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estigmaPsiquiatra fala, em artigo, sobre como encarar doença mental. Sally Satel é acadêmica residente no American Enterprise Institute.

 No último outono, a televisão britânica transmitiu um reality show chamado “O Quão Louco é Você?” O enredo era simples: dez voluntários viviam juntos, durante uma semana, num castelo em Kent, e participavam de uma série de desafios.

A novidade era a falta de um prêmio.

Cinco dos voluntários tinham um histórico de doença mental séria, como transtorno obsessivo-compulsivo ou distúrbio bipolar, e cinco não. Os desafios, criados para extrair sintomas latentes, incluíam limpar um estábulo, realizar uma comédia stand-up, e se submeter a exames psicológicos.

Mas o verdadeiro teste veio no final da semana.

Poderia um painel de peritos – um psiquiatra, um psicólogo e uma enfermeira psiquiátrica – distingui-los entre si?

Eles não puderam. Após assistir a horas de gravações, os peritos identificaram corretamente apenas duas das cinco pessoas com histórico de doença mental. Eles ainda identificaram erroneamente duas pessoas saudáveis como portadoras de distúrbios.

O ponto estava feito: nem mesmo profissionais treinados conseguem, com confiança, determinar uma doença mental apenas pelas aparências.

“Ter uma doença mental não precisa se tornar sua característica definidora”, escreveu o produtor, Rob Liddel, na descrição do programa. “Isso não deveria separar as pessoas na sociedade”. O principal grupo defensor da saúde mental na Inglaterra e no País de Gales, chamado MIND, elogiou o produto televisivo por encorajar os telespectadores a “reexaminar suas pré-concepções”.

Mas o que renderia esse reexame? A crença de que pessoas com graves doenças mentais não são diferentes dos outros?

Espero que não.

Uma ficção tão tranquilizadora nos distrai da verdadeira razão pela qual os peritos ficaram confusos. Não é que as pessoas com problemas psiquiátricos sejam indistinguíveis dos outros. Os especialistas tropeçaram porque os sintomas mais dramáticos dos participantes – depressão imobilizadora, manias agitadas, mãos sendo insistentemente lavadas, e muito mais – haviam sido tratados e estavam sob controle.

“O Quão Louco é Você?” pode ser o primeiro reality show de seu tipo, mas se encaixa num gênero muito bem estabelecido de marketing social, focado em acabar com estereótipos e dissipar posturas negativas a respeito de pessoas com doenças mentais.

A Associação Psiquiátrica Mundial patrocina campanhas anti-estigma em 20 países. Nos Estados Unidos, a agência Substance Abuse and Mental Health Services Administration possui um centro de recursos para promover aceitação, dignidade e inclusão social associadas à saúde mental. A Aliança Nacional da Doença Mental tem um programa chamado StigmaBusters (algo como destruidores de estigmas) “para quebrar as barreiras da ignorância, preconceito ou discriminação ao promover a educação, o entendimento e o respeito”.

Mas essas campanhas funcionam? Houve poucas avaliações rigorosas. De acordo com um artigo de 2006, publicado no Psychiatric Services, um jornal da Associação Psiquiátrica Americana, “a educação produz melhorias de curto prazo em posturas, todavia, a magnitude e duração da melhoria, em atitudes e comportamentos, pode ser limitada”.

Essa conclusão não é uma surpresa. É notoriamente difícil mudar atitudes através de apelos, compaixão e educação. Keith Humphreys, psicólogo da Universidade Stanford, oferece uma boa analogia na forma da hostilidade inicial, vivida no século XIX, pelos americanos em relação a grupos de imigrantes – irlandeses, italianos, judeus. A aversão diminuiu com o tempo, não pelas propagandas, campanhas e cartazes, mas porque esses imigrantes foram bem sucedidos na América – e nada desestigmatiza tão bem como o sucesso.

Se “O Quão Louco é Você?” melhorasse as atitudes dos telespectadores, o crédito deveria ir para o tratamento, a mais eficaz força anti-estigma existente.

Imagine pobres almas psicóticas assustadas portas de entrada, arrastando os pés em trapos mal-cheirosos, ou discutindo alto uns com os outros no parque. Nenhum pronunciamento de serviço público deixará a audiência com menos medo deles ou tranquilizará futuros vizinhos quando um abrigo para doentes mentais resolve se estabelecer em seu quarteirão.

Mudar as posturas públicas em relação aos doentes mentais depende amplamente de tratamentos efetivos. Isso, por sua vez, coloca em movimento uma situação de auto-reforço: quanto mais aquele tratamento parece funcionar, mais ele é encorajado.

Nós vemos isso em algumas das tendências mais recentes da promoção de tratamentos: medicamentos psiquiátricos são rotineiramente anunciados na televisão. O exército está dando passos significativos para tornar padrão o tratamento do estresse de combate. No último outono, o presidente George W. Bush assinou uma lei que proíbe a discriminação de seguros de saúde contra pacientes com doenças mentais.

Campanhas anti-estigma são muito bem intencionadas, porém, lhes falta um elemento crucial. Não importa o quão simpático seja o público, as atitudes em relação a pessoas com doenças mentais vão inevitavelmente depender do quanto seus sintomas os tornam diferentes.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1094741-5603,00.html

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A dona de casa Elisandra Bonfim, 28, fez terapia durante 12 anos. Teve duas psicólogas, chegou a ter sessões todos os dias da semana e gostava do processo. Mas diz que, com a última delas, que a atendeu por cinco anos, nunca teve coragem de ir para o divã.

Tinha medo de que a terapeuta dormisse, pois ela bocejava com frequência. “Acho que ela estava cansada naquela época, mas eu ficava muito incomodada com isso, pois acontecia em quase toda sessão. Cheguei a falar com ela, mas nada mudou”, conta.

Outro problema era o fato de a profissional olhar demais para o relógio. “Sei que não pode passar da hora, mas eu ficava irritada com isso. Às vezes eu estava contando alguma coisa, tinha vários sentimentos envolvidos ali”, lembra.

As atitudes descritas por Elisandra são algumas das citadas em uma lista que traz 12 maus hábitos que todo terapeuta deveria evitar. O autor também é psicólogo: o americano John Grohol, criador do portal Psych Central (www.psychcentral.com), acessado mensalmente por 800 mil pessoas e eleito um dos 50 melhores de 2008 pela revista “Time”.

A Folha selecionou dez comportamentos citados por Grohol e pediu a especialistas brasileiros que os comentassem. Muitos deles não são um problema quando ocorrem isoladamente, mas podem atrapalhar a terapia quando se tornam um hábito.

Se eles passam a incomodar o paciente, a recomendação é ser sincero. “O paciente tem o direito de expressar as necessidades dele”, diz a psicóloga Regina Wielenska, supervisora de terapia comportamental do curso de terapia comportamental e cognitiva do Hospital Universitário da USP (Universidade de São Paulo).

1 Comer na frente do paciente

Esporadicamente, no caso de uma sessão extra pedida pelo paciente e marcada no horário de uma refeição, por exemplo, a atitude é aceitável, afirma o psicólogo Roberto Banaco, professor titular da PUC-SP.

“É melhor oferecer apoio ao cliente comendo do que negar esse apoio por falta de horário”, diz Banaco. Mas necessidades pessoais como essa deveriam acontecer em outro contexto. “Comer na sessão mostra desrespeito pelo paciente”, diz Wielenska.

2 Atender ao telefone

Emergências acontecem. O terapeuta pode ter de atender um paciente internado ou com risco de suicídio, por exemplo.

Nesse caso, o mais aconselhável é avisar antecipadamente ao paciente que isso pode acontecer e ser breve. “Se existir essa possibilidade, o terapeuta deveria dizer que, em caráter excepcional, pode ser necessário atender a uma ligação urgente. Mas isso deve ser raro, não pode se tornar um hábito”, afirma Wielenska.

3 Tomar notas em excesso

A figura do analista com um bloquinho na mão, que aparece em charges e filmes, é um falso símbolo da psicanálise, diz Cyrino. “Freud não anotava durante as sessões porque isso fragmenta a compreensão da situação da análise. Quem interrompe para tomar notas perde o fio da meada. O pensamento é muito mais rápido do que a palavra escrita. E o paciente se sente perseguido.”

4 Atrasar-se para a sessão

“Quando o profissional estender a sessão desse cliente, ele saberá que os atrasos devem-se ao acolhimento para quem precisa, em contraposição à regra fria de que a sessão dura “X” minutos”, diz Banaco. Ele acredita que, quando a demora é grande, o terapeuta deve dar satisfação a quem aguarda.

5 Ser pouco acessível

Segundo os especialistas, deve haver um meio-termo em relação a esse item. Por um lado, não é recomendável que o cliente desenvolva uma extrema dependência do terapeuta. “Um paciente carente pode querer estar ligado 24 horas ao analista, como se fosse um bebê em simbiose com a mãe”, compara Cyrino.

Por outro lado, estar inteiramente fora do alcance, especialmente em situações graves, não é aconselhável. “O terapeuta não pode ser impossível nem dar a impressão de disponibilidade total, como se fosse só do paciente -o que é um desejo frequente e compreensível”, diz o psicanalista.

6 Olhar demais para o relógio

Segundo Cyrino, com a experiência, o terapeuta ganha uma noção de tempo automática. “Mas ele não é máquina. Um recurso é ter um relógio num lugar discreto e consultá-lo sem caráter ostensivo.” Já se isso ocorrer com um paciente específico, o terapeuta deve se perguntar o que está acontecendo na relação com ele.

7 Bocejar demais

Bocejar não é o problema: como qualquer pessoa, o terapeuta pode estar cansado em um determinado dia. A questão é quando a atitude se torna um hábito, que costuma ser interpretado pelo paciente como falta de interesse.

8 Contato físico excessivo

No Brasil, costuma ser aceito um maior contato físico ao cumprimentar alguém. “Na nossa cultura, é normal dar um beijinho ou um ligeiro abraço. O terapeuta pode fazer isso com leveza e rapidez, sem tom erótico”, diz Wielenska.

9 Falar demais sobre si mesmo

A chave é ver se há propósito terapêutico. “Qualquer fala sobre si mesmo que não tenha um propósito terapêutico é uma fala em demasia”, diz Banaco.

10 Vestir-se inadequadamente

Como qualquer pessoa, o terapeuta tem seu estilo e não precisa abrir mão dele no ambiente profissional. “Atendemos surfistas, publicitários, executivos. Não podemos ser camaleões para nos ajustarmos ao estilo de cada cliente. O terapeuta só não pode estar vestido de maneira profundamente chamativa, vulgar, suja ou descuidada. O resto é uma questão pessoal”, diz Wielenska.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u550251.shtml

 

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adolescencia1A ADOLESCÊNCIA Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência é a fase do indivíduo que se encontra entre os dez e vinte anos de idade. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece a faixa etária dos onze aos dezoito anos.

A adolescência é uma etapa do desenvolvimento humano caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais. Etapa do desenvolvimento, que ocorre desde a puberdade à idade adulta, ou seja, desde o início das alterações psicobiológicas que iniciam a maturação sexual até à idade em que um sistema de valores e crenças se enquadra numa identidade estabelecida.

Os aspectos físicos da adolescência (crescimento, maturação sexual) são os componentes da puberdade, vivenciados de forma semelhante por todos os indivíduos. Quanto às dimensões psicológica e social, estas são vivenciadas de maneira diferente em cada sociedade, em cada geração e em cada família, sendo singulares até mesmo para cada indivíduo. É neste contexto de alteração do próprio corpo e também de uma maturação ao nível do intelecto , que o adolescente procura entender quem é e qual o seu papel na sociedade em que vive: interessa-se por problemas de ordem moral e ética e, por vezes, adota ideologias ou vivem somente a busca da beleza estética.

A busca por uma identidade única é um dos problemas que adolescentes freqüentemente encaram, desafiam autoridades e regras como um caminho para se estabelecer como indivíduo. Nesse estágio, desportistas e artistas servem como modelos de comportamento.

À medida que os vínculos sociais vão se estabelecendo, um conjunto de características vai sendo valorizado, desde características necessárias para ser aceito pelo grupo, até características necessárias para expressar um estilo que agrada a si próprio e ao outro. Este conjunto de características fundamentais para o desempenho dos papéis sociais é conhecido por Persona, que significa máscara. Assim como a auto-estima representa aquilo que a pessoa é para si mesma, a Persona representa aquilo que ela será para o outro.

A dualidade entre o amadurecimento do corpo e amadurecimento psicológico, freqüentemente causa certa susceptibilidade à instabilidade emocional que pode levar ao consumo de drogas ou álcool, problemas mentais como esquizofrenia ou distúrbios alimentares (como anorexia e bulimia), e a problemas sociais como a gravidez adolescente.

O lado bom:

A adolescência não é marcada apenas por dificuldades, crises, mal-estares, angústias. Ao se abandonar a atitude infantil e ingressar no mundo adulto, há uma série de acréscimos no rendimento psíquico. O intelecto, por exemplo, apresenta maior eficácia, rapidez e elaborações mais complexas, a atenção pode se apresentar com aumento da concentração e melhor seleção de informações, a memória adquire melhor capacidade de retenção e evocação, a linguagem torna-se mais completa e complexa com aumento do vocabulário e da expressão.

Fonte: https://sites.google.com/site/psicoclinicas/home/adolescencia

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