As dores da alma deixaram há muito tempo de ser tratadas como frescura e, hoje, incomodam tanto as pessoas quanto qualquer sintoma físico. Inúmeras pesquisas que comprovam a influência das emoções na saúde também ajudaram a popularizar a figura do terapeuta. Resultado: o perfil de quem busca ajuda psicológica mudou e a psicoterapia parece ter virado moda.

No dia-a-dia, é comum ouvir um colega de trabalho ou algum familiar – que não demonstra qualquer sinal de carências, dilemas ou traumas emocionais -dizer que está atrasado para a terapia. Aliás, a “mania” dessa geração que se acostumou a culpar o estresse por todos os fracassos invadiu até a área do entretenimento.

Isso mesmo. O canal de TV paga HBO, por exemplo, aposta na série Em Terapia, que apresenta um formato de programa inusitado: a cada dia da semana, o público “invade” o consultório do psicanalista Paul Weston, interpretado pelo ator Gabriel Byrne, e assistem de camarote às sessões, descobrindo as angústias e dúvidas de cada paciente.

A série mostra que qualquer pessoa poderia estar naquele divã. Segunda-feira é a vez da anestesista Laura, que acaba se apaixonando por Paul; os 30 minutos da terça são destinados ao piloto Alex e os da quarta à ginasta Sophie; na quinta, o especialista recebe o casal Jake e Amy. Mas, o momento mais esperado é a sexta-feira quando Paul – isso mesmo, o próprio psicanalista – se submete aos conselhos da terapeuta Gina.

Com tanta gente interessada em se descobrir e resolver seus fantasmas, talvez só reste uma grande dúvida existencial nos consultórios: será que todo mundo precisa de ajuda psicológica? Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, a terapia é válida para todos que pretendem se conhecer melhor. “E, claro, todas as pessoas buscam a terapia impulsionadas por alguma dificuldade, seja ela emocional, profissional ou de outra natureza”, afirma.

Mas, afinal de contas, o que é terapia?

O termo correto é psicoterapia e trata-se de um tratamento para doenças mentais ou psíquicas, sem o uso de medicamento, e para ajudar o paciente a resolver ou lidar melhor com seus conflitos emocionais. Esses dilemas, inclusive,podem vir a se manifestar fisicamente sob a forma de dores – são as chamadas doenças psicossomáticas.

O psiquiatra entra em cena quando há uma doença psíquica em que a medicação vai poder ajudar, como em casos de depressão, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo. “Mas é fundamental que o paciente faça psicoterapia também, porque o resultado é melhor”, diz a psiquiatra Maíra Della Monica Machado, da Faculdade de Medicina do ABC.

Fonte: http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3156108-EI1520,00-Quem+precisa+de+terapia.html

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