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507827681Mais de 13 mil crianças e jovens entre um e 19 anos foram atendidos.
Maioria das vítimas teve acesso aos medicamentos com própria família.

As hospitalizações por overdose de analgésicos opioides mais que dobrou entre as crianças e adolescentes americanos entre 1997 e 2012, de acordo com um novo estudo publicado na segunda-feira (31).

Tentativas de suicídio e ingestão acidental foram responsáveis por uma parte crescente dessas intoxicações, disseram os autores do artigo publicado na revista médica JAMA Pediatrics.

Eles identificaram mais de 13 mil casos de crianças e adolescentes de entre um e 19 anos hospitalizados por overdose de opioides prescritos por médicos, das quais 176 morreram.

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Entre as crianças de um a quatro anos, as internações aumentaram 205%, e entre os adolescentes de 15 a 19 anos, 161%.

As crianças pequenas foram hospitalizadas principalmente por ingestão acidental de analgésicos, enquanto as tentativas de suicídio ou os ferimentos autoinfligidos representaram a maioria dos casos de overdoses entre os adolescentes com mais de 15 anos de idade, disse a coautora Julie Gaither, epidemiologista na Escola de Medicina da Universidade de Yale.

As overdoses entre outros adolescentes resultaram provavelmente de tentativas de sentir efeitos semelhantes aos de drogas.

Os autores atribuem a explosão do número de overdoses de analgésicos entre as crianças aos seus pais ou a outros adultos em suas famílias que forneceram acesso aos medicamentos.

Em geral, as intoxicações atribuídas a medicamentos prescritos se tornaram a principal causa “de morte resultante de lesão” nos Estados Unidos, afirmam os pesquisadores.

Isso se deve, principalmente, ao grande aumento da presença de analgésicos poderosos em lares americanos.

O uso de drogas disparou nos últimos anos nos Estados Unidos, o que levou as autoridades a soarem os alarmes sobre o aumento acentuado de casos de overdose e dependência.

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Em 2012, os médicos americanos prescreveram 259 milhões de receitas de analgésicos opioides.

O estudo também revelou que 73,5% das crianças e adolescentes que tiveram overdose de opioides eram brancos, e que quase metade deles tinha seguro médico privado.

A proporção de jovens de famílias que têm a cobertura do Medicaid – seguro de saúde federal para americanos de baixa renda – hospitalizados por overdose de opioides aumentou de 24% em 1997 para 44% em 2012, diz o estudo.

 

Fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/10/hospitalizacoes-por-overdose-de-opioides-dobra-entre-jovens-nos-eua.html

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Eles são instruídos, têm diploma e pertencem à geração Y. Mas precisam se conformar com dois, três ou mais estágios após a formatura, sem lucrar muito com isso.

Breanne Thomas, estagiária da Foursquare, em Nova York: diferentemente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo.

Breanne Thomas, estagiária da Foursquare, em Nova York: diferentemente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo.

Como outros jovens de vinte e poucos anos buscando uma posição segura na carreira, Andrew Lang, da Penn State, conseguiu estágio em uma empresa de produção em Beverly Hills, na Califórnia, aos 29 anos – como uma forma de entrar no mercado do cinema. Não havia salário, mas ele esperava que a exposição abrisse portas.

Quando ele percebeu que isso não ia acontecer ali, Lang foi trabalhar em uma segunda empresa de produção, novamente como estagiário não remunerado. Quando isso também não foi a lugar algum, ele procurou outro lugar, fazendo tudo o que lhe pediam – como entregar garrafas de vinho a 27 escritórios antes do Natal. Entretanto, aquela empresa também não podia arcar com sua contratação, nem que fosse meio período.

Um ano depois, Lang está em seu quarto estágio, agora para uma empresa que produz reality shows para a TV. Embora esse cargo seja ao menos remunerado (ele recebe US$ 10 por hora, com poucos benefícios), Lang não se sente mais próximo de um emprego real – e teme ser um estagiário para sempre.

“Ninguém contrata estagiários”, declarou Lang, que se vê como parte de uma “classe reutilizável de pessoas” que não conseguem se libertar do ciclo do estágio. “Isso é jeito de viver?”

Ela se candidatou a 300 empregos, sem sucesso

O teto de vidro do estagiário não é limitado a Hollywood. Tenneh Ogbemudia, de 23 anos, que sonha em ser uma executiva de gravadora, já teve quatro estágios em diversas empresas de mídia em Nova York, incluindo a revista “Source” e o Universal Music Group.

“Em um determinado mês, eu diria que me candidatei a pelo menos 300 empregos em tempo integral”, afirmou ela, ressaltando que essas tentativas foram em vão. “Por outro lado, posso me candidatar a um ou dois estágios e receber resposta dos dois”.

Chame-os de membros da subclasse permanente do estágio: membros instruídos da geração Y que estão presos no exterior da escada tradicional de carreiras e precisam se conformar com dois, três ou até mais estágios após obter um diploma, sem lucrar muito com isso.

Como um exército de formigas operárias, eles são uma subcultura com identidade distinta, reunindo-se em grupos inspirados no Occupy Wall Street e, ultimamente, criando seus próprios blogs, canais no YouTube, grupos de contatos e até mesmo uma revista que retrata a vida dentro da chamada Nação do Estágio.

É uma comunidade jovem, sem rumo, que ainda está tentando definir a si mesma.

“Estou apenas me perguntando qual seria o limite para esses estágios”, disse Lea, que recebeu um diploma da Parsons The New School for Design, há dois anos, e pretende trabalhar como diretora de arte de alguma revista. (Ela preferiu usar apenas o primeiro nome, para não comprometer a candidatura a um emprego).

Até agora, seu currículo está com apenas três estágios – organizar eventos para adolescentes no Walters Art Museum em Baltimore, compilar clippings de notícias para uma agência de relações públicas em Nova York e ser a garota do café em uma galeria de arte.

Já formado, Andrew Lang está no quarto estágio para evoluir na carreira de cinema.

Já formado, Andrew Lang está no quarto estágio para evoluir na carreira de cinema.

Mesmo sentindo-se presa ao que ela chama de “interminável vida de estagiária”, Lea satisfaz seus impulsos criativos editando uma coluna de gastronomia em um blog de estilo de vida, vendendo colares no site Etsy e comandando uma iniciativa de caridade para ensinar crianças sobre a arte responsável de rua. Ela não sabe se faria um quarto estágio ou acabaria aceitando um emprego fora de seu campo de escolha.

“Estou com 26 anos e sei que cada um tem seu próprio ritmo, mas não me sinto vivendo uma vida adulta ainda”.

Exército de formigas operárias e com diploma

Houve uma época (não muito tempo atrás) em que os estágios eram reservados a estudantes universitários, mas essa está passando, com estágios vagamente definidos – alguns pagando um pequeno valor, outros nada – substituindo o primeiro emprego para muitos jovens recém-formados.

Sem dúvida, a economia moribunda é um fator significativo por trás dessa mudança. Embora a paisagem do mercado tenha melhorado desde as profundezas da Grande Recessão, poucos a descreveriam como ensolarada.

Ninguém acompanha quantos graduados aceitam estágios, mas especialistas em trabalho e defensores do estagiário dizem que o número aumentou substancialmente nos últimos anos.

“O estágio pós-graduação explodiu”, afirmou Ross Perlin, autor do livro “Intern Nation: How to Earn Nothing and Learn Little in the Brave New Economy” (Uma nação de estagiários: como não ganhar nada e aprender pouco em uma nova e destemida economia, em tradução livre). “Algo que se tornou extremamente popular após o início da recessão”.

Contudo, a falta de empregos não é o único motivo para os recém-formados se sentirem presos a estágios. Os integrantes da geração Y, como se costuma dizer, querem mais do que apenas um salário; eles anseiam por carreiras significativas e gratificantes, talvez mesmo uma chance de mudar o mundo.

Isso pode explicar por que jovens como Breanne Thomas, de 24 anos, uma aspirante a empreendedora de Nova York, vem pulando de estágio em estágio. Diferente da geração de seus pais, não é suficiente encontrar um emprego fixo; ela quer seguir o caminho de Mark Zuckerberg, ou ao menos participar do próximo Facebook, do próximo Twitter.

“O sucesso nem sempre significa sucesso financeiro, mas fazer algo que você goste”, argumentou Thomas, que obteve dois diplomas pela University of Oregon em 2012. “Uma de minhas metas é algum dia ter minha própria empresa, ser parte de algo que fará a diferença. É por isso que optei por tecnologia”.

Alec Dudson, editor da Intern Magazine, que nasceu de sua experiência como estagiário.

Alec Dudson, editor da Intern Magazine, que nasceu de sua experiência como estagiário.

Porém, esse tipo de ambição tem seu preço. A concorrência por empregos pagos em tecnologia é intensa, então, Thomas teve de se contentar com estágios: três, até agora, incluindo em uma pequena iniciante de entrega de alimentos, um site de produtos de beleza e, atualmente, um conhecido aplicativo de rede social que ela pediu para não divulgar.

Embora a ideia de se escravizar em dois, três ou quatro semiempregos sem um caminho claro de crescimento possa parecer inimaginável a uma geração mais velha, os jovens na casa dos 20 anos parecem responder a seu destino de desemprego com um encolher de ombros coletivo. Para eles, os estágios são a nova norma.

Conforme aumentam em quantidade, os estagiários estão começando a se enxergar como parte de uma classe especial, embora com poucos privilégios e regalias. Eles compartilham seu próprio tipo de humor negro, seu próprio orgulho e sua própria visão de mundo – tingida com o otimismo de alguém que assume riscos.

Fonte: http://economia.ig.com.br/carreiras/2014-03-05/sem-emprego-recem-formados-fazem-estagios-para-tentar-subir-na-carreira.html

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Os pequenos tiranos de hoje são resultado do encontro de duas gerações sem limites, diz Tania Zagury, mestre em educação e autora de “Limites Sem Trauma” (Record).

“Quem está criando filhos agora são os que já tiveram liberdade na infância e estão frente a uma situação que não vivenciaram: os filhos deles também querem fazer de tudo. A liberdade da criança acaba tirando a dos pais.”

Zagury fez um estudo com 160 famílias no início dos anos 1990, quando já identificava o surgimento da tirania infantil. “Os pais dos anos 1980 tinham sido criados de forma dominadora e queriam uma educação liberal.”

Entre os anos 1970 e 1980 a criança se tornou ator da história, segundo Mary Del Priore, organizadora do livro “História das Crianças no Brasil” (Contexto).

A tendência começou depois da Segunda Guerra. Ao mesmo tempo, surgiram leis de proteção à infância, jovens ganharam visibilidade no cinema e na publicidade e as famílias diminuíram.

“A mulher [que trabalha fora e começa a tomar pílula] passa a querer ter menos filhos para criá-los bem. E a criança ganha lugar como consumidora. Há uma transformação no papel dos pais”, afirma a historiadora.

CRISE DE AUTORIDADE

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O problema é que a balança foi toda para o outro lado: da rigidez à frouxidão, analisa o psicanalista Renato Mezan, professor da PUC-SP. “Por um lado, é um avanço social, há mais diálogo na família e mais decisões consensuais. Mas, por outro, os pais têm medo de exercer a autoridade legítima. É uma crise de autoridade generalizada.”

Há também uma inversão de papeis, segundo a pedagoga Adriana Friedmann, doutora em antropologia e coordenadora do Nepsid (Núcleo de Estudos e

Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento).

“Há uma ‘adultização’ precoce e, ao mesmo tempo, um prolongamento da infância”, diz. “Não dá para culpar só os pais. Todos são vítimas da tendência sociocultural. As crianças estão expostas a um grande número de estímulos e influências da mídia.”

Para a psicanalista Marcia Neder, os pais se sentem obrigados a mimar os filhos e há muitas exigências em torno de um ideal da mãe perfeita. “Fica difícil dizer ‘não’ em uma sociedade que trata a criança como um deus.”

A blogueira Loreta Berezutchi, 29, sente na pele as cobranças do que ela chama de “filhocentrismo”. Loreta é mãe de Catarina, 3, e Pedro, 5. O menino não dá muito trabalho, mas Catarina…

“Ela está sempre batendo o pé. Empaca quando não quer sair de casa e quer escolher a roupa que vai usar. Às vezes, quer blusa de frio no calor e é difícil fazê-la mudar de ideia”, conta.

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Além de comprar “as brigas que valem a pena” com a filha (como não deixá-la viver só de bolacha e iogurte), Loreta tenta não ser guiada pela concorrência que há entre mães blogueiras para ver quem é a “mais mãe”, ou seja, a que mais paparica sua prole (ela escreve no http://www.bagagemdemae.com.br).

“Na hora de apontar o dedo, todo mundo aponta. ‘Ah, meu filho só come comida saudável e o seu toma refrigerante’. Você se sente culpada por não ser o modelo de mãe que cozinha para o filho, dá água mineral etc.”, diz.

Ela admite que sua vida hoje gira em torno dos rebentos e acha que faz parte do pacote. “Eu estava preparada para isso quando decidi ser mãe. Mas faz falta ter uma vida social que não os inclua.”

Enquanto a criança ainda é um bebê, é normal que a vida da família seja pautada pelas necessidades dela, de acordo com Zagury. “Mas, a partir dos três, quatro anos não precisa ser assim. Os pais devem dar proteção aos filhos, não sua própria vida.”

MAMÃE EU QUERO
Encontrar o equilíbrio pode ser complicado quando a criança tem entre dois ou três anos, aponta Friedmann. “Elas estão na fase de se descobrirem como pessoas com identidade única. Nesse período, há uma necessidade da afirmação do eu, por isso experimentam um jogo de força com os adultos.”

É fundamental os pais terem clareza sobre quais regras vão impor aos filhos. Só assim conseguirão ser firmes.

“Os limites devem ser colocados na primeira infância, quando se constroem as bases da personalidade”, acrescenta Friedmann.

A psicopedagoga Maria Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia, lembra que regras dão segurança. “A opinião da criança não deve ser ignorada, mas ela não sabe escolher o que é melhor para ela. Ninguém nasce autônomo.”

No fundo, mesmo os mais rebeldes gostam de saber até onde podem ir, complementa a também psicopedagoga Betina Serson. Para quem tem um déspota mirim em casa, ela recomenda começar a disciplina estabelecendo uma rotina (veja mais orientações ao lado).

“A ideia de que colocar limites pode ser danoso à criança é ‘idiota'”, afirma Mezan. Segundo ele, a inexistência de regras gera ansiedade dos dois lados.

“Qualquer renúncia ao prazer imediato passa a ser vivida como uma frustração insuportável pela criança. Muitas vezes, porque seu desejo é logo satisfeito, ela acaba valorizando pouco o que tem”, afirma.

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1244252-por-que-e-tao-dificil-colocar-limites-no-seu-filho.shtml

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dv168066aA adolescência muitas vezes parece ser um grande teste para o amor próprio. O corpo cresce de forma desordenada e espinhas aparecem. Os meninos mudam de voz e ganham pelos no rosto. As meninas veem crescer os seios e conhecem a menstruação. Os hormônios se revoltam. Surge a atração por outros jovens e o medo da rejeição. É preciso encontrar um grupo e ser aceito por ele. E lidar com pais e professores que cobram a escolha da profissão que será exercida pelo resto da vida.

Todos passam por isso e é impossível pular essa fase da vida, mas nessa provação muitos jovens acabam com a autoestima seriamente abalada. É possível, no entanto, identificar o problema e ajudá-los a enfrentar o momento com mais segurança.

A baixa autoestima é um problema que pode surgir em qualquer momento da vida, mas é bastante comum na adolescência. “Esse é um momento de reorganização do indivíduo em relação a sua imagem corporal e a seu lugar no mundo. As mudanças físicas são muito rápidas e ele deixa de ser criança e tem de se adaptar a um novo papel na sociedade”, afirma a psicóloga Débora Dalbosco Dell’Aglio, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Adolescência da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). “Nesse processo, a pessoa se torna mais vulnerável às críticas e aos fracassos”.

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Outro fator importante capaz de afetar a autoestima dos jovens é sua inserção na sociedade e a nova necessidade de fazer parte de grupos. “Como eles ficam mais expostos ao social, as rejeições e frustrações passam a ser vividas com mais frequência. E como os hormônios deixam as emoções à flor da pele, tudo é sentido com mais intensidade, as experiências boas e as ruins”, diz Natércia Tiba, psicóloga especializada em adolescentes e terapia familiar.

Isolamento

O adolescente que tem seu amor próprio abalado fica inseguro e volta-se mais para ele mesmo. Débora afirma que o problema vai afetar os relacionamentos com amigos e as relações afetivas, tão importantes nessa época de descobertas, e inibir a tomada de decisões e escolhas.

90301771Muitas atitudes, dentro e fora de casa, podem sinalizar um problema de autoestima. O adolescente pode se mostrar triste e não querer ir para a escola nem participar de festas e outros eventos sociais, muitas vezes dizendo estar se sentindo feio ou não ter as roupas certas. A recusa em tentar novos cursos ou atividades que envolvam um grupo também pode ser sinal de alerta.

Para a psicóloga Milena Lhano, especialista em terapia familiar e de adolescentes, o jovem pode reagir ao problema se isolando e tendo dificuldade em lidar com situações mais “adultas” por não se sentir capaz para tais desafios. “Agressividade, rebeldia ou alguma compulsão também podem ser sinais que demonstram que algo não vai bem”.

De acordo com Natércia, alguns podem começar a criar personagens, reforçar características estereotipadas. “Por achar que as pessoas não vão gostar dele, o adolescente pode vestir uma máscara”, fala Natércia. Segundo a psicóloga, também é importante conhecê-lo dentro do contexto social, observando de que grupo ele faz parte na escola e qual papel ele desempenha dentro desse círculo de amigos.

Críticas e elogios

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Enganam-se os pais que acreditam que ajudar um filho com esse problema é cobri-lo de elogios. Segundo os especialistas ouvidos por UOL Gravidez e Filhos, o mais importante nesse quadro é fazer o jovem entender que será amado por quem ele é, independentemente dos sucessos ou fracassos que tiver.

“A autoestima não é se achar o máximo o tempo todo, é a pessoa se amar tendo consciência de que tem pontos bons e ruins. É um reconhecimento de suas reais capacidades e dificuldades”, diz Natércia Tiba. Por isso, ela afirma que os pais nunca devem cobrar que os filhos tenham o melhor desempenho em tudo e que saibam valorizá-los pelo que eles são.

“A gente tem de criar os filhos para o mundo real”, declara Débora Dalbosco. “Ninguém vai ter o corpo perfeito, ser o mais inteligente e o mais popular ao mesmo tempo. Eventualmente, todo mundo vai se deparar com limitações e frustrações na vida e, se a pessoa cresce achando que vai ser o melhor em tudo e ter tudo o que quer, ela pode se deprimir”.

Saiba elogiar e saiba dar bronca

133978562Segundo Milena Lhano, os extremos entre críticas e elogios são sempre ruins e a resposta dos pais deve ser pontual e justa. “Corrija quando ele errar e elogie quando acertar, porque ninguém só acerta ou só erra o tempo todo”.

Dalbosco diz que, na hora de chamar a atenção ou dar bronca, que não sejam feitas generalizações. Nunca se deve dizer frases como “você é um preguiçoso” ou “você faz tudo errado”. “A crítica precisa ser específica, como ‘você não está arrumando seu quarto’ ou ‘isso aqui você não está fazendo direito, quer ajuda?'”, diz. E sempre coloque-se à disposição para ajudá-lo a melhorar naquela tarefa.

A psicóloga Maria Cristina Capobianco concorda. “É importante que os jovens recebam críticas construtivas, realistas, em doses que os fortaleçam e que não ataquem sua autoestima”, afirma. Para ela, é importante também reforçar os talentos, apoiando as iniciativas criativas e ajudando o jovem a encontrar seu lugar.  “Os pais devem ajudar o adolescente a perceber que o processo de crescimento é longo, é doído, vai ter altos e baixos, mas que o sofrimento traz aprendizagem, amadurecimento e conquistas”, diz.

Se a baixa autoestima não for cuidada na adolescência, a pessoa pode chegar à vida adulta apresentando um quadro de depressão e ter dificuldades para se relacionar e na vida profissional. “Ela vai continuar se cobrando que seja boa em tudo e terá muita dificuldade em aceitar rejeição e frustração”, declara Natércia Tiba. Na maioria dos casos, no entanto, o sentimento passa naturalmente sem trazer consequências ruins para a vida adulta.

Fonte; http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/12/31/autoestima-fica-mais-fragil-na-adolescencia-mas-pode-ser-fortalecida-dentro-de-casa.htm

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Igor e Vitória são crianças saudáveis, e portadoras do vírus HIV.

capaturmadamonicaGratuita, publicação será distribuída em brinquedotecas e hospitais.

A Turma da Mônica ganhará dois personagens especiais. Saudáveis, Igor e Vitória levam uma vida normal, e são portadores do vírus HIV.

A publicação pretende abordar as formas de infecção da doença, o que é o vírus da Aids, como conviver com crianças soropositivas, e o impacto social causado pela patologia.

“Uma criança portadora do HIV/Aids, por exemplo, não tem culpa de ter contraído o vírus e é vista com receio pelos próprios coleguinhas e seus pais. Por essa razão, precisamos já promover sua inclusão junto aos seus colegas na escola. Serão adultos melhores”, afirma o cartunista Maurício de Sousa.

A tiragem inicial, de 30 mil cópias, será distribuída gratuitamente em brinquedotecas, nas pediatrias dos hospitais da rede Amil, postos de gasolina da rede Petrobras e em hospitais públicos da Secretaria da Saúde do Distrito Federal. Em 2013, a publicação deve ser lançada em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife.

Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/09/turma-da-monica-ganha-dois-personagens-soropositivos.html

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Estudo ressalta que há crianças que buscam diminuir o estresse por meio da alimentação excessiva.

A proteção exagerada dos pais pode provocar maior ansiedade nos filhos e provocar obesidade, pois há crianças que buscam diminuir o estresse por meio da alimentação excessiva, concluiu um estudo da Universidade do Porto (Portugal).

A investigação, cujos resultados preliminares foram publicados nesta segunda-feira pela Faculdade de Medicina desta universidade, ressalta que estes riscos são maiores entre as meninas, porque elas têm uma maior tendência a canalizar o estresse em transtornos alimentícios.

A atitude superprotetora gera medo e insegurança nas crianças, e conseqüentemente aumenta o cortisol, o hormônio do estresse. Desta forma, cada indivíduo procura uma estratégia diferente para combatê-lo.

“Os dados sugerem que quando existe essa vinculação entre estresse e insegurança, os meninos costumam exteriorizar o comportamento, tornando-se mais agressivos, enquanto as meninas interiorizam as emoções, comendo”, explicou em comunicado a principal autora do estudo, Inés Pinto.

A pesquisa advertiu que este comportamento entre as meninas pode derivar em doenças como a bulimia e devem ser combatidos com tratamentos psicológicos para corrigir hábitos e atitudes e ensiná-las a lidar com as emoções.

 Desta forma, a pesquisa recomenda novos métodos para combater a obesidade infantil, que levem em conta também a saúde mental, sobretudo quando se observa uma personalidade introvertida aliada ao excesso de peso.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,excesso-de-protecao-dos-pais-pode-provocar-obesidade-de-filhos,904360,0.htm

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CAMPINAS – A Prefeitura de Sumaré, no interior de São Paulo, afastou do cargo a professora que teria sugerido, em um bilhete, que os pais de um aluno da Escola Municipal José de Anchieta dessem “cintadas” e “varadas” no estudante de 12 anos, para educá-lo.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação informou que a professora ficará afastada por até 90 dias, prazo legal no qual será realizada uma sindicância para apurar o caso. O prazo pode ser prorrogado por mais 90 dias. A educadora, bem como os pais do aluno e a direção da escola serão ouvidos.

Segundo disse o pai do menino, André Luis Ferreira Lima, de 29 anos, o bilhete foi enviado no dia 12 de junho a ele e à esposa. No texto, a professora de português sugeriu: “Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver. Acho que umas cintada vai resolver. (sic) Porque não é possível que um garoto desse tamanho e idade, não consiga evitar encrecas (sic). Esqueça tudo que esses psicólogos fajutos dizem e parta para as varadas”.

Após procurarem a direção da escola e enviarem a psicóloga do garoto para conversar com os professores, os pais disseram não ter conseguido nenhum retorno dos educadores e, então, enviaram o bilhete à afiliada da Rede Globo em Campinas.

Segundo Lima, o filho – em tratamento após passar por diversos médicos por problemas de déficit de aprendizado – sofre bullying há ao menos dois anos. “A professora fala na frente dos outros alunos que ele tem problema na cabeça, que ele tem doença mental”, disse.

A Prefeitura informou que a professora teria encaminhado o bilhete aos pais sem consentimento da direção da escola. Também informou que ofereceu acompanhamento psicológico para a educadora. A professora não foi dar aulas nesta terça-feira.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professora-que-sugeriu-a-pais-violencia-como-recurso-educativo-e-afastada-do-cargo,891913,0.htm

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Seja aprovado ou não pelo Congresso Nacional, o projeto apelidado de “Lei da Palmada”, que proíbe os castigos físicos e tratamentos degradantes de crianças e adolescentes pelos pais, já vem provocando mudanças. Desde 2003, quando começou a ser delineado, bater nos filhos tornou-se uma atitude politicamente incorreta, em especial depois que psicólogos, psiquiatras e educadores passaram a questionar seus resultados como medida educativa. É óbvio que é praticamente impossível saber o que acontece dentro dos lares, mas, hoje em dia, quem desfere uns tabefes, em local público, é alvo imediato de olhares de reprovação –e pode ter de dar explicações ao Conselho Tutelar. Some-se a isso os vídeos caseiros de flagrantes de violência e uma patrulha informal está formada.

Para os especialistas em comportamento, no entanto, não é só bater que é prejudicial e traumático. “Educar não é fácil. Não nascemos sabendo ser pais. Apesar de os tempos terem mudado, costumamos seguir os modelos que já conhecemos, de nossos pais e avós”, explica o pediatra Moises Chencinksi. “E, se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar…”, declara. E, por essa lógica, o próprio especialista questiona: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?

Na opinião da psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo, primeiro é preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. “Mas xingar, humilhar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas”, afirma. Para Miriam Ribeiro de Faria Silveira, diretora do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, quando os pais gritam o tempo todo com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade. “O pior é que elas também começam a gritar e ficam ansiosas, angustiadas e com muito medo, pois, onde deveriam ter seu porto seguro e soluções, encontram pais desesperados em se fazerem obedecer”, diz.

A psicóloga Suzy Camacho concorda que a violência verbal é tão agressiva quanto a física, principalmente se os gritos tiverem uma conotação de ameaça: “Uma hora eu sumo e não volto nunca mais!”, “Ainda vou morrer de tanta raiva”, “Seu pai vai brigar comigo por sua causa!”. “Diante de frases como essas, as crianças se sentem responsáveis por coisas que não são”, explica Suzy. Ela também destaca o efeito devastador que os rótulos têm para a autoestima: chamar o filho de preguiçoso, bagunceiro, inútil, por exemplo.  “Até os sete anos, a personalidade está em formação. Qualquer termo pejorativo pode marcar para sempre. Tente corrigir ou apontar a atitude, nunca uma característica”, afirma. Exemplos? “Não gosto quando você deixa seu quarto desarrumado”, “Você precisa prestar mais atenção no que eu falo” etc.

Para as crianças, a opinião dos pais e educadores a respeito de suas atitudes, da sua performance ou mesmo de seus atributos de beleza e inteligência são muito importantes na construção de uma personalidade. Ao perceberem que os pais não a admiram, elas tendem a se depreciar, o que pode culminar em casos de depressão, agressividade e fuga do convívio familiar. “Xingar e usar palavrões trazem consequências, pois é uma forma de depreciação. E como todas as crianças costumam copiar os pais, consequentemente, vão se comunicar dessa forma”, diz Miriam Silveira. Já castigos cruéis despertam nas crianças a

agressividade. “Nas mais extrovertidas observaremos atitudes hostis com adultos, com outras crianças e animais de estimação. Nas tímidas, as sequelas são angústia e ansiedade, sentimentos que podem impedir um desenvolvimento neuro-psíquico normal”, diz Miriam.

Em muitos casos, a irritação e o cansaço causados por um dia difícil não conseguem ser controlados e o resultado acaba sendo a impaciência com os filhos. Os passos seguintes são a culpa, a frustração, a compensação para, no próximo dia, começar tudo de novo, num ciclo nocivo. Para os especialistas consultados por UOL Comportamento, a velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres. “Um adulto sabe que pegou pesado quando se sente angustiado. Dar um tempo freia essa sensação ruim e ajuda a esfriar a cabeça”, conta a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. “E se os pais, mesmo assim, extrapolarem, sempre recomendo pedir desculpas, porque um grito ou uma palavra mais pesada causa um abalo na segurança que o filho tem nos pais. Admitir que ficou triste com o que aconteceu, que estava bravo, que exagerou, demonstra respeito e ajuda a recuperar a confiança e o carinho”, afirma ela.

Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/06/16/gritar-ameacar-e-humilhar-uma-crianca-sao-atitudes-tao-nocivas-quanto-bater-dizem-especialistas.htm

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Gerar um filho é sempre um momento especial da vida. Desde os sonhos de uma gravidez, os planos para o momento exato de engravidar, ao preparo emocional que enfrentamos durante os meses de gestação até o nascimento do bebê.

No entanto, todos nós sabemos que nenhuma gestação ocorre de maneira totalmente planejada, começando pelas gestações inesperadas, nem todo mundo engravida no momento em que esperava, assim como o decorrer da gestação dificilmente sai como o esperado. E em muitos casos, o sonho de um filho pode tomar um caminho diferente, a adoção.

E, assim como um filho biológico, podemos dizer que o filho adotivo também é gerado internamente pelos pais. A ausência de laços genéticos não invalida de forma alguma os laços e relações familiares.

Em um processo de adoção, também passamos pelo pensamento e reflexão sobre o momento para se ter um filho, essa fase que antecede a adoção é cheia de dúvidas, incertezas e preconceitos. Assim como o filho natural, o filho adotivo surge como um agente de realização e de prazer, porque neste aspecto em nada difere a filiação genética da adotiva. A adoção carrega o mito da dúvida sobre a escolha certa, o que leva muitas pessoas a desenvolverem uma atitude preconceituosa e inadequada sobre o seu futuro.

E é claro que em um filho adotivo, não vamos observar a herança genética, porém, precisamos compreender que um relacionamento não é feito através de semelhanças físicas e genéticas e sim através do afeto, são eles que criam e transformam as relações, perdurando, renovando e formando a vida.

E as crianças?

A criança adotada, se desenvolveu durante 9 meses no útero de sua mãe biológica, e sabemos que o feto sente os estados emocionais da mãe e reage a eles, ou seja, em muitos casos a criança passa toda a gestação em condições impróprias tanto física quanto emocionalmente. E nós, pais adotivos, não podemos negar esta história, mesmo que estas informações nunca apareçam em forma de lembrança, não quer dizer que aquela experiência afetiva está armazenada em algum lugar da criança.

A história ter sido difícil não significa que ela necessariamente será uma criança menos feliz ou mais difícil que as outras.

A saúde mental da criança depende dessa verdade, dados clínicos nos mostram que a mentira no contexto familiar, pode atuar como um fator desencadeador de patologias, pois, a mentira nunca terá status de verdade, a mentira vem sempre acompanhada pelos fantasmas da verdade porque sempre vão surgir tropeços, enganos, um mal-estar dentro da família, e isso sim pode trazer infelicidade e dificuldade nos relacionamentos e os distúrbios psicológicos da infância.

Como e quando contar?

Os pais são as melhores pessoas para descobrir qual o momento ideal, uma dica é introduzir o assunto a partir de perguntas que a própria criança faz, quando ela pergunta sobre seu nascimento, quando se depara com lembranças de uma época diferente, a própria criança já dá sinais de que tem condições emocionais para compreender o que lhe for explicado. Claro, dentro de uma linguagem adequada, de um forma adaptada a época e idade da criança para que ela consiga realmente compreender toda sua história e que essa revelação não se torne um momento traumático.

Como a psicoterapia poderia ajudar?

A psicoterapia pode oferecer aos pais uma orientação no trato da história, acompanhando cada momento, desde o preparo inicial do casal para uma possível adoção, trabalhando as idéias pré-concebidas, as idealizações de uma possível paternidade e maternidade, a programação do futuro e a chegada da criança.

Após a adoção, a psicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento do sentimento de segurança para estes pais adotivos, que eles não tenham que conviver com o medo constante do abandono, para que consigam perceber os sinais que a criança lhes oferece e que eles tenham a tranquilidade e a segurança emocional para identificar tais sinais e aproveitar o momento para a temida conversa com seu filho, de maneira saudável, agradável e que a criança perceba que, apesar de ter sido adotado, esta é a maior prova do amor que seus pais tem por ele.

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Alex, 14, um dos garotos intimidados por colegas que teve sua história contada no filme, em Sloux City, Iowa 

A campanha antibullying nos EUA ganhou mais força nas últimas semanas com a estreia de um documentário elogiado pela crítica, mas cercado de polêmicas após receber uma classificação etária rigorosa.

Além disso, o filme foi acusado de omitir problemas de saúde de um garoto suicida e de criar uma suposta epidemia de bullying no país.

“Bully”, do diretor Lee Hirsch (sem previsão de estreia no Brasil), segue a vida de cinco adolescentes americanos em cidades do interior que sofrem abusos de colegas. Há o desajeitado sem amigos que apanha nos intervalos, a lésbica que se veste de menino e a garota que leva uma arma para se defender e acaba presa.

Devido ao uso de palavrões, a obra foi classificada imprópria para menores de 17 anos. Após uma campanha sem sucesso para revisar a idade, que contou com apoio de celebridades como Ellen DeGeneres, Meryl Streep, Martha Stewart, Demi Lovato, Johnny Depp e Michael Jordan, “Bully” acabou sendo lançado sem classificação. Alguns cinemas se negam a exibir filmes dessa maneira.

Os problemas do documentário, no entanto, não pararam por aí. Um artigo da revista eletrônica “Slate” acusou o diretor de omitir que Tyler Long, um garoto que se mata supostamente por causa de bullying, sofria de uma desordem bipolar. Outro personagem também comete suicídio e seus pais são filmados durante o luto.

“Eu me preocupo seriamente com o efeito contágio […]Uma das mensagens do filme é ‘bullying mata’, como se isso fosse normal”, disse Ann Haas, do projeto Fundação Americana de Prevenção ao Suicídio, à “Slate”.

Segundo ela, jovens que são intimidados poderiam se voltar ao filme e se sentir atraídos pela ideia, já que Tyler é retratado de forma romântica e incompleta.

EPIDEMIA

“Bully” faz parte de uma ampla campanha social segundo a qual 13 milhões de jovens sofrerão abusos nas escolas americanas ainda neste ano. Com o assunto de volta ao noticiário, há quem suspeite que a chamada “epidemia de bullying” seja antes uma crise de pânico de uma sociedade superprotetora do que uma ameaça real.

“Apesar de casos raros e trágicos que precisam de nossa atenção, os dados mostram que, na verdade, as coisas estão melhorando para os jovens”, escreveu no “Wall Street Journal” Nick Gillespie, editor-chefe do site da revista “Reason”.

Ele cita números do Centro Nacional de Estatísticas Educacionais, incluindo um sobre o declínio de 12% para 4% dos estudantes que afirmaram ter medo de serem atacados na escola entre 1995 e 2009, ano mais recente da pesquisa. Em outro relatório, 28% dos entrevistados disseram ter sido vítimas de bullying em 2009, contra 32% em 2007.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1077512-documentario-antibullying-e-acusado-de-exagerar-o-problema.shtml

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