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“O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória”

128390110Moro na bolha liberal de Park Slope, no Brooklyn, onde nenhum yuppie (expressão inglesa que significa Jovem Profissional Urbano) jamais admitiria querer que seus filhos fossem alguma coisa em particular, que não pessoas felizes. Mas frequentemente, costumamos definir a felicidade como uma variante das nossas próprias vidas, ou pelo menos das vidas das nossas expectativas. Se frequentamos a universidade, queremos que os nossos filhos estudem na universidade. Se gostamos de esportes, queremos que os nossos filhos gostem de esportes. Se votarmos no Partido Democrata, evidentemente, queremos que nossos filhos votem nos democratas.

Eu sou gay. E quero que meus filhos sejam gays, também.

Muitos dos meus amigos heterossexuais, até os mais liberais, acham esta lógica distorcida. Para eles, admitir que prefeririam que seus filhos fossem héteros, o que só admitiram a contragosto, é uma coisa. Mas querer que minha filha fosse lésbica? Seria o mesmo que dizer que gostaria que ela fosse intolerante à lactose.

“Você não quer que ela seja feliz?” perguntou um amigo. Talvez ele quisesse dizer apenas que é mais fácil ser hétero numa cultura homofóbica. Mas esta é uma atitude de submissão a esta cultura, e até mesmo a reforça. Uma interpretação menos feliz seria que ele considera os héteros seres superiores. Quando eu era adolescente, meu pai me aconselhou a não casar com um preto. “Só procuro proteger você”, disse. Mas era impossível saber se ele pretendia me isolar da discriminação ou implicitamente racionalizar sua discriminação. A ideia de que ninguém escolhe ser gay é muito difundida – até mesmo no movimento pelos direitos dos gays.

No início dos anos 90, em parte como reação ao conceito perigoso de que os gays poderiam ser mudados, os ativistas insistiam na ideia da sexualidade como um estado fixo, inato. Os cientistas até tentaram provar que existe um “gênero gay”. Estes conceitos sobre orientação sexual ajudaram a justificar as proteções legais. A ideia de que pessoas “nascem gays” tornou-se não apenas o tema de uma música de Lady Gaga, mas a justificativa racional dos direitos gays.

“no meu caso, eu não optaria por ser gay”, me disse uma amiga certa vez. Triste admissão, porque ela era.

Antigamente, “gay” significava “feliz”. Mas, com o tempo, os sinônimos acabaram se distinguindo. Gay tornou-se uma situação pessoal infeliz, até mesmo deplorável. Quando o ativista da liberação dos gays, Franklin Kameny, lançou uma simples iniciativa em 1968 proclamando que “gay is good”, foi porque, na época não era. Até 1973, a Associação de Psicologia dos Estados Unidos considerou a homossexualidade uma forma de doença mental. E embora, desde então, a cultura gay tenha se desenvolvido desde então, nossas aspirações não a acompanharam. Hoje é mais aceitável ser gay nos EUA, mas isto não é o mesmo que desejável. Na minha casa, é.

Aqui, talvez você espere que eu diga que, se minha filha fosse gay, ela teria indubitavelmente de enfrentar dificuldades e problemas que não encontraria se fosse hétero. Talvez. E talvez, se eu não fosse uma mãe lésbica branca de classe média alta morando numa cidade liberal, tivesse este tipo de preocupações. Mas independentemente disso, eu gostaria que minha filha fosse ela mesma. Se eu morasse, digamos, na Carolina do Norte, com um filho adotivo no Marrocos, gostaria de pensar que o encorajaria a ser muçulmano, se esta fosse a sua escolha eu faria isto, mesmo que sua vida provavelmente fosse mais fácil se ela não fosse. Também é mais fácil ter sucesso como dentista do que artista. Mas se minha filha quiser ser artista, eu a encorajarei totalmente – e procuraria eliminar todas as barreiras em seu caminho, em vez de cria-las eu mesma.485212911

Além disso, nunca, em momento algum, eu lamentei ser gay, nem deixei de considerar isto um bem, um dom. meus pais me apoiaram absurdamente desde o começo, e contei com uma comunidade sensacional de amigos e mentores que me fizeram sentir incondicionalmente aceita. Na época em que minha filha chegar à maturidade, ela terá mais do que uma rede de apoio, inclusive duas mães, para gritar isto bem alto.

Entretanto, mais do que isto, ser gay abriu meus olhos para o mundo ao meu redor. Aprender que nem todo gay conseguia aceitar isto tão bem quanto eu, me ajudou a perceber que muitas pessoas em geral não tiveram uma experiência positiva como a minha. Eu não seria um ser humano politicamente engajado, e muito menos ativista, escritora e personalidade da TV, se não fosse gay.

Se minha filha for gay, não me preocuparei com a possibilidade de ela ter uma vida difícil. Mas me preocupo com as pessoas que prognosticam que ela terá uma vida difícil – contribuindo para perpetuar a discriminação, que, do contrário, poderia desaparecer mais rapidamente. Quero que minha filha saiba que ser gay é tão desejável quanto ser hétero. O problema não é a ideia de que a homossexualidade possa ser uma escolha, mas a ideia de que a heterossexualidade deva ser obrigatória. Na minha casa, evidentemente, não é. Até compramos livros com figuras que mostram famílias gays, inclusive as que não são muito boas, e também temos um grande número de livros sobre papeis de gênero não tradicionais – com a princesa que gosta de lutar contra os dragões e o menino que gosta de usar vestidos.

Quando minha filha brinca de casinha com seus ursinhos coala de pelúcia, como mamãe e papai, nós a lembramos delicadamente de que poderia haver também um papai e um papai. Às vezes, ela muda seu discurso, outras vezes não. Ela é que escolhe.

Ultimamente só me preocupo com a possibilidade de ela fazer sua escolha e que seja qual for a escolha, ela a faça com entusiasmo e a comemore.

O tempo dirá, mas até o momento, não parece eu minha filha de 6 anos seja gay. Na realidade, ela adora meninos. Me parece um pouco cedo, mas, tento dar-lhe todo o apoio. Recentemente, ela brigou com um menino no ônibus da escola. Ela estava agindo como qualquer criança precoce, socialmente desajeitada faria, ou seja, nada sutil. Conversei com uma amiga que tem uma filha mais velha. “ela quer dar a este menino um cartão e presentes”, falei. “o outro menino é tão tímido que dá até pena. O que faço?”

Minha amiga me respondeu com muita boa vontade e concluiu com um soco no meu estômago: “Aposto que você não se preocuparia se ela brigasse com uma menina”.

Estava certa. Eu sou uma mãe gay que procura defender o gay. Mas vou apoiar minha filha, qualquer seja a sua escolha.

Tradução de Anna Capovilla.

Fonte:http://vida-estilo.estadao.com.br/noticias/comportamento,eu-sou-gay-e-quero-que-meus-filhos-sejam-gays-tambem,1654172

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Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU.

A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/Aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988.

Apesar dos avanços, o preconceito e a discriminação contra as pessoas vivendo com HIV/Aids ainda são as maiores barreiras no combate à epidemia, ao adequado apoio, à assistência e ao tratamento da Aids e ao seu diagnóstico.

E para contribuir nesta batalha contra o preconceito, o estigma e a discriminação, neste 1° de dezembro de 2014, será lançado o livro: O SEGUNDO ARMÁRIO: diário de um jovem Soropositivo.

Neste livro, o autor conta sua luta e sua história; e junto a ele, poderemos vivenciar as descobertas e vivências da vida com HIV e assim contribuirmos ainda mais na batalha contra o preconceito.

O autor abriu mão de seus direitos autorais, assim como, a editora não terá objetivos de lucro, então o livro estará disponível gratuitamente.

Para os interessados em adquirir o ebook, o livro estará disponível no link abaixo a partir do dia 01 de Dezembro de 2014.

http://www.indexebooks.com/armario.html

E a fan page do livro no facebook:

http://www.facebook.com/osegundoarmario

E não poderia deixar de agradecer ao jovem Gabriel de Souza Abreu por dividir sua experiência de vida conosco e por contribuir de forma tão intensa no combate ao preconceito.

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Uma das grandes questões da satisfação com a vida e a felicidade é a de que se compreendermos melhor os mecanismos que facilitam essas emoções, seremos capazes de produzir esse estado de forma intencional. E para isso, precisamos aceitar que os pequenos detalhes muitas vezes têm um papel extremamente importante nessa busca pela felicidade.

Estes pequenos detalhes são na maioria das vezes desconsiderados ou subestimados tanto na vida privada quanto na profissional. Podem ser desde os comportamentos sociais como um sorriso, palavras de gentileza, um elogio, uma lembrança em alguma data especial, porém, o que acontece na maioria das vezes é que as pessoas indicam quando há algum problema ou algum conflito, porém, dificilmente apontam algo positivo ou bom no dia a dia.

A felicidade construída pode ser dividida em duas possibilidades, o bem-estar presente ou atual (imediato) e o bem-estar de longo prazo (habitual), este último traz consigo as várias áreas da vida.

Um bom ambiente profissional ou familiar e até mesmo de amizade, não existe somente porque se programa um evento anual entre todos os envolvidos em cada área da vida, mas sim com base em vários pequenos momentos em que se vive a felicidade atual. A primeira forma é uma experiência intensa de grande alegria, ela engloba todos os prazeres sensuais, sensoriais e vivências, ou seja, é uma entrega a uma atividade prazerosa. Pode ser desde um relaxar em uma praia, sentar em uma varanda na hora do pôr-do-sol, relaxar em frente a TV depois de um exaustivo dia de trabalho, estar com quem se ama, etc, todos estes são exemplos possíveis de prazeres do bem-estar presente, todos eles desencadeiam o afeto positivo. E é através deste que muitas pessoas ao descobrir que conseguem se motivar à realização de tarefas desagradáveis antecipando a sensação que preencherá seu momento após o término da atividade através do pensamento.

Outra forma de gerar felicidade atual é a redução dos afetos negativos, ou seja, quando a pessoa evita ao máximo tudo o que não a faz feliz. Uma técnica muito utilizada para isso é intitulada de brainstorming que é uma “chuva de idéias”, esta técnica geralmente é benéfica quando se testou várias idéias e não houve sucesso, então porque não descrever a situação em detalhes e aproveitar as idéias de várias pessoas e grupos diferentes para encontrar uma solução interessante. Depois, num segundo momento é feita a escolha da idéia que mais lhe é interessante e que possam reduzir o afeto negativo.

Sabemos que transformar um afeto negativo em algo positivo é muito difícil, porém, só de olhar a situação e o momento de forma diferente já é algo muito importante.

Já a felicidade de longo prazo se manifesta de acordo com a satisfação com a vida de acordo com os mais variados aspectos que nela se encontram, pode ser sobre um relacionamento afetivo, familiar, social, a segurança financeira, vida profissional, os momentos de lazer, etc, dependendo do que é importante para cada um.

No entanto, o sucesso em algum desses aspectos não é garantia da felicidade, existe também a insatisfação ou a simples infelicidade apesar das boas condições que possui na vida, nesses casos, o desconforto provavelmente tem causas mais profundas e só um processo psicoterapêutico pode ajudar na compreensão do momento e dos sentimentos.

Há também o inverso, a eterna satisfação, a felicidade mesmo em condições adversas, o que nos faz refletir sobre o quanto cada um pode realmente contribuir para elevar seu próprio nível de felicidade a longo prazo, estar presente em cada momento e fazer dele o que realmente é, único, aproveitar cada oportunidade para se alegrar e desenvolver hábitos de pequenos prazeres como tomar café observando o nascer do sol, ouvir músicas durante a prática de atividade física, desejar bom dia aos colegas antes de se iniciar qualquer etapa do trabalho.

O que importa nessa busca pela felicidade e pela qualidade de vida é o número de pequenas coisas que trazem a tona a sensação de felicidade, de nada adianta um final de semana maravilhoso com quem se ama, em um lugar paradisíaco se a semana que está por vir lhe causa ansiedade e angústia.

O mais curioso, que pelas experiências pessoais e também em consultório, começo a observar que, pessoas com uma clara visão do mundo, tem uma tendência maior a depressão, avaliando seu desempenho e chances de maneira mais real. Enquanto os otimistas tem uma percepção imaginária da vida e acabam sempre com um sorriso no rosto, o que nos faz pensar que é bom manter um pouco da inocência e ilusão da infância, o que não pode acontecer é basear a felicidade apenas na imaginação.

Como podemos então detectar o que nos proporciona felicidade e como identificar os afetos negativos? A resposta são os marcadores somáticos, são sensações físicas, sentimentos ou uma mistura dos dois que podem ser percebidas na experiência emocional. É uma memória cerebral que classifica todos os eventos significativos estruturando uma forma de pensar ou sentir, e com isso, vivências desagradáveis produzem marcadores somáticos negativos e sinalizam os momentos e situações que devem ser evitados, enquanto que as experiências que provocam prazer geram sinais positivos.

A memória das vivências emocionais é o que nos torna um indivíduo o que sentimos como nossa essência, mesmo que elas se transformem ao longo do tempo.

Os marcadores somáticos só podem ser utilizados de maneira proposital quando possuímos uma auto percepção muito forte, possibilitando o registro de tais informações, podendo então estimular ativamente o seu sentimento de bem-estar, independente das circunstâncias externas.

A autonomia é o segredo para a satisfação a longo prazo, é alguém que consegue escolher e arcar com as consequências de cada efeito, é condicionar sua própria felicidade independente de tendências, opinião de outras pessoas, modismos, grupos, etc.

Esta capacidade de saber o que é importante para si mesmo depende muito da atenção que dedicamos aos marcadores somáticos, ajudando então na tomada de decisão e também no encontro de motivação para a busca pelos objetivos de vida.

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