You are currently browsing the monthly archive for julho 2012.

A mensagem é dura e clara. Chega até nós das mais diversas formas: propagandas, novelas, anúncios em revistas, filmes… Você tem de ser bem-sucedido, senão não é ninguém e sua vida não vale a pena. E por ser bem-sucedido entende-se não somente ter um emprego com boa remuneração, ambiente harmonioso, perspectivas e que traga satisfação pessoal. É preciso ser o melhor da área, fazer todos os cursos disponíveis, conquistar uma promoção atrás da outra (ainda jovem, de preferência) e ganhar muito dinheiro, para adquirir tudo aquilo que indica que alguém chegou lá: um amplo apartamento, um automóvel de luxo e uma família digna de comercial de margarina para exibir no porta-retratos.

O problema é que, de acordo com especialistas em comportamento humano, as pessoas vêm se perdendo no meio do caminho. “A busca pelo sucesso faz com que o profissional se descuide de valores importantes, como ética, profissionalismo, educação, respeito e até o talento natural”, diz a coach Giselle Safatle Faiad.

Segundo a psicóloga Sâmia Simurro, vice-presidente de projetos da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (organização sem fins lucrativos), muitos são os fatores que podem contribuir para a perseguição do sucesso a qualquer preço. “Temos presenciado uma sociedade cada vez mais competitiva, com valores e éticas sociais e familiares enfraquecidos e um consumismo próximo do descontrole. Essas e outras circunstâncias levam a uma grande questão, que é a enorme necessidade de ter coisas, poder e reconhecimento. As pessoas acreditam que assim poderão suprir a insaciável necessidade da vaidade humana”, explica.

Para a coach Giselle Faiad, o ser humano, em geral, deseja a qualquer preço uma maneira de suprir suas carências e situações que não consegue administrar no decorrer da vida. “A busca desenfreada pelo sucesso nada mais é do que uma fuga”, diz. E as pessoas se esquecem que ele pode ser passageiro e que o retorno à rotina normal pode gerar uma incômoda e dolorosa sensação de vazio. Alguns, no entanto, sabem muito bem administrar a situação e não se transformam em reféns das próprias conquistas.

A psicóloga Heloisa Schauff afirma que muita gente associa, equivocadamente, o conceito de felicidade ao sucesso profissional. Isso costuma acontecer por que os louros da carreira geram visibilidade e  proporcionam uma sensação de prestígio e poder, o que infla o ego. Mas o papel profissional é apenas um dos diversos papéis que exercemos na vida. “Há, também, o aumento do poder de compra e o consumismo é uma bandeira na sociedade atual. Ter um alto padrão de vida tornou-se sinônimo de felicidade para muitos”, diz a especialista.

A psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma Brasil, filial da International Stress Management Association, instituição voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e do tratamento do estresse no mundo, lembra que pior do que a pressão externa, da sociedade, é a cobrança interna –aquela que a pessoa impõe a si mesma. “No desejo de alcançar as metas que estabeleceu, a pessoa vive ansiosa, angustiada e com sentimentos de culpa. Sempre acha que poderia fazer melhor e nunca consegue relaxar”, afirma Ana Maria.

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Uma pesquisa mostra que pessoas submetidas à cirurgia bariátrica têm maior risco de se tornarem dependentes de álcool.

A cirurgia, chamada bypass gástrico, reduz o tamanho do estômago e direciona os alimentos para uma área dos intestinos que absorve menos nutrientes e calorias.

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que quem faz essa cirurgia passa a metabolizar o álcool de forma diferente, leva mais tempo para retornar à sobriedade, sente-se alterado mais rapidamente depois de beber pouco e tem mais dificuldade de controlar a ingestão da bebida.

Cerca de 2.000 pacientes dos EUA participaram do trabalho, conduzido por pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Pittsburgh e publicado no “Journal of the American Medical Association”. Eles foram acompanhados antes da cirurgia e dois anos após a operação e preencheram uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde para identificar sintomas de abuso de álcool.

O estudo descobriu que 7,6% dos pacientes tinham problemas com álcool antes da cirurgia. Dois anos após a operação, essa taxa subiu para 9,6%, o que significa 2.000 novos casos de abuso de bebida por ano nos EUA.

Os pacientes relataram maior frequência de sintomas como necessidade de beber de manhã, perda de memória e sentimento de culpa.

O consumo de álcool também aumentou entre os pacientes no segundo ano após a operação, comparado com o pré-operatório e com o primeiro ano.

Esse é o primeiro estudo a mostrar que, com o aumento da sensibilidade ao álcool, há também um aumento no risco de dependência e abuso da bebida.

Especialistas afirmam que o fato de o álcool ser absorvido mais rapidamente pode torná-lo também mais viciante.

Segundo Ricardo Cohen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o estudo é importante para desmistificar a ideia de que esses pacientes trocam uma compulsão por outra.

“Como há uma maior absorção do álcool, eles ficam alcoolizados mais rapidamente e isso aumenta a chance de ter outros problemas. A pesquisa vai ajudar a mostrar a eles que podem beber, mas com cautela.”

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

A psicoterapia interpessoal de grupo melhorou em 50% sintomas como depressão e ansiedade e em 80% a qualidade de vida de pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.

É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.

Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crônicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.

No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u587852.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fone: (11) 3481-0197
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://geocities.yahoo.com.br/psicoclinicas

Estudo ressalta que há crianças que buscam diminuir o estresse por meio da alimentação excessiva.

A proteção exagerada dos pais pode provocar maior ansiedade nos filhos e provocar obesidade, pois há crianças que buscam diminuir o estresse por meio da alimentação excessiva, concluiu um estudo da Universidade do Porto (Portugal).

A investigação, cujos resultados preliminares foram publicados nesta segunda-feira pela Faculdade de Medicina desta universidade, ressalta que estes riscos são maiores entre as meninas, porque elas têm uma maior tendência a canalizar o estresse em transtornos alimentícios.

A atitude superprotetora gera medo e insegurança nas crianças, e conseqüentemente aumenta o cortisol, o hormônio do estresse. Desta forma, cada indivíduo procura uma estratégia diferente para combatê-lo.

“Os dados sugerem que quando existe essa vinculação entre estresse e insegurança, os meninos costumam exteriorizar o comportamento, tornando-se mais agressivos, enquanto as meninas interiorizam as emoções, comendo”, explicou em comunicado a principal autora do estudo, Inés Pinto.

A pesquisa advertiu que este comportamento entre as meninas pode derivar em doenças como a bulimia e devem ser combatidos com tratamentos psicológicos para corrigir hábitos e atitudes e ensiná-las a lidar com as emoções.

 Desta forma, a pesquisa recomenda novos métodos para combater a obesidade infantil, que levem em conta também a saúde mental, sobretudo quando se observa uma personalidade introvertida aliada ao excesso de peso.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,excesso-de-protecao-dos-pais-pode-provocar-obesidade-de-filhos,904360,0.htm

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 97546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/

Uma campanha lançada nesta semana pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia) contra o uso excessivo de medicamentos por crianças e adolescentes para melhorar o desempenho escolar reacendeu o debate sobre o diagnóstico de deficit de atenção.

De um lado, o conselho afirma que comportamentos “normais” de crianças, adolescentes e adultos têm sido considerados patológicos e muitas vezes são tratados desnecessariamente com remédios tarja preta.

Do outro, entidades como a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) dizem ser contra o uso abusivo de qualquer remédio, mas afirmam que os critérios para o diagnóstico são bem definidos e o tratamento, se bem conduzido, traz benefícios aos pacientes.

O lançamento da campanha “Não à Medicalização da Vida” do conselho de psicologia foi feito durante audiência pública na Câmara dos Deputados. O Ministério da Saúde disse ser a favor da ação por defender o uso racional de todos os remédios.

Mas, em oposição, um manifesto lançado ontem por 20 instituições, como a ABP, a Sociedade Brasileira de Pediatria e grupos de pesquisas de universidades como USP, Unicamp e UFMG, repudia informações “sem cunho científico” divulgadas na mídia sobre TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), que afirmam que o transtorno não existe e levantam dúvidas sobre os benefícios do tratamento.

AUMENTO

Dados da campanha mostram que, em 2000, foram consumidas 70 mil caixas de medicamentos para o tratamento de distúrbios ligados à aprendizagem.

Em 2010, o número subiu para 2 milhões. “São dados absurdos. Não entendemos que essa demanda seja legítima”, diz Marilene Proença, conselheira do CFP.

Mas, segundo o psiquiatra Antonio Geraldo da Silva, presidente da ABP, estudos apontam que o transtorno atinge 5% da população, o que significa 10 milhões de pacientes com TDAH.

“Muitos estão sem tratamento. O que tem é desassistência psiquiátrica no setor público no país”, afirma.

Segundo ele, esse aumento de prescrições se deve ao maior acesso de informações, que faz com que mais pessoas procurem uma avaliação, e aos próprios médicos, que passaram a fazer os diagnósticos de maneira melhor.

TRAQUINAS

Proença afirma que o objetivo da campanha é esclarecer os pais dos malefícios da medicalização de comportamentos considerados inadequados pela sociedade.

“Os instrumentos de diagnósticos são duvidosos, muitos profissionais se baseiam em questionários. Qualquer criança traquina se encaixa.”

Ela diz acreditar também que é preciso encontrar formas de trabalhar com a criança que tem dificuldades de aprendizado, como orientações pedagógicas e aos pais.

“Comportamento se aprende, mas com a droga a criança não cria a expectativa de resolver os problemas com novas estratégias. O remédio resolve e ocupa esse lugar.”

Iane Kestelman, psicóloga, mãe de dois filhos com TDAH e presidente da Associação Brasileira de Deficit de Atenção diz, porém, que não há mais dúvidas de que existem diferenças entre o comportamento de crianças “peraltas e irrequietas” e o de crianças com o diagnóstico de TDAH.

“Isso só demonstra desconhecimento sobre o tema. Crianças que são simplesmente ‘levadas’ não têm prejuízos sociais em todas as áreas da vida, não respondem com um desempenho sempre abaixo do esperado. O diagnóstico é estabelecido pela intensidade, gravidade e discrepância, e nos assusta uma campanha que lança dúvidas sobre isso”, afirma.

Silva diz ainda que os critérios internacionais que definem o TDAH, comprovados na literatura, são usados com entrevista clínica extensa.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1120095-campanha-reacende-debate-sobre-deficit-de-atencao.shtml

Consultório
Rua Martiniano de Carvalho, 864 – Cj 907
Bela Vista
Próx. ao Metrô Vergueiro (200m.) e Shop. Paulista (200m.)
São Paulo
Fones: (11) 3481-0197 / (11) 7546-6799
E-mail: psicoclinicas@yahoo.com.br
Site: http://sites.google.com/site/psicoclinicas/