contar vantagens para impressionar os amigos não se enquadra nos sintomas da doença. “Exagerar no que conta para os amigos é considerado normal”, disse Lima.

Tratamentos
Segundo Leila, a compreensão das pessoas ao redor do paciente é importante. Se viver a verdade afastará amigos, trará punição ou constrangimento, o tratamento é dificultado. “É preciso fazer a reinserção social da melhor maneira possível”, disse ela. A mitomania é uma alteração do pensamento, algo que, segundo a psicóloga, o indivíduo cria e começa a acreditar. “É preciso trazê-lo à realidade”, disse.

A maioria dos pacientes passam apenas por terapia para tratar a doença, poucos são os casos em que são necessários medicamentos, segundo o psiquiatra Adriano Resende Lima.

Fonte: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5601950-EI16560,00-Contar+mentiras+pode+ser+transtorno+psicologico+saiba+mais.html

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Flagrante, não há. Marcas roxas tampouco estão lá para provar a agressão.

“Psicológica” é o adjetivo usado para tentar definir uma forma de violência silenciosa –por mais que o silêncio seja feito de palavras, acusações, cobranças. Ou gestos, olhares, sarcasmo, piadas.

A complexidade da violência psicológica não impede que esse crime tenha uma definição legal. Está no artigo 7 da Lei Maria da Penha, que descreve muito bem constrangimentos, ridicularização e perseguição, entre outras ações causadoras de danos emocionais.

“É difícil explicar aos outros onde está a sua dor”, diz o psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes.

É difícil perceber quando, no relacionamento, o jogo do amor vira o da dominação. O pano de fundo é a vontade de anular o outro, torná-lo refém dos próprios desejos.

“Quando um tem um limiar para tolerar frustração muito baixo e o outro, muito alto, a violência se perpetua”, diz a psicóloga Margareth dos Reis, do Ambulatório de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC.

A comerciante Mônica, 49, trabalha atendendo clientes do marido, mas sem salário.

Ele já escondeu a chave do carro da mulher, para ela não sair sem avisar. Um dia, quando Mônica fazia ginástica, xingou-a na frente de todos.

Mas ela não sabe o que vai fazer. “Temos 30 anos de casados, penso que tenho uma família. Por minhas filhas, já devia ter me separado.”

Para complicar, o jogo é de mão dupla: quem sofre a violência se nutre dela e a transforma no cimento da relação.

Parece um jeito de culpar a vítima e desculpar o agressor. Mas não é novidade, para quem estuda a coisa.

“É a dinâmica sadomasoquista, um pacto inconsciente: um provoca, outro agride, o que deve dar algum prazer”, diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, do Laboratório de Estudos da Família do Instituto de Psicologia da USP.

Além de manifestar um aspecto da sexualidade, a violência psicológica é uma forma de comunicação. “Associamos essa forma de agressão a todas as ações que causam dano ao outro pela linguagem”, diz a psicóloga Adelma Pimentel, autora de “Violência Psicológica nas Relações Conjugais” (Summus, 152 págs, R$ 36,90).

A perversidade do jogo é que, no relacionamento íntimo, um sabe os pontos fracos do outro, aqueles que ninguém quer tornar público.

O marido de Mônica repete que ela é uma mãe relapsa. “Para me agredir. Mas é difícil perceber a violência psicológica. Você aceita, alguém manda em você.”

“Você constrange a pessoa usando os demônios dela. E ela faz o que você quer, por gostar de você”, diz Forbes.

Foi assim no primeiro casamento da inspetora de alunos Lúcia, 48. “Eu tinha 19 anos e me casei com o homem pelo qual estava apaixonada. Ele me desvalorizava porque eu era pobre, negra, e eu achava que ele tinha razão.”

Destruir a autoestima do outro é a estratégia e a consequência da agressão oculta.

Lúcia achava que o ex-marido era lindo. “Ele dizia que eu tinha que agradecer por transar com ele. E eu nem sabia o que era orgasmo!”

O morde-e-assopra sustentava o jogo do ex. “Se eu chorava, ele me abraçava e dizia: ‘Gosto de você como você é’.”

“Os efeitos na pessoa agredida vão dos distúrbios alimentares à depressão, chegando à tentativa de suicídio”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, da Federação Brasileira de Psicodrama.

A vítima dessa forma de violência quase nunca quer mostrar a cara, porque denunciar a agressão é também expor as próprias fraquezas, Afinal, ela se submeteu, aceitou um arranjo ruim com medo de romper e ficar sem aquele amor.


HOMEM TAMBÉM É VÍTIMA, MAS NÃO ASSUME

A Lei Maria da Penha, que no seu artigo 7 define o crime da violência psicológica, só vale para as vítimas mulheres. Os homens ficam num limbo legal, e não porque estejam menos sujeitos às agressões das parceiras. Com o aumento de mulheres ganhando mais que os maridos e sendo “chefes” da casa, o jogo pesado da dominação emocional tem afetado cada vez mais os homens.

Mas é mais difícil para o homem assumir que sofre violência psicológica. “Não é de nossa cultura ele se queixar. Se for reclamar em uma delegacia, terá sua imagem mais uma vez danificada”, diz a psicóloga e advogada Lidia Gallindo, da Vara de Família do Fórum da Penha, SP.

Levantamento do Ministério da Saúde feito em 2008 e 2009 mostra que 20,8% das notificações de violência doméstica sofridas por homens são do tipo psicológico. O mesmo levantamento mostra que a agressão psicológica sofrida por mulheres é motivo de 49,5% das notificações, quase se igualando ao índice da violência física, 52%.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1048016-causar-dano-emocional-ao-parceiro-e-crime-vitimas-demoram-a-reagir.shtml

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Diário na internet melhora mais o ânimo dos adolescentes do que os relatos feitos em papel

Antes da internet, as primeiras palavras que muitos adolescentes americanos compunham em seus momentos de aflição eram “Querido Diário”. Após vários parágrafos despejando no papel as angústias sobre grosserias na lanchonete, paixões não correspondidas e coxas acima do peso, o(a) autor(a) do diário se sentia com frequência melhor.

Faz já algum tempo que pesquisas respaldam o valor terapêutico da manutenção de diários por adolescentes em geral. Um novo estudo revela, porém, que quando adolescentes detalham suas angústias no seu blog, o valor terapêutico é maior.

O estudo – publicado em The Therapeutic Value of Adolescents’ Blogging

About Social Emotional Difficulties, escrito por Meyran Boniel-Nissim e Azy Barak, professores de Psicologia na Universidade de Haifa, Israel – revela que o engajamento numa comunidade online permite que o blog se torne mais eficaz que um diário privado, aliviando as tensões sociais do escritor.

Para monitorar experiências de adolescentes com blogs, os autores do estudo pesquisaram aleatoriamente alunos do ensino secundário em Israel e selecionaram 161 (124 garotas e 37 rapazes, uma distorção de gênero significativa) que mostravam algum grau de ansiedade social ou estresse. Os adolescentes, com 15 anos de idade, em média, declaravam ter dificuldade de fazer novos amigos ou de se relacionar com seus amigos existentes.

Os adolescentes foram divididos em seis grupos. Os dois primeiros foram solicitados a escrever sobre suas dificuldades sociais no blog, sendo que os membros de um dos grupos tiveram de abrir suas postagens para comentários. Aos dois grupos seguintes foi pedido que escrevessem em seus blogs sobre qualquer coisa que impressionasse sua fantasia adolescente; de novo, os membros de um desses dois grupos tiveram de abrir suas postagens a comentários.

Os quatro grupos receberam a recomendação de escrever em seus blogs ao menos duas vezes por semana. Como controle, solicitou-se dos dois últimos grupos que ou mantivessem um diário impresso à moda antiga ou não fizessem absolutamente nada.

As contribuições aos blogs foram examinadas por quatro sociólogos para determinar o estado social e emocional dos autores. Em todos os grupos, a maior melhoria de ânimo ocorreu entre os blogueiros que escreveram sobre seus problemas e permitiram os comentários.

Curiosamente, os comentadores nos blogs foram cooperativos em sua imensa maioria. “O único tipo de surpresa que tivemos foi que quase todos os comentários feitos por leitores foram muito positivos e construtivos, tentando oferecer apoio aos blogueiros angustiados”, afirmou Barak.

As descobertas podem se sustentar no mundo virtual real também. “Eu decididamente escrevo postagens em que falo sobre ser oprimida, e isso me ajuda a relaxar”, disse Royar Loflin, uma blogueira de 17 anos de Norfolk, Virginia, que não participou do estudo. Embora seu blog, My Life as a Young Southern Prep, trate de tudo, de moda a críticas de livros, Royar também escreve sobre o stress de se preparar para a faculdade.

“As pessoas escrevem nos comentários ‘Eu me lembro de quanto estava na sua situação’ e ‘Não se preocupe, você vai passar nos exames!’, e é maravilhoso”, disse ela. “Realmente ajuda colocar tudo em perspectiva.”

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,blogs-de-jovens-tem-valor-terapeutico,829220,0.htm

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A Distimia é um tipo de depressão com sintomas característicos como falta de prazer e divertimento na vida e também pelo constante sentimento de negatividade. Ela se diferencia de outros quadros depressivos por apresentar sintomas considerados mais leves. O portador não chega a ser privado de suas tarefas e obrigações, porém, não desfruta a vida totalmente.

Geralmente, o portador da distimia é muito regrado e desanimado, e em alguns casos, quando os sintomas existem desde a infância, tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, assim, não sentem a necessidade de procurar um médico ou psicólogo, até porque, conseguem viver quase que normalmente.

Também podemos verificar que a distimia se caracteriza por ser um quadro que se estende por um período muito maior que um episódio depressivo severo. Segundo critérios norte americanos, em um adulto, para se caracterizar a doença é necessário um período de 2 anos predominantemente depressivos e 1 para crianças cujo humor pode ser tanto depressivo como irritável. Durante esse período a pessoa não pode ter passado por um período maior que dois meses sem os sintomas depressivos.

Sintomas

  • Baixa ou nenhuma auto estima;

  • sente-se desmotivado;

  • sensação de desesperança constante;

  • negatividade;

  • desinteresse ou perda do prazer e interesse por suas atividades ou a maioria delas;

  • alteração do sono (insônia ou dorme excessivamente);

  • alteração do apetite (falta de apetite ou excesso de alimentação);

  • vida social limitada e isolamento;

  • sentimento de rejeição;

  • incapacidade;

  • irritabilidade;

  • descontentamento;

  • pensamentos suicidas;

  • tendências a uso de substâncias químicas;

Vale lembrar que apesar destes sentimentos, a distimia não impede que ele continue vivendo sua vida normalmente, ou seja, o portador frequenta sua faculdade, trabalha, tem suas responsabilidades e cumpre com seus deveres. Porém, o que se pode perceber é um excesso de reclamações, o pensamento é negativista, tem a sensação de que nada nem ninguém pode ajudá-los e possuem muita relutância em tomar uma atitude que realmente pode ajudá-lo a mudar aquela situação indesejada.

A identificação da distimia em seu início é difícil, porque é um quadro clínico que se manifesta gradualmente tornando o diagnóstico precoce muito difícil. Ela só é detectada com precisão quando já instalada. O próprio paciente tem dificuldades de dizer quando as dificuldades começaram a surgir.

Causas

As causas são as mais variadas possíveis, desde a tendência da herança genética a situações de desamparo aprendido como a perda de um ente querido, o desemprego, uma doença crônica, etc.

E é claro que as pessoas que enfrentam situações de estresse excessivo podem sim desenvolver a depressão crônica.

Tratamento

O tratamento consiste em acompanhamento medicamentoso com anti depressivos acompanhado de psicoterapia.

A psicoterapia servirá como apoio para o enfrentamento de situações difíceis, encontrando a maneira mais saudável e tranquila para lidar com as dificuldades, mediando formas de se mobilizar recursos sejam eles, ambientais, sociais, informativos, etc. Assim como para a construção e manutenção de uma rotina agradável com o auxílio do desenvolvimento de pensamentos positivos e a influência que estes possuem no comportamento e na forma de viver de cada um.

Assim como trazer a tona, a reflexão das formas de pensamento e seus comportamentos, auxiliando também na re-educação de padrões de comportamento que desencadeiam as reações de estresse.

Ao final do período de distimia, após o tratamento, existe uma sensação geral de retomada do prazer e gosto por algumas atividades que antes, eram consideradas chatas e entediantes, é muito comum nesta fase a lamentação, a crença de que se perdeu muito tempo e também o arrependimento e culpa pelos transtornos que a doença causou em sua vida afetiva, social ou profissional. Os pacientes descrevem uma sensação de vazio interior, o que leva o tratamento a abordar também essa nova condição criando e adaptando padrões de comportamentos e pensamentos, é o acompanhamento contínuo da psicoterapia.

Por isso, precisamos deixar claro que a distimia é uma doença crônica, não possui uma cura definitiva e as recaídas e o reaparecimento de seus sintomas é algo bastante comum, o que explica o acompanhamento psicológico pré, durante e pós tratamento.

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