Ao longo da história houve vários modelos de atendimento à saúde. No chamado primitivo, o homem era visto como ser integral, sem dissociação entre corpo e mente, e integrado à natureza. A partir do século 18, sob a inspiração de Descartes, corpo e psique foram considerados como elementos separados e o corpo era visto como um objeto a ser “reparado”. Era a consagração do modelo biomédico, que se fortaleceu com a descoberta dos micro-organismos (vírus e bactérias) e com o pensamento científico moderno, conforme explica a psicóloga e pesquisadora Carmen Maria Bueno Neme, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru.

Com o tempo, as especialidades médicas se desenvolveram e foi se perdendo a noção de que o organismo humano funciona de forma integrada.

Logo os médicos se depararam com a ausência de explicações para vários tipos de enfermidades, sob o ponto de vista físico apenas. E os estudos que relacionavam corpo e mente se desenvolveram, principalmente após as descobertas sobre o estresse na década de 1930. A partir da década de 1940, surge a psicossomática, uma área de estudos médicos e psicanalíticos que visa demonstrar como corpo e mente trabalham juntos em prol, ou não, da saúde.

Base científica

Nas últimas cinco décadas, com base nesses estudos científicos, o modelo biomédico de atendimento gradualmente vem sendo substituído por um modelo biopsicossocial, no qual antigas concepções do tratamento do paciente como um todo foram resgatadas, mas agora com bases científicas.

Hoje, qualquer profissional de saúde atualizado em pesquisas já considera que o adoecimento não pode ser mais compreendido de forma mecânica e linear. Contudo, nem todas as clínicas médicas priorizam o atendimento do paciente como um todo.

Além disso, o modelo biomédico fortaleceu muito a indústria de medicamentos e conferiu um poder sem igual ao médico. As pessoas foram induzidas a pensar que são frágeis e só o médico tem o poder de curá-las. E isso não é verdade, se for considerado que o sistema de defesa imunológico do ser humano vem se desenvolvendo a milhares de anos e nos protege cotidianamente de ataques internos e externos.

Para a psicóloga, continua valendo o que dizia Hipócrates, antigo defensor da unidade entre corpo e mente: “O corpo não é só um conjunto de órgãos, mas uma unidade viva que cada indivíduo regula e harmoniza.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/03/01/corpo-e-mente-nem-sempre-foram-tratados-isoladamente-explica-psicologa.jhtm

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