You are currently browsing the category archive for the ‘Transtornos de Ansiedade’ category.

Na ânsia de aplacar carências antigas, das quais em geral sequer sabemos claramente a origem, muitas vezes buscamos modelos que acreditamos ser capazes de nos proteger do sofrimento. O problema é que, não raro, essa busca nos afasta de quem realmente somos e costuma trazer ainda mais angústia

Há pouco, fazendo uma pesquisa rápida a respeito de dismorfia (medo da feiura), na tentativa de obter subsídios para a edição de um artigo sobre transtorno dismórfico corporal (TDC, na classificação psiquiátrica) para a próxima edição de Mente e Cérebro, deparei com um número surpreendente grande de pessoas que se empenham em se parecer com algum personagem da ficção. No Brasil, o mineiro de Araxá Celso Pereira Borges (mais conhecido nas mídias sociais por seu nome artístico, Celso Santebañes), de 20 anos, já fez quatro cirurgias plásticas para se tornar parecido com o boneco Ken, “namorado” da Barbie. Em Nova York, Justin Jedlica tem a mesma meta de Celso. Enquanto isso, a russa Lolita Richi e a ucraniana Valeria Lukyanov disputam o posto de mulher mais parecida com a própria Barbie. Já o estilista filipino Herbert Chavez passou por várias intervenções cirúrgicas para ficar parecido com Superman. Para atingir seu propósito, conseguiu até mesmo clarear o tom moreno de sua pele.

Mesmo sem a pretensão de sugerir diagnósticos para pessoas que não me pediram isso, parece impossível não associar esses comportamentos a uma espécie de variação do quadro de dismorfia, no qual a pessoa se torna patologicamente preocupada com uma característica física imaginada ou pouco perceptível de seu corpo, mas que ganha enorme destaque. A atenção excessiva voltada à própria aparência costuma ser associada ao transtorno obsessivo compulsivo (TOC), à ansiedade e à depressão e, nos casos mais graves, ao risco de suicídio. Surpreendentemente, o problema é bastante comum. Estima-se que, em variados graus, atinja aproximadamente duas em cada dez pessoas. Penso nas pessoas que se empenham tanto (fazendo grande investimento libidinal, empregando tempo e dinheiro) para se transformar em seus modelos de beleza e perfeição – na verdade, bonecos, personagens.

Talvez até exista alguma beleza nas expressões forjadas, simétricas e pasteurizadas. Mas lhes falta algo fundamental: vida. É como se seus rostos estivessem congelados, escondidos sob camadas de impossibilidade de ser quem realmente são. E não falo aqui da busca por se tornar uma pessoa melhor. Há situações em que o determinadas atitudes calcadas no perfeccionismo podem até ser bastante positivas. Eu confesso: anseio escrever textos cada vez mais claros e interessantes que os anteriores, ouvir com mais precisão o que se esconde nas palavras ditas pelas pessoas que atendo em meu consultório e, de forma geral, ser mais tolerante comigo e com os outros. O problema surge quando o anseio de se superar se transforma em obsessão e o que temos (ou podemos construir subjetivamente) não basta, torna-se preciso buscar referenciais externos – e, em certos casos, transformar-se neles.

Por trás dos extremos há um apelo social e cultural que tantas vezes nos convoca a sermos sempre belos, cultos, jovens e felizes. E de novo o problema não é ter qualquer uma dessas características, até porque elas comportam um gama de nuances. O problema é ter de estar sempre alegre, satisfeito, sempre ser competente, sempre fazer comentários inteligentes. Sempre cansa tanto…

Outro dia, jogava conversa fora com uma amiga, também psicanalista, quando ela chamou minha atenção para o padrão estético predominante nas novelas brasileiras do início dos anos 90, atualmente reprisada na TV a cabo. Os penteados, especialmente das mulheres, eram menos impecáveis e uniformes; os dentes, não tão alinhados nem incrivelmente brancos; e os rostos, mesmo maquiados, podiam, eventualmente, revelar pequenas imperfeições, sem que isso fosse tomado como um problema grave. O resultado é que alguns atores e atrizes que ainda trabalham nessas produções parecem, mesmo anos depois, mais jovens, bonitos e “adequados” que no passado – quando, aliás, se pareciam mais com “gente de verdade”.

Parece haver uma determinação tácita e inquestionável: está proibido parecer que envelhecemos, assim como acontece com os bonecos… A glorificação da juventude é um reflexo da cultura do narcisismo e do culto de si, que a todo o momento rende homenagens à “superestimação da figura imaginária de um sujeito desprovido de sentido histórico, atemporal, sem passado nem futuro; um sujeito limitado ao claustro de sua imagem no espelho: vaivém entre narcisismo primário e narcisismo secundário”, escreve Elisabeth Roudinesco ao abordar novas formas de sofrimento psíquico em A análise e o arquivo (Zahar, 2001). Em meio a esse fenômeno, a figura mitológica de Narciso, angustiado e seduzido pela própria imagem, substitui Édipo, o soberano que se questiona, ferido e ressentido. Enquanto uma das faces de Narciso revela-se como ícone de uma humanidade sem interdição, fascinada pelo poder ilimitado, a outra é aquela que não aceita a velhice, a finitude ou mesmo o sucesso alheio, pois precisa ter tudo para si – o que resulta na insatisfação.

Nos dois casos o desfecho é trágico: Édipo perfura os olhos após ter cometido incesto, Narciso se suicida ao tomar consciência de que é seu próprio objeto de amor. Os dois castigos autoimpostos, no entanto, são bem diferentes. Édipo, segundo Freud o herói emblemático de uma cultura dominada pela decadência do patriarcado, sacrifica-se para que seu reino se perpetue. Já Narciso põe fim à própria existência, negando-se ao outro. “Enquanto a formação psíquica se traduz socialmente pelo culto do narcisismo, a obsessão por si mesmo é sempre portadora de uma rejeição do outro transformada em ódio de si e, portanto, em ódio pela presença do outro em si”, afirma Roudinesco. Faz sentido.

Eu, aqui, fico pensando que também gostaria de ser um pouco parecida psiquicamente com pessoas mais centradas e generosas que passaram por este planeta. Sinceridade? Alguma similaridade com Francisco de Assis ou príncipe Sidarta (o Buda) não me cairiam nada mal…

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/pensar-psi/mais-bonitos-mais-jovens-mais-interessantes-e-de-preferencia-para-sempre/

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

155380431A declaração recente de uma celebridade do esporte, uma peça em cartaz e novas pesquisas científicas trazem de volta à cena o lado mais pop do TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo.

O famoso da vez a assumir publicamente que tem o transtorno é o ginasta Diego Hypólito, 26. No mundo das artes, peças como “Toc Toc”, em cartaz em São Paulo, e personagens como Sheldon Cooper, da série “Big Band Theory”, fazem que o nome e os sintomas da doença estejam na boca do povo.

A popularidade é impulsionada porque quase todas as pessoas se acham um pouco portadoras do transtorno. E quem não tem uma tia, um amigo ou um parceiro com alguma maniazinha excessiva de limpeza ou de arrumação?

85182169

“Pensamentos indesejados e rituais todo mundo tem. A pessoa pode até achar estranho, mas para por aí. A questão é como eles

 interferem no cotidiano e quanto sofrimento trazem”, diz a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc (Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo), do Instituto de Psiquiatria da USP.

Diego Hypólito conta que tinha os sintomas desde o início da adolescência, mas só aos 18 anos se deu conta de que os rituais o atrapalhavam.

“Às vezes as pessoas nem notavam, mas desde a hora em que eu acordava era um monte de coisa que eu tinha de fazer. Começou a me incomodar”, diz o atleta.
Ao perceber isso, Hypólito foi tratar o problema em terapia. Mas a maioria das pessoas demora mais para procurar ajuda.

“Há um caso de paciente que demorou mais de 40 anos para procurar tratamento. E é comum as pessoas passarem dez anos sofrendo sem procurar ajuda”, afirma a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, do Centro de Assistência, Ensino e Pesquisa do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Unifesp.

E isso mesmo com toda a exposição dos sintomas da doenças no cinema e na TV.

157481724

“O transtorno pode ter caído nas graças da indústria de entretenimento, ficou mais fácil as pessoas aceitarem. Aí vira pop, fica até chique dizer ‘eu tenho TOC’. Isso pode ajudar a diminuir o preconceito, mas não dá para banalizar, achar que não é sério”, diz Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Visto nas telas e nos palcos, dá até para rir do problema –os próprios pacientes consideram muitos de seus hábitos ridículos ou bizarros–, mas na vida real não é tão engraçado assim.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Unesp mostrou que 33% das pessoas com TOC já pensaram em suicídio e 11% já tinham tentado se matar de fato.

“As pessoas não levam a sério porque não imaginam o grau de incapacitação e a dor que a doença pode causar”, diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1266817-transtorno-obsessivo-compulsivo-e-pop-mas-faz-da-vida-um-inferno.shtml

 Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

A declaração recente de uma celebridade do esporte, uma peça em cartaz e novas pesquisas científicas trazem de volta à cena o lado mais pop do TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo.

O famoso da vez a assumir publicamente que tem o transtorno é o ginasta Diego Hypólito, 26. No mundo das artes, peças como “Toc Toc”, em cartaz em São Paulo, e personagens como Sheldon Cooper, da série “Big Band Theory”, fazem que o nome e os sintomas da doença estejam na boca do povo.

268151-970x600-1

A popularidade é impulsionada porque quase todas as pessoas se acham um pouco portadoras do transtorno. E quem não tem uma tia, um amigo ou um parceiro com alguma maniazinha excessiva de limpeza ou de arrumação?

“Pensamentos indesejados e rituais todo mundo tem. A pessoa pode até achar estranho, mas para por aí. A questão é como eles interferem no cotidiano e quanto sofrimento trazem”, diz a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc (Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo), do Instituto de Psiquiatria da USP.

Diego Hypólito conta que tinha os sintomas desde o início da adolescência, mas só aos 18 anos se deu conta de que os rituais o atrapalhavam.

“Às vezes as pessoas nem notavam, mas desde a hora em que eu acordava era um monte de coisa que eu tinha de fazer. Começou a me incomodar”, diz o atleta.
Ao perceber isso, Hypólito foi tratar o problema em terapia. Mas a maioria das pessoas demora mais para procurar ajuda.

“Há um caso de paciente que demorou mais de 40 anos para procurar tratamento. E é comum as pessoas passarem dez anos sofrendo sem procurar ajuda”, afirma a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, do Centro de Assistência, Ensino e Pesquisa do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Unifesp.

E isso mesmo com toda a exposição dos sintomas da doenças no cinema e na TV.

“O transtorno pode ter caído nas graças da indústria de entretenimento, ficou mais fácil as pessoas aceitarem. Aí vira pop, fica até chique dizer ‘eu tenho TOC’. Isso pode ajudar a diminuir o preconceito, mas não dá para banalizar, achar que não é sério”, diz Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Visto nas telas e nos palcos, dá até para rir do problema –os próprios pacientes consideram muitos de seus hábitos ridículos ou bizarros–, mas na vida real não é tão engraçado assim.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Unesp mostrou que 33% das pessoas com TOC já pensaram em suicídio e 11% já tinham tentado se matar de fato.

“As pessoas não levam a sério porque não imaginam o grau de incapacitação e a dor que a doença pode causar”, diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1266817-transtorno-obsessivo-compulsivo-e-pop-mas-faz-da-vida-um-inferno.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

6228-000746

Todos nós em algum momento do dia ou da semana, sentimos que somos portador deste transtorno; afinal de contas, quem é que não tem uma mania de alguma coisa, quem não conhece alguém que tem certa mania de limpeza, de organização, de rotina, etc.

A grande diferença é que, todo mundo tem pensamentos indesejados e rituais, a pessoa pode até achar estranho, e este é o grande incômodo, porém, o portador do Transtorno Obsessivo Compulsivo tem seu cotidiano todo inundado por estes pensamentos e comportamentos indesejados, o que acaba interferindo na realização de atividades diárias e corriqueiras, causando grande angústia e desconforto.

O resultado disso, é que o portador de TOC se torna prisioneiro de um padrão de pensamentos e comportamentos repetitivos que para nós, pode não ter sentido algum, mas, para a pessoa, tem uma lógica dentro de sua forma de pensar.

O que é o TOC?

O TOC é um transtorno psiquiátrico de ansiedade cuja principal característica é a presença de crises frequentes de pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Os pensamentos obsessivos são caracterizados por ideias e imagens que invadem a nossa mente e ficam em uma repetição incessante, e a única forma que a pessoa sente que consegue se livrar dela, mesmo que temporariamente, é através do comportamento compulsivo.

O comportamento compulsivo, por sua vez, é o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas pré-estabelecidas, que acabam proporcionando uma sensação de alívio da ansiedade, pois, o portador de TOC acha que se não agirem daquela forma, algo terrível pode acontecer. Porém, o que realmente acontece é que a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a aumentar conforme são realizados os rituais, podendo se transformar em um obstáculo para a vida da pessoa portadora da síndrome, assim como sua família.

Uma informação interessante, é que o pensamento obsessivo e o comportamento compulsivo são muito particulares de cada pessoa, de acordo com cada histórico de vida, porém, podemos identificar alguns rituais mais comuns que são os desenvolvidos com limpeza, checagem de algo, conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, etc. Variando e somando-se conforme a evolução do quadro.

200142266-001

Classificação

– Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico: as obsessões e rituais se repetem com frequência, porém, não atrapalham a vida e o cotidiano da pessoa;

– Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.

Causas

O TOC não tem uma causa específica, porém, estudos tem sugerido a existência de alterações na comunicação entre determinadas regiões cerebrais que utilizam a serotonina, assim como os aspectos psicológicos e o histórico tanto de vida quanto familiar também estão entre as causas desta síndrome.

Sintomas

Todos nós, em algum momento da vida ou do dia, podemos manifestar rituais que não tem relação alguma com o TOC; por isso os sintomas principais deste distúrbio é a presença de pensamentos obsessivos que levam necessariamente a um ritual compulsivo para diminuir e combater a ansiedade que esta pessoa sente.

Alguns comportamentos podem ser selecionados como os mais comuns, como excesso de preocupação com higiene, limpeza, dificuldade de pronunciar certas palavras ou indecisão em situações corriqueiras, por medo de consequências ruins desencadeando uma desgraça. Tal desgraça é formada por pensamentos agressivos relacionados à morte, acidentes ou doenças.

98473141

Diagnóstico

O diagnóstico ocorre, com certeza, após alguns anos após a manifestação dos primeiros sintomas.  Por isso, mesmo que o TOC possa se manifestar na infância (a partir dos 3 ou 4 anos de idade), na maioria dos casos se tem o diagnóstico e o início do tratamento na vida adulta.

Em crianças, a incidência é maior em meninos e já na adolescência, a proporção é semelhante entre ambos os gêneros.

Tratamento

O ideal é o tratamento medicamentoso em conjunto com a psicoterapia cognitivo-comportamental. O tratamento medicamentoso se utilizará de antidepressivos inibidores da receptação da serotonina, enquanto a psicoterapia terá como base de trabalho a exposição da pessoa à situação geradora de ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos, chegando aos mais angustiantes, gradativamente.

A família é importante esclarecer sobre as características e todos os efeitos ocasionados pelo distúrbio, facilitando assim a compreensão, o convívio e o tratamento.

Saiba mais

Os portadores deste transtorno, geralmente tem considerável consciência de que existe algo em sua forma de pensar e em seu comportamento que não corresponde ao que observa em outras pessoas, sabem que seus pensamentos muitas vezes não tem sentido ou são exagerados, assim como seus comportamentos em muitos momentos, não eram realmente necessários.

É muito comum que suas reações às mais diversas situações também tomem uma proporção muito maior do que realmente poderiam ser.

Em grande parte dos casos, o portador se esforça muito para se livrar de pensamentos e evitar comportamentos, controlando seus sintomas obsessivos e compulsivos no ambiente profissional, social ou de estudo, porém, com o passar do tempo e do crescimento e mudanças da vida, a resistência começa a enfraquecer e o TOC torna-se grave a ponto de dificultar demais e até mesmo impossibilitar a realização de atividades cotidianas.

Na maioria das vezes, o portador do TOC só recebe o diagnóstico, em geral, 8 a 9 anos após o surgimento dos primeiros sintomas; e por ser um distúrbio difícil de ser aceito pela própria pessoa, a procura por tratamento acaba sendo adiada para muitos anos após o diagnóstico. A consequência disso é que com o passar do tempo e o agravamento dos sintomas, os sentimentos que muitos acabam desenvolvendo são sensações de incapacidade, de impossibilidade, de falta de inteligência e falta de habilidade para o enfrentamento das experiências da vida, o que resulta em uma baixa autoestima, depressão e alguns casos, existe a dificuldade de concentração.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/home/toc

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

121979171A Vigorexia é um distúrbio caracterizado pelo excesso de atividade física decorrente de uma autoimagem distorcida, caracterizando-o como um subtipo do Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

Assim como a Anorexia Nervosa, a Vigorexia também se caracteriza por uma imagem distorcida do próprio corpo, ou seja, são transtornos semelhantes em suas características principais. O anoréxico, apesar de magro em demasia, continua se enxergando obeso enquanto que o vigoréxico, mesmo cheio de músculos, continua olhando no espelho e se vendo muito magro e franzino. Ambos, efeitos da baixa autoestima e da desvalorização de si mesmo.

Esta autoimagem distorcida, faz com que o portador de Vigorexia vá em busca do corpo perfeito, partindo então para uma busca pelo corpo ideal, aquele que é valorizado pela sociedade contemporânea, levando-o a prática desenfreada de atividades físicas.

Com isso, a rotina do portador deste distúrbio começa a se deteriorar e se voltar totalmente para essa busca, sua alimentação se torna restrita a proteínas, consumo de suplementos alimentares sem seguir a orientação de um especialista e partindo também para o uso de esteroides e anabolizantes, ficando então horas e mais horas na academia e sempre aumentando as cargas dos exercícios.

A Síndrome de Adônis como também pode ser chamada ou Overtraining representa a busca por um ideal físico inatingível não por condições físicas, mas, porque existe a autoimagem distorcida e com isso, a pessoa acaba desenvolvendo um quadro de depressão e também, transtornos de ansiedade.

154769278Podemos então observar os seguintes sintomas:

– Ritmo cardíaco acelerado mesmo em repouso;

– Maior susceptibilidade a infecções;

– Maior incidência de lesões;

– Fadiga persistente;

– Dores musculares persistentes;

– Queda no desempenho sexual;

– Maior irritabilidade;

– Depressão;

– Ansiedade;

– Desinteresse por atividades que não tenham ligação com a atividade física;

– Perda de apetite.

Como consequência dessa busca e do foco praticamente integral aos exercícios, a pessoa se afasta dos amigos, parentes e colegas de trabalho, ela passa a não se interessar por qualquer pessoa ou situação que possa interferir em seu objetivo, isolando-se socialmente.

O tratamento é feito através de psicoterapia para o reconhecimento real do corpo trabalhando a autoestima e a percepção real de si mesmo, identificando o comportamento distorcido e recuperando a autoconfiança; também precisa do acompanhamento médico e o tratamento medicamentoso para controle da depressão e ansiedade, como sintomas obsessivo-compulsivos; assim como de um nutricionista e um educador físico, pois os treinos não precisam ser abandonados, mas sim, acompanhados por especialistas da área.

Podemos também deixar claro alguns comportamentos observados em portadores da vigorexia que frequentemente demonstram sentimento de inferioridade e insatisfação com a aparência, mesmo sendo elogiado pela sua forma física, acarretando muita vergonha, fazendo com que esconda seu corpo com roupas muito largas e acaba se isolando socialmente, trocando qualquer oportunidade social por exercícios físicos.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/home/transtorno-dismorfico-corporal/vigorexia

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

 

Uma pesquisa que mapeou a frequência de doenças mentais na Grande São Paulo mostra que os transtornos de ansiedade, como estresse pós-traumático, fobias e síndrome de pânico, lideram e estão presentes em 20% da população.

Depois vêm os transtornos de humor, como depressão (11%), de controle de impulsos (4,3%) e por consumo de drogas (3,6%).

Os dados são do projeto São Paulo Megacity, um estudo realizado pelo IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas de São Paulo com 5.037 residentes dos 39 municípios da região.

A amostra é representativa das cidades, e as entrevistas foram feitas pessoalmente entre 2005 e 2007.

Dados preliminares já haviam sido apresentados em 2009, mas agora a pesquisa completa, que faz parte de um grande estudo mundial, foi publicada na revista científica “PLoS ONE”.

Segundo a psiquiatra Laura Helena Andrade, coordenadora do estudo, a pesquisa procura entender o contexto relacionado a essa prevalência maior.

A violência urbana ajuda a explicar a forte presença dos transtornos mentais na população –54% dos entrevistados relataram ter vivido uma experiência ligada a crimes, como ser vítima ou testemunha de assaltos e sequestros.

Pessoas que vivem em áreas mais pobres e periféricas da cidade também tiveram maior risco de desenvolver os transtornos.

“Cada fator inerente à vida na metrópole, como transporte, violência e acesso a serviços de saúde, tem uma parcela de participação nesse resultado”, afirma Paulo Rossi Menezes, professor associado da USP e epidemiologista psiquiátrico que não participou do estudo.

GRAVIDADE

A pesquisa mostrou que 10% da população em São Paulo tem doenças psiquiátricas graves. Esse índice está acima da média de outros 14 países, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nos EUA, a prevalência é de 5,7%.

Só um terço dos brasileiros com transtornos graves recebeu tratamento nos 12 meses anteriores às entrevistas.

“Os transtornos mentais são frequentes, mas pouco reconhecidos e tratados. A sociedade sabe pouco a respeito e há um estigma ligado às doenças”, diz Menezes.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1053547-ansiedade-e-transtorno-mais-comum-na-grande-sao-paulo.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Sentir ansiedade é normal: às vésperas de uma prova, durante uma decisão por pênaltis ou em uma entrevista de emprego, por exemplo, todo mundo fica apreensivo. Mas, se a ansiedade atrapalha a rotina, vira doença e é preciso tratá-la.

ansiedade“Ter cuidado ao dirigir é normal, mas não dirigir por medo de passar mal, assim como ter medo de usar o elevador por achar que vai morrer asfixiado, por exemplo, são exageros típicos de doenças relacionadas à ansiedade”, diz Tito Paes de Barros Neto, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro “Sem Medo de Ter Medo”, guia para ajudar vítimas de fobias.

E como saber se a ansiedade é normal ou uma doença? “Quando a ansiedade faz alguém mudar a rotina de forma freqüente, é preciso tratar”, diz Marina Balieiro, psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, da capital.

A ansiedade exagerada é característica de diversas doenças. A mais comum é a agorafobia, cujas vítimas evitam lugares ou situações em que se sintam embaraçadas.

O transtorno de pânico faz a vítima achar que está prestes a morrer ou a enlouquecer. A fobia social se caracteriza quando a pessoa tem medo de ser avaliado pelos outros. Ela passa a evitar festas, atividades coletivas e outras tarefas que exijam exposição –falar em público, então, nem pensar. Outro distúrbio é a ansiedade generalizada, em que a preocupação exagerada se estende pelo dia inteiro, sem razão consistente.

Os transtornos obsessivos-compulsivos e o transtorno de estresse pós-traumático são outros distúrbios relacionados à ansiedade. Em todos os casos, o tratamento envolve terapia e uso de medicamentos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u420040.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/