You are currently browsing the category archive for the ‘Estresse’ category.

155380431A declaração recente de uma celebridade do esporte, uma peça em cartaz e novas pesquisas científicas trazem de volta à cena o lado mais pop do TOC, o transtorno obsessivo-compulsivo.

O famoso da vez a assumir publicamente que tem o transtorno é o ginasta Diego Hypólito, 26. No mundo das artes, peças como “Toc Toc”, em cartaz em São Paulo, e personagens como Sheldon Cooper, da série “Big Band Theory”, fazem que o nome e os sintomas da doença estejam na boca do povo.

A popularidade é impulsionada porque quase todas as pessoas se acham um pouco portadoras do transtorno. E quem não tem uma tia, um amigo ou um parceiro com alguma maniazinha excessiva de limpeza ou de arrumação?

85182169

“Pensamentos indesejados e rituais todo mundo tem. A pessoa pode até achar estranho, mas para por aí. A questão é como eles

 interferem no cotidiano e quanto sofrimento trazem”, diz a psiquiatra Roseli Shavitt, coordenadora do Protoc (Projeto Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo), do Instituto de Psiquiatria da USP.

Diego Hypólito conta que tinha os sintomas desde o início da adolescência, mas só aos 18 anos se deu conta de que os rituais o atrapalhavam.

“Às vezes as pessoas nem notavam, mas desde a hora em que eu acordava era um monte de coisa que eu tinha de fazer. Começou a me incomodar”, diz o atleta.
Ao perceber isso, Hypólito foi tratar o problema em terapia. Mas a maioria das pessoas demora mais para procurar ajuda.

“Há um caso de paciente que demorou mais de 40 anos para procurar tratamento. E é comum as pessoas passarem dez anos sofrendo sem procurar ajuda”, afirma a psiquiatra Christina Hajaj Gonzales, do Centro de Assistência, Ensino e Pesquisa do Espectro Obsessivo-Compulsivo da Unifesp.

E isso mesmo com toda a exposição dos sintomas da doenças no cinema e na TV.

157481724

“O transtorno pode ter caído nas graças da indústria de entretenimento, ficou mais fácil as pessoas aceitarem. Aí vira pop, fica até chique dizer ‘eu tenho TOC’. Isso pode ajudar a diminuir o preconceito, mas não dá para banalizar, achar que não é sério”, diz Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).

Visto nas telas e nos palcos, dá até para rir do problema –os próprios pacientes consideram muitos de seus hábitos ridículos ou bizarros–, mas na vida real não é tão engraçado assim.
Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Unesp mostrou que 33% das pessoas com TOC já pensaram em suicídio e 11% já tinham tentado se matar de fato.

“As pessoas não levam a sério porque não imaginam o grau de incapacitação e a dor que a doença pode causar”, diz a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Unesp.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2013/04/1266817-transtorno-obsessivo-compulsivo-e-pop-mas-faz-da-vida-um-inferno.shtml

 Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

bum005É uma síndrome muito percebida em profissões em que o contato interpessoal é fundamental para a execução do trabalho, pode ser considerada como uma das consequências do estresse profissional.

Profissões como médicos, professores, carcereiros, assistentes sociais, psicólogos, comerciantes, enfermeiros, telemarketing, bombeiros, etc. Sabe-se também que há uma extensão a todos os profissionais que interagem com pessoas e que cuidam ou solucionam problemas dos outros seguindo técnicas e métodos extremamente rígidos e exigentes, assim como, aqueles que têm seu trabalho submetido a constantes avaliações pela instituição.

Outros fatores também podem estar associados ao surgimento do Burnout, como a pouca autonomia no desempenho profissional, relacionamento difícil com líderes, colegas de trabalho ou clientes; quando também o profissional tem dificuldade em lidar com conflitos entre trabalho e vida familiar, assim como, sentir falta de qualificação e falta de cooperação da equipe com quem trabalha.

Isso tudo demonstra que esta síndrome está muito associada a transtornos de ansiedade e depressão, se tornando importante a partir do momento em que começa a afetar a vida da pessoa comprometendo seu desempenho e eficiência tanto na vida pessoal quanto profissional, e trazendo uma desarmonia nos relacionamentos interpessoais, sejam sociais ou familiares.

A característica principal da Síndrome de Burnout é o estado de tensão emocional constante e estresse crônico resultantes da condição de trabalho que desgastam a pessoa física, emocional e psicologicamente.

158095015

O profissional percebe-se com uma sensação de esgotamento físico e emocional que influencia suas atitudes negativamente com comportamentos de insensibilidade e cinismo com as outras pessoas, começa então a faltar no trabalho, torna-se mais agressivo e se isola de tudo e todos, chegando a desenvolver comportamentos e pensamentos paranoides com amigos, colegas de trabalho, companheiro, etc. Manifesta então alternâncias de humor bruscas, irritabilidade, dificuldade de concentração, falhas de memória, muita ansiedade, depressão e baixa autoestima.

Fisicamente, os sintomas se manifestam com dores de cabeça, enxaquecas, cansaço, sudorese, taquicardia, pressão alta, dores musculares, dificuldades no sono, asma, alergias, gastrites, úlceras, etc.

O diagnóstico é feito através do histórico de vida da pessoa, sua satisfação profissional, sua realização pessoal no trabalho, assim como um levantamento histórico da pessoa.

O tratamento é baseado no uso de antidepressivos e psicoterapia, como auxiliar a tudo isso, atividades físicas e de relaxamento contribuem para a manutenção do relaxamento.

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Estudo feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com 201 soropositivos que interromperam a terapia mostrou que 53% falharam na adesão por estarem deprimidos

SÃO PAULO – A depressão é o principal motivo que leva pacientes com HIV a abandonar o tratamento. Um estudo feito pelo Instituto de Infectologia Emílio Ribas com 201 soropositivos que interromperam a terapia mostrou que 53% falharam na adesão por estarem deprimidos. A falta de tempo para comparecer às consultas e o medo de perder o emprego também apareceram como fatores importantes: 38% alegaram esses motivos para cessar o acompanhamento médico.

O levantamento envolveu pacientes que abandonaram as consultas por pelo menos seis meses sem justificativas. Com base nas conclusões do estudo, o Emílio Ribas criou um grupo de adesão semanal. Batizado de Tá Difícil de Engolir? – em referência à quantidade de pílulas que alguns dos pacientes têm de tomar diariamente -, o projeto funciona como uma terapia em grupo, na qual cada um relata suas próprias dificuldades em relação ao tratamento.

O grupo é acompanhado por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais e psicólogos. “O objetivo é que o paciente fale sobre sua situação para, desta maneira, um estimular o outro. À medida que surge alguma dúvida, a gente interfere para explicar”, diz o assistente social Claudemir Leite de Almeida.

Ele observa que é bastante comum que o paciente com doença crônica, como o HIV, em determinado momento, interrompa a terapia. O grupo de adesão, segundo ele, é apenas uma das estratégias para estimular o paciente, que também deve receber recomendações nas consultas de rotina e nos grupos de acolhimento.

Além da depressão e da falta de tempo para comparecer às consultas, outros motivos que também contribuem de forma importante para a falta de adesão são os efeitos colaterais do tratamento, o estigma da doença e a falta de autoestima.

Nas palavras de um paciente que compareceu ao grupo anteontem – e preferiu não ser identificado -, “tomar o remédio não é só um ato físico, mas principalmente um ato interno: para tomar o remédio, a pessoa tem de querer o melhor para si, tem de se gostar e estar disposta a lutar”. A falta de amor próprio, alavancada pelo peso do estigma da doença, foi o que o levou a interromper a medicação durante um período de sua vida (mais informações nesta página).

O aspecto simbólico vinculado às pílulas também está associado à dificuldade de aderir ao tratamento. Almeida observa que o remédio é a parte concreta que lembra o paciente de que ele tem um problema de saúde. “Os medicamentos têm essa carga psicológica. Fazem a pessoa entrar em contato com a doença todo dia.”

Suscetibilidade O médico Augusto Penalva, coordenador do Serviço de Neuropsiquiatria do Instituto Emílio Ribas, explica que os pacientes com HIV estão mais suscetíveis aos transtornos neuropsiquiátricos, que incluem depressão, ansiedade e problemas cognitivos. Essa suscetibilidade ocorre por duas razões: tanto pelos aspectos psicossociais associados à doença quanto pelos fatores orgânicos.

A própria doença viral ataca o sistema nervoso central, levando à ocorrência de algumas dessas enfermidades. São os chamados transtornos neurocognitivos associados ao HIV (Hand, na sigla em inglês).

A reação do organismo à interrupção do medicamento é muito variável, conforme Penalva. Ele observa que isso pode variar de acordo com a forma como se deu o tratamento inicial: soropositivos que começam a se tratar precocemente, quando interrompem a medicação, tendem a demorar mais tempo para sentir os efeitos negativos. Já os que começaram a se tratar quando a doença já estava avançada tendem a reagir à interrupção com uma rápida queda de imunidade.

Para Penalva, o levantamento mostra que o tratamento da aids é mais complexo que apenas colocar a medicação à disposição. “É preciso abordar o paciente de maneira mais profunda”, diz o coordenador.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,depressao-e-principal-motivo-para-paciente-com-hiv-deixar-tratamento-,951589,0.htm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Doença afeta uma em cada 500 mães e pode resultar também em suicídio.
‘Estava cheia de vontade de matá-lo’, relata mulher.

A psicose pós-parto, uma doença mental devastadora, mas pouco compreendida, afeta uma em cada 500 mães e pode resultar em suicídio ou mesmo em assassinato de bebês.

O período que sucede o parto é o momento em que as mulheres estão mais propensas a doenças mentais, tais como depressão ou psicose. Mas há tratamento.

A BBC entrevistou pessoas afetadas por esta doença que, muitas vezes, passa despercebida porque médicos e enfermeiras não estão preparados para identificar os sintomas ou porque, por medo do estigma, é escondida pelas mães.

A maioria das mulheres com a psicose pós-parto não tem história familiar ou pessoal de doença mental, alertam os especialistas.

‘Estava cheia de vontade de matá-lo’
Jo Lyall era uma dessas mulheres. Depois que seu segundo filho, Finlay, nasceu, Jo passou por um episódio assustador. Uma noite, poucos dias depois de deixar o hospital, ela esteve a ponto de estrangular o bebê:

“Coloquei ele adormecido na cama ao meu lado, e meu cérebro simplesmente desligou”, disse ela. “Era como se alguém tivesse desligado um interruptor na minha cabeça, e eu olhei para ele e estava cheia de vontade de matá-lo.”

“Eu coloquei minha mão em seu pescocinho, ainda não forte o suficiente para manter a própria cabeça, e comecei a apertar. Eu não queria machucá-lo. Sabia que não devia fazer isso, mas eu queria saber se era capaz”.

Jo sabia que algo estava errado, mas tinha medo de procurar ajuda, por pensar que perderia a guarda dos filhos.

Sem tratamento, ela começou a planejar como matar a si e seus dois filhos.

“Um dia, pensei em sufocar os garotos enquanto eles dormiam após o almoço”, disse ela.

“Tinha que ter certeza de que os meninos e o cachorro estariam mortos antes que eu tirasse minha própria vida, porque eu não podia arriscar que sobrevivessem sem mim”, acrescentou.

Jo fez várias tentativas de suicídio, mas depois de seis meses em um hospital psiquiátrico e quatro anos sob medicação, está totalmente recuperada.

Ela faz campanha pela maior consciência dos sintomas de psicose pós-parto, para permitir que médicos e parteiras ofereçam um melhor tratamento para mulheres doentes.

“Eu sobrevivi, em grande parte, devido a um médico e a uma quantidade extraordinária de sorte”, disse ela. “Mas as mulheres não deveriam ter que confiar na sorte para sobreviver a uma condição tratável”.

‘Tinha desejo de machucá-lo’
Os especialistas não sabem a causa exata de psicose pós-parto, embora acredite-se que as grandes mudanças hormonais que se seguem ao nascimento do bebê tenham um papel importante, juntamente com a genética.

A proporção de jovens mães em risco é grande. E mulheres com transtorno bi-polar têm 50% de chances de se tornar gravemente doentes nas semanas após o parto.

Shelley Blanchard estava nesta categoria. Por isso, sua equipe médica não só monitorou sua saúde física enquanto o nascimento do bebê se aproximava, como também o seu bem-estar psicológico.

Shelley foi apoiada nos estágios finais de sua gravidez e nos primeiros meses da maternidade por uma equipe que incluía o Dr. Nick Best, psiquiatra perinatal especializado em cuidar de mulheres grávidas e jovens mães com problemas de saúde mental.

Best fez visitas regulares a Shelley, assim como a enfermeira psiquiátrica de sua comunidade.

‘Uma pessoa pode passar da situação normal à psicótica, delirante e paranoica no espaço de apenas dois ou três dias’, disse Best.

Shelley também começou um tratamento com drogas anti-psicóticas na mesma noite que ela deu à luz o bebê Oliver.

Mas algumas semanas depois do nascimento, o humor de Shelley começou a piorar e ela parou de tomar os medicamentos anti-psicóticos porque a deixavam sonolenta.

“Comecei a ter pensamentos desagradáveis sobre Oliver, tinha desejo de machucá-lo, de jogá-lo pelas escadas ou soltá-lo de propósito”, disse ela.

“Eu estava tão assustada, não queria machucar meu filho, mas os pensamentos foram ficando mais fortes e mais frequentes, então tive que buscar ajuda.”

Ela contatou a equipe médica e foi internada em uma unidade especial em Winchester, onde as mães e seus bebês podem ser mantidos em segurança durante o tratamento.

Três meses mais tarde, Oliver e Shelley estavam em casa novamente, recuperados.

“Se eu não tivesse ido para a unidade, acho que provavelmente teria acabado por tomar uma overdose, e teria possivelmente me matado. Eu estava fora de controle”, disse Shelley à época.

“Foi um tempo tão sombrio, mas consegui aprender um pouco mais sobre mim. Estou realmente me sentindo muito bem agora, poderia até dizer que estou me sentindo fantástica.”

Quando a filha de Dave Emson tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto (Foto: BBC)

Pai perdeu mulher e filha
Dave Emson sabe como a psicose pós-parto pode ser grave – quando sua filha Freya tinha apenas três meses de idade, sua esposa Daksha matou o bebê a facadas e colocou fogo em seu quarto.

Daksha morreu em consequência das queimaduras quase três semanas mais tarde.

“Cheguei em casa por volta das cinco e meia ou mais, e quando cheguei à porta da frente senti um cheiro de queimado”, disse Dave ao recordar o dia em que a tragédia aconteceu.

“Normalmente, ao entrar eu dizia ‘Daksha, querida, estou em casa’ e ela respondia e eu ouvia o balbuciar do bebê. Mas naquele dia houve um silêncio.

Daksha deixou um bilhete falando de seus temores de que a filha do casal fosse vítima de “forças das trevas” e de seu desejo de proteger Freya a todo custo.

Daksha tinha estudado psiquiatria e estava prestes a se tornar consultora quando morreu.

Ela tinha escolhido a carreira em parte porque sofrera de depressão grave por anos, mas poucas pessoas sabiam de sua condição, já que ela tinha medo do estigma que traria.

O inquérito sobre sua morte levou a novas diretrizes no sistema de saúde britânico para o tratamento de funcionários com doença mental.

Dave agora escreve um livro sobre sua história – para ajudar outras pessoas em situação semelhante:

“Primeiramente, é uma forma de Daksha falar através de mim, de falar com pessoas que estão sofrendo, companheiros trabalhadores da área de saúde mental, pessoas que estão sofrendo com as condições de saúde mental, para que saibam que não estão sozinhas”, disse ele.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/08/maes-que-quiseram-matar-filhos-falam-dos-perigos-da-psicose-pos-parto.html

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

A psicoterapia interpessoal de grupo melhorou em 50% sintomas como depressão e ansiedade e em 80% a qualidade de vida de pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.

É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.

Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crônicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.

No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u587852.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://geocities.yahoo.com.br/psicoclinicas

Síndrome tem aumentado muito entre adultos jovens, com idades de 20 a 39 anos, especialmente as mulheres.

Pressão no trabalho, problemas com o chefe e preocupações em casa. Pare, respire e relaxe: hoje é o Dia de Combate ao Estresse. A síndrome 0 que a longo prazo aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, podendo levar à hipertensão e problemas do coração – tem crescido entre jovens, em especial mulheres, indica pesquisa de seguradora de saúde.

“Cada vez mais competitiva, a mulher exige de si maior grau de conhecimento e decisões rápidas. Isso, associado à limitação cada vez maior de lazer, má alimentação, sedentarismo e pressão psicológica, acaba gerando maior grau de estresse”, afirma a médica e superintendente de Serviços Médicos da SulAmérica, Saúde, Regina Mello.

De acordo com o levantamento, realizado com 12.756 pessoas, 37% apresentaram níveis de estresse considerados moderado ou alto. Desse total, 51% são mulheres – a maioria com idades entre 20 e 39 anos, que se dividem entre as atribuições profissionais e os cuidados com a casa e os filhos. O trabalho mostrou ainda que as que sofrem mais com estresse tendem a fumar mais, a fazer menos exercícios e a ter peso mais elevado do que as mulheres mais calmas.

O estresse crônico, alertam os médicos, além de ser fator de risco cardíaco, causa cansaço, irritação, baixo apetite sexual, dificuldade de concentração e resfriados consecutivos. Além disso, reduz a resistência do organismo e predispõe ao surgimento de várias doenças como asma, alergias, urticárias e doenças gastrointestinais.

Fonte: http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5367748-EI16560,00-Estresse+causa+hipertensao+e+males+cardiacos+saiba+mais.html

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Para psicólogos britânicos, ‘valor da comunidade’ é importante para a recuperação das vítimas.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que a ação imediata das autoridades é essencial para evitar que as pessoas afetadas pelas enchentes e deslizamentos na Região Serrana do Rio sofram de transtorno de estresse pós-traumático.

A condição pode se manifestar em pessoas expostas a eventos traumáticos, como desastres naturais ou episódios provocados pelo homem, como guerras, ataques violentos ou sequestros.

Na opinião do psicólogo Chris Brewin, que trabalhou com vítimas do furacão Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans em 2005, a prioridade dos governos federal e estadual uma semana após a tragédia deve ser “reconhecer a dor das pessoas e tentar reconstruir a comunidade o mais rapidamente possível”.

“No Katrina, o governo demorou demais para entrar com ajuda. As pessoas se sentiram abandonadas”, avalia Brewin, membro da Divisão de Psicologia e Ciências Linguísticas da University College of London (UCL).

Irwin Redlener, diretor do National Center for Disaster Preparedness (Centro Nacional de Preparação para Desastres) da Columbia University, em Nova York, que também trabalhou com vítimas do Katrina, afirma que os governos têm a responsabilidade de oferecer apoio psicológico às vítimas.

“Em desastres naturais como o que está acontecendo no Brasil é certo que as pessoas vão necessitar de apoio psicológico, se não ao longo dos próximos anos, pelo menos nos próximos meses”, afirma.

“O governo deveria oferecer apoio psicológico. Todas as famílias afetadas devem ter pelo menos uma avaliação preliminar por uma equipe de psicólogos”, diz.

Ele afirma ainda que, como as pessoas comuns são geralmente as primeiras a responder a desastres, é importante que sejam mais bem orientadas para saber o que fazer nessas situações.

O centro que ele comanda na Columbia University foi criado após os ataques de 11 de setembro, com o objetivo de melhorar a capacidade do país de preparação, resposta e recuperação de desastres.

Reações
O psicólogo Michael Reddy, da British Psychological Society, explica que vários tipos de reações emocionais podem ser esperados das vítimas nestes dias que se seguem ao desastre na serra fluminense.

Segundo ele, muitos podem estar revivendo a situação o tempo todo, “sentindo medo e pavor novamente”. Outros podem estar evitando a todo custo pensar ou falar sobre o que passaram, e há ainda os que podem estar “sobressaltados, levando sustos facilmente e tendo pesadelos”.

Ele ressalta, no entanto, que essas reações são normais e, num primeiro momento, não devem ser identificadas como transtorno de estresse pós-traumático.

“O diagnóstico só pode ser feito após um mês de sintomas ininterruptos. Antes disso não podem ser chamados de transtorno”, esclarece Reddy.

Ele explica que as pessoas com mais chances de desenvolver a condição são as que tiveram suas vidas ameaçadas e viram parentes morrer. Em seguida, vêm os que não correram risco de morte, mas perderam familiares e conhecidos. Em último, estão as pessoas que não sofreram perdas diretamente, mas estão “horrorizadas” com o episódio.

Personalidade
Para Irwin Redlener, a reação ao desastre depende da personalidade de cada pessoa.

“Alguns são mais resistentes e não terão efeitos no longo prazo. Outros vão carregar o impacto psicológico por um longo período, vão sofrer de transtorno de estresse pós-traumático. Os que participaram da resposta inicial têm uma possibilidade muito grande de sofrer traumas de longo prazo”, afirma Redlener.

Segundo o especialista americano, a primeira resposta das pessoas em casos com os das enchentes no Rio é tentar garantir a sobrevivência, e elas apenas reagem aos acontecimentos, sem tempo de processar as informações.

“Quando o perigo inicial passou, a pessoa já ajudou quem podia, ela para, respira e começa a ver a extensão do que aconteceu. É um período de confusão e desorientação. Um período de choque, quando percebem que tanta coisa mudou”, diz.

Redlener afirma que isso ocorre não apenas com familiares de vítimas e testemunhas, mas também com profissionais que trabalham nas equipes de resgate. Ele lembra que muitos bombeiros que atuaram no resgate e ajuda às vítimas dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, sofreram de transtorno de estresse pós-traumático por longos períodos. “Todos estão sujeitos, inclusive profissionais que atuam no resgate e no auxílio às vítimas”, diz.

Comunidade
De acordo com os especialistas ouvidos pela BBC Brasil, cerca de 60% das vítimas de desastres se recuperam do trauma sozinhos, sem precisar de apoio psicológico. Para os 40% que desenvolvem o transtorno, a ação da comunidade, com o apoio do governo, é extremamente importante.

“Em desastres de larga escala como esse, terapias de grupo organizadas pela comunidade funcionam bem porque incentivam as pessoas a se abrir, dividir experiências. Verbalizando os sentimentos lidamos mais facilmente com eles”, explica Michael Reddy.

Reddy conta ter coordenado um grupo de especialistas que ajudou vítimas do terremoto que matou 18 mil pessoas na Turquia, em 1999, e que se surpreendeu como o “valor da comunidade” foi imprescindível para a recuperação de milhares de pessoas que perderam tudo.

“Pelo que conheço do Brasil, imagino que seja uma situação semelhante, em que as famílias e os amigos são muito unidos.”

James Thompson, psicólogo do University College London, concorda. E, na sua avaliação, uma forma de superar traumas causados por desastres pode passar pela arte.

“Uma das técnicas é retratar o evento em forma de desenhos , peças teatrais ou pinturas, porque são meios aceitáveis de lidar com a dor”, sugere Thompson.

No caso do Brasil, segue ele, “isso pode passar pela música, dança, ou até uma novela”.

“O brasileiro tem a seu favor o entusiasmo, o espírito festeiro e a alegria. Em uma tragédia como essa, isso pode fazer a diferença e ajudar a comunidade a se reerguer”, diz.

Ainda segundo os especialistas, cerca de 15% dos pacientes não conseguem superar o transtorno de estresse pós-traumático, apresentando sintomas como ansiedade e depressão até três anos após o evento. Nesses casos, terapias individuais são o tratamento mais recomendado.

“O passo mais importante agora é garantir abrigo, comida, água e o mínimo de conforto possível. Em seguida, dar início à reconstrução das casas, mandar as crianças para a escola, voltar ao trabalho. Isso pode influenciar muito na maneira como essas pessoas vão lidar com as perdas de pessoas queridas e bens materiais”, detalha Chris Brewin.

Ainda segundo Brewin, a experiência com o Katrina ensinou que em situações como essa o governo deve evitar enviar as pessoas para longe da área do desastre para não quebrar o “laço social” que une a comunidade afetada.

“Muitas pessoas foram forçadas e se mudar para outros Estados do sul dos Estados Unidos e nunca se recuperaram emocionalmente, porque queriam ter refeito suas vidas onde moravam antes”, afirma.

Abandono
De acordo com Irwin Redlener, a sensação de abandono é agravada pelo fato de as pessoas esperarem que a ajuda oficial esteja a postos em uma situação desse tipo, o que nem sempre é possível.

“Geralmente há uma grande decepção. As pessoas estão acostumadas com o dia-a-dia, quando chamam o serviço de emergência e ele chega. Mas quanto maior a extensão do desastre, mais desorganizada será a resposta do governo”, diz. “Acabam tendo de tomar por conta própria medidas como procurar por comida, por abrigo, porque a ajuda oficial não está lá. Sentem-se isoladas, abandonadas e assustadas.”

Segundo Redlener, que também é pediatra e especialista em saúde pública, as crianças geralmente sofrem mais o impacto psicológico de um evento como as enchentes no Rio.

“As crianças são particularmente vulneráveis. Podem ficar muito quietas, não falar sobre o assunto. É preciso garantir que sejam protegidas”, diz.

Ele afirma que vários meses após a passagem do furacão Katrina, estudos mostravam que as crianças ainda sofriam um forte impacto da tragédia.

Tanto para crianças como para adultos, o tratamento deve incluir aconselhamento psicológico de longo prazo, diz o especialista.

Além dos ataques de 11 de setembro e do furacão Katrina, Redlener já acompanhou os esforços de resposta a desastres como o terremoto na Guatemala, que deixou 23 mil mortos em 1976, a fome de 1984 e 1985 na Etiópia, que matou 1 milhão de pessoas, e as enchentes no Paquistão no ano passado.

“Alguns desastres geram efeitos mais prolongados que outros. Alguns destroem casas. Outros destroem casas e toda uma comunidade”, diz. Redlener diz que também há uma diferença entre desastres sobre os quais há algum tipo de aviso prévio, como furacões, nos quais as pessoas podem se preparar, e aqueles que vêm sem aviso, como enchentes e terremotos.

“Mas em comum todos têm a falta de preparo das pessoas para reagir a um desastre. E dos governos também.”

Fonte:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/01/governo-deve-agir-para-evitar-estresse-pos-traumatico-em-vitimas-dizem-especialistas.html

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Dados são da Secretaria estadual de Saúde e da Sociedade de Cardiologia. Cerca de 100 mil pessoas foram avaliadas em Campinas e na capital.

O estresse é maior em casa do que no trabalho. Foi o que apontou uma pesquisa com 100 mil pessoas da capital paulista e de Campinas, a 97 km de São Paulo. O estudo sobre avaliação de risco cardiovascular foi feito com base nos resultados do mutirão estadual do coração promovido em 2009 pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (18).

Nesse mutirão, foram analisados locais onde os entrevistados convivem, como trabalho, casa, clubes, bares e boates. Também foram levados em conta fatores como problemas financeiros e crença religiosa. Dentro desse leque de opções, a residência foi apontada como o lugar mais estressante, como informou a Secretaria da Saúde.

Ao todo, 23,2% das pessoas ouvidas afirmaram ter sofrido estresse dentro de casa. Marido, filhos, cachorro e uma rotina puxada podem ser fatores determinantes para que as mulheres estejam desenvolvendo doenças cardiovasculares. Elas disseram sofrer mais do que eles nesse aspecto – 28,34% delas revelaram estresse intenso ou exagerado. Entre os homens, esse índice caiu para 13,07%.

Para 15% dos entrevistados, houve estresse intenso ou exagerado no trabalho. Já a situação financeira representa uma situação mais tensa para 25% dos ouvidos. “O trânsito, por exemplo, e o chefe no trabalho são dois fatores menos estressante do que os familiares”, informou o cardiologista Ari Timerman, diretor do serviço hospitalar do Instituto Dante Pazzanese e um dos coordenadores do mutirão.

Todas as pessoas que participaram do mutirão afirmaram ter passado por algum nível de estresse no último ano, com intensidades variando entre pouco, moderado, intenso e exagerado. Segundo a pesquisa, o resultado pode indicar um novo quesito para doenças cardiovasculares na modernidade: o estresse. Para Timerman, esse resultado reflete o peso do papel da mulher na sociedade, que, em muitos casos, chefia famílias e cuida dos filhos.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/06/pesquisa-em-sp-aponta-estresse-maior-em-casa-do-que-no-trabalho.html

A psicoterapia interpessoal de grupo melhorou em 50% sintomas como depressão e ansiedade e em 80% a qualidade de vida de pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.

É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.

Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crônicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.

No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u587852.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/