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A tristeza, a frustração, a dor e o medo não afetam somente quem sofre de depressão. Saiba como entender e lidar com esses momentos difíceis vividos por uma pessoa querida.

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“A alegria acaba, o sorriso vai embora. Tudo se torna uma desgraça. É um tormento sem fim. Como se tivesse uma nuvem escura em cima de você e você não conseguisse escapar”, relata Samuel*, ao recordar o período de depressão pelo qual sua esposa passou.

O transtorno veio após um grave acidente de carro. Ela ficou hospitalizada e, após um longo período de convalescência, não pôde mais retornar ao trabalho devido aos ferimentos sofridos.

“Você acha que a pessoa está ficando louca. É muito difícil, especialmente no começo, quando você não sabe o que está acontecendo”, afirma Samuel à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Quando alguém recebe um diagnóstico de depressão, compreensivelmente todas as atenções se voltam para essa pessoa.

No entanto, os familiares e amigos que convivem e tomam conta dela também passam por momentos muito difíceis. Segundo psicólogos, também correm risco de desenvolver um quadro depressivo e precisam se cuidar.

Em meio a todos os problemas causados pela depressão, a vida continua. As contas de casa continuam chegando, é preciso cozinhar, trabalhar e tomar conta dos outros membros da família, especialmente quando há crianças.

Samuel conta que todas as manhãs precisava levar seus filhos, de 4 e 5 anos de idade, à escola antes de ir ao trabalho.

“Não havia opção, tinha que continuar trabalhando e tentando proporcionar aos nossos filhos um pouco de rotina e normalidade. Quando a gente voltava, ao final da tarde, eu descia do carro antes e dizia às crianças para esperarem até eu voltar para buscá-los”, relata.

“Eu abria a porta de casa e dava uma olhada para ver como estavam as coisas. Tinha medo de encontrar minha esposa enforcada. Então tinha que me assegurar de que meus filhos não iriam presenciar algo tão traumático.”

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Sentimentos intensos
Aqueles que passam por situação semelhante contam que é muito difícil administrar a intensidade dos sentimentos.

“Todos os dias a minha esposa dizia que queria morrer. Eu ficava aterrorizado. Você se sente cansado, frustrado, angustiado, triste. Não tem força, não vê como vai sair do buraco”, diz ele.

Rebeca*, mãe de um adolescente de 14 anos de idade, também passou por situação semelhante. Sua voz fica embargada ao descrever um dos piores momentos da crise que enfrentou.

“Mamãe, me deixe morrer, me deixe morrer”, dizia o menino em uma das três ocasiões em que tentou tirar sua própria vida.

“Você sente pavor, dor, medo. É uma situação extremamente estressante. Você vê o seu filho sofrendo e não sabe como agir, o que fazer. Sentia que o meu coração e a minha vida estavam sem um pedaço”, conta Rebeca.

TIPOS DE DEPRESSÃO

Moderadamente severa
O efeito no dia a dia não é tão agudo. A depressão desse tipo pode causar dificuldades de concentração no trabalho e afetar a motivação em fazer atividades que normalmente seriam prazerosas.

Grave
Afeta o dia a dia do indivíduo. Coisas básicas como comer, tomar banho e dormir se tornam difíceis. A internação em um hospital pode ser necessária.

Desordem bipolar
As pessoas que sofrem dessa condição apresentam variações extremas de humor. Elas podem se sentir eufóricas e indestrutíveis e, em seguida, serem acometidas por desespero, letargia e pensamentos suicidas.

Depressão pós-natal
Afeta algumas mães após o parto. Ansiedade, fadiga, falta de confiança e sentimento de incapacidade de cuidar do bebê são alguns dos sintomas apresentados por quem sofre desse tipo de depressão.

Fonte: Mental Health Foundation

Quem cuida de um indivíduo com depressão deve encontrar tempo para cuidar de si mesmo.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/11/tinha-medo-de-encontrar-minha-esposa-enforcada-como-e-viver-com-alguem-que-sofre-de-depressao.html

 

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507827681Mais de 13 mil crianças e jovens entre um e 19 anos foram atendidos.
Maioria das vítimas teve acesso aos medicamentos com própria família.

As hospitalizações por overdose de analgésicos opioides mais que dobrou entre as crianças e adolescentes americanos entre 1997 e 2012, de acordo com um novo estudo publicado na segunda-feira (31).

Tentativas de suicídio e ingestão acidental foram responsáveis por uma parte crescente dessas intoxicações, disseram os autores do artigo publicado na revista médica JAMA Pediatrics.

Eles identificaram mais de 13 mil casos de crianças e adolescentes de entre um e 19 anos hospitalizados por overdose de opioides prescritos por médicos, das quais 176 morreram.

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Entre as crianças de um a quatro anos, as internações aumentaram 205%, e entre os adolescentes de 15 a 19 anos, 161%.

As crianças pequenas foram hospitalizadas principalmente por ingestão acidental de analgésicos, enquanto as tentativas de suicídio ou os ferimentos autoinfligidos representaram a maioria dos casos de overdoses entre os adolescentes com mais de 15 anos de idade, disse a coautora Julie Gaither, epidemiologista na Escola de Medicina da Universidade de Yale.

As overdoses entre outros adolescentes resultaram provavelmente de tentativas de sentir efeitos semelhantes aos de drogas.

Os autores atribuem a explosão do número de overdoses de analgésicos entre as crianças aos seus pais ou a outros adultos em suas famílias que forneceram acesso aos medicamentos.

Em geral, as intoxicações atribuídas a medicamentos prescritos se tornaram a principal causa “de morte resultante de lesão” nos Estados Unidos, afirmam os pesquisadores.

Isso se deve, principalmente, ao grande aumento da presença de analgésicos poderosos em lares americanos.

O uso de drogas disparou nos últimos anos nos Estados Unidos, o que levou as autoridades a soarem os alarmes sobre o aumento acentuado de casos de overdose e dependência.

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Em 2012, os médicos americanos prescreveram 259 milhões de receitas de analgésicos opioides.

O estudo também revelou que 73,5% das crianças e adolescentes que tiveram overdose de opioides eram brancos, e que quase metade deles tinha seguro médico privado.

A proporção de jovens de famílias que têm a cobertura do Medicaid – seguro de saúde federal para americanos de baixa renda – hospitalizados por overdose de opioides aumentou de 24% em 1997 para 44% em 2012, diz o estudo.

 

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/hospitalizacoes-por-overdose-de-opioides-dobra-entre-jovens-nos-eua.html

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Tem um provérbio chinês que diz: “Você não pode evitar que os pássaros da tristeza voem sobre a sua cabeça, mas pode evitar que eles construam ninhos em seus cabelos”.

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Encontrei a citação em um dos textos disponíveis no site do Instituto Quatro Estações, que dá suporte psicológico para situações de perdas e lutos. Desde a morte de minha mãe, há quase quatro meses, tenho visitado virtualmente o espaço em busca de algum conforto para a alma.

A perda da minha amada tem sido a experiência mais assustadora e dolorida da minha vida. A vida segue seu rumo, só que infinitamente mais triste.

Ainda assim, sigo acreditando que haja vida no luto, haja esperança de transformação, de recomeço. E é o que estou buscando. Um dia de cada vez, só por hoje, como costuma dizer minha amiga Helena Lima.

Sei que o processo de luto implica a superação de várias etapas, entre elas a real aceitação da perda e da adaptação da vida sem a minha mãezinha. Sei também que cada experiência de luto é pessoal, única, e tem seu próprio tempo. E que um luto dessa magnitude acaba reeditando lutos anteriores.

Por isso, estou tentando olhar e cuidar com carinho dessa dor. Sem a minha pressa habitual de tentar me livrar o mais depressa possível do que me faz sofrer.

O luto nos lembra que é necessário ser paciente com nós mesmos. E com as pessoas que, na tentativa de ajudar, acabam por pressionar com frases do tipo “você tem que ser forte, superar; será um antidepressivo não ajudaria?”.

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Nessas leituras sobre o luto, aprendi um conceito novo de reconciliação. Segundo a psicóloga Maria Helena Pereira Franco, a palavra dá um sentido mais apropriado sobre o processo vivido no luto.

Não significa passar pelo luto, mas sim crescer por meio dele, “aprender como lidar com essa nova realidade de se mover ao longo da vida sem a presença física da pessoa que morreu”.

Sei que o sentimento de perda nunca desaparecerá completamente, mas espero que, com o tempo, seja atenuado, doa menos.

No último domingo (30), visitei o túmulo de mamãe pela primeira vez desde a sua morte. Relutava em ver sua foto sorridente, feita dois meses antes de sua morte. Estávamos em Santos, comendo um peixinho, tomando uma cervejinha e fazendo planos para o seu aniversário de 80 anos, que não deu tempo de ser comemorado.

No cemitério, várias famílias preparavam seus jazigos para o Dia de Finados, nesta quarta (2). Se viva estivesse, certamente minha mãe estaria fazendo o mesmo, especialmente, distribuindo flores nos túmulos de parentes e amigos. Mamãe era assim: doce com os vivos e os mortos.

Entre lágrimas, eu e meu velho pai repetimos o ritual, distribuindo flores, lembrando dos nossos mortos. Na saída, um coleirinho (também conhecido como coleirinha), um pássaro que não via desde a infância pousou em um dos túmulos.

Andamos mais alguns metros e meu pai apontou: “olha ali um periquito”. Mais adiante, avistamos um canário e, em seguida, um sabiá. E de repente, o cemitério estava pleno de vida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/11/1828237-mamae-era-assim-doce-com-os-vivos-e-com-os-mortos.shtml

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“O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória”

128390110Moro na bolha liberal de Park Slope, no Brooklyn, onde nenhum yuppie (expressão inglesa que significa Jovem Profissional Urbano) jamais admitiria querer que seus filhos fossem alguma coisa em particular, que não pessoas felizes. Mas frequentemente, costumamos definir a felicidade como uma variante das nossas próprias vidas, ou pelo menos das vidas das nossas expectativas. Se frequentamos a universidade, queremos que os nossos filhos estudem na universidade. Se gostamos de esportes, queremos que os nossos filhos gostem de esportes. Se votarmos no Partido Democrata, evidentemente, queremos que nossos filhos votem nos democratas.

Eu sou gay. E quero que meus filhos sejam gays, também.

Muitos dos meus amigos heterossexuais, até os mais liberais, acham esta lógica distorcida. Para eles, admitir que prefeririam que seus filhos fossem héteros, o que só admitiram a contragosto, é uma coisa. Mas querer que minha filha fosse lésbica? Seria o mesmo que dizer que gostaria que ela fosse intolerante à lactose.

“Você não quer que ela seja feliz?” perguntou um amigo. Talvez ele quisesse dizer apenas que é mais fácil ser hétero numa cultura homofóbica. Mas esta é uma atitude de submissão a esta cultura, e até mesmo a reforça. Uma interpretação menos feliz seria que ele considera os héteros seres superiores. Quando eu era adolescente, meu pai me aconselhou a não casar com um preto. “Só procuro proteger você”, disse. Mas era impossível saber se ele pretendia me isolar da discriminação ou implicitamente racionalizar sua discriminação. A ideia de que ninguém escolhe ser gay é muito difundida – até mesmo no movimento pelos direitos dos gays.

No início dos anos 90, em parte como reação ao conceito perigoso de que os gays poderiam ser mudados, os ativistas insistiam na ideia da sexualidade como um estado fixo, inato. Os cientistas até tentaram provar que existe um “gênero gay”. Estes conceitos sobre orientação sexual ajudaram a justificar as proteções legais. A ideia de que pessoas “nascem gays” tornou-se não apenas o tema de uma música de Lady Gaga, mas a justificativa racional dos direitos gays.

“no meu caso, eu não optaria por ser gay”, me disse uma amiga certa vez. Triste admissão, porque ela era.

Antigamente, “gay” significava “feliz”. Mas, com o tempo, os sinônimos acabaram se distinguindo. Gay tornou-se uma situação pessoal infeliz, até mesmo deplorável. Quando o ativista da liberação dos gays, Franklin Kameny, lançou uma simples iniciativa em 1968 proclamando que “gay is good”, foi porque, na época não era. Até 1973, a Associação de Psicologia dos Estados Unidos considerou a homossexualidade uma forma de doença mental. E embora, desde então, a cultura gay tenha se desenvolvido desde então, nossas aspirações não a acompanharam. Hoje é mais aceitável ser gay nos EUA, mas isto não é o mesmo que desejável. Na minha casa, é.

Aqui, talvez você espere que eu diga que, se minha filha fosse gay, ela teria indubitavelmente de enfrentar dificuldades e problemas que não encontraria se fosse hétero. Talvez. E talvez, se eu não fosse uma mãe lésbica branca de classe média alta morando numa cidade liberal, tivesse este tipo de preocupações. Mas independentemente disso, eu gostaria que minha filha fosse ela mesma. Se eu morasse, digamos, na Carolina do Norte, com um filho adotivo no Marrocos, gostaria de pensar que o encorajaria a ser muçulmano, se esta fosse a sua escolha eu faria isto, mesmo que sua vida provavelmente fosse mais fácil se ela não fosse. Também é mais fácil ter sucesso como dentista do que artista. Mas se minha filha quiser ser artista, eu a encorajarei totalmente – e procuraria eliminar todas as barreiras em seu caminho, em vez de cria-las eu mesma.485212911

Além disso, nunca, em momento algum, eu lamentei ser gay, nem deixei de considerar isto um bem, um dom. meus pais me apoiaram absurdamente desde o começo, e contei com uma comunidade sensacional de amigos e mentores que me fizeram sentir incondicionalmente aceita. Na época em que minha filha chegar à maturidade, ela terá mais do que uma rede de apoio, inclusive duas mães, para gritar isto bem alto.

Entretanto, mais do que isto, ser gay abriu meus olhos para o mundo ao meu redor. Aprender que nem todo gay conseguia aceitar isto tão bem quanto eu, me ajudou a perceber que muitas pessoas em geral não tiveram uma experiência positiva como a minha. Eu não seria um ser humano politicamente engajado, e muito menos ativista, escritora e personalidade da TV, se não fosse gay.

Se minha filha for gay, não me preocuparei com a possibilidade de ela ter uma vida difícil. Mas me preocupo com as pessoas que prognosticam que ela terá uma vida difícil – contribuindo para perpetuar a discriminação, que, do contrário, poderia desaparecer mais rapidamente. Quero que minha filha saiba que ser gay é tão desejável quanto ser hétero. O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória. Na minha casa, evidentemente, não é. Até compramos livros com figuras que mostram famílias gays, inclusive as que não são muito boas, e também temos um grande número de livros sobre papeis de gênero não tradicionais – com a princesa que gosta de lutar contra os dragões e o menino que gosta de usar vestidos.

Quando minha filha brinca de casinha com seus ursinhos coala de pelúcia, como mamãe e papai, nós a lembramos delicadamente de que poderia haver também um papai e um papai. Às vezes, ela muda seu discurso, outras vezes não. Ela é que escolhe.

Ultimamente só me preocupo com a possibilidade de ela fazer sua escolha e que seja qual for a escolha, ela a faça com entusiasmo e a comemore.

O tempo dirá, mas até o momento, não parece eu minha filha de 6 anos seja gay. Na realidade, ela adora meninos. Me parece um pouco cedo, mas, tento dar-lhe todo o apoio. Recentemente, ela brigou com um menino no ônibus da escola. Ela estava agindo como qualquer criança precoce, socialmente desajeitada faria, ou seja, nada sutil. Conversei com uma amiga que tem uma filha mais velha. “ela quer dar a este menino um cartão e presentes”, falei. “o outro menino é tão tímido que dá até pena. O que faço?”

Minha amiga me respondeu com muita boa vontade e concluiu com um soco no meu estômago: “Aposto que você não se preocuparia se ela brigasse com uma menina”.

Estava certa. Eu sou uma mãe gay que procura defender o gay. Mas vou apoiar minha filha, qualquer seja a sua escolha.

Tradução de Anna Capovilla.

Fonte:http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/comportamento,eu-sou-gay-e-quero-que-meus-filhos-sejam-gays-tambem,1654172

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A depressão é um transtorno afetivo e isso, todos já devem ter percebido ou até mesmo deduzido. E não importa se é leve, moderada ou grave, em todos os níveis de gravidade, ela é proporcionalmente incapacitante.

A duração dos sintomas, na maioria dos casos, indica o quão ela influenciará em nossos relacionamentos, isso porque, com o passar do tempo a depressão vai agregando outras questões que aumentam ainda mais o desgaste da convivência familiar, social e consigo mesmo.

Assim, podemos dizer que as áreas em que mais existem dificuldades de adaptação são relacionadas ao papel sexual, assim como o interesse na busca por emprego, seguido do isolamento social.

 Depressão e relacionamentos

O que vemos então na vivência da nossa profissão é que existe uma probabilidade maior de um casamento não dar certo quando um dos dois apresenta a depressão em comparação com os casais que não apresentam a depressão.

Depressão e família

A primeira reação de uma família que descobre a depressão em um de seus membros é a de ajudar a pessoa a reagir, a não se deixar levar pelos “sentimentos pessimistas”, o que é uma postura muito positiva, porém, ineficaz, pois, acredita que tais emoções são dependentes da vontade da pessoa.

A reação seguinte é a depreciação da pessoa portadora de depressão, pois, em todas as famílias, existem as crenças populares, o senso comum que aponta o portador da depressão como alguém acomodado, com falta de vontade, alguém que não quer se esforçar, dizem que é uma pessoa fraca, etc.

Quando estas crenças populares se instalam, é porque a família se sente impotente diante da situação, frustrada e decepcionada com as sucessivas tentativas e a falta de resultado na melhora, no ânimo e no humor do portador da depressão.

Com tudo isso, muitas emoções e sentimentos vão surgindo dentro da família, a frustração, decepção, impotência e além destas já citadas, podemos falar da preocupação excessiva, raiva, sensação de exaustão, entre outros que associados ao impacto financeiro e social da família, acabam deixando o portador da depressão como o bandido da situação.

Depressão e casamento

A queda da libido é um dos principais fatores que comprometem o relacionamento íntimo de um casal, isso porque, quem é portador deste distúrbio afetivo perde a capacidade de sentir prazer em qualquer atividade, inclusive no sexo. Esta característica vai se agravando conforme evolução da depressão, o resultado disso, é que a pessoa tem muita dificuldade para dar início a qualquer tipo de atividade, dar continuidade ou finalizar, e assim é com a vida sexual, é muito difícil para o portador de depressão dar início a relação sexual, e quando o faz, está bastante prejudicada chegando até a dificuldade de atingir o orgasmo.

Com esses efeitos, a consequência disso é o desenvolvimento da baixa autoestima, porque existe sempre uma auto cobrança, principalmente porque o outro também vai cobrá-lo de alguma forma porque a pessoa se sente rejeitada, deixada de lado, sente que não é mais amada, chegando a ponto em alguns casos, de acreditar em uma possível traição.

Claro que preciso também deixar claro que com o tratamento da depressão, a medicação também terá uma função de corte da libido, porém, com o desenvolvimento da pessoa e a consequente melhora da depressão, a medicação será proporcionalmente diminuída pelo médico, o que organicamente possibilitará o retorno à vida sexual saudável e igual à vida anterior a depressão.

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Os pequenos tiranos de hoje são resultado do encontro de duas gerações sem limites, diz Tania Zagury, mestre em educação e autora de “Limites Sem Trauma” (Record).

“Quem está criando filhos agora são os que já tiveram liberdade na infância e estão frente a uma situação que não vivenciaram: os filhos deles também querem fazer de tudo. A liberdade da criança acaba tirando a dos pais.”

Zagury fez um estudo com 160 famílias no início dos anos 1990, quando já identificava o surgimento da tirania infantil. “Os pais dos anos 1980 tinham sido criados de forma dominadora e queriam uma educação liberal.”

Entre os anos 1970 e 1980 a criança se tornou ator da história, segundo Mary Del Priore, organizadora do livro “História das Crianças no Brasil” (Contexto).

A tendência começou depois da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, surgiram leis de proteção à infância, jovens ganharam visibilidade no cinema e na publicidade e as famílias diminuíram.

“A mulher [que trabalha fora e começa a tomar pílula] passa a querer ter menos filhos para criá-los bem. E a criança ganha lugar como consumidora. Há uma transformação no papel dos pais”, afirma a historiadora.

CRISE DE AUTORIDADE

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O problema é que a balança foi toda para o outro lado: da rigidez à frouxidão, analisa o psicanalista Renato Mezan, professor da PUC-SP. “Por um lado, é um avanço social, há mais diálogo na família e mais decisões consensuais. Mas, por outro, os pais têm medo de exercer a autoridade legítima. É uma crise de autoridade generalizada.”

Há também uma inversão de papeis, segundo a pedagoga Adriana Friedmann, doutora em antropologia e coordenadora do Nepsid (Núcleo de Estudos e

Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento).

“Há uma ‘adultização’ precoce e, ao mesmo tempo, um prolongamento da infância”, diz. “Não dá para culpar só os pais. Todos são vítimas da tendência sociocultural. As crianças estão expostas a um grande número de estímulos e influências da mídia.”

Para a psicanalista Marcia Neder, os pais se sentem obrigados a mimar os filhos e há muitas exigências em torno de um ideal da mãe perfeita. “Fica difícil dizer ‘não’ em uma sociedade que trata a criança como um deus.”

A blogueira Loreta Berezutchi, 29, sente na pele as cobranças do que ela chama de “filhocentrismo”. Loreta é mãe de Catarina, 3, e Pedro, 5. O menino não dá muito trabalho, mas Catarina…

“Ela está sempre batendo o pé. Empaca quando não quer sair de casa e quer escolher a roupa que vai usar. Às vezes, quer blusa de frio no calor e é difícil fazê-la mudar de ideia”, conta.

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Além de comprar “as brigas que valem a pena” com a filha (como não deixá-la viver só de bolacha e iogurte), Loreta tenta não ser guiada pela concorrência que há entre mães blogueiras para ver quem é a “mais mãe”, ou seja, a que mais paparica sua prole (ela escreve no http://www.bagagemdemae.com.br).

“Na hora de apontar o dedo, todo mundo aponta. ‘Ah, meu filho só come comida saudável e o seu toma refrigerante’. Você se sente culpada por não ser o modelo de mãe que cozinha para o filho, dá água mineral etc.”, diz.

Ela admite que sua vida hoje gira em torno dos rebentos e acha que faz parte do pacote. “Eu estava preparada para isso quando decidi ser mãe. Mas faz falta ter uma vida social que não os inclua.”

Enquanto a criança ainda é um bebê, é normal que a vida da família seja pautada pelas necessidades dela, de acordo com Zagury. “Mas, a partir dos três, quatro anos não precisa ser assim. Os pais devem dar proteção aos filhos, não sua própria vida.”

MAMÃE EU QUERO
Encontrar o equilíbrio pode ser complicado quando a criança tem entre dois ou três anos, aponta Friedmann. “Elas estão na fase de se descobrirem como pessoas com identidade única. Nesse período, há uma necessidade da afirmação do eu, por isso experimentam um jogo de força com os adultos.”

É fundamental os pais terem clareza sobre quais regras vão impor aos filhos. Só assim conseguirão ser firmes.

“Os limites devem ser colocados na primeira infância, quando se constroem as bases da personalidade”, acrescenta Friedmann.

A psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra que regras dão segurança. “A opinião da criança não deve ser ignorada, mas ela não sabe escolher o que é melhor para ela. Ninguém nasce autônomo.”

No fundo, mesmo os mais rebeldes gostam de saber até onde podem ir, complementa a também psicopedagoga Betina Serson. Para quem tem um déspota mirim em casa, ela recomenda começar a disciplina estabelecendo uma rotina (veja mais orientações ao lado).

“A ideia de que colocar limites pode ser danoso à criança é ‘idiota'”, afirma Mezan. Segundo ele, a inexistência de regras gera ansiedade dos dois lados.

“Qualquer renúncia ao prazer imediato passa a ser vivida como uma frustração insuportável pela criança. Muitas vezes, porque seu desejo é logo satisfeito, ela acaba valorizando pouco o que tem”, afirma.

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1244252-por-que-e-tao-dificil-colocar-limites-no-seu-filho.shtml

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13049284Rachel Hope, 41, tem 1,75 m de altura e gosta de ioga, dança e artes marciais. Corretora imobiliária e jornalista “free-lancer” em Los Angeles, ela procura um homem que more perto dela, seja saudável, tenha boa forma física e seja “bem resolvido financeiramente”, em suas palavras.

Parker Williams, 42, é fundador da empresa de leilões de caridade QTheory e parece ser um bom candidato. Com 1,90 m, Williams é ex-modelo, gosta de animais, pratica esportes e é tranquilo, carinhoso e organizado.

Nenhum dos dois está interessado num relacionamento romântico. Mas ambos querem um filho. Por isso, estão discutindo seriamente a possibilidade de ter e criar um filho juntos. Não vem ao caso o fato de Parker Williams ser gay, nem que os dois só se conheceram em outubro passado, quando se encontraram no site Modamily.com, voltado para pessoas que procuram outras com quem possam ser pais ou mães.

Williams e Hope fazem parte de um novo tipo de pessoas que procuram pares on-line -pessoas que estão à procura não do amor, mas de um parceiro com quem construir uma família. Nos últimos anos, surgiram várias redes sociais dedicadas a ajudá-las, como a PollenTree.com, a Coparents.com, a Co-ParentMatch.com e a MyAlternativeFamily.com, além da Modamily.

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“Enquanto algumas pessoas optam pela chamada ‘produção independente’, outras analisam as pressões de horário, os problemas financeiros e a falta de um parceiro emocional e decidem que criar um filho sozinho é trabalhoso demais e não faria bem nem para elas nem para a criança”, contou Darren Spedale, fundador do site de parcerias Family by Design. “Se você pode compartilhar o apoio e os altos e baixos com outra pessoa, essa é uma opção muito mais interessante para a criação dos filhos.”

Os sites propõem algo que pode parecer uma alternativa interessante à barriga de aluguel, à adoção ou à simples doação de esperma. Dawn Pieke, 43, é gerente de vendas em Omaha, no Estado de Nebraska. Sua filha, Indigo, nasceu em outubro. Ela conheceu o pai de Indigo, Fabian Blue, em junho de 2011 numa página do Facebook da Co-parents.net. Pieke tinha medo de ter um filho sozinha, pois, explicou, “eu mesma cresci sem meu pai”. Ela queria alguém com quem pudesse dividir as dificuldades da criação de um filho.

Fabian Blue contou que antes tinha pensado em adotar. “Mas achei que ninguém deixaria um gay solteiro adotar uma criança”, explicou. Pieke e Blue se conheceram pessoalmente no Dia de Ação de Graças de 2011. Em seguida, leram os registros médicos um do outro e submeteram-se a exames de fertilidade. Blue mudou para um quarto na casa de Pieke. “Quatro semanas mais tarde, ele me entregou uma amostra de sêmen, a gente se abraçou, e eu fui para o meu quarto e me inseminei”, conta Pieke.

Os dois não chegaram a redigir um acordo legal e concordam que isso foi pouco sensato. “Há tantas coisas em que eu não pensei. Por exemplo, até onde vai minha responsabilidade financeira? O que acontece se eu perder o meu emprego? E se ele perder o dele?”

As leis relativas às parcerias parentais variam de Estado para Estado americano. Em 2008, um tribunal do Novo México decidiu contra um doador de esperma que tinha concordado em pagar certo valor a título de pensão alimentícia do filho, mas se negou a continuar quando o valor subiu.

No ano passado, um tribunal da Califórnia decidiu em favor de um doador de esperma texano processado para que pagasse pensão alimentícia.

Mesmo um documento legal nem sempre tem força de lei. “Os tribunais irão se pautar pelo que melhor atender aos interesses da criança”, explicou o advogado Bill Singer, de Belle Mead, em Nova Jersey.

157673159Colin Weil e a mãe de sua filha de dois anos, Stella, redigiram um contrato antes de a mãe engravidar. Weil, que tem 46 anos e é gay, conheceu a mãe de Stella, que pediu que seu nome não fosse divulgado, em outubro de 2009 por meio de um amigo mútuo. Hoje Stella passa uma noite por semana com Weil, e o plano deles é que o número de noites aumente.

“Quando você pensa no conceito de aldeia e de como a aldeia fez parte da criação dos filhos em tantas sociedades, por tantos milhares de anos, isso faz todo sentido”, comentou Weil. “A ideia de que duas pessoas -o que dirá uma- crie um filho sem o apoio da aldeia não faz sentido.”

Mas Elizabeth Marquadt, diretora do Centro Matrimonial e Familiar do Instituto de Valores Americanos, um grupo não partidário em Nova York, discorda. “É uma ideia péssima, propositalmente obrigando uma criança a ser criada em dois mundos diferentes, com pais que nem sequer tentaram formar uma união amorosa entre eles.”

Outros acham que as parcerias parentais poupam o filho da dor de um futuro divórcio. “Do meu ponto de vista como pesquisadora, não acho que um relacionamento romântico seja necessário para que haja um bom relacionamento coparental”, opinou a professora Sarah J. Schoppe-Sullivan, da universidade Ohio State.

Essas parcerias também encorajam as pessoas a refletir e discutir uma filosofia de criação dos filhos com antecedência, algo que muitos casais tradicionais não fazem. Rachel Hope, que já tem dois filhos (de 22 anos e quatro anos) de relacionamentos coparentais anteriores, disse que encontrou apenas “homens cultos e desejáveis” quando buscou seu terceiro parceiro. “O importante é saber se poderemos nos relacionar, refletir com cuidado e tomar uma decisão lógica e racional para meus filhos futuros que ainda não nasceram.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1232497-solteiros-que-querem-ter-filhos-biologicos-criam-um-novo-tipo-de-familia.shtml

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dv168066aA adolescência muitas vezes parece ser um grande teste para o amor próprio. O corpo cresce de forma desordenada e espinhas aparecem. Os meninos mudam de voz e ganham pelos no rosto. As meninas veem crescer os seios e conhecem a menstruação. Os hormônios se revoltam. Surge a atração por outros jovens e o medo da rejeição. É preciso encontrar um grupo e ser aceito por ele. E lidar com pais e professores que cobram a escolha da profissão que será exercida pelo resto da vida.

Todos passam por isso e é impossível pular essa fase da vida, mas nessa provação muitos jovens acabam com a autoestima seriamente abalada. É possível, no entanto, identificar o problema e ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança.

A baixa autoestima é um problema que pode surgir em qualquer momento da vida, mas é bastante comum na adolescência. “Esse é um momento de reorganização do indivíduo em relação a sua imagem corporal e a seu lugar no mundo. As mudanças físicas são muito rápidas e ele deixa de ser criança e tem de se adaptar a um novo papel na sociedade”, afirma a psicóloga Débora Dalbosco Dell’Aglio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Adolescência da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Nesse processo, a pessoa se torna mais vulnerável às críticas e aos fracassos”.

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Outro fator importante capaz de afetar a autoestima dos jovens é sua inserção na sociedade e a nova necessidade de fazer parte de grupos. “Como eles ficam mais expostos ao social, as rejeições e frustrações passam a ser vividas com mais frequência. E como os hormônios deixam as emoções à flor da pele, tudo é sentido com mais intensidade, as experiências boas e as ruins”, diz Natércia Tiba, psicóloga especializada em adolescentes e terapia familiar.

Isolamento

O adolescente que tem seu amor próprio abalado fica inseguro e volta-se mais para ele mesmo. Débora afirma que o problema vai afetar os relacionamentos com amigos e as relações afetivas, tão importantes nessa época de descobertas, e inibir a tomada de decisões e escolhas.

90301771Muitas atitudes, dentro e fora de casa, podem sinalizar um problema de autoestima. O adolescente pode se mostrar triste e não querer ir para a escola nem participar de festas e outros eventos sociais, muitas vezes dizendo estar se sentindo feio ou não ter as roupas certas. A recusa em tentar novos cursos ou atividades que envolvam um grupo também pode ser sinal de alerta.

Para a psicóloga Milena Lhano, especialista em terapia familiar e de adolescentes, o jovem pode reagir ao problema se isolando e tendo dificuldade em lidar com situações mais “adultas” por não se sentir capaz para tais desafios. “Agressividade, rebeldia ou alguma compulsão também podem ser sinais que demonstram que algo não vai bem”.

De acordo com Natércia, alguns podem começar a criar personagens, reforçar características estereotipadas. “Por achar que as pessoas não vão gostar dele, o adolescente pode vestir uma máscara”, fala Natércia. Segundo a psicóloga, também é importante conhecê-lo dentro do contexto social, observando de que grupo ele faz parte na escola e qual papel ele desempenha dentro desse círculo de amigos.

Críticas e elogios

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Enganam-se os pais que acreditam que ajudar um filho com esse problema é cobri-lo de elogios. Segundo os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, o mais importante nesse quadro é fazer o jovem entender que será amado por quem ele é, independentemente dos sucessos ou fracassos que tiver.

“A autoestima não é se achar o máximo o tempo todo, é a pessoa se amar tendo consciência de que tem pontos bons e ruins. É um reconhecimento de suas reais capacidades e dificuldades”, diz Natércia Tiba. Por isso, ela afirma que os pais nunca devem cobrar que os filhos tenham o melhor desempenho em tudo e que saibam valorizá-los pelo que eles são.

“A gente tem de criar os filhos para o mundo real”, declara Débora Dalbosco. “Ninguém vai ter o corpo perfeito, ser o mais inteligente e o mais popular ao mesmo tempo. Eventualmente, todo mundo vai se deparar com limitações e frustrações na vida e, se a pessoa cresce achando que vai ser o melhor em tudo e ter tudo o que quer, ela pode se deprimir”.

Saiba elogiar e saiba dar bronca

133978562Segundo Milena Lhano, os extremos entre críticas e elogios são sempre ruins e a resposta dos pais deve ser pontual e justa. “Corrija quando ele errar e elogie quando acertar, porque ninguém só acerta ou só erra o tempo todo”.

Dalbosco diz que, na hora de chamar a atenção ou dar bronca, que não sejam feitas generalizações. Nunca se deve dizer frases como “você é um preguiçoso” ou “você faz tudo errado”. “A crítica precisa ser específica, como ‘você não está arrumando seu quarto’ ou ‘isso aqui você não está fazendo direito, quer ajuda?'”, diz. E sempre coloque-se à disposição para ajudá-lo a melhorar naquela tarefa.

A psicóloga Maria Cristina Capobianco concorda. “É importante que os jovens recebam críticas construtivas, realistas, em doses que os fortaleçam e que não ataquem sua autoestima”, afirma. Para ela, é importante também reforçar os talentos, apoiando as iniciativas criativas e ajudando o jovem a encontrar seu lugar.  “Os pais devem ajudar o adolescente a perceber que o processo de crescimento é longo, é doído, vai ter altos e baixos, mas que o sofrimento traz aprendizagem, amadurecimento e conquistas”, diz.

Se a baixa autoestima não for cuidada na adolescência, a pessoa pode chegar à vida adulta apresentando um quadro de depressão e ter dificuldades para se relacionar e na vida profissional. “Ela vai continuar se cobrando que seja boa em tudo e terá muita dificuldade em aceitar rejeição e frustração”, declara Natércia Tiba. Na maioria dos casos, no entanto, o sentimento passa naturalmente sem trazer consequências ruins para a vida adulta.

Fonte; http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/12/31/autoestima-fica-mais-fragil-na-adolescencia-mas-pode-ser-fortalecida-dentro-de-casa.htm

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Doença afeta uma em cada 500 mães e pode resultar também em suicídio.
‘Estava cheia de vontade de matá-lo’, relata mulher.

A psicose pós-parto, uma doença mental devastadora, mas pouco compreendida, afeta uma em cada 500 mães e pode resultar em suicídio ou mesmo em assassinato de bebês.

O período que sucede o parto é o momento em que as mulheres estão mais propensas a doenças mentais, tais como depressão ou psicose. Mas há tratamento.

A BBC entrevistou pessoas afetadas por esta doença que, muitas vezes, passa despercebida porque médicos e enfermeiras não estão preparados para identificar os sintomas ou porque, por medo do estigma, é escondida pelas mães.

A maioria das mulheres com a psicose pós-parto não tem história familiar ou pessoal de doença mental, alertam os especialistas.

‘Estava cheia de vontade de matá-lo’
Jo Lyall era uma dessas mulheres. Depois que seu segundo filho, Finlay, nasceu, Jo passou por um episódio assustador. Uma noite, poucos dias depois de deixar o hospital, ela esteve a ponto de estrangular o bebê:

“Coloquei ele adormecido na cama ao meu lado, e meu cérebro simplesmente desligou”, disse ela. “Era como se alguém tivesse desligado um interruptor na minha cabeça, e eu olhei para ele e estava cheia de vontade de matá-lo.”

“Eu coloquei minha mão em seu pescocinho, ainda não forte o suficiente para manter a própria cabeça, e comecei a apertar. Eu não queria machucá-lo. Sabia que não devia fazer isso, mas eu queria saber se era capaz”.

Jo sabia que algo estava errado, mas tinha medo de procurar ajuda, por pensar que perderia a guarda dos filhos.

Sem tratamento, ela começou a planejar como matar a si e seus dois filhos.

“Um dia, pensei em sufocar os garotos enquanto eles dormiam após o almoço”, disse ela.

“Tinha que ter certeza de que os meninos e o cachorro estariam mortos antes que eu tirasse minha própria vida, porque eu não podia arriscar que sobrevivessem sem mim”, acrescentou.

Jo fez várias tentativas de suicídio, mas depois de seis meses em um hospital psiquiátrico e quatro anos sob medicação, está totalmente recuperada.

Ela faz campanha pela maior consciência dos sintomas de psicose pós-parto, para permitir que médicos e parteiras ofereçam um melhor tratamento para mulheres doentes.

“Eu sobrevivi, em grande parte, devido a um médico e a uma quantidade extraordinária de sorte”, disse ela. “Mas as mulheres não deveriam ter que confiar na sorte para sobreviver a uma condição tratável”.

‘Tinha desejo de machucá-lo’
Os especialistas não sabem a causa exata de psicose pós-parto, embora acredite-se que as grandes mudanças hormonais que se seguem ao nascimento do bebê tenham um papel importante, juntamente com a genética.

A proporção de jovens mães em risco é grande. E mulheres com transtorno bi-polar têm 50% de chances de se tornar gravemente doentes nas semanas após o parto.

Shelley Blanchard estava nesta categoria. Por isso, sua equipe médica não só monitorou sua saúde física enquanto o nascimento do bebê se aproximava, como também o seu bem-estar psicológico.

Shelley foi apoiada nos estágios finais de sua gravidez e nos primeiros meses da maternidade por uma equipe que incluía o Dr. Nick Best, psiquiatra perinatal especializado em cuidar de mulheres grávidas e jovens mães com problemas de saúde mental.

Best fez visitas regulares a Shelley, assim como a enfermeira psiquiátrica de sua comunidade.

‘Uma pessoa pode passar da situação normal à psicótica, delirante e paranoica no espaço de apenas dois ou três dias’, disse Best.

Shelley também começou um tratamento com drogas anti-psicóticas na mesma noite que ela deu à luz o bebê Oliver.

Mas algumas semanas depois do nascimento, o humor de Shelley começou a piorar e ela parou de tomar os medicamentos anti-psicóticos porque a deixavam sonolenta.

“Comecei a ter pensamentos desagradáveis sobre Oliver, tinha desejo de machucá-lo, de jogá-lo pelas escadas ou soltá-lo de propósito”, disse ela.

“Eu estava tão assustada, não queria machucar meu filho, mas os pensamentos foram ficando mais fortes e mais frequentes, então tive que buscar ajuda.”

Ela contatou a equipe médica e foi internada em uma unidade especial em Winchester, onde as mães e seus bebês podem ser mantidos em segurança durante o tratamento.

Três meses mais tarde, Oliver e Shelley estavam em casa novamente, recuperados.

“Se eu não tivesse ido para a unidade, acho que provavelmente teria acabado por tomar uma overdose, e teria possivelmente me matado. Eu estava fora de controle”, disse Shelley à época.

“Foi um tempo tão sombrio, mas consegui aprender um pouco mais sobre mim. Estou realmente me sentindo muito bem agora, poderia até dizer que estou me sentindo fantástica.”

Quando a filha de Dave Emson tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto (Foto: BBC)

Pai perdeu mulher e filha
Dave Emson sabe como a psicose pós-parto pode ser grave – quando sua filha Freya tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto.

Daksha morreu em consequência das queimaduras quase três semanas mais tarde.

“Cheguei em casa por volta das cinco e meia ou mais, e quando cheguei à porta da frente senti um cheiro de queimado”, disse Dave ao recordar o dia em que a tragédia aconteceu.

“Normalmente, ao entrar eu dizia ‘Daksha, querida, estou em casa’ e ela respondia e eu ouvia o balbuciar do bebê. Mas naquele dia houve um silêncio.

Daksha deixou um bilhete falando de seus temores de que a filha do casal fosse vítima de “forças das trevas” e de seu desejo de proteger Freya a todo custo.

Daksha tinha estudado psiquiatria e estava prestes a se tornar consultora quando morreu.

Ela tinha escolhido a carreira em parte porque sofrera de depressão grave por anos, mas poucas pessoas sabiam de sua condição, já que ela tinha medo do estigma que traria.

O inquérito sobre sua morte levou a novas diretrizes no sistema de saúde britânico para o tratamento de funcionários com doença mental.

Dave agora escreve um livro sobre sua história – para ajudar outras pessoas em situação semelhante:

“Primeiramente, é uma forma de Daksha falar através de mim, de falar com pessoas que estão sofrendo, companheiros trabalhadores da área de saúde mental, pessoas que estão sofrendo com as condições de saúde mental, para que saibam que não estão sozinhas”, disse ele.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/maes-que-quiseram-matar-filhos-falam-dos-perigos-da-psicose-pos-parto.html

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De acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hamshire (UNH), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do “Journal of Adolescence”, pais altamente controladores, autoritários e explosivos são mais propensos a criarem filhos delinquentes.

Segundo o estudo, realizado desde 2007 com estudantes de ensino fundamental e médio, há uma diferença no tipo de autoridade que os pais impõem dentro de casa, classificados como: exigentes, autoritários e permissivos. Em nota sobre a pesquisa, Rick Trinkner, doutorando da UNH e um dos responsáveis pelo estudo, diz que o estilo de educação dos pais pode

interferir na visão e no comportamento de seus filhos. “Os adolescentes que percebiam os pais como autoridades legítimas são menos propensos a terem comportamentos delinquentes”, disse.

Notou-se que pais classificados como exigentes são controladores, mas, também, calorosos e receptivos às necessidades de seus filhos. Eles conversam abertamente, explicando às crianças os limites e regras estabelecidas. De acordo com o estudo, pais com essas características criam crianças auto-suficientes, contentes e com autocontrole.

Os pais permissivos, porém, acabam não estabelecendo limites, mas ainda são receptivos às necessidades de seus filhos. Por não haver regras estabelecidas, as crianças não sentem que seus pais estão realmente presentes, muito menos

 possuem alguma autoridade real. Isso não os faz terem mais ou menos chances de serem delinquentes futuramente, mas os filhos sentem falta de uma relação paternal que os guiem.

Já os pais autoritários são pouco receptivos. As regras são estabelecidas sem

 explicações ou chance de argumentação. Nesse caso, espera-se que as regras sejam obedecidas sem contestação. O resultado é a criação de filhos menos auto-suficientes, descontentes e sem noção de autocontrole.

Segundo a pesquisa, os resultados mostram que criação de legitimidade dos pais é uma técnica para que os adultos tenham controle sobre seus filhos. Além disso, pais exigentes possuem mais chances de serem obedecidos do que os autoritários ou permissivos –nesse caso ocorre o efeito contrário: os filhos tendem a minar a autoridade paterna sendo mais rebeldes.”Quando as crianças consideram seus pais autoridades legítimas, eles confiam e sentem que têm a obrigação de fazer o que eles mandam. Esse é um atributo importante para qualquer figura de autoridade, já que o pai não precisa usar um sistema de recompensa e castigo para controlar o comportamento dos filhos, sendo mais provável que a criança siga as regras quando os pais não estejam presentes fisicamente”, diz o pesquisador Rick Trinkner.

Fonte: http://estilo.uol.com.br/comportamento/ultimas-noticias/2012/02/22/pais-autoritarios-sao-mais-propensos-a-criarem-filhos-delinquentes-diz-pesquisa.htm

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