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A psicoterapia interpessoal de grupo melhorou em 50% sintomas como depressão e ansiedade e em 80% a qualidade de vida de pacientes com transtorno do estresse pós-traumático.

É o que mostra um estudo realizado no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência da Universidade Federal de São Paulo, que acompanhou, durante 16 semanas, 40 pacientes, que foram submetidos a sessões semanais em grupos de seis a oito pessoas.

Os voluntários haviam passado por situações como assalto e sequestro relâmpago com violência e risco de vida, abuso sexual e sequestro com cativeiro. Todos os pacientes eram crônicos e o evento tinha acontecido, em média, dois anos e meio antes. Eles não estavam respondendo ao tratamento com medicamentos.

No início da psicoterapia, todos apresentavam sintomas considerados severos. Ao final do período, passaram a leves. Segundo os autores, a tendência é de recuperação total em seis meses.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u587852.shtml

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Saia da frente, fúria no trânsito. Vem aí a fúria no trabalho.

A raiva no local de trabalho –patrões e empregados irritados, insultos, pavio curto ou coisa pior– é cada vez mais comum nos Estados Unidos, nesta época em que os americanos se deparam com alta de custos, incertezas profissionais e dívidas absurdas.

“Esse comportamento vai da simples grosseira às atitudes extremamente abusivas”, afirma Paul Spector, professor de psicologia industrial e organizacional da Universidade do Sul da Flórida. “Os casos graves de violência fatal ganham os holofotes, mas de certa forma isso é insidioso, pois o problema afeta milhões de pessoas.”

img_20081015_151228Spector diz que uma de suas pesquisas mostrou que 2% a 3% das pessoas admitem ter empurrado ou batido em alguém no trabalho. Considerando-se os 100 milhões de trabalhadores nos Estados Unidos, isso significaria 3 milhões de pessoas.

Choro e medo

Pesquisas mostram que cerca de metade dos trabalhadores dos Estados Unidos reclamam de gritos e outros abusos verbais no trabalho, e um quarto deles admite ter chorado nessas ocasiões. Um estudo concluiu que um sexto deles se queixa de danos causados pela raiva no trabalho –e um décimo diz ter sofrido violência física e sentir medo no local em que exerce sua profissão.

“É um desastre total”, diz Anna Maravelas, autora do livro “How to Reduce Workplace Conflict and Stress” (“Como Reduzir Conflitos e Estresse no Trabalho”). “Grosseria, impaciência e raiva… Costumávamos ser assim em casa, mas no trabalho tentávamos ser profissionais. Agora, está praticamente virando moda ser assim no trabalho”, considera ela. “As pessoas estão perdendo a vergonha.”

Pressões da conjuntura atual, como a alta no preço dos combustíveis, pioram os humores, lembra John Challenger, diretor da empresa de consultoria Challenger, Gray & Christmas. “As pessoas chegam ao trabalho após um longo caminho, sentados em meio ao trânsito vendo seu rendimento ir pelos ares. Eles estão prontos para brigar”, afirma ele.

Tipo A

Os piores tipos nas relações no trabalho são os profissionais acima da média, que têm desempenho superior, afirma Rachelle Canter, especialista em psicologia social e locais de trabalho.

“O perfil comum [do agressor] é o tipo A, muito, muito esperto e que traça metas impossíveis para ele e para os outros”, diz Rachel. “Esses tipos são tão confiantes –talvez confiantes demais– no sucesso e tão preocupados com a concorrência que perdem o senso de perspectiva, passando a hostilizar os outros.”

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u421562.shtml

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Sentir ansiedade é normal: às vésperas de uma prova, durante uma decisão por pênaltis ou em uma entrevista de emprego, por exemplo, todo mundo fica apreensivo. Mas, se a ansiedade atrapalha a rotina, vira doença e é preciso tratá-la.

ansiedade“Ter cuidado ao dirigir é normal, mas não dirigir por medo de passar mal, assim como ter medo de usar o elevador por achar que vai morrer asfixiado, por exemplo, são exageros típicos de doenças relacionadas à ansiedade”, diz Tito Paes de Barros Neto, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e autor do livro “Sem Medo de Ter Medo”, guia para ajudar vítimas de fobias.

E como saber se a ansiedade é normal ou uma doença? “Quando a ansiedade faz alguém mudar a rotina de forma freqüente, é preciso tratar”, diz Marina Balieiro, psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, da capital.

A ansiedade exagerada é característica de diversas doenças. A mais comum é a agorafobia, cujas vítimas evitam lugares ou situações em que se sintam embaraçadas.

O transtorno de pânico faz a vítima achar que está prestes a morrer ou a enlouquecer. A fobia social se caracteriza quando a pessoa tem medo de ser avaliado pelos outros. Ela passa a evitar festas, atividades coletivas e outras tarefas que exijam exposição –falar em público, então, nem pensar. Outro distúrbio é a ansiedade generalizada, em que a preocupação exagerada se estende pelo dia inteiro, sem razão consistente.

Os transtornos obsessivos-compulsivos e o transtorno de estresse pós-traumático são outros distúrbios relacionados à ansiedade. Em todos os casos, o tratamento envolve terapia e uso de medicamentos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u420040.shtml

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A terapia comportamental é tão eficaz quanto o uso de remédio no tratamento da depressão de crianças e adolescentes. A associação das duas técnicas, contudo, traz resultados mais rápidos e com menos chances de recaídas.

A conclusão é de um estudo recente realizado a partir de um levantamento financiado pelo Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos, com 439 crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos. O trabalho foi publicado no “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”.

A taxa de depressão infantojuvenil vem crescendo em todo o mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Na faixa etária entre seis e 16 anos, por exemplo, ela passou de 4,5% para 8% na última década. A violência urbana, o excesso de atividades na agenda diária e a falta de espaço para o lazer são apontados como os principais fatores.

O trabalho envolveu 13 instituições norte-americanas e testou, isoladamente, três tipos de tratamento: terapia cognitivo-comportamental, antidepressivo (fluoxetina) e a associação de ambos. Ao final de 36 semanas, a taxa de eficácia dos três foi parecida: em torno de 60%.

Até a 18ª semana de tratamento, porém, a combinação de terapia comportamental e de remédio foi melhor do que a chamada monoterapia. As taxas de remissão (ausência de sintomas da depressão) foram de 56% (tratamento combinado) contra 37% (remédio) e 27% (terapia).

Tratamento combinado

Para o médico John March, professor de psiquiatria do Centro Médico da Universidade Duke e coordenador do estudo, se a depressão na criança for de moderada a severa, a recomendação é que o tratamento seja combinado. Se for leve, há indicação de terapia comportamental -e de acrescentar antidepressivo se não houver resposta rápida.

“A terapia comportamental é muito boa, mas o tratamento combinado traz resultados muito melhores, mais rápidos e mais duradouros do que somente a terapia ou a fluoxetina. A associação de tratamentos também elimina o risco de suicídio associado à medicação [fluoxetina]”, explicou à Folha.

A psiquiatra Betsy Kennard, da Universidade do Texas, que também participou do estudo, observa que, com a monoterapia, há uma demora de dois a três meses para surtirem os resultados, em relação ao tratamento combinado.

“As crianças que recebem apenas remédio ou apenas terapia comportamental chegarão ao mesmo ponto em 36 meses [em relação àquelas que usam terapia combinada]. Mas, como pai ou mãe, você não vai querer ver seu filho sofrendo por tanto tempo.”

Recaídas

O psiquiatra infantil Fábio Barbirato, professor da Santa Casa do Rio de Janeiro, acrescenta que a terapia associada à medicação traz menos chances de recaída. “A depressão costuma ser flutuante: há uma melhora, uma piora. As crianças que tomam o remédio e fazem terapia têm menos recaídas em relação às outras.”

Para Barbirato, a mensagem do estudo é que os médicos não devem desistir de tratar crianças e adolescentes deprimidos. “Muitos acabam sendo expostos a um tratamento ineficaz e que traz riscos à sua saúde por conta de diagnósticos errados, baseados em mitos.”

Vários estudos têm demonstrado que crianças com sintomas depressivos não tratados possuem mais chances de cometer suicídio, de se tornarem dependente de drogas ou de manter a doença na idade adulta. “Não tem essa conversa de que as coisas vão melhorar com o tempo. Sem tratamento, quem sofre é a criança.”

O psiquiatra acredita que a polêmica que ainda existe em torno do uso de antidepressivo em crianças “é coisa de profissional que não está bem atualizado e que vai contra tudo o que existe de mais atual”.

Barbirato diz que já atendeu um garoto de sete anos de idade que havia tentado duas vezes o suicídio. “Ele já tinha passado por várias terapias inúteis. Depois de dois anos com terapia comportamental e remédio, ele teve alta. Está sem remédio, nunca mais recaiu.”

Na avaliação do psiquiatra Eurípedes Miguel, professor titular do departamento de psiquiatria da USP (Universidade de São Paulo), a grande importância do estudo foi ter demonstrado que a manutenção do tratamento a longo prazo é fundamental para os adolescentes conseguirem a remissão dos sintomas da depressão.

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Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u588411.shtml

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