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A tristeza, a frustração, a dor e o medo não afetam somente quem sofre de depressão. Saiba como entender e lidar com esses momentos difíceis vividos por uma pessoa querida.

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“A alegria acaba, o sorriso vai embora. Tudo se torna uma desgraça. É um tormento sem fim. Como se tivesse uma nuvem escura em cima de você e você não conseguisse escapar”, relata Samuel*, ao recordar o período de depressão pelo qual sua esposa passou.

O transtorno veio após um grave acidente de carro. Ela ficou hospitalizada e, após um longo período de convalescência, não pôde mais retornar ao trabalho devido aos ferimentos sofridos.

“Você acha que a pessoa está ficando louca. É muito difícil, especialmente no começo, quando você não sabe o que está acontecendo”, afirma Samuel à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Quando alguém recebe um diagnóstico de depressão, compreensivelmente todas as atenções se voltam para essa pessoa.

No entanto, os familiares e amigos que convivem e tomam conta dela também passam por momentos muito difíceis. Segundo psicólogos, também correm risco de desenvolver um quadro depressivo e precisam se cuidar.

Em meio a todos os problemas causados pela depressão, a vida continua. As contas de casa continuam chegando, é preciso cozinhar, trabalhar e tomar conta dos outros membros da família, especialmente quando há crianças.

Samuel conta que todas as manhãs precisava levar seus filhos, de 4 e 5 anos de idade, à escola antes de ir ao trabalho.

“Não havia opção, tinha que continuar trabalhando e tentando proporcionar aos nossos filhos um pouco de rotina e normalidade. Quando a gente voltava, ao final da tarde, eu descia do carro antes e dizia às crianças para esperarem até eu voltar para buscá-los”, relata.

“Eu abria a porta de casa e dava uma olhada para ver como estavam as coisas. Tinha medo de encontrar minha esposa enforcada. Então tinha que me assegurar de que meus filhos não iriam presenciar algo tão traumático.”

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Sentimentos intensos
Aqueles que passam por situação semelhante contam que é muito difícil administrar a intensidade dos sentimentos.

“Todos os dias a minha esposa dizia que queria morrer. Eu ficava aterrorizado. Você se sente cansado, frustrado, angustiado, triste. Não tem força, não vê como vai sair do buraco”, diz ele.

Rebeca*, mãe de um adolescente de 14 anos de idade, também passou por situação semelhante. Sua voz fica embargada ao descrever um dos piores momentos da crise que enfrentou.

“Mamãe, me deixe morrer, me deixe morrer”, dizia o menino em uma das três ocasiões em que tentou tirar sua própria vida.

“Você sente pavor, dor, medo. É uma situação extremamente estressante. Você vê o seu filho sofrendo e não sabe como agir, o que fazer. Sentia que o meu coração e a minha vida estavam sem um pedaço”, conta Rebeca.

TIPOS DE DEPRESSÃO

Moderadamente severa
O efeito no dia a dia não é tão agudo. A depressão desse tipo pode causar dificuldades de concentração no trabalho e afetar a motivação em fazer atividades que normalmente seriam prazerosas.

Grave
Afeta o dia a dia do indivíduo. Coisas básicas como comer, tomar banho e dormir se tornam difíceis. A internação em um hospital pode ser necessária.

Desordem bipolar
As pessoas que sofrem dessa condição apresentam variações extremas de humor. Elas podem se sentir eufóricas e indestrutíveis e, em seguida, serem acometidas por desespero, letargia e pensamentos suicidas.

Depressão pós-natal
Afeta algumas mães após o parto. Ansiedade, fadiga, falta de confiança e sentimento de incapacidade de cuidar do bebê são alguns dos sintomas apresentados por quem sofre desse tipo de depressão.

Fonte: Mental Health Foundation

Quem cuida de um indivíduo com depressão deve encontrar tempo para cuidar de si mesmo.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/tinha-medo-de-encontrar-minha-esposa-enforcada-como-e-viver-com-alguem-que-sofre-de-depressao.html

 

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Tem um provérbio chinês que diz: “Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode evitar que eles construam ninhos em seus cabelos”.

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Encontrei a citação em um dos textos disponíveis no site do Instituto Quatro Estações, que dá suporte psicológico para situações de perdas e lutos. Desde a morte de minha mãe, há quase quatro meses, tenho visitado virtualmente o espaço em busca de algum conforto para a alma.

A perda da minha amada tem sido a experiência mais assustadora e dolorida da minha vida. A vida segue seu rumo, só que infinitamente mais triste.

Ainda assim, sigo acreditando que haja vida no luto, haja esperança de transformação, de recomeço. E é o que estou buscando. Um dia de cada vez, só por hoje, como costuma dizer minha amiga Helena Lima.

Sei que o processo de luto implica a superação de várias etapas, entre elas a real aceitação da perda e da adaptação da vida sem a minha mãezinha. Sei também que cada experiência de luto é pessoal, única, e tem seu próprio tempo. E que um luto dessa magnitude acaba reeditando lutos anteriores.

Por isso, estou tentando olhar e cuidar com carinho dessa dor. Sem a minha pressa habitual de tentar me livrar o mais depressa possível do que me faz sofrer.

O luto nos lembra que é necessário ser paciente com nós mesmos. E com as pessoas que, na tentativa de ajudar, acabam por pressionar com frases do tipo “você tem que ser forte, superar; será um antidepressivo não ajudaria?”.

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Nessas leituras sobre o luto, aprendi um conceito novo de reconciliação. Segundo a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, a palavra dá um sentido mais apropriado sobre o processo vivido no luto.

Não significa passar pelo luto, mas sim crescer por meio dele, “aprender como lidar com essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu”.

Sei que o sentimento de perda nunca desaparecerá completamente, mas espero que, com o tempo, seja atenuado, doa menos.

No último domingo (30), visitei o túmulo de mamãe pela primeira vez desde a sua morte. Relutava em ver sua foto sorridente, feita dois meses antes de sua morte. Estávamos em Santos, comendo um peixinho, tomando uma cervejinha e fazendo planos para o seu aniversário de 80 anos, que não deu tempo de ser comemorado.

No cemitério, várias famílias preparavam seus jazigos para o Dia de Finados, nesta quarta (2). Se viva estivesse, certamente minha mãe estaria fazendo o mesmo, especialmente, distribuindo flores nos túmulos de parentes e amigos. Mamãe era assim: doce com os vivos e os mortos.

Entre lágrimas, eu e meu velho pai repetimos o ritual, distribuindo flores, lembrando dos nossos mortos. Na saída, um coleirinho (também conhecido como coleirinha), um pássaro que não via desde a infância pousou em um dos túmulos.

Andamos mais alguns metros e meu pai apontou: “olha ali um periquito”. Mais adiante, avistamos um canário e, em seguida, um sabiá. E de repente, o cemitério estava pleno de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/11/1828237-mamae-era-assim-doce-com-os-vivos-e-com-os-mortos.shtml

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Conheça a “doença disfarçada de virtude” que pode ter consequências desastrosas para a saúde

Tudo começa com o desejo de nos sentirmos bem, comendo apenas alimentos puros, “limpos”.

 Até aí, tudo bem.

Isso nos leva a dizer adeus a certos grupos de alimentos, como grãos, açúcares e produtos animais.

493208769No final, a dieta se reduz a uma quantidade tão restrita de alimentos que acabamos ficando desnutridos.

Esse transtorno tem um nome: Ortorexia Nervosa.

O termo foi criado em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, aliando a palavra para “correto” ─ do grego orthos ─ com “apetite” ─ orexis ─ (de onde vem, aliás, a palavra anorexia, ou, sem apetite, transtorno que, muitas vezes, é mascarado pela ortorexia).

Embora o objetivo do anoréxico seja perder peso, e o do ortoréxico, ficar saudável, ambos os transtornos restringem a alimentação do indivíduo, colocando sua vida em risco.

No entanto, enquanto a anorexia é reconhecida como um mal, a ortorexia tem a desvantagem de ser uma doença “disfarçada de virtude”.

 Tendência crescente

Uma dieta baseada em alimentos frescos, não industrializados, está longe de ser ruim. O problema é quando isso se torna uma obsessão.

Citando exemplos de dietas que considera preocupantes, Bratman faz alusão a pessoas que têm medo de consumir laticínios, ou aquelas que só consomem alimentos crus (por temer que o processo de cozimento dos legumes e verduras “destrua seu campo etéreo”).

“No final, o ortoréxico acaba passando grande parte da sua vida planejando, comprando, preparando e comendo seus pratos”, explica Bratman em seu livro Health Food Junkies (em tradução livre, “Viciados em Comida Saudável”).

Quando escreveu a obra, no final da década de 90, Bratman se referia a hábitos alimentares de pequenos grupos de pessoas.

Quase duas décadas depois, a obsessão com a comida saudável está por toda parte, inclusive no mundo digital. Para confirmar esse fato, basta fazer uma busca por #CleanEating no Instagram ou no Twitter.

498072037Experiência pessoal

Bratman não só deu nome ao transtorno como também foi a primeira pessoa a ser diagnosticada com ele. O médico admitiu ue se deixou seduzir de tal forma pela “alimentação virtuosa” que se negava a comer legumes mais de 15 minutos após seu cozimento.

Mais recentemente, em seu site na internet, ele declarou: “No meu livro de 1997 e em tudo o que tenho escrito até agora, venho dizendo que enquanto os anoréxicos desejam ser fracos, os ortoréxicos desejam ser puros”.

“No entanto, a realidade me obriga a reconhecer que a distinção já não é tão clara. Me parece que uma alta porcentagem de ortoréxicos hoje em dia se foca em perder peso.”

“Como deixou de ser aceitável que uma pessoa magra conte as calorias que consome, muitas pessoas que seriam diagnosticadas como anoréxicas falam em ‘comer de maneira saudável’, o que, por coincidência, implica em escolher apenas alimentos com baixo teor calórico”.

Sem fundamento

“Esses pratos inspirados pelo Instagram, com umas folhas de espinafre, uns grãos de quinoa ─ que estão muito na moda, algumas sementes de romã ─ que são lindas ─ são muito bonitos, mas não têm nutrientes suficientes”, disse à BBC Miguel Toribio-Mateas, nutricionista e especialista em neurociência clínica.

“Você termina com uma comida que te dá 200 calorias, o que não é nada em termos energéticos, e sem proteínas. Está tudo bem se você tem vontade (de comer assim um dia ou outro) mas se você se recusa a comer o resto da comida normal porque acha que ela é suja ou algo que você não pode jamais colocar na sua vida porque vai te fazer mal, há um problema”, acrescenta o especialista.

E se o termo “comida normal” deixa você confuso, o nutricionista faz alusão, por exemplo, a um prato de “peixe com batatas”.

Hoje em dia, há tamanha avalanche de conselhos sobre nutrição e saúde na internet e na mídia que fica difícil ignorá-los e lidar com eles.

“O açúcar, nesse momento, é o demônio. Porque se você o consome com muita frequência, no mínimo ganha um pouco de peso. E se (faz isso) descontroladamente, pode desenvolver diabetes (do tipo) 2. Mas de vez em quando, ter a flexibilidade mental para poder decidir, ‘hoje vou comer um chocolate’, é importante. E isso é impossível para os anoréxicos”, disse Toribio-Mateas.

Além do problema de ser aceita socialmente, a ortorexia também é tida como doença “do primeiro mundo”, ou “das classes privilegiadas” ─ o que não está de todo errado, disse o nutricionista.

“Se você tem de contar o dinheiro antes de ir às compras, não vai pagar o que cobram pelos alimentos que estão na moda e são tidos como ‘limpos'”.

E acrescentou: “Não é que a romã não seja deliciosa. Mas se você pretende viver dela e de outros poucos produtos sobre os quais você leu que possuem alto teor de antioxidantes e nada mais, essa não é uma decisão racional”.

170636789Bem informadas

Toribio-Mateas disse que a maioria dos seus pacientes é mulher. Segundo ele, elas vêm procurar conselhos para uma dieta “perfeita”. Ou são arrastadas à clínica pelos familiares ─ já que elas próprias estão convencidas de que não há nada de errado.

“É difícil tratá-las, até porque são muito bem informadas”, explicou. “Tenho uma paciente que só come legumes fervidos ou grelhados. Rejeita a carne por causa dos hormônios, rejeita os ovos porque acha que têm gordura demais, só consome uma quantidade mínima de óleo de coco ─ porque está convencida de que ele ajuda a queimar gordura.”

“Há mitos que são mais fáceis de derrubar, mas como dizer a alguém que não coma tantos legumes?”, perguntou.

“Tenho de convencê-la a introduzir (em sua dieta) outros alimentos que, segundo exames clínicos, estão faltando no seu organismo.”

Finalmente, a ortorexia não implica apenas em uma redução nas opções alimentares do paciente.

“Os ortoréxicos não podem ir a um restaurante ou bar porque não sabem o que está sendo servido. E não podem ir comer na casa de amigos, a não ser que eles também sejam ortoréxicos”, concluiu Toribio-Mateas.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/07/ortorexia-nervosa-o-transtorno-que-mostra-que-ate-o-saudavel-em-excesso-e-ruim.html

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A geração Y, nascida entre os anos de 1980 e 1990, quer trabalhar em empresas que compartilhem de seus valores e crenças, de acordo com uma pesquisa realizada neste ano pela consultoria Deloitte.

Para acomodar essas demandas, a área de Recursos Humanos, antes conhecida pelo trabalho burocrático de supervisionar contratações e a folha de pagamento, tenta se adaptar para manter os melhores funcionários.

“O antigo ‘departamento pessoal’ era um cartório”, diz João Baptista Brandão, professor de liderança e gestão de pessoas da FGV (Fundação Getúlio Vargas). “A nova geração é questionadora, e isso passou a ser aceito. Hoje, o RH desenha o ambiente da empresa”, afirma.

Para manter o jovem interessado, vale desde criar métricas de performance que permitam uma ascensão rápida até montar um bar.

É o caso da Diageo, multinacional do setor de bebidas, que recebe os funcionários para apresentar os resultados e oferece drinks do portfólio da casa. “Porém, o bar está inserido num ambiente de trabalho e só opera em ocasiões especiais”, afirma o diretor de RH João Senise.

Na norte-americana Stamples, que vende materiais de escritório e papelaria, em vez de café são servidos doces nos encontros com o diretor de RH, Alexandre Fleury.

Para Theunis Marinho, presidente da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), o funcionário não se motiva mais só com o salário. “Uma empresa se torna desejada por ter políticas que indicam ser possível realizar alguns sonhos ali.”

FEEDBACK E RESULTADO

A empresa de tecnologia Just Digital optou por abolir o RH, e a formação de lideranças é conduzida por suas próprias áreas. “Os líderes vão nascendo de forma orgânica. Eles se organizam e sempre há um que se destaca”, diz o CEO Rafael Cichini.

Para o colaborador Daniel Santos, há vantagens nesse modelo. “Isso estimula uma maior autonomia do funcionário. Para mim foi muito positivo”, diz.

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Já a Whirpool, que fabrica equipamentos domésticos, dá feedbacks frequentes. “A gente estimula que o gestor converse sobre isso, principalmente com a geração Y, que exige uma resposta mais assertiva e específica”, diz a diretora sênior de Recursos Humanos Andrea Clemente. As promoções não são baseadas em tempo de casa.

Mesmo quem sai de algumas empresas pode continuar no radar, como no Grupo Votorantim, que mantém contato com ex-trainees. Foi assim que André Carloni, hoje gerente da área de gestão imobiliária. “Fiquei muito honrado por ser cotado pela empresa após dois anos longe”.

Para Brandão, da FGV, as estratégias são positivas, mas é preciso realmente ouvir pedidos dos funcionários. “Não ter tempo para falar com a equipe é um tiro no pé.”

O QUE VEM POR AÍ

Nos próximos anos, as áreas de Recursos Humanos serão desafiadas sobretudo pela inovação tecnológica, segundo o especialista em capital humano Luiz Barosa, da consultoria Deloitte.

Realidade virtual, internet das coisas, inteligência artificial e até robótica devem ganhar terreno dentro das empresas. “Vamos ver essas ferramentas ocupando espaços das pessoas”, afirma.

Para a diretora de RH da Whirpool, Andrea Clemente, a exigência por diversidade no mercado deve crescer mais, sobretudo em questões de gênero. “É preciso preparar os líderes para entender como essa representatividade pode contribuir com a empresa”, diz.

É a estratégia da Natura, que quer metade do corpo de diretores e vice-presidentes mulheres até 2020. A cifra hoje é de 32%, segundo a diretora de RH Fatima Rossetto.

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Fonte: http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2016/06/1780614-chegada-da-geracao-y-ao-mercado-forca-renovacao-na-gestao-de-pessoas.shtml

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85471355A cena é corriqueira: uma adolescente se olha no espelho, não gosta do que vê e entra em crise – não quer sair de casa, não quer ver ninguém, tem muita vergonha de si mesma. Para Solange C., publicitária de 29 anos, essa “crise” já dura cerca de 15 anos e só foi diagnosticada mais tarde como uma doença com nome e sobrenome: dismorfia corporal ou transtorno dismórfico corporal, entre outros nomes. E o que parecia excesso de vaidade levou Solange a uma depressão profunda e a uma existência que se dividia entre o ódio e a submissão ao espelho. “Sempre fui muito insegura com relação a minha aparência. E, na adolescência, as coisas pioraram, tinha crises fortes de choro e não queria sair de casa. Meus pais achavam que era coisa de menina, besteira. Fui a muitos psicólogos todos esses anos, e só aos 26 me deram o diagnóstico correto: dismorfia corporal”, ela conta.

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Constantemente confundida com uma preocupação superficial, relativamente comum em tempos de formas perfeitas em revistas e programas de TV, o maior perigo da dismorfia está no diagnóstico difícil. Afinal, não faltam por aí mulheres e homens querendo ser mais magros ou fortes, insatisfeitos com a aparência e lançando mão de todos os tipos de ginásticas, remédios, tratamentos estéticos e dermatológicos e até intervenções cirúrgicas em busca de uma beleza irreal. Mas a questão envolvendo a doença é mais profunda: “A dismorfofobia não está relacionada à vaidade, é mais uma questão de aceitação. O paciente enxerga um defeito muito maior do que ele realmente é e a vida dele fica restrita àquela característica”, explica o médico psiquiatra Celso Alves dos Santos Filho. O que torna o acesso ao tratamento mais complicado é a dificuldade que o doente tem em encontrar apoio e a vergonha que sente por sofrer tanto com sua forma física.

E o que, de fato, leva à dismorfia corporal? Além dos já mais do que discutidos exigentes padrões de beleza, da pressão dos amigos, da sociedade e até dos pais, existe um fator obrigatório para o desenvolvimento da doença: predisposição genética. “A doença deforma a autoimagem corporal da mesma forma que outros transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Pode ser associada a uma fragilidade do ego, mas a predisposição genética é necessária”, explica Patrícia Spada, psicóloga e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.

159666990A diferença essencial entre os transtornos alimentares e a dismorfia é que os primeiros são relacionados com as questões alimentares, o peso – o doente nunca se enxerga magro o suficiente; já a segunda é voltada à insatisfação com a imagem corporal concentrada – a pessoa “implica” com uma característica específica ou geral, o doente não gosta de várias coisas em si mesmo.

E, afinal, o que o dismórfico vê quando se olha no espelho? Segundo a psicóloga, uma alucinação. “Ele pode até ter um nariz proeminente ou estar levemente acima do peso, mas potencializa aquilo a um nível exagerado. O paciente imagina que as pessoas vão olhar para o defeito e aquilo vai virar o foco principal”, ela diz.

É importante ressaltar que a dismorfia não é uma doença exclusiva dos adolescentes, ela atinge todas as faixas etárias e pode ser desencadeada sob diversas circunstâncias, inclusive logo cedo, na infância e dentro de casa. “Um ambiente familiar que não reconhece a identidade da pessoa, a falta de apoio ao doente dentro de casa, a dificuldade em conseguir resolver seus conflitos são situações que agravam o problema. A educação da criança é fundamental para definir se ela terá ou não potencial para desenvolver a dismorfia”, diz Patrícia.

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Vaidade ou transtorno?

Por não ser uma doença de identificação simples, os portadores do transtorno dismórfico sofrem por muitos anos com um problema que acabam acreditando ser normal na vida das pessoas “feias” e se tornam inseguros, depressivos e sempre insatisfeitos. “Muitas pessoas podem portar a doença sem saber. Elas não percebem que é um transtorno emocional, acreditam que se corrigirem aquele defeito vão resolver sua vida”, explica o psiquiatra Celso Alves.

E, nesse meio-tempo, o quadro tende a piorar: geralmente evolui para depressão e o doente recorre a variados métodos para corrigir o que o incomoda. Solange, que tomava banho no escuro por vergonha do corpo, colocou silicone nos seios. Além disso, clareou os dentes duas vezes, que, alvos constantes de sua insatisfação, também passaram por uma série de mudanças. “Achava os meus dentes muito tortos. Usei aparelho fixo dos 11 aos 15 anos, mas ainda os via desalinhados. Nenhum dentista quis arrancar um dente bom para colocá-los no lugar. Eu nem sorria nas fotos. Resolvi, então, lixá-los com lixa de unha. Por fim, fui a um dentista que lixou os meus caninos e fez aplicações de resina”, ela conta.

Levando em conta que a vaidade é inerente à natureza do homem, há muitos questionamentos sobre qual é o limite que separa a simples preocupação com a aparência da dismorfia corporal. Segundo a psicóloga Patrícia Spada, a resposta é: quando essa preocupação passa dos limites. “O alerta está no dia a dia: o transtorno existe quando prejudica a vida da pessoa, ela passa a viver em função daquilo. 165075968A pessoa é tão preocupada com a aparência que não consegue desempenhar tarefas simples do cotidiano. Esse é o diferencial do diagnóstico”, ela explica. Isso significa que, além do especialista, quem ajuda a reportar a identificação da doença é o próprio paciente e as pessoas próximas a ele. Cirurgiões plásticos e dermatologistas, dois dos especialistas mais procurados pelos dismórficos, também podem encaminhar o paciente a um psiquiatra se acharem que o caso pede. Fora os sintomas e sinais mais subjetivos, não há, até o momento, transformações físicas que indiquem o transtorno. “É bem provável que exista uma alteração cerebral, mas ainda não foi identificada”, diz Celso Alves.

Recuperação lenta

O tratamento exige, sobretudo, paciência. Normalmente é psiquiátrico, com antidepressivos, psicoterapia e acompanhamento familiar. O efeito dos remédios para a dismorfia é secundário: melhora os quadros de depressão e ansiedade e, por consequência, diminui o sofrimento do paciente e aumenta a autopercepção. Para os casos menos graves, o doente pode se beneficiar bastante da psicoterapia. Se em alguns meses não apresentar melhora, os remédios são introduzidos no tratamento. Mas vale lembrar: a recuperação é lenta e contínua.

Solange hoje diz que em uma escala de 0 a 10, ela está no 7,5: “Comecei há dois anos com o tratamento psiquiátrico e resolvi mudar a minha vida. Saí de Florianópolis, minha cidade natal, que hoje não consigo deixar de associar ao meu fracasso pessoal, e fui morar no Rio de Janeiro. Melhorei bastante, considerando que tive fases em que nem banho tomava, mas ainda não gosto de muita coisa em mim mesma. Todo dia eu preciso rever minha postura, qual é o grau de importância da aparência para as pessoas, como eu avalio a beleza. É uma autoanálise diária”.10187397

Alerta dismorfia!

Além da preocupação exagerada com a aparência, existem outros sintomas que sinalizam a doença.

São eles:

• Insatisfação permanente com tudo e consigo mesmo
(sempre acha que faz tudo errado, que a vida é chata)
• Mau humor constante
• Irrita-se facilmente
• Dificuldade em desempenhar tarefas
• Dificuldade em se relacionar
• Timidez em excesso
• Tristeza e depressão

Fonte: http://www.onehealthmag.com.br/index.php/inimigos-do-espelho/

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A primeira palavra que vem à mente quando se está diante de Pradeep Bala é “grande”. O indiano de 25 anos tem braços enormes, ombros largos e um grande peitoral. Mas ele não está feliz com seu tamanho.

Sua obsessão em conseguir o corpo “perfeito” é, na verdade, um distúrbio de ansiedade pouco conhecido: a vigorexia. Formalmente conhecido como “dismorfia muscular”, também é descrito às vezes como uma anorexia ao contrário.

Ele se caracteriza por uma incompatibilidade entre o corpo de uma pessoa e a imagem que ela tem de si mesma. Mesmo sendo grande e musculosa, ela se vê “pequena”.

Para Pradeep, que mora em Londres, no Reino Unido, tudo começou quando ele passou a se comparar aos homens musculosos que ilustram páginas de revistas. “Pensava que, se eles conseguiam ficar assim, eu podia também”, diz.

Com 1,70m de altura, ele tem um físico que se encaixaria perfeitamente numa revista de fisiculturismo, mas que considera insuficiente.

“Definitivamente, sou pequeno. E costumo ser duro comigo. Digo para mim: ‘Qual é o seu problema? Olhe para você. Vire homem'”, afirma.

“Esse diálogo interno faz com que pouco a pouco eu fique mais ansioso e depressivo.”

Distúrbio desconhecido

A vigorexia pode afetar homens e mulheres, mas costuma ser mais prevalente entre eles.

Estima-se que um de cada dez homens que frequentam academias no Reino Unido sofra deste problema, que pode levar à depressão, uso de anabolizantes e até mesmo ao suicídio.

No entanto, muitos casos não vêm a público, segundo Rob Willson, presidente do conselho da Fundação de Distúrbio de Dismorfia Corporal.

Ele diz que esta condição vem se tornando mais frequente, mas que muitas pessoas deixam de ser diagnosticadas, porque o distúrbio ainda é desconhecido.

“Temos milhares e milhares de pessoas assim, que se preocupam excessivamente com sua aparência e têm baixa autoestima”, afirma Willson.

“Esta ansiedade e preocupação em demasia podem deixar alguém deprimido a ponto de levar ao suicídio.”

Fora de controle

No caso de Pradeep, começar a malhar e seguir uma dieta rígida fez ele sentir-se ótimo a princípio, mas logo isso saiu do seu controle. Por mais musculoso que ficasse, ele nunca estava satisfeito.

Ele diz ter chegado à conclusão de que tinha vigorexia no fim da adolescência. Mas não foi algo simples.

“No início, não me importei. Não queria acreditar que a vigorexia existia e que tinha esse problema”, conta Pradeep.

“Foi somente anos depois, ao ver alguns documentários, que eu assumi que tinha algo errado.”

A vigorexia gerou vários outros problemas em sua vida. “Perdi amigos, porque me isolava, não falava com ninguém, não atendia ligações nem respondia emails. Só acordava, trabalhava, malhava e dormia”, diz.

“Sentia a necessidade de bloquear qualquer vida social até estar satisfeito o suficiente com meu corpo para ter a autoestima necessária para falar com as pessoas.”

Desequilíbrio

Mas o que causa a vigorexia?

Sua origem não está clara, mas especialistas acreditam que pode ser uma condição genética ou fruto de um desequilíbrio químico no cérebro.

Experiências de vida também podem ser um fator. A vigorexia pode ser mais comum em pessoas que sofreram abusos ou foram alvo de gozação de colegas durante a infância.

A mãe de Oli Loyne, Sarah, acredita que ele tornou-se vigoréxico por sua insegurança com sua baixa estatura, de 1,57m.

“Ele queria compensar isso tendo o corpo mais largo possível”, afirma ela.

Loyne começou a malhar excessivamente e a tomar anabolizantes quando tinha 18 anos. Aos 19, teve dois ataques cardíacos e um derrame. Ele morreu após o terceiro infarto, um ano depois.

“Não conseguia mostrar a ele o que estava fazendo com seu corpo. Ele dizia ‘Preciso atingir o corpo que vejo na minha mente. Preciso ficar grande'”, diz Sarah.

‘Perdi minha casa, a namorada e o emprego’

O uso de anabolizantes pode ser um sintoma da vigorexia. Estas drogas podem aumentar o crescimento muscular, mas geram muitos efeitos colaterais, como queda de cabelo, atrofia dos testículos e problemas cardíacos e de fígado.

Willson diz ainda que, hoje, homens são cada vez mais condicionados a pensar que precisam ter determinada aparência para sentirem-se bem-sucedidos, poderosos e atraentes.

“Há uma pressão para que sejam musculosos, tenham um físico em formato de ‘V’ e tenham um abdômen definido.”

Adam Trice, de 31 anos, era um fisiculturista amador obcecado em ficar cada vez maior. Essa busca pelo corpo “perfeito” fez também com que estivesse sempre na academia.

“Comecei com 76 kg e com a meta de chegar aos 95 kg. Quando cheguei aos 95 kg, quis chegar aos 105 kg. Depois, aos 120 kg. Você sempre quer algo mais. Seu objetivo vai aumentando”, diz ele.

Ele acabou perdendo seu emprego, sua namorada e sua casa. Ficou tão deprimido que tentou se matar.

“Estava infeliz. Não tinha paz. Não estava lidando com meu problema e cheguei a um ponto horrível”, diz Trice, que foi parar no hospital e obrigado a obter ajuda profissional.

“Fiz muita terapia e descobri muitas coisas sobre mim mesmo. Aprendi a gostar de como sou”, afirma.

Batalha mental

Pradeep, que abre esta reportagem, também diz que a vigorexia se transformou numa constante batalha mental.

Ele diz que, nos piores dias, sua autocrítica excessiva o faz pensar que tudo está errado em seu corpo.

“Houve diversas vezes que olhei no espelho e fiquei enojado comigo mesmo”, conta.

E diz que, apesar de ter um físico que deixaria alguns com inveja, ele não se sente orgulhoso de seu corpo.

“Quando estou na academia, uso um casaco com capuz. Não quero atenção nem simpatia. Não quero que ninguém me elogie. Quero apenas malhar”, afirma.

“Isso me faz ser muito modesto. É simplesmente a forma como me sinto.”

Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2015/09/22/vigorexia-o-disturbio-das-academias-que-leva-ao-desejo-de-ter-corpo-cada-vez-maior.htm

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O mercado de trabalho tornou-se um foco de doenças como depressão e estresse. A tendência já se reflete em forte aumento no número de brasileiros afastados pelo INSS por esse tipo de problema de saúde, informa reportagem de Érica Fraga e Venscelau Borlina Filho publicada na Folha desta sexta-feira.

A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

As concessões de auxílio-doença acidentário –que têm relação com o trabalho– para casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse aumento foi quatro vezes o da expansão no número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS.

Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre janeiro e junho deste ano.

“Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual é a da saúde mental”, diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury.

Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de trabalho. Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008.

Os afastamentos provocados por casos de transtornos mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para 12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em 2009 e recuado 10% em 2010.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1011732-afastamentos-por-doencas-mentais-disparam-no-pais.shtml

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estigmaPsiquiatra fala, em artigo, sobre como encarar doença mental. Sally Satel é acadêmica residente no American Enterprise Institute.

 No último outono, a televisão britânica transmitiu um reality show chamado “O Quão Louco é Você?” O enredo era simples: dez voluntários viviam juntos, durante uma semana, num castelo em Kent, e participavam de uma série de desafios.

A novidade era a falta de um prêmio.

Cinco dos voluntários tinham um histórico de doença mental séria, como transtorno obsessivo-compulsivo ou distúrbio bipolar, e cinco não. Os desafios, criados para extrair sintomas latentes, incluíam limpar um estábulo, realizar uma comédia stand-up, e se submeter a exames psicológicos.

Mas o verdadeiro teste veio no final da semana.

Poderia um painel de peritos – um psiquiatra, um psicólogo e uma enfermeira psiquiátrica – distingui-los entre si?

Eles não puderam. Após assistir a horas de gravações, os peritos identificaram corretamente apenas duas das cinco pessoas com histórico de doença mental. Eles ainda identificaram erroneamente duas pessoas saudáveis como portadoras de distúrbios.

O ponto estava feito: nem mesmo profissionais treinados conseguem, com confiança, determinar uma doença mental apenas pelas aparências.

“Ter uma doença mental não precisa se tornar sua característica definidora”, escreveu o produtor, Rob Liddel, na descrição do programa. “Isso não deveria separar as pessoas na sociedade”. O principal grupo defensor da saúde mental na Inglaterra e no País de Gales, chamado MIND, elogiou o produto televisivo por encorajar os telespectadores a “reexaminar suas pré-concepções”.

Mas o que renderia esse reexame? A crença de que pessoas com graves doenças mentais não são diferentes dos outros?

Espero que não.

Uma ficção tão tranquilizadora nos distrai da verdadeira razão pela qual os peritos ficaram confusos. Não é que as pessoas com problemas psiquiátricos sejam indistinguíveis dos outros. Os especialistas tropeçaram porque os sintomas mais dramáticos dos participantes – depressão imobilizadora, manias agitadas, mãos sendo insistentemente lavadas, e muito mais – haviam sido tratados e estavam sob controle.

“O Quão Louco é Você?” pode ser o primeiro reality show de seu tipo, mas se encaixa num gênero muito bem estabelecido de marketing social, focado em acabar com estereótipos e dissipar posturas negativas a respeito de pessoas com doenças mentais.

A Associação Psiquiátrica Mundial patrocina campanhas anti-estigma em 20 países. Nos Estados Unidos, a agência Substance Abuse and Mental Health Services Administration possui um centro de recursos para promover aceitação, dignidade e inclusão social associadas à saúde mental. A Aliança Nacional da Doença Mental tem um programa chamado StigmaBusters (algo como destruidores de estigmas) “para quebrar as barreiras da ignorância, preconceito ou discriminação ao promover a educação, o entendimento e o respeito”.

Mas essas campanhas funcionam? Houve poucas avaliações rigorosas. De acordo com um artigo de 2006, publicado no Psychiatric Services, um jornal da Associação Psiquiátrica Americana, “a educação produz melhorias de curto prazo em posturas, todavia, a magnitude e duração da melhoria, em atitudes e comportamentos, pode ser limitada”.

Essa conclusão não é uma surpresa. É notoriamente difícil mudar atitudes através de apelos, compaixão e educação. Keith Humphreys, psicólogo da Universidade Stanford, oferece uma boa analogia na forma da hostilidade inicial, vivida no século XIX, pelos americanos em relação a grupos de imigrantes – irlandeses, italianos, judeus. A aversão diminuiu com o tempo, não pelas propagandas, campanhas e cartazes, mas porque esses imigrantes foram bem sucedidos na América – e nada desestigmatiza tão bem como o sucesso.

Se “O Quão Louco é Você?” melhorasse as atitudes dos telespectadores, o crédito deveria ir para o tratamento, a mais eficaz força anti-estigma existente.

Imagine pobres almas psicóticas assustadas portas de entrada, arrastando os pés em trapos mal-cheirosos, ou discutindo alto uns com os outros no parque. Nenhum pronunciamento de serviço público deixará a audiência com menos medo deles ou tranquilizará futuros vizinhos quando um abrigo para doentes mentais resolve se estabelecer em seu quarteirão.

Mudar as posturas públicas em relação aos doentes mentais depende amplamente de tratamentos efetivos. Isso, por sua vez, coloca em movimento uma situação de auto-reforço: quanto mais aquele tratamento parece funcionar, mais ele é encorajado.

Nós vemos isso em algumas das tendências mais recentes da promoção de tratamentos: medicamentos psiquiátricos são rotineiramente anunciados na televisão. O exército está dando passos significativos para tornar padrão o tratamento do estresse de combate. No último outono, o presidente George W. Bush assinou uma lei que proíbe a discriminação de seguros de saúde contra pacientes com doenças mentais.

Campanhas anti-estigma são muito bem intencionadas, porém, lhes falta um elemento crucial. Não importa o quão simpático seja o público, as atitudes em relação a pessoas com doenças mentais vão inevitavelmente depender do quanto seus sintomas os tornam diferentes.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1094741-5603,00.html

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fogos11

 

 

 

 

 

O tempo é marcado pelas marcas que nos deixa. Marcas na alma, que nos fazem mais maduros na busca de soluções que nos façam espelhar, pelos olhos, mais amor e compreensão; marcas no coração, que nos fazem aquecer o afeto e destinar nossos melhores desejos a todos que amamos, estejam longe ou perto, pois para o coração não existem distâncias físicas ou temporais, mas simplesmente o momento presente com todo o tempo passado a ele somado; marcas deixadas pelas injustiças, incompreensões e mágoas que voluntária ou involuntariamente despejaram sobre nossos ombros e nos tiraram um pouco do colorido de nossas lembranças, mas jamais terão forças para apagar as marcas de carinho, gratidão e amor que poderão recuperar o colorido temporariamente perdido; marcas físicas deixadas sobre nosso corpo e no seu interior, pois o tempo nos leva a juventude e com elas um pouco das forças recuperadoras de nossas células, de nossos hormônios e de nossas naturais resistências orgânicas.

Cada detalhe de nosso espírito, cada detalhe de nosso corpo e cada detalhe de nossa mente, responde pela forma como cuidamos de cada um deles. Nenhuma destas partes tem vida isolada, pois é na conexão harmônica entre o espírito, o corpo e a mente que encontraremos o equilíbrio necessário para enfrentar com firmeza, determinação e sabedoria as marcas deixadas pelo tempo.

Nós avançamos sobre o tempo, não é o tempo que avança sobre nós. A nossa realidade é o permanente instante em que desfrutamos do tempo que temos e será tanto melhor quanto mais conhecermos os meandros deste tempo e de suas marcas, sem lamentações, mas também sem resignação; sem medo, mas com respeito pelos sinais; sem receios quanto à necessidade de mudanças de comportamento para melhor enfrentar os novos tempos destas permanentes realidades.

Mas o tempo não poderá ser contado exclusivamente para nossa individual existência, pois damos continuidade a nossa história através de nossa descendência, assim como somos a continuidade genética de nossos pais, também passamos nossa genética aos nossos filhos, com todas as nuanças necessárias para fazer melhor e mais e, assim, imortalizar por tempo indefinido o pensamento, o trabalho realizado e a obra, independentemente da dimensão, de cada um de nós.

A mudança de ano, portanto, é apenas uma forma simbólica de dizermos que o tempo avança e que sempre haverá tempo para mudanças, para estabelecimento de novos parâmetros e para reorganização das idéias. Será sempre o tempo de se dizer obrigado, de se demonstrar gratidão pelo tempo passado e pelas coisas que, boas ou ruins, deixaram necessárias marcas para que se possa fazer correções na trajetória de vida e se ampliar os horizontes de amizade e amor, muitas vezes perdido, mas nunca irrecuperável.

A cada segundo mudamos de ano. É oportuno, então, dizermos que permanentemente podemos dizer que ano-novo é vida nova e desejar a todos, todos os dias do ano, um Feliz Ano-novo.

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