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O bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente no meio corporativo, levando as organizações a uma visão focada principalmente na saúde integral do colaborador, sua qualidade de vida pessoal e no trabalho, diminuindo índices de estresse e aumentando sua motivação e produtividade.

O psicólogo já foi visto como aquele que vai cuidar das pessoas e não vai ver o lado dos negócios, vai cuidar das emoções e esquecer os resultados, uma época em que os afetos foram destituídos das relações de trabalho e das empresas.

A saúde e o bem estar dos trabalhadores conseqüentemente resultam em colaboradores mais participativos na construção de redes de comunicação e ambientes de cooperação, criação, harmonia e tranqüilidade. E isso é resultado da humanização das relações inter pessoais e profissionais.

“Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalhador brasileiro em 25 anos diminuiu sua produtividade que em 1980 apresentava um rendimento de U$15,1 mil ante U$14,7 mil em 2005”.

O terceiro milênio já aponta para outras formas de pensamento, pois, todos já reconhecem que a gestão de pessoas é o principal desafio para o sucesso das organizações, e para gerir gente, é preciso ter pessoas preparadas para lidar com os aspectos emocionais e mentais do ser humano. Assim surgiu a busca pela qualidade de vida no trabalho, que é algo que se alcança somente com medidas de tratamento e prevenção, e assim, os estados doentes não afetarão a organizações em sua produtividade e desenvolvimento, nem como ao indivíduo na sua saúde e bem estar.

Psicoclínicas – Ricardo T. Miyazaki

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/psicoterapia-e-empresas

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Inteligência emocional, ou Quociente de inteligência Emocional descreve uma habilidade, uma capacidade, ou uma habilidade de perceber, para avaliar, e controlar as emoções de si mesmo, de outro, e de grupos.

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesse comum.

As cinco áreas descritas por Daniel Goleman:

– Auto-Conhecimento Emocional é o reconhecimento de um sentimento enquanto ele ocorre.
– Controle Emocional é a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.

– Auto-Motivação é o dirigir as emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.

– Reconhecimento de emoções em outras pessoas.

– Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

 As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.

 Inteligência Inter-Pessoal: habilidade de compreensão do outro analisando o que os motivam, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com eles.

1. Organização de Grupos: habilidade necessária a liderança, envolve a iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea.

2. Negociação de Soluções: prevenção e resolução de conflitos, papel do mediador.

 

3. Empatia: é a capacidade de responder e reagir de forma adequada aos desejos e sentimentos para que sejam canalizados ao interesse comum.

4. Sensibilidade Social: detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

 

Inteligência Intra-Pessoal: semelhante a habilidade inter-pessoal, no entanto, voltada para si mesmo. Capacidade de formar um modelo preciso de si e usá-lo de forma eficaz e construtiva.

 

A importância das emoções:

Na sobrevivência: Milhões de anos se passaram para a formação e desenvolvimento de nossas emoções, resultando num sistema interno de orientação sensível e sofisticado que nos alerta quando necessidades emocionais humanas não são encontradas como quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Nas tomadas de decisão: Emoções são fontes que nos auxiliam na tomada de decisões, estudos comprovam que as conexões emocionais de um indivíduo quando danificadas no cérebro dificultam a tomada de decisões, mesmo as mais simples, pois, não terá sentimento sobre as escolhas.

No ajuste de limites: Quando um indivíduo e seu comportamento nos incomodam, são nossas emoções que estão a nos alertar. Se tivermos aprendido a confiar em nossas sensações e emoções, o ajuste de limites necessários para proteção de nossa saúde física e psíquica será facilitado.

Na comunicação: a emoção nos traz diferentes tipos de linguagem não verbal como as expressões faciais, o olhar (com o qual podemos, por exemplo, expressar um pedido de socorro), gestos, comportamentos e atitudes que nos ajudam na comunicação com o outro principalmente quando associados a habilidade verbal melhorando ainda mais a expressão das emoções. No entanto, é importante também que sejamos capazes de escutar e compreender as dificuldades do outro.

Na união: As emoções por serem universais são capazes de formar a maior fonte potencial de união da espécie humana.

Psicoclínicas – Ricardo T. Miyazaki

Fonte: http://br.geocities.com/psicoclinicas/InteligenciaEmocional01.html

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Desde o nascimento, os seres humanos sentem a necessidade do contato com o meio e conseqüentemente com outras pessoas, pois, dependem dos cuidados proporcionados pelo outro (mãe, pai, avós). E é durante esse período que nós, seres humanos, começamos a desenvolver um elemento fundamental para nossa sobrevivência, o vínculo afetivo.

Quando entramos em contato com outras pessoas, várias funções são ativadas: o ver, o escutar, o falar, o toque, o olfato, o gosto, o movimentar-se, assim como nossos sentimentos naquele exato momento, ou seja, utilizamos toda a nossa capacidade e sentidos para canalizar nossas energias e criar bons contatos com o meio. Quando se obtém sucesso, conquistamos autoconfiança e cada vez melhor será nosso contato com as pessoas e o ambiente, caso contrário, podemos ser influenciados por sentimentos como a confusão, impotência, desapontamento, decepções, frustrações, entre muitos outros.

É muito comum ouvir pessoas se queixando das dificuldades de seus relacionamentos, sejam amorosos ou de amizade, muitos não se sentem aceitos ou compreendidos, simplesmente amarguram decepções e frustrações.

Embora mais fácil, responsabilizar o outro como sendo o responsável pelo mau êxito do relacionamento não ajuda na melhora a relação, nem na busca por vínculo afetivo em geral. Muito mais produtivo é desenvolver uma boa percepção e conhecimento de si mesmo e assim conseguir observar como estamos nesse ou naquele relacionamento.

No momento em que estabelecemos um bom contato, precisamos reconhecer nossos desejos, nossas necessidades e sentimentos, mesmo que estes não sejam semelhantes aos da outra pessoa. Desta forma, vamos lidar melhor com o medo da separação, da decepção, o medo de ser rejeitado, assim como, compreender e respeitar as diferenças de cada um.

Em qualquer relação humana, sobretudo na vida a dois, inicialmente se evidencia o poder do envolvimento e a atração das partes que se conheceram, pois, escolhemos os nossos pares pelo comportamento aparente. Com o passar do tempo e a instalação da rotina, podemos conhecer melhor a pessoa com quem nos envolvemos, percebemos as verdades e não somente as atitudes aparentes. É nesse período então que começam a surgir as dificuldades para lidar com as diferenças e os “defeitos” um do outro.

Num relacionamento amoroso ou de amizade, vários fatores podem dificultar e interferir negativamente na manutenção dessa relação, dificuldades financeiras, diferenças de educação e cultura, formação profissional, estilo e objetivos de vida, problemas sexuais, infidelidade, traição, beleza estética, fases de vida, entre muitos outros, assim como diferenças de credo e fé e também qualidades da personalidade como a timidez ou a extroversão.

 Contudo, alguns desses fatores considerados na maioria das vezes como influenciadores negativos de um relacionamento, muitas vezes podem contribuir como complemento para muitos relacionamentos, sendo então favoráveis para a manutenção da amizade ou do casal, ou seja, não existe regra alguma para determinar uma relação saudável ou não saudável, porém, a vontade de se cuidar utilizando-se do autoconhecimento e da auto-percepção estimula a compreensão do outro e, conseqüentemente, o interesse pelo bom desenvolvimento da relação.

Muitos obstáculos nas relações humanas estão ligados a esta precariedade de vínculo. O casal não consegue perceber este tipo de deficiência em seu relacionamento. Focaliza os problemas em outras questões, ou ainda, prefere não tocar no assunto. Há casos em que se ignora a possibilidade de buscar a psicoterapia. E, existem situações em que a resistência impera. Fato comum é dizer que não se precisa de tratamento algum, pois que as dificuldades são de outra ordem. Todavia, perde-se a chance de resolver na causa os efeitos de uma convivência difícil. 

É necessário aprender a administrar as dificuldades existentes em qualquer tipo de relacionamento, proporcionando maior qualidade de vida nas relações e isto se dá de dentro para fora. Leva tempo, mas, deve-se considerar que os resultados, conforme o desejo e a vontade utilizados no processo em conjunto com as atitudes individuais trarão maior liberdade e tranqüilidade para se viver a individualidade e as relações com o outro.

Dialogar e, entenda-se bem, conversar com o coração aberto, oferece uma primeira abertura para se compreender a vida do casal. Dar o primeiro passo pode modificar aquilo que já era considerado algo inevitável, como a separação. Realizar esta tarefa não é simples e requer coragem e vontade para mudar. Aceitar os problemas e lutar para transformar o prejudicial em saudável. Há uma necessidade de crescimento por parte das pessoas envolvidas. O grau de maturidade determinará o quanto se quer conviver bem. Ambas as partes devem estar dispostas e comprometidas em participar deste processo, apoiando-se.

 Psicoclínicas – Ricardo T. Miyazaki

 

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Depois de um século dedicado a estudar as neuroses, os doutores da alma acham que o melhor caminho agora é descobrir as raízes da saúde mental. O sucesso prático deles nessa nova via é surpreendente.

“As pessoas podem nascer com características negativas ou terem tido uma criação que lhes inculcou outras piores, mas elas não precisam passar a vida inteira se sentindo presas a essas armaduras psicológicas”, diz Martin Seligman, o psiquiatra americano que reavivou os princípios da psicologia positiva e, ao fazer isso, transformou a própria vida. Seligman diz que a timidez, a teimosia, a dificuldade de concentração e de relacionamento, o temperamento explosivo, a impaciência, a frieza emotiva e o pessimismo são traços negativos da personalidade que podem, com algum treinamento e aprendizado, ser atenuados e até vencidos totalmente. A idade, garante ele, não é um fator inibidor de mudanças. Pode até ser um estímulo.

Na trilha aberta por Seligman há alguns anos, outros estudiosos encontraram uma fecunda plataforma de pesquisa. Um deles é o americano George Valliant, editor da mais respeitada publicação do ramo, o American Journal of Psychiatry. “Colocando a questão de forma simples, diria que a psiquiatria passou décadas centrada na questão da doença mental. Agora o foco mudou para a saúde mental”, escreveu Valliant no artigo de fundo no número de agosto da publicação que ele edita. O estudioso faz uma preciosa observação para entender o vigor dessa nova avenida aberta às linhas de pesquisa da mente humana: “Do ponto de vista físico, o contrário da doença é simplesmente a saúde. Mas, na parte mental, saúde é muito mais do que ausência de sintomas. É ter uma mente que equivale, na biologia, a um corpo musculoso e com capacidade aeróbica”.
Valliant define uma pessoa mentalmente saudável como alguém em quem se podem identificar as seguintes características:

• Ela está em paz com a própria identidade e com os sentimentos.
• Está orientada para o futuro e é capaz de se manter produtiva.
• Tem disposição mental que lhe permite conviver bem com o stress.
• É capaz de perceber a realidade sem distorções e ainda manter a empatia.
• E, finalmente, é capaz de trabalhar, de amar, de se divertir ao mesmo tempo que continua sendo uma pessoa eficiente na resolução de problemas.

Durante anos os estudiosos da mente – psicólogos, psiquiatras e mesmo alguns neurologistas – rejeitaram a idéia de saúde mental nos termos propostos por Seligman e Valliant. A razão pode ser encontrada em Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Freud escreveu claramente que buscar o estado constante de saúde mental era “um ideal fictício”. Todas as mulheres e homens, dizia Freud, nascem ou se tornam mentalmente imperfeitos. As pessoas viriam ao mundo com uma espécie de pecado original psicológico e seria tão vital quanto inútil lutar para se livrar dessa marca de nascença. Talvez por isso, a herança intelectual de Freud seja considerada hoje muito menos uma receita para resolver problemas e angústias do cotidiano e muito mais um dos maiores textos em língua alemã, deixado por um profundo observador da fragilidade e da trágica condição humana. Essa é uma questão que não se esgotará tão cedo na academia. Na vida real, as pessoas continuam sendo escolhidas como parceiros, namorados, esposos, sócios ou empregados de empresas com base em seus traços de personalidade – muito mais preponderantes atualmente, em muitos casos, do que a bagagem cultural que acumularam.

O psicólogo Roger Gould, que mantém uma coluna na revista leiga americana Psychology Today, não tem dúvida disso: “O caráter, em sua acepção mais ampla, engloba a personalidade, e não apenas a parte ética. O caráter é mais importante que o intelecto. Foi assim na história humana recente. Hoje, isso é uma realidade predominante”.

Gould lista as características que a Nasa usa para decidir quem será astronauta quando diante de candidatos igualmente competentes.
São capazes de trabalhar em estreita convivência com outras pessoas durante um tempo longo em espaços exíguos. A situação contrária, o isolamento extremo e prolongado, também afeta pouco seu desempenho ou humor.

• Eles confiam nos outros e nunca reclamam de desconforto.
• Emoções fortes, positivas ou negativas, produzem neles reações vigorosas, mas não paralisantes.
• Nunca tomam a iniciativa de falar de suas emoções mais íntimas, porém não se furtam a falar delas quando provocados.
• Sabem avaliar o estado de espírito das pessoas que os cercam.
• São ao mesmo tempo agressivos e cuidadosos. Aventuram-se mais, mas se acidentam menos que a média dos pilotos.

Situações em que alguns daqueles traços se tornam determinantes para uma vida equilibrada e plena, estão se tornando cada vez mais comuns, seja em família, na escola, em sociedade ou no trabalho. E qual a boa notícia? A boa notícia, de acordo com pensadores da linha da psicologia positiva, é que os traços de personalidade mais associados com uma vida harmoniosa podem ser desenvolvidos pela aprendizagem. Obviamente, não existem soluções sem esforço nessa área. Certos traços benéficos de personalidade são mais fáceis de ser adquiridos que outros componentes do chamado “capital humano”, como modernamente se definem as potencialidades das pessoas.

“Os estudos mostram que 75% dos profissionais têm traços de caráter e de personalidade que dificultam o exercício de todo seu potencial pessoal na família e na empresa”. A questão, portanto, não é negar a conclusão de Freud de que todo mundo é neurótico. A questão a que se propõem os novos doutores da alma é não se deixar paralisar por essa conclusão do fundador da psicanálise, e sim usá-la de modo mais produtivo. É exatamente essa a proposta de Valliant em seu artigo: “Não descobriremos nunca as causas do sofrimento neurótico se não tivermos idéia clara dos fatores que produzem a saúde mental.

Fonte: http://veja.abril.com.br/170903/p_088.html

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thumbnail2Os caminhos para o aperfeiçoamento pessoal, que permite enfrentar – e vencer – com mais facilidade os obstáculos do dia-a-dia

Quem está lendo esta reportagem relaxado numa poltrona, com o tempo que for preciso para terminá-la e sem ninguém interrompendo, é um privilegiado. A maioria das pessoas lê enquanto se ocupa de outras coisas .– espera o trânsito andar, vê TV, responde a e-mails, prepara o jantar, seca o cabelo, ajuda os filhos com o dever de casa. A correria da vida moderna faz com que as pessoas girem em um ritmo mais acelerado do que gostariam. O brasileiro trabalha hoje em média 51 horas por semana, e a jornada de um profissional não acaba – continua via celular e e-mail. O habitante típico das grandes cidades do Brasil gasta em média duas horas por dia no trânsito. Segundo pesquisa recente, 82% dos brasileiros dos centros urbanos admitem que seu nível de ansiedade é alto. O bombardeio de informações é estonteante. Por isso, ao fim do dia, o excesso de informação termina por subtrair significado na mesma proporção em que fornece novidades. Em boa parte, resulta daí a sensação de que vivemos todos imersos em uma realidade caótica.

Diante desse quadro, as pessoas tendem a negligenciar a formação de sua estrutura psicológica. Alguns dos elementos formadores desse oásis interior são os prazeres intelectuais, os passatempos e diversões, a espiritualidade, a convivência social. Eles acabam relegados a um plano secundário, ou mesmo esquecidos, por causa do stress do dia-a-dia. O embate entre as opressões do cotidiano e as necessidades pessoais tornou-se um problema tão crítico que se converteu em foco central da atenção de psicólogos e especialistas em analisar o comportamento humano.

Para que as pessoas não sejam engolidas pelo mundo moderno, é preciso que criem dentro de si uma espécie de zona de proteção.
Nessa zona de proteção, as pessoas podem fazer o que gostam e ser capazes de aperfeiçoar sua vida interior em todos os aspectos: mental, emocional, espiritual, intelectual e social. Assim, tornam-se seres melhores, mais felizes, mais preparados e aptos para a vida em família, em sociedade e no trabalho.

Essa zona de proteção de que falam os especialistas, pode ser imaginada como um lago em volta da pessoa. Ele filtra as situações extenuantes pelas quais ela passa no trabalho e nas relações sociais, protegendo-a – ao menos em parte – de seus efeitos nocivos. Suas águas abrigam aquilo que existe de mais vital dentro de cada um: a vida interior. Cercar-se desse lago não significa isolar-se do mundo, pelo contrário. Significa adquirir forças para lidar melhor com a parte da existência sobre a qual não temos controle.
Há quem transforme o lago num oceano – gente cuja vida interior é tão rica que acaba por transcender aos aspectos práticos do cotidiano.

Muita gente que embarca numa boa causa para se aperfeiçoar interiormente acaba por se lançar em aventuras que modificam todos os aspectos de sua vida. Muitas vezes o aperfeiçoamento da vida interior se dá por meio da superação dos próprios limites. Um atleta olímpico que bate um recorde não ganha apenas uma medalha e a glória instantânea – ele também dá um passo à frente em sua realização pessoal.

A busca pelo autoconhecimento, assim como as pressões do mundo moderno, tem feito com que cada vez mais gente busque os benefícios de uma terapia.

Fonte: http://veja.abril.com.br/250804/p_092.html

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O impacto das emoções e dos transtornos psíquicos sobre a saúde orgânica é muito maior do que se supunha. A psique é tão importante quanto a genética e o estilo de vida no desenvolvimento e no tratamento das mais diversas doenças.


O número de pessoas que sucumbem fisicamente às suas próprias emoções é enorme. De cada dez pacientes que procuram um médico pela primeira vez, três apresentam queixas inexplicáveis na aparência, sem nenhuma causa orgânica. Tais sintomas, esclarecem os psicólogos, surgem exatamente para chamar a atenção para o sofrimento psíquico. “Quando são apenas sinais, diz-se que o paciente está somatizando”, explica o psicanalista Roque Magno de Oliveira, professor da Universidade de Brasília. O correto, então, é encaminhá-lo à psicoterapia e pronto. Mas pode ocorrer de esse processo de somatização, detectável durante uma consulta médica mais acurada, já ter causado males verificáveis por exames clínicos e laboratoriais.

Nesse caso, está diagnosticada uma “doença de origem psicossomática”, que precisa ser curada por meio de remédios e tratamentos convencionais. O encaminhamento a um psicoterapeuta, aqui, deve ser feito em paralelo. Não raro a atenção aos transtornos psíquicos não só previne o surgimento de doenças como ajuda no combate aos males orgânicos instalados por eles.

É um erro, porém, atribuir todos os males a origens psicossomáticas.O que a ciência tem como certo é que os transtornos psíquicos, sejam eles circunstanciais ou definidores da personalidade, podem aguçar a propensão – genética, ambiental – a determinadas doenças e distúrbios.

Se 15% das mulheres portadoras de genes mutantes como o BRCA 1 e o BRCA 2, diretamente associados ao surgimento do câncer de mama, não desenvolvem a doença, isso ocorre, segundo os especialistas, porque elas contam com uma espécie de imunidade mental. “As experiências clínicas já mostraram que, se existe uma predisposição genética, a doença se manifestará em pacientes com maior instabilidade emocional”.

Uma das perturbações de ordem psicossomática mais comuns é a infertilidade feminina. Muitas mulheres se angustiam (e a seus maridos) por não conseguir engravidar tão rapidamente como amigas suas. Acossadas pela angústia, de forma inconsciente tornam a concepção ainda mais difícil. O resultado é que, depois de anos de tentativas e tratamentos infrutíferos, boa parte delas desiste e parte para a adoção – e eis que, passado algum tempo no papel de mães adotivas, recebem a notícia de que estão finalmente grávidas. Prova-se, dessa forma, que a dificuldade tinha menos a ver com os ovários do que com o cérebro. “Exerço a medicina há trinta anos e a cada dia me convenço mais do poder da mente sobre a saúde”, diz o ginecologista Paulo Serafini, do Huntington Centro de Medicina Reprodutiva.

Entre as alternativas psicológicas que comprovadamente ajudam a evitar doenças e aceleram a recuperação física estão a psicanálise, a meditação e as terapias cognitivas comportamentais. Estas últimas sofreram impulso nos últimos anos, pelo fato de proporcionarem bem-estar de maneira rápida. O que importa, para seus seguidores, é ensinar o paciente a evitar a cadeia de reações emocionais que leva o corpo a responder com sintomas físicos. A meditação, por sua vez, visa a acalmar a mente das atribulações cotidianas. O estudo mais recente nesse campo submeteu pacientes cardíacos à técnica e comprovou que eles se beneficiaram de uma redução da pressão sanguínea. A hipótese é que a meditação modula a resposta do sistema nervoso ao stress. Nenhuma dessas duas técnicas, no entanto, age na raiz dos problemas psíquicos – ou seja, a história pessoal de cada um e os conflitos causados por ela. Esse papel cabe à psicanálise, que demanda tempo, disposição e dinheiro para que o paciente se aventure na tortuosa via do autoconhecimento.

O caminho para a psicossomática está aberto em definitivo, graças à associação entre médicos e psicólogos. Mas, apesar de todas as descobertas, ainda há muito por trilhar. Uma doença não é um episódio único. É fruto de uma história de vida. Sabe-se que há fatores ambientais e genéticos que são decisivos no aparecimento de uma doença – entre eles, idade, fumo, obesidade, sedentarismo. Qual o peso, contudo, de um luto no sistema imunológico de uma pessoa? Como medir quanto uma separação conjugal debilita o organismo? O poder da sugestão mental sobre a saúde foi objeto de uma frase famosa do escritor francês Stendhal, autor do clássico O Vermelho e o Negro. Ele afirmou que “nomear uma doença é apressar-lhe o progresso”. O contrário – nomear uma cura para que a saúde se restabeleça – é uma hipótese que pertence tão-somente ao terreno da religião.

O que os cientistas acreditam é que, num futuro não tão distante, será possível auscultar o cérebro para evitar que doenças atravessem a alma e desintegrem o corpo.

Fonte: http://veja.abril.com.br/280606/p_066.html

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