O conhecimento popular sempre caracteriza os jovens em dois sentidos, na questão da revolta e também na questão da busca pelo prazer momentâneo assim como a sensação de que nada pode lhes acontecer.

E é aí que a droga encontra uma porta de entrada e começa a fazer parte da história deste jovem que está construindo e reconstruindo todas as relações sociais que possui até o momento. Começa a observar e questionar o funcionamento familiar, começa a se abrir mais para o mundo e para os relacionamentos com os amigos, construindo, desconstruindo e reconstruindo velhas e novas amizades.

Neste momento da vida é que o jovem vive a busca pelo prazer, pelos desafios
e a abertura ao mundo e aí começa a procura pelo prazer, um dos grandes norteadores do comportamento humano na sobrevivência do dia a dia.

Os jovens, geralmente tem o álcool e o cigarro a porta de entrada das drogas, os motivos vão desde a facilidade de acesso e também por questões sociais, pois, muitas famílias têm estas drogas na rotina de suas casas, o que torna seu uso algo comum e corriqueiro na mente de um jovem. Alguns pensam no álcool como parte integrante de uma época da vida, um ritual de amadurecimento, um tornar-se adulto, além de ser usado como facilitador da interação social.

A química da droga então, engana o organismo, suas emoções e sua mente provocando o prazer (momentâneo), distorce a realidade e os sentimentos vividos fazendo com que a pessoa procure sempre mais e em alguns casos, levando estes efeitos da química como uma referência de momentos agradáveis e divertidos.

Lembrando que o consumo químico em doses elevadas, acaba por distorcer a realidade e os sentimentos vividos, e em muitos casos, tornando o momento muito mais agradável de se viver.

E cada pessoa tem seus próprios motivos que o levam a buscar a experiência química, impulsos ou objetivos diferentes que o fazem escolher um caminho ou outro, seja por curiosidade ou por fuga dos problemas, das frustrações e insatisfações; fuga da timidez, da insegurança, da solidão, a simples busca pelo prazer, a aventura, os relacionamentos sociais.

Diante desta lista incompleta e diversa, a única ligação entre todos os motivos que levariam o jovem a experimentar a droga é a busca pela sobrevivência através de experiências diferentes, porém, se ele estiver bem, com um auto-conhecimento suficiente para definir o que realmente lhe dá prazer e fornecendo a ele condições emocionais para a busca por soluções saudáveis para a vida, provavelmente esses aditivos não serão percebidos como a única alternativa.

A preservação deve mostrar a diferença entre o que é gostoso de se viver no momento e o que é saudável e positivo para a vida. Porque, infelizmente, não existem caminhos exatos para a prevenção ao uso das drogas, o que existe é a informação, o diálogo, a questão da legalidade, os princípios morais junto com a auto-estima, a forma de se relacionar afetivamente (amigos, namoro, família), tudo isso pode ajudar na não aproximação das drogas, porém, não é garantia de proteção.

Também precisamos deixar claro que o uso das drogas não está mais atrelado somente a uma família desestruturada, podemos hoje perceber muitos jovens com famílias bem estruturadas, sólidas, com valores morais e éticos muito bem definidos fazendo uso exagerado de substâncias lícitas e ilícitas.

Por estes motivos que nesta fase da vida, é muito importante a presença dos pais na vida do jovem, participando e proporcionando momentos de diálogo e trocas de afetos. E a psicoterapia como apoio e auxílio para o enfrentamento deste momento, orientando, encontrando formas de lidar com o jovem, assim como proporcionando a este jovem, refletir sobre os caminhos que está percorrendo sem o receio da crítica ou do excesso de incentivo. Este conjunto não impede, mas, ajuda o jovem a se manter longe das drogas e a encontrar outras formas de enfrentar as situações difíceis da vida e também a seguir por alternativas mais positivas e saudáveis de prazer que não  as exclusivamente ligadas a dependência da química.

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